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domingo, 8 de março de 2026

Exposição Raízes: Conexões de Culturas e Estilo

A Prefeitura de Santa Isabel e a Secretaria de Arte e Cultura apresentaram a exposição Raízes: Conexões de Culturas e Estilo, do multiartista e estilista Tobias Alexandre. Que teve seu projeto aprovado pela Lei Paulo Gustavo e foi apresentado para a toda a população.
A exposição celebra a fusão das tradições indígenas e negras no Brasil. Reforçando a identidade cultural brasileira por meio de coleções e trabalhos, usando a moda como ferramenta de resistência e celebração da herança. A mostra também contava com fotografias que reforçam a conexão entre essas raízes criativas.


domingo, 15 de dezembro de 2024

Lendas de Santa Isabel: os tipos de lobisomens no Brasil

Segundo o que é dito de forma popular, existiriam 5 tipos de lobisomens no Brasil nas histórias contadas oralmente. Só lembrando que isso é um mito, uma criação do imaginário popular. Que pode ter sido influenciado por histórias fictícias europeias, indígenas e africanas. Isso explica, o motivo da Cuca, que em Portugal era uma criatura mais parecida com um dragão, tenha em terras tupiniquim, uma forma mais próxima de um jacaré.
Lobo - Pouco comuns, são praticamente lobos completos. Hoje, aparecem mais em cidade bastante influenciadas pelo cinema e pela televisão. Antigamente, também apareciam em regiões de forte influência germânica.
Porcão - É a forma mais comum nos relatos até hoje. Quem o viu, diz que é como um cachorro ou um porco enorme, que corre encurvado e sobre as quatro patas. É coberto de pelos escuros, com olhos vermelhos e dentes afiados.
Amarelo - Comum em estados do Nordeste, o lobisomem amarelo se parece com o porcão, mas com um aspecto mais adoecidos. Sua pele varia entre o muito pálido e amarelado, além de feder como um cadáver.
Branco (Morto) - É um tipo raro, mas difícil de ser ignorado. Também chamado de lobisomem "morto", é uma alma-penada que ainda aparece nas noites de sexta ou na quaresma. Totalmente branco, é mais violento do que qualquer lobisomem vivo.
Orelha-longa - Também de pelos escuros, o que mais chama a atenção nesse lobisomem são suas orelhas tão grandes que sempre se arrastam no chão quando corre, elas batem quase como asas, produzindo estalos altos.

quinta-feira, 20 de abril de 2023

(Espaço Aberto SP) Exposição temporária Nhe’ē Porã - Memória e Transformação


O Museu da Língua Portuguesa passou a oferecer a partir de 12 de Outubro de 2022 uma imersão na diversidade e riqueza das línguas indígenas faladas no Brasil, com a abertura da exposição “Nhe’ē Porã: Memória e Transformação”, em São Paulo.
Organizada em cooperação com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a mostra marca o lançamento oficial no país da “Década Internacional das Línguas Indígenas”, como foi designado o período de 2022 a 2032 pela Assembleia Geral da ONU.
Com visitação de terça a domingo, das 9h às 16h30 (permanência permitida até 18h), a exposição seguiu em cartaz até 23 de abril de 2023, no Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/n). Os ingressos, à venda no local e antecipados pelo Sympla, saem por R$20, com gratuidade aos sábados.
Buscava chamar a atenção mundial sobre a situação crítica de muitas línguas em perigo de desaparecimento e a necessidade de usá-las e preservá-las para as gerações futuras.
Atualmente, cerca de 97% da população mundial fala somente 4% destas línguas e somente 3% das pessoas do mundo falam 96% de todas as línguas existentes. Caso nada seja feito, a grande maioria desses idiomas, falados sobretudo por povos indígenas, continuarão a desaparecer em um ritmo alarmante.
Além de abordar diretamente a questão linguística, a exposição “Nhe’ē Porã” também busca ser um espaço de reflexão sobre os processos coloniais que marcaram profundamente a vida dos povos indígenas no Brasil, as trajetórias de luta e resistência e a beleza dessas culturas milenares.
Por meio desta perspectiva indígena, o Museu da Língua Portuguesa também pretende abordar os temas que atravessam a celebração do Bicentenário da Independência, como as lutas por direitos e a construção da identidade brasileira.
Houve programação cultural gratuita vinculada ao evento ao longo dos oito meses de exposição, como apresentações musicais de indígenas, debates sobre preservação de línguas e oficinas para todos os públicos.


terça-feira, 20 de outubro de 2020

Blog de artes de Francisco Machado



O blog em questão, se constituí de obras do artista para venda. Como tal, e com o talento de Francisco Machado, vemos trabalhos magníficos. Em tinta a óleo e acrílica. 
Aproveitando que temos o blog dele, onde fala sobre sua vida, confira a descrição sobre ele aqui:

Francisco Carlos Machado, 44 anos, filho de Ulisses e Georgina Machado, nascido e criado no município de Santa Isabel, descobriu aos sete anos  o gosto pela arte e pintura, data em que ganhou o concurso de melhor desenho da escola, incentivado pela professora de artes Maria Aparecida Camargo ( Cida Camargo, já falecida). Desenho este que mostrava soldados e tanques de uma forma que o aterrorizava, visto que era o fim do período militar, Francisco já manifestava grande sensibilidade quanto ao momento histórico vivido no país e o demonstrava no papel.

Durante toda infância e adolescência teve muito contato com a natureza: terra, folhagens, plantas e animais, momento em que se inspirou e começou a esboçar desenhos – riscando os primeiros traços -  utilizando tinta guache e lápis de cor. A família o incentivava bastante e participava com ele do sonho de um dia se tornar um profissional da arte. Desta forma tudo virava desenho nas mãos de Francisco, nesta época, já havia se tornado. Os filmes que assistia, os sonhos que tinha durante a noite, uma paisagem, uma construção antiga, enfim tudo se transformava em pintura.

O grande impulso para o início da carreira de Francisco foi uma exposição com desenhos em cartolina feitos na escola em que cursava o ensino médio ( E.E.P.S.G. Professora Maria Santos Bairão) e teve como grande incentivadora a diretora da escola, a qual sempre o apoiou em todos os projetos: Maria Aparecida Ferraz de Souza (Picida). A exposição de desenhos foi um sucesso tão grande, que um grupo do Lions Clube, em especial o casal José Maria e Ismênia, promoveu um mutirão de arrecadações para que o nosso artista pudesse comprar os materiais profissionais. Com o dinheiro Francisco foi à praça da república, juntamente com a professora e amiga Tereza Giovanni, onde adquiriu e teve o primeiro contato com telas, tintas em acrílico, à óleo, enfim os materiais utilizados por um profissional da pintura.

Com todo o material necessário em mãos Francisco fez da cozinha de sua casa seu primeiro ateliê. Trabalhava durante o dia, juntamente com os amigos Danilo e Agenor, no setor de criação e desenho – utilizando bico de pena e nanquim -  da empresa Durga (que pertencia a Manilau Biswas) e à noite, ao chegar em casa pintava durante às madrugadas até ao amanhecer, para que pudesse assistir, inspirar-se e pintar o nascer do sol, pelo vitrô de sua janela.

Em 1996 aconteceu a primeira exposição de nosso artista como profissional e o local escolhido foi o antigo Casarão Arte e Cultura ( lugar cedido pelo Dr. Gilberto Neves – o Giba), onde Francisco teve a oportunidade de vender, pela primeira vez, algo que tinha feito e com o dinheiro investiu em mais materiais para novas exposições,as quais continuam até hoje.

Depois de então veio a experiência com os alunos. Ele lembra com muito carinho da primeira aluna que teve Tâmisa Regina ( filha de Célia Queluz), a qual começou a ter aulas aos oito anos de idade e ficou até os dezenove. Francisco diz, aos risos, que ajudou a criar a menina e que até os cacoetes que ele tem  a aluna adquiriu ao longo dos anos.Hoje Tâmisa faz arquitetura e disse que até a escolha do curso foi inspirada pelo professor. Assim outros alunos vieram e até hoje Francisco continua a ensinar e guiar os alunos pelos caminhos da arte.

As exposições seguiram-se pelas várias cidades vizinhas, onde por muitas vezes Chico expôs com os alunos: Arujá – com o apoio das amigas Ana Campos e Elisabeth Loffit - Mogi das cruzes, Suzano, São José dos Campos (Sesc São José), no interior do Estado – Catanduva, São José do Rio Preto, Jaú e Águas de São Pedro – em Santa Catarina ( Florianópolis e Blumenau), bem como expôs na Bienal de Arte e Pintura, na cidade de São Paulo, no ano 2000 e nos países sul-americanos: Argentina e Chile .

Época em que começou a trabalhar com materiais em elementos naturais aplicados às telas: argila, resina vegetal, pedra, madeira, semente, papel machê, bem como pigmentos orgânicos, como: carvão, cipó, entre outros. Os trabalhos fizeram tanto sucesso que várias telas  de nosso artista foram vendidas para a Europa: Alemanha,Espanha e Holanda.

Francisco estava vivendo um momento de grande transformação em sua vida, porém sentia que faltava algo para “ vivenciar a arte”. Ocasião esta em que começou demonstrar grande interesse pela cultura indígena. Pesquisou em livros e revistas especializadas, filmes e internet. Assim, juntou dinheiro e  a coragem de sempre, e foi rumo ao Mato Grosso - Rondonópolis - aprender com a riqueza da cultura indígena.

Visitou aldeias indígenas –Parque do Xingu - e as Tribos: Kamayura, Mehinaku, Bororo e Guarani. Observou com atenção e aprendeu as técnicas de manipulação de material, a forma como a pintura e a arte se desenvolviam, assim como assistiu e participou de cerimoniais ( com a autorização do grupo, é claro). Foi um trabalho de três anos: 2005, 2006 e 2007. Francisco conta que teve uma relação muito boa com os índios, um convívio de extremo respeito e admiração, também enfatizou que foram três anos de constante aprendizado, purificação e autoconhecimento.

Ocasião esta em que conheceu o fotógrafo e hoje amigo Valter Arantes e juntos realizaram uma grande exposição na cidade de Rondonópolis. O sucesso foi imediato, a ponto da Prefeitura do Município comprar inúmeras obras de nosso artista isabelense para o acervo da cidade, como patrimônio cultural. Foi a partir de então que Francisco iniciou a grande jornada de aprofundamento na arte e conhecimento indígena, contudo não ficou apenas nos quadros, mas também passou a produzir objetos e materiais artesanais, aos quais denominou Arte Ancestral.

Francisco participou de muitas premiações, entre elas: primeiro, segundo e terceiro lugar ( Salão de Artes Plásticas, da cidade de Arujá), medalha de prata, na categoria Contemporânea (Galeria Mali Villas Boas, em São Paulo) e foi convidado para uma  participação especial  no Mapa Cultural Paulista, durante três anos.

Quanto aos projetos futuros Francisco está se preparando para uma exposição internacional (América do Norte), bem como aguarda ansioso a diplomação no curso de Gestão Ambiental, pois pretende fazer a intersecção com a arte, por considerar que o ser humano, a arte e o meio ambiente andam sempre juntos.

Artista plástico,há nove anos no Centro Cultural do Município ( convidado pelo grande amigo Homero Vallone), local em que ministra aulas de pintura e conhecimento artístico, Francisco almeja que seus alunos possam tornar-se profissionais da pintura, não apenas pelo comércio, mas pelo apreço à arte.

A mais recente exposição da arte indígena de Francisco foi em maio deste ano, intitulada “Arte Ancestral” – um grande sucesso – com organização e acessória dos amigos: Lany Lourenço e Hermes Hemerick.

Francisco Machado, finalizou com o que considera fundamental em sua vida: “ Viver da Arte... É difícil, mas gratificante”,bem como acrescentou que a vida é um constante aprendizado, você se transformando a todo momento, aprendendo com o seu “eu” interior e sempre buscando “o especial... aquilo que está adiante” – sabedoria, que adquiriu com os índios e tem consigo a todo momento.

Francisco Machado - Artes

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Sala Santa Isabel apresenta: ANCESTRAL



No dia 14 até até o dia 30 (nos dias úteis da semana) de abril de 2017, no espaço que já foi a Biblioteca Municipal Maria Helena Marcondes, a exposição chamada ANCESTRAL esteve ali. O tema Ancestral significa a vivência de cada tema produzido. Não especificando a temática indígena. Pois o Ancestral advém da trajetória de cada imagem capturada por Francisco Machado (o artista) e transportada para o plano da tela. E isso pode ser visto em cada obra dele, não somente voltada para imagens que nos lembram a cultura africana e também de outras culturas. 
Entre as técnicas usadas para as obras temos:

-Aplicação de pigmentos orgânicos e sintéticos agregados à tinta óleo e a tinta acrílica;                    
-Trabalho com aerografo. Espátulas e pincéis;
-Técnica óleo e acrílico sobre textura.
O espaço estava aberto das 9:00 ás 16:30.