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quinta-feira, 13 de março de 2025

O grande incêndio na Karibê em 1974

Em 21 de Março de 1974, ocorreu um grande incêndio na Karibê. O incêndio se iniciou as 11h20m e durou até as 17 horas do dia posterior, destruindo totalmente o depósito de matérias primas da indústria têxtil.
Na então, Indústria Karibê de Confecções e Tecelagem Ltda., deve um prejuízo com toneladas de lã industrializada, fios sintéticos e viscose, além de produtos químicos que foram queimados.
Doze pessoas que trabalhavam no local na hora do fogo, saíram ilesas, com apenas queimaduras e princípio de intoxicação, graças a pronta intervenção da Brigada Especial Interna de Combate a Incêndios. Era formada por 40 empregados treinados semanalmente, para este tipo de acidente. Nos primeiros 30 minutos, eles atacaram o foco inicial e conseguiram isolar a ala industrial, onde existiam dezenas de máquinas. Mil e quinhentos metros quadrados da empresa arderam em chamas até a chegada dos bombeiros de Arujá, Guarulhos e Jacareí.
Disse o diretor técnico da Karibê, Henrique Cytrynowicz, que "o maior problema não é o prejuízo (avaliado em vários milhões) mas sim a renovação do estoque, pois estamos atravessando séria crise no setor de fibras sintéticas".
Ocorreu até mesmo uma reportagem no Jornal Folha de S. Paulo, na época. Especificamente no dia seguinte, em 22 de Março. Na época, minha mãe, Teresa Caraça, saiu mais cedo, devido ao incêndio. Mas na manhã seguinte, já deve que voltar a trabalhar. Isso se deve, pois não foi o setor dela que queimou, mas outro, que poderia ter muito algodão.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Figuras notáveis de Santa Isabel: Noriharu Nagate

Nascido em 15 de Setembro de 1940 no interior de São Paulo. Nos anos 60 mudou-se com os pais para o Paraná para lidar com o café. Ali conheceu Rosa Helena de Almeida, com quem se casou e com ela teve um filho, Ti Nagate.
Nos anos 70, uma forte geada congelou tudo o que a família possuía e a família Nagate decidiu aceitar o convite de um primo que vivia em Santa Isabel, vendeu tudo e mudou-se para a cidade. 
Começou na Karibê, como muitos da cidade, mas depois começou com um carrinho pastel notoriedade. Se fixou com ele na rua Prudente de Moraes com a Avenida República, e assim criou uma freguesia. Foi rápido e conquistou um ponto comercial.
Um dos momentos tristes de sua vida foi a perda de sua mulher Rosa. Hoje Ti Nagate, filho de Noriharu, é casado e tem duas filhas, Nicole e Nadine.
Noriharu Nagate se casou novamente com Cléria Itiki. Ajudou a criar e educar duas filhas, Priscila e Érika. Ganhando mais um neto, Tiago.

80 anos de história. Jornal Ouvidor. Igaratá. 19 de Setembro de 2020. p. 4. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Por qual motivo se chama Parque do Imigrante? (Parte final)

Vamos terminar sobre o Parque do Imigrante... Ou Imigrantes... Sei lá. E dessa vez, não vou bater na tecla de que ele foi feito de improviso, já que dá para provar isso com dados, de jornais e alguns da própria prefeitura.
Ele foi construído com um investimento de R$ 2.075.411,88 (segundo o que o Jornal Bom Dia fala) da Secretária Municipal de Planejamento Urbano, Oras e Habitação. Sendo tratado com diversos adjetivos benignos, o que Carlos Chinchilla ignora é a perda de grana anterior, e o grande gasto A MAIS nesse mesmo parque. Pois em 2022, na página de Facebook do Jornal Bom Dia, comenta sobre a perda de quase 1 milhão de reais, para a construção do Parque Linear. Não sabe do que se trata? Já havia, antes mesmo desse parque, um projeto com a emenda enviada pelo deputado federal Roberto de Lucena para esse local. Entretanto, essa grana toda foi perdida. Seja por qual motivo que seja, isso demonstra incompetência. Podem ver a seguir, um "print" do próprio Chinchilla falando disso em Maio de 2021.

Poderíamos falar de bonecos da Turma da Mônica no parque não fazer sentido. Pois nenhum está caracterizado como imigrante, nenhum deles é um imigrante dentro das histórias em quadrinhos. Pode me falar que é por ser da cidade onde nasceu Maurício de Sousa. Mas caí na mesma piada de sempre: uma pessoa que realmente, nunca amou a cidade, mas que lhe massageiam o ego com homenagens. Porém, conseguem ser piores! 
Menos de um mês após a inauguração, o Parque dos Imigrantes, em Santa Isabel, foi alvo de vândalos. Os principais bens danificados foram as estátuas de personagens da Turma da Mônica. A Mônica teve o Sansão arrancado (sobrando apenas a orelha), enquanto o Cebolinha foi tirado do lugar original. Além disso, imagens recebidas pelo WhatsApp do Jornal Ouvidor mostram que pessoas também jogaram fezes nas portas dos banheiros do Parque.
E como bem público, sendo o próprio prefeito uma pessoa que se vangloria da segurança em Santa Isabel e suas diversas câmeras, não colocou algumas delas para vigiar o novo espaço. Para combater esse problema, a administração municipal afirmou que “serão implementadas ações concretas, como o fortalecimento da fiscalização, o reforço da segurança nos parques e a conscientização da comunidade sobre a importância de preservar o patrimônio público”. Depois que acontece o evento, não é? Eu não retiro aqui, a falha da população, mas era de se esperar coisas assim, pois a própria gestão já viu vandalismos assim antes, na Praça da Bandeira, por exemplo.
A mesma administração, que plantou as 35 árvores nativas, no município, com nomes de alunos pelo parque. Mas permitiu a devastação de diversas árvores na Avenida Presidente Castelo Branco com a Joel de Sousa. E isso causou diversos problemas para os moradores, criando alagamento, impedindo veículos e pessoas de transitar, algo que não aconteceu com tamanha força, até essa administração estar no poder.
Com desculpas, como falar das raízes japonesas do antigo prefeito Mamoru Tomita, assim como a descendência libanesa de Nenê Simão (que também já foi prefeito) e italiana de Gabriel Cianflone, Chinchilla citou outros. A verdade é que já citou na internet para pessoas, quando o criticam "ame ou deixe a cidade", sendo que isso é uma fala do período da Ditadura Militar no Brasil.  
O que eu poderia esperar de uma gestão que nem sabia como iria ser o nome do parque, não é? A prova, é essa imagem do Facebook, publicada pela página da Rádio Sucesso. Há até um vídeo, feito pela própria Prefeitura de Santa Isabel que mostra acima da placa, Parque do IMIGRANTE. 

https://jornalouvidor.com.br/parque-dos-imigrantes-e-alvo-de-vandalismo/
VAQUIANI, Gustavo. Santa Isabel Inaugura 'Parque dos Imigrantes'. Jornal Ouvidor. Igaratá. 14 de Dezembro de 2024. p. 5.
FRUTOS do Futuro. Jornal Ouvidor. Igaratá. 21 de Setembro de 2024. p. 1.
VAQUIANI, Gustavo. Parque dos Imigrantes é alvo de vandalismo. Jornal Ouvidor. Igaratá. 11 de Janeiro de 2025. p. 8.
PARQUE dos Imigrantes lota e vira atração em Santa Isabel. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 21 de Dezembro de 2024. p. 7


sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Figuras notáveis de Santa Isabel: José de Almeida Queluz

Nascido em 1948, de uma família grande, ele tinha 16 irmãos. Sua mãe conhecida como Maria Pimenta, viveu anos na Rua da Alegria. Ele trabalhou na Karibê, primeiro como operário, até subir para encarregado. Mas devido a uma crise, ele ficou desempregado. Mas na empresa, ao menos, fez inúmeros amigos.
Foi vendedor de geladinho e construiu sua primeira olaria no bairro do Monte Negro, onde agora, é o sítio Queluz. Nesse meio tempo, foi criando sua família. Investiu em uma loja de roupas, a Emilena Modas.
Anos mais tarde, ele teria inaugurado a Blocos Queluz na estrada de Santa Isabel para Arujá.
Na década de 90, se candidatou a vereador, mas como ainda os votos eram em cédulas, não ganhou. Já que se esqueceu de registrar todos os apelidos (Zé Caria, Zé Queluz, Zezinho).
Em meados de 1998, abriu seu primeiro restaurante no antigo Grande Hotel. Com o fechamento do hotel, abriu o Restaurante Cerdal. Ele mesmo escolhia os quilos de feijão para seu empreendimento. Foi desse lugar que seu novo apelido seria 'Cerdal' e o restaurante seria a nova casa de sua família. A mesma que constituiu com sua esposa dona Guiomar de Ávila Queluz.
Deixou 5 filhos e 8 netos. 

JOSÉ de Almeida Queluz, breve história de um grande homem. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 5 de Setembro de 2020. p. 12

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Figuras notáveis de Santa Isabel: José dos Santos Ferreira

Nascido em 19 de Setembro de 1913, de Benedita Maria da Costa. 
Neste momento, ela não contará com a presença de seu esposo, José. Ele morrerá tempos antes do nascimento de seu filho. O menino nasceu franzino. Tanto que sua tia Ana insistiu em o batizar, para não morrer pagão.
Mas cresceu e bem. Aos seis anos, morando no Bairro do Viradouro, ele perdeu a mãe. Ela foi vítima da gripe espanhola e é sua avó que vai cria-lo e a sua irmã, Olívia.
Dona Augusta Inês da Costa não desanimou e passou a costurar para uma loja. Já José trabalhava tirando areia do rio, por 2 mil réis a carroça e ainda sobrava tempo para frequentar a Escola Reunidas até o terceiro ano, a última série da época.
Mais tarde o menino passa a ajudante de pintor. Junto com o patrão vai pintar sua antiga casa, que agora era farmácia do seu Elói Pessoa de Barros. No trabalho é maltratado, volta para casa e se queixa a avó. Diz que não voltaria ao trabalho. Então escuta isso de dona Augusta:
"Não, José nos precisamos e você voltará a trabalhar, aprenderá o ofício e nunca mais terá patrão".
José se tornou mestre em pintura fina e de ajudante, agora empregava seu patrão que passava dificuldades.
Quando fracassou a pintura fina, José foi trabalhar de servente por 5 mil réis diários, habilidoso, no dia seguinte, se propunha a trabalhar como pedreiro, mesmo ganhando menos. No final da semana o empreiteiro que lhe prometera 3 mil réis, paga-lhe 8 mil réis pelo dia, fazendo jus ao seu trabalho. Já que o menino de 16 anos trabalhava melhor que o mestre de obra.
Tempos depois faz sociedade com o cunhado e passam a trabalhar juntos.
Em 1928, conhece Lavínia em seus 24 anos, com quem se casou com ela deve oito filhos. 
Já em 1955, devido ao seu excelente trabalho e desempenho profissional, através do prefeito Artur José da Costa é encaminhado ao CREA para tirar carteira profissional de projetistas-construtor. 
Comprou um livro de engenharia e arquitetura. Sozinho aprofundou seus conhecimentos sobre construção.
Lá na Barão de Itapetininga, sede do CREA, onde foi prestar exame, além de ser aprovado pela equipe de 11 engenheiros examinadores - coisa incomum - fez um grande amigo: Dr. Luciano, secretário do conselho.
Após 15 dias, chega pelo correio a correspondência que diz terem sido deferidos seus processos. Seu José então recebe a então sonhada e tão rara carteira verde com uma estrela e um ramo de café que lhe promovia a projetistas-construtor. Se registra em Santa Isabel e Arujá. 
Não existindo engenheiro na cidade, em 1955, seu Zezico, como é carinhosamente chamado por todos, constrói sua casa na rua João Pessoa.
Em 1968, através do senhor Jean, Gabriel e dr. Deusinho, seu Zezico é apresentado ao senhor Leopoldo como um mestre de obras capacitado para levantar com segurança os pavilhões e caixa de tratamento de água da futura fábrica Karibê.
Seu José é também um dos mais antigos participantes da Corporação Musical São Benedito, da qual seu irmão, Idator fez parte desde a fundação. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Por qual motivo se chama Parque do Imigrante? (Parte 1)

No dia 6 de Outubro de 2024, uma aluna me perguntou por qual motivo o Parque do Imigrante tem esse nome. Ela mesmo disse que colocaram um buraco enorme ali, que "poderia enterrar o Thanos", mas nada parece explicar um nome daquele, naquela área.
Fazia muito sentido a pergunta. Então, mesmo sendo domingo, fui pesquisar sobre isso. E pelo que se sabe, e até falado pelo então prefeito Carlos Chinchilla, isso era uma homenagem a ele. O que se for verdade, é muita prepotência, arrogância e infantilidade para dar um nome a uma área de Santa Isabel.
Então, eu fui a Câmara Municipal, pois achava que algo assim, primeiro passaria pelos vereadores. Qual não foi minha surpresa, ao me falarem que não há nenhum documento sobre isso lá!
Enfim, eu fui até a prefeitura. Quando fui no segundo andar, na área do planejamento, eles me falaram, sem ter certeza, que pode ser por causa de um ex-prefeito que quis assim. Mas nunca houve, até onde sei, uma vontade por parte do Gabriel Bina, de criar um parque. Independente disso, eles não souberam me falar sobre isso.
Agora, falando do espaço, não parece ter uma placa no lugar, falando sobre isso no lugar. E ele fica do lado da avenida que quando choveu muito forte, a água da Karibê desceu, e deve peixe ali! O que pode acontecer quando chover forte mesmo? 

sexta-feira, 8 de julho de 2022

O primeiro banco de Santa Isabel

O Banco Econômico da Bahia foi um banco brasileiro com sede em Salvador, fundado em 1834 no estado da Bahia, era o banco privado mais antigo do Brasil quando sofreu intervenção pelo Banco Central do Brasil em 1995. O Banco Econômico foi uma das instituições financeiras que quebraram após a implantação do Plano Real, em 1994.
O Banco Econômico foi o primeiro banco privado a chegar na cidade de Santa Isabel, sendo utilizado para os pagamentos aos funcionários da então recém instalada Karibê Têxtil e sua agência ficava onde atualmente é o Restaurante Oxente. A edificação foi uma adaptação de um antigo prédio onde funcionava uma marcenaria de móveis.
O local onde foi o Banco Econômico, também foi o comércio Bahrein e um curso de informática.

domingo, 10 de outubro de 2021

A história da Karibê pela Revista Santa Isabel 73'

"Originária da Alemanha onde, em 1947, os irmãos Cytrynowicz: Arthur, Leopold, Gustav, Henrich e seu cunhado Josef Dorf formaram uma pequena fábrica, inicialmente com 3 empregados a KARIBÊ S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO instalou-se no Brasil, em fins de 1954, estabelecida na Av. Celso Garcia, n 3.404, em São Paulo, bairro do Tatuapé, em edifício com 700 m2, empregando 100 operários.
Crescendo vertiginosamente, já em 1956 a KARIBÊ transferia suas instalações para sede própria, à rua dos Chavantes, 719, onde permanece até os dia de hoje.

A partir de 1969, os diretores da empresa compraram 1.200.000 m2 de terras em Santa Isabel, para onde são transferidos os Departamentos de Produção. 

A fábrica de Santa Isabel conta atualmente, com 2.000 empregados, o que significa o sustento indireto de, pelo menos, 6.000 pessoas, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento sócio-econômico do município. 

No transcorrer do 161 aniversário de emancipação política de Santa Isabel, a KARIBÊ S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO congratula-se com todo o estimado povo da "Pérola do Vale", que tão bem a recebeu em seu seio"

A revista falava que a amplitude das instalações permitiriam chamar o local como "Vale Karibê". E que a fábrica simbolizava trabalho e prestígio para Santa Isabel.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Lendas de Santa Isabel: O padre que amaldiçoou Santa Isabel

Os dados sobre esse lendas são um tanto confusos. Primeiro devemos deixar claro que se trata de algo mais regional.
Dentro dos mitos citados até agora, existem sempre há seres ou acontecimentos que podem ocorrer em mais de um lugar no Brasil (tal qual o Saci e o Curupira). Já as lendas são de determinadas regiões e perdem o sentido se fossem "retiradas" do seu território de origem (como o Negrinho do Pastoreio ou Salamanca do Jarau).
Existem duas vertentes sobre a lenda da cidade;
-Na primeira, simplesmente o padre estaria próximo da morte. Revoltado com os atos religiosos e políticos da cidade, antes de partir desse mundo, ele teria amaldiçoado toda a região;
-A segunda é mais complexa: um noviço estava aprendendo a ser padre. Mas teria se apaixonado por uma mulher da cidade. Após terem seu amor descoberto, eles planejaram fugir. Entretanto, a moça não teria aparecido, o que causou desespero no aprendiz de padre. Ele então se enforca em uma árvore, acima de onde seria hoje em dia a Igreja Matriz de Santa Isabel. 
Essa lenda, não faz sentido. Em especial a segunda versão. Pois não há dados de aspirantes a padres ou sacerdotes enterrados em Santa Isabel. Com exceção do padre João na atualidade, que sempre foi um poço de religiosidade, além de estar enterrado com honras na Matriz.
Entretanto, é dito que entre a Karibê e o cemitério acima da Igreja de Santa Isabel (Cemitério do Santíssimo), de vez enquanto uma figura escurecida aparece andando de forma vaga. Alguém parecido com um padre.
Além de notarmos que essa história beira mais a ideia de lenda urbana (onde não tem um caráter tanto de moralidade), ela é até mais forçada que uma típica história como as de lobisomem ou bruxas na cidade. Mas a cidade tem fatos pouco conhecidos hoje em dia, que talvez os registros públicos da cidade poderia auxiliar a esclarecer hoje em dia. Um exemplo é que o Cemitério São Benedito, não ficava onde é: ele era atrás da atual delegacia de Santa Isabel! Qual fato a mais sobre a cidade, nós não sabemos?

