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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Minha sincera opinião sobre o roubo na mostra de uma artista no Centro Cultural de Santa Isabel

Antes de realmente começar o texto, há uma coisa que devo reiterar: como em um outro texto meu com opinião, coloco essa introdução para uma pessoa que está na prefeitura. Não digo o nome, pois não quero ser processado. Mas vamos lá.
O fato que ocorreu recentemente foi comentado pelo sujeito com certa indignação. E está certo. O problema é que quando ele estava na pasta, ele não soltava um "A" sobre as falhas (que poderiam ser dele ou não, mas que estavam em sua responsabilidade). Eu, quando recriminei a Secretária de Cultura, levei uma bronca e "para de ser moleque". A indignação dele faz todo o sentido, só não pode ser seletiva, nem sequer usar uma carteirada como ser da prefeitura, ou formado na faculdade, ou concursado, para se colocar acima de outras pessoas.

Dito isso, vamos ao caso:
Peças de exposição sobre carreira de artista são furtadas na Grande SP
Duas peças de uma exposição que celebra a carreira da artista Cynthia Mariah foram furtadas do Centro de Memória Francisco Sanches Baptista em Santa Isabel, município da região metropolitana de São Paulo.
A exposição “Estado Sankofa” reúne obras que celebram os 20 anos de carreira da artista. Duas delas, de coleções distintas, foram furtadas do espaço.
As peças furtadas são de material de latão e cobre. No último domingo (30/11), Cynthia registrou um boletim de ocorrência na delegacia da cidade para esclarecer o paradeiro do material.
Os responsáveis pela investigação afirmaram ao Metrópoles que os itens ainda não foram localizados e ainda não se sabe quem foi o responsável pelo furto.
A reportagem buscou posicionamento da Secretaria de Arte e Cultura, responsável pelo espaço do Centro de Memória de Santa Isabel, mas não obteve resposta. 
Uma das coisas que noto, com relação a qualquer exposição ou evento que não seja amplamente divulgado pela prefeitura, é a falta de segurança neles. Se você vai em uma Expobel ou um rodeio na cidade, tem mais seguranças do que um formigueiro tem formigas. Entretanto, quando ocorrem uma expo de uma artista, algo mais intelectualmente atrativo, eles não tem esse cuidado. Seja a pasta da Cultura (que estava no Centro Cultural de Santa Isabel, no espaço dedicado ao Centro de Memória Chico Fotógrafo), ou a própria gestão municipal. Mas é óbvio isso! Shows grandes atraem mais votos e fazer as pessoas pensarem é "perigoso".
Agora, tratando sobre a segurança, algumas vezes já fui ao espaço que é bem agradável. MAS uma coisa que já coloquei/postei era sobre a falta de um sistema que falasse como estavam as exposições e obras no local. Isso se resolveria, se não fosse contratando um serviço ou um vigia, colocando um curador no espaço. Alguém que poderia e deveria ficar mais tempo ali. Protegendo as obras e, com isso, deixando tudo pronto para as visitações.
Enfim, é uma lástima notarmos que a artista perdeu parte de sua obra. Eu, quando fiz uma exposição itinerante, fiz cópias para colocar nas escolas. Entretanto, num espaço voltado para a Cultura, onde há adultos que fazem parte da gestão pública, era de se esperar uma maior responsabilidade, pois era para isso que ela confiou na prefeitura. Especialmente se lembrarmos que uma artista negra, que deve suas peças roubadas, no mês da Consciência Negra.


https://www.metropoles.com/sao-paulo/pecas-exposicao-artista-furtadas-grande-sp

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Os roubos das imagens sagradas de Santa Isabel

Sabemos que a imagem de Nossa Senhora de Santa Isabel já foi roubada uma vez, mas devolvida posteriormente. Tanto que acreditavam ter sido um milagre na época, a volta da imagem.
Dito isso, pouco se comenta sobre o roubo de mais duas imagens em Santa Isabel. Muita gente até sabe, mas nem comenta tanto. Mas são citados esses crimes até mesmo por Zuleika de Paula, em seu livro sobre o folclore isabelense. Então, colocarei aqui esses fatos.
Nossa Senhora do Monte Serrat: Ulisses Militão de Souza, ao referir-se ao roubo da imagem, falou para a escritora que o roubo ocorreu em 1978 (lembrando que o mesmo disse que a capela do Monte Serrat surgiu em 1712), Já Isaltino Arouca, diz que a santa veio de Paris, sendo uma obra artística de grande valor. Sem conseguir encontrar a original, tiveram que fazer uma nova figura sacra.
Através de uma foto que Zuleika de Paula havia tirado no início dessa pesquisa, o escultor Nelson Saladino, indicado por tio Totó (Antônio Eugênio de Paula), fez a nova imagem. Com ela pronta, no dia 20 de Agosto realizou-se a festa, saindo a procissão da Igreja do Rosário, com ela abençoada, carregada pelo povo até o lugar do original. 
Nossa Senhora de Aparecida (Aparecidinha): Em 1978, antes da do Monte Serrat, a imagem da Aparecidinha foi roubada. Os ladrões acreditavam ser um objeto artístico de grande valor.
Por iniciativa de Luiz Cardoso, nova imagem foi adquirida e, em procissão, levada pelo povo desde a Igreja do Rosário até o nicho vazio
No ano seguinte, a esses dois roubos, a imagem de Nossa Senhora de Santa Isabel foi roubada também.

PAUL, Zuleika de. Santa Isabel, SP: uma pesquisa de folclore. São Paulo. Editorial Livramento. 1982