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terça-feira, 23 de setembro de 2025

A enchente de 1965

Virgílio Frúgoli, em seu livro “Marcas do passado” relata em um capítulo sobre a pior enchente da história de Santa Isabel. Ele conta que o fatídico dia de verão do ano 1965, fora dentro da normalidade. Porém à noite, ventos e trovões, anunciavam uma tempestade.
Rapidamente o Ribeirão Araraquara, transbordou em minutos enchendo todo o centro da cidade. A região central de Santa Isabel se estabeleceu sob uma região natural da várzea dos ribeirões, o que colabora com a rapidez que a agua tem em se acumular.
Desde a região do bairro Treze de maio até o início da Avenida República a agua se manteve em um nível entre um a dois metros, causando destruição e perdas por onde passou.
A Delegacia de Policia, no atual (2024) prédio do Paço Municipal e que em seu subsolo ficavam as celas já estava tomada pela água, os presidiários tiveram que ser transferidos para o prédio do Fórum.
Na mesma região a casa de Mario Gonçalves, gerente da Fábrica de Juta, fora totalmente devastada pela fúria dos roldões de água.
A Fábrica de Juta (Galeria) foi inteiramente inundada. Tambores de óleo destinados às caldeiras, madeiramento, móveis e documentos tudo foi arrastado pela fúria da correnteza e nunca mais encontrado, assim como a recuperação dessa importante indústria isabelense, que pouco tempo depois foi decretada sua falência.
Muitos moradores antigos lembram com tristeza dos detalhes da maior tragédia natural da história de nosso município. O progresso da cidade ficou estagnado por muito tempo. Até ser ajudada pelo plano de governo estadual de industrialização da Grande São Paulo, o que ocasionou na vinda de algumas novas indústrias para a cidade.
Uma coisa que o texto de Virgílio Frúgoli, assim como o Centro de Memória Chico Fotógrafo, não cita é o seguinte: como, tanto a sociedade civil, como o governo municipal, jamais trataram o problema das enchentes de forma adequada. E como esta situação se estendeu até hoje. Já diria a frase antiga "aqueles que esquecem o passado, estão fadados a repetir ele". E muitos dos moradores que sabem desses acontecimentos antigos de 1963, se viram NOVAMENTE, assistindo a algo tão triste.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Jamir Varallo Figueiredo, o Jamil

Jamir trabalhou na fábrica de Juta e na Paramount como maquinista e teve um armazém por 20 anos no centro da cidade. 
Foi eleito vereador quatro vezes consecutivas e chegou a ser recordista de votos em Santa Isabel, mas foi em 2008 que ele se tornou o parlamentar com maior quantidade de votos comparado a todos os demais eleitos no Alto Tietê com 2002 votos. 
Começou na vida pública nas eleições de 1997 , onde a campanha era feita com o famoso “boca a boca”. Com auxílio da famosa mobilete Monark 1980, que o acompanhou até 2006. Por diversos pleitos venceu como o recordista de votos graças a sua atuação levantando a bandeira da saúde e assistência social.
Sua linha de atuação era a saúde e a assistência social. 
Reconhecido muitas vezes por ser a primeira pessoa a apoiar as famílias em situação de vulnerabilidade, quando estas precisavam agir diante de situações difíceis, como a perda de algum ente querido. 
Segundo informações, Jamir sofreu um aneurisma cerebral e, embora tenha sido levado às pressas para cirurgia, todos os esforços para salvar sua vida encerraram com o último suspiro.
Ele morreu em 1 de Novembro de 2021. Com 75 anos.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O significado por de trás das construções


Existem nomes dentro da cidade que nem imaginamos. Pode ser o de uma rua ou avenida. Mas os mais importantes, normalmente, são de construções. E que possuíam, ou possuem, alguma importância histórica, religiosa ou política. Aqui coloco alguns desses lugares.
Confiram:
  • Fábrica de Juta: A antiga fábrica de juta ficava no meio da cidade praticamente. E onde ela se localizava? A famosa Galeria, que abriga diversos comércios da cidade, é a localidade do qual trato aqui. Pertencia ao senhor Guilherme Alfieri, proprietário da primeira linha telefônica da cidade.
  • Fórum: Pode não parecer, mas aquela região não era só um prédio relativo ao judiciário. Foi construído em 1960, no governo estadual de Carvalho Pinto. O local era, anteriormente o mercado municipal.
  • Igreja do Rosário: Construída e inaugurada em 1723 (aproximadamente), já foi a igreja Matriz de Santa Isabel. Foi feita pelas mãos de escravos, antes mesmo do surgimento da cidade de Santa Isabel.
  • Rua Vereador Sebastião Claudiano: Essa área da cidade foi denominada em homenagem ao primeiro vereador negro da cidade, que nasceu depois da Lei do Ventre Livre. O rapaz foi adotado por uma família de italianos.
  • Praça da Bandeira: O local era chamado inicialmente como Praça do Rosário, em homenagem a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Depois da Proclamação da Independência, levou esse nome por mais um tempo, até ser alterado para Praça da Bandeira.
  • Casa Paroquial: Inicialmente era a antiga sede da família Fernandes Cardoso, foi transformada em uma pousada e doada para a diocese. E a igreja então a transformou na Casa Paroquial que conhecemos até os dias de hoje.
  • Casarão dos 13 de Maio: O lugar, na época atual, é uma pizzaria. Inicialmente o prédio foi construído para a instalação de uma escola municipal. O primeiro professor foi o senhor Benedito Mathias, popularmente conhecido como "Sinhô". O nome como é conhecido, se deve ao bairro onde fica, que tem esse nome devido ao 13 de Maio de 1888, quando ocorreu a Abolição da Escravidão
  • Avenida República: Sendo hoje em dia, o "centro urbano" