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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Minha opinião sincera sobre crítica do Jornal Bom Dia

Antes de argumentar, eu tenho que colocar uma explicação. A palavra crítica é usada de várias maneiras, mas qual o seu sentido argumentativo (filosófico)? E como se tornar realmente capaz de criticar?
Fazer uma crítica, na realidade, não é fazer um comentário para ser mal. Na verdade, ela surge mais como um termo para investigar, pesquisar, sobre determinado assunto, e não como um comentário negativo, ou tratar alguém como pessoa chata, "pessoa crítica demais". Ela é uma avaliação ou análise cuidadosa, organizada, imparcial de uma opinião, obra, local ou teoria. Criando um argumento de forma clara e direta.
Crítica vem do verbo 'krinen' [em grego] que significa 'isolar o particular'. Toda crítica opera um corte (...)" – Bernardo de Oliveira
"Cabe a crítica, acima de tudo, responder as demandas de sua época, adaptando-se sem maiores temores, e com um mínimo de ousadia, aos espaços que lhe são concedidos, regiões de ressonância, novos espaços de produção e circulação para a arte." – Luiz Camillo Osorio
Dito isso, aqui vai uma crítica ao jornal Bom Dia. Em sua coluna, Olhar de Santa Isabel - Credibilidade e Verdade, eles comentaram a Lei Orçamentária Anual (LOA). Em nenhum momento, ocorreu uma crítica do jornal aos três poderes, ao qual sempre deve pela população, nesse assunto.
Em compensação, sobrou reclamações do jornal aos cidadãos que, segundo ele, "nas redes sociais, potencializam o poder do 'eu', sobram juízes", sem ter um conhecimento claro do assunto. Isso pois o máximo de pessoas que foram ao espaço, a Câmara Municipal, foram dez. E só elogiou Magaly Brumas, que questionou sobre o orçamento de zoonoses.
Sem contar que isso ocorreu em uma segunda. Quem tem pique para sair no começo da semana, a qualquer lugar?
É engraçado, que o impresso ignora completamente o quanto que foi gasto de forma eleitoreira pelo executivo e legislativo isabelense, nos últimos meses. Já que não pode falar bem da LOA, quis desviar o olhar para os críticos cidadãos da internet. 
Nós podemos fazer uma crítica a população? Claro. Quando ela é cabível.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Emerson Bicudo questiona ações da Secretária de Cultura em 2014

Em 2014, o artista Emerson Bicudo, questionou a administração da Secretária de Cultura na época por suas ações. Ou inações, em alguns casos. E isso foi registrado por outro blog da época, o Folhetim Cultural

"Não, não dá para se calar.

Não, não podemos conformar e apenas assistir o que está acontecendo com as políticas públicas em nossa cidade. Ainda mais com a Cultura da nossa cidade, cuja área é que tenho maior conhecimento, afinal, estudei, me preparei e continuo estudando essa área específica.
Independente das pessoas que trabalham que realmente são pessoas maravilhosas e precisam colocar o pão na mesa. Algo está errado no reino da Dinamarca.

Não, não é possível, calarmos diante de vários acontecimentos que veem acontecendo:
Como pode um projeto de memória, que visa resgatar parte da história imagética ser reduzido a uma estagiária, uma mesa e uma estante?

Como pode uma peça tradicional da cidade como a Paixão de Cristo, qual me RECUSEI a participar, custar 25 MIL e perder a olhos vistos a qualidade alcançada em doze anos?

Como pode contratar uma peça com a competente atriz Elisabeth Savalla por 32 MIL e ser aquela bobagem sem graça do Zorra Total, um texto escatológico, machista, reduzindo a mulher a estereótipos e arquétipos preconceituosos e ainda sob um som muito alto e estridente?

Como pode em reunião com o Prefeito Padre, ouvir de sua boca santa, que o meu trabalho junto com o da Yara Arantes, está aquém da cidade de Santa Isabel, e que nossa cidade não comporta talentos como os nossos? Que deveríamos procurar algo melhor.

Como pode uma Secretaria de Cultura passar o seu orçamento de 300 mil reais para mais de 1 milhão e praticamente nada acontecer?

Como pode um Centro Cultural oferecer cursos com excelentes profissionais, cada qual na sua área e receber tão pouco para isso, sem reconhecimento e sem agregar os talentos?

Como pode o único prédio cultural para espetáculos, cujo prédio com características históricas e tradicionais estar lacrado com uma parede de blocos?

Como pode a Biblioteca Municipal Maria Helena Marcondes estar enfurnada numa garagem/porão, alugada a um valor exorbitante?

Como pode a cidade possuir uma Gibiteca, que já recebeu mais de 20 mil visitantes, inclusive de escolas da região, encontrar-se estagnada?

Não temos espaços apropriados para apresentações, leis de fomento para grupos amadores, capacitação técnica... não temos.

Ainda dirão que, parafraseando a pensadora contemporânea isso tudo que estou dizendo é recalque, pois não estou mais na Prefeitura. 

Mas é justamente por não estar mais prestando serviços à Prefeitura é que essas dúvidas veem a tona. Aliás, meus amigos sabem que mesmo prestando serviços a atual gestão, tinha e continuo tendo minhas críticas a essa gestão despreparada.

Mas agora, como artista, como profissional das artes, como cidadão, nascido e criado nessa terra, tenho que tornar pública minha insatisfação, crendo no peso da minha opinião para causar ao menos uma reflexão sobre essas revoltosas palavras.