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Karibê: sua história

Originária da Alemanha onde, em 1947, os irmãos Cytrinowics - Arthur, Leopold, Gustav, Henrich e seu cunhado Josef Dori - formaram uma pequena fábrica. Inicialmente com três empregados, a Karibê S/A Indústria e Comércio instalou-se no Brasil. Em fins de 1954, estabelecida na Avenida Celso Garcia, número 3.404, em São Paulo, bairro do Tatuapé, em edifício com 700 m2, empregando 100 operários. 
Crescendo, já em 1956, a Karibê transferia suas instalações para sede própria, à Rua dos Chavantes, número 719.
A partir de 1969, os diretores da empresa compraram 1.200.000 m2 de terras em Santa Isabel, para onde foram transferidos os departamentos de produção. A fábrica contava com 2000 empregados. O que significava o sustento de 6000 pessoas, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento sócio-econômico do município.  
Entre tantas vertentes a serem abordadas quando o tema é a influência exercida pela Karibê em Santa Isabel, o nome de Jean se destaca dentre muitas figuras importantes do contexto. Ex-funcionário da também empresa têxtil Paramount, Collard era um dos trabalhadores mais reconhecidos da filial paulista de tecelagem e teve papel decisivo na vinda da Karibê para Santa Isabel.
Jean já havia escolhido uma chácara tranquila de Santa Isabel para passar seu pouco tempo de lazer quando um dos sócios da unidade de São Paulo da Karibê manifestou a Collard seu desejo de abrir uma filial da tecelagem em Santa Isabel e lhe deu a missão de encontrar um terreno espaçoso que preenchesse os requisitos para abrigar a nova filial da empresa.
Na época em que desenvolvimento não era um atrativo do qual Santa Isabel pudesse se gabar, é de se espantar que uma empresa tão importante em seu cenário de atuação escolhesse construir uma unidade em um município que tinha o mínimo de estrutura para oferecer a aquele empreendimento que entraria na história.
Mesmo assim, um italiano de nome Gustavo que havia conhecido Santa Isabel através de Jean Collard, teve a iniciativa de trazer para o município um novo polo da empresa Karibê. A tarefa não seria fácil, já que por aqui não havia mão de obra suficiente para ocupar todos os cargos disponíveis pela empresa na oportunidade.
Após encontrado o espaço adequado em um ponto próximo ao centro de Santa Isabel, após o período de obras finalizado, teve início a difícil missão de encontrar mão de obra para atuar nos cargos específicos oferecidos pela empresa.
Quando a mão de obra isabelense já estava esgotada, empregados de outros municípios da região e de outros estados ainda precisaram ser contratados a fim de atender toda a demanda empregatícia da Karibê. Hoje pode parecer surreal, mas Santa Isabel teve o período em que sobravam oportunidades de trabalho.
Para atender aos trabalhadores que vinham de fora para atuar na tecelagem da Karibê, a empresa construiu três edificações que se parecem com pequenos prédios. Os quartos disponibilizados aos empregados, eram chamados de alojamentos e serviam de moradia durante a semana para aqueles que moravam longe de Santa Isabel.
Enquanto isso, Jean Collard geria o setor de tecelagem da Karibê, ficando responsável pela produção local. Ele conhecia a fio todos os detalhes da empresa, cada funcionário e suas peculiaridades
A amplitude das instalações da Karibê permite que se denomine o local como Vale Karibê.
No município, o setor têxtil local começou a despontar ainda na década de 50, quando em 1956, a Indústria Paramount comprou a Fiação Cianflone, de Santa Isabel. Após incorporações, mudanças de nome e diversas passagens que culminaram no fechamento da empresa, ocorrido já na década de 80.
Em 1988, o Grupo Bunge comprara a Karibê e no final dos anos 1980, a demanda por produtos de fibra longa crescia. O grupo enfrentava um gargalo e todo esse tipo de produto era produzido na Unidade Belenzinho, em São Paulo, que operava no limite de fios para tricô, crochê e malharia.
A solução foi adquirir a Karibê, um dos maiores fornecedores de fibra longa do mercado nacional. A unidade isabelense fabricava cerca de 230 toneladas por ano de fios e confecções voltadas ao inverno. A unidade Belenzinho se concentrava nos produtos de verão, desafogando a produção. A Santista Têxteis (divisão do grupo Bunge) transferiu a produção do Belenzinho para Santa Isabel em 1992, antes de encerrar as atividades da unidade de SP.
Em 1995, a Paramount adquire a Karibê, de Santa Isabel. Em 31 de dezembro de 2004, houve uma reorganização societária que resultou na incorporação da Paramount Lansul pela sua controladora integral, a Karibê teve sua denominação social alterada para Paramount Têxteis Indústria e Comércio.