Essas são perguntas que faço. Como pode?

Fica a esperança de dias melhores, a consciência limpa de que tentei ajudar no que foi possível e que ainda como cidadão e artista vou continuar ajudando, elogiando aquilo que realmente deu certo e criticando com propriedades aquilo que na minha opinião não funcionou.

Emerson Bicudo"

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

O crítico Antônio Maurício de Sousa

"Eu vivi a minha infância entre Mogi e São Paulo, porque papai (Antonio Mauricio de Sousa) era barbeiro, poeta, jornalista e trabalhava em rádio e ele era muito envolvido com críticas sociais, políticas e religiosas. Ele tinha um jornalzinho crítico, tipo o velho Pasquim, que ele rodava no fundo da barbearia dele, em uma linotipo. E o jornal, geralmente, metia o pau nos políticos, nos poderosos e em algumas áreas da Igreja. Então, ele vivia sendo realmente expulso de Mogi. Mas eu vivi mais em Mogi do que em São Paulo. Fiz o Ginásio (atualmente Ensino Fundamental) completo na Cidade, no Instituto (de Educação Dr. Washington Luís)."

O trecho texto foi publicado em “O Diário de Mogi” de 13 de fevereiro de 2011, de palavra do próprio Maurício de Sousa. Se Antônio Maurício de Sousa era assim em Mogi das Cruzes, o que ele diria sobre Santa Isabel, sendo sua terra natal?

Antonio Mauricio de Sousa | J Ú L I O M O R E N O (wordpress.com)

sábado, 21 de setembro de 2019

Toda crítica deve ser lida, não ignorada

Criticar sempre é necessário para que as pessoas tomem atitudes. Nem sempre são ruins. Ao que parece, algumas pessoas me veem como alguém que faz só críticas ruins por uma questão de ego. Então leiam esse caso:
Agora em 2019, um evento muito importante na cidade ocorreu. Para o divulgar por todo o Centro da cidade, um dos envolvidos veio até mim. Vamos chamar ele de Pessoa X.
Ele queria saber se eu mexia com arte digital ou conhecia alguém que soubesse. Eu indiquei um amigo que podemos chamar de Artista A, pois sei que o trabalho dele é bom e ele merecia essa chance.
Contudo, o Artista A entregou a arte, seu trabalho estava realmente bom, tanto que foi usado para divulgar o espetáculo... Contudo, ele não foi pago.
Isso pois o acontecimento ocorreu no começo do ano. Até Agosto não tinham pago o artista.
Olha que ele cobrou, mas não deu certo. Não entrei mais em contato com o Artista A sobre isso, mas creio que ainda não foi pago.
Entendem o motivo te criticar alguns hábitos daqui? Artista tem conta pra pagar. Como qualquer um. Só que ai vem "ah você está sendo amargurado", "você fala isso pois quer dar uma de vítima".
Eu poderia falar muita coisa que aconteceu comigo. Ao invés disso mostrar que não é em um só.
Queria deixar claro que gosto da cidade. Mas muita gente ainda precisa entender que der poder não significa ser um mini ditador do "estou sempre certo". E crítica não é algo errado, pois ela visa que determinado fato não se repita.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Que exposição?

No Jornal Ouvidor do dia 4 de maio de 2019, logo na capa, o texto diz o seguinte:
"ARTE - Na próxima terça-feira (07/05) abertura da exposição 'Expressões: o sentimento em forma de arte' na Sala Santa Isabel, com a participação de artistas da cidade. Entrada Gratuita, de segunda a sexta-feira das 9h às 17. Info.: (11) 4657-3464."
Eu gostei muito disso, mesmo não sendo chamado, contudo, eu que sempre prezo pela divulgação do trabalho de outros artistas soube de algo: vários artistas não foram chamados. Não por terem sido avaliados como de categoria inferior ou algo assim. Mas por não lidarem bem com a atual administração da Secretária de Cultura.
E isso não é só na área de artes plásticas. Mas na de música e tantas outras. A atual administração tem problemas pessoais com as pessoas e isso interfere com a chance de artistas qualificados atingirem públicos maiores.
Quer um exemplo claro disso? Eu muitas vezes tenho problemas com alguns artistas daqui, mas nem por isso deixo de citar eles. A infantilidade dessa administração tem que acabar.
Lembrando que é essaa mesma administração da pasta ao qual tinha um "funcionário fantasma".
Foto tirada hoje (20190507_103428)
Mas vamos ser práticos então. Estão vendo essa foto? Bem ela é da Sala Santa Isabel. Fechada após o horário estabelecido na nota do jornal. Até no "nome" de uma foto fica registrado o dia, horario, mês e ano que ela foi tirada (2019 ano, 05 mês, 07 dia, 10 horas, 34 minutos e 28 segundos = 20190507_103428). 
"Mas a gente não estava com a exposição pronta". Então colocassem na frente do lugar uma nota avisando o atraso da exposição. "Mas estávamos em horário de almoço". Já trabalhei lá e o horário de almoço, assim como na maioria das instituições, inclusive públicas, é do 12:00 até a 13:00 hr. "Mas esse foi um erro". Um erro que já foi cometido ao menos três vezes pelo mesmo grupo como na exposição da Paixão de Cristo e uma exposição no final de 2017. "Mas isso não vai se repetir". Pois se repetir eu vou tirar mais fotos.

E não era que eu estava certo. Olhem a seguir, além de ler o nome da foto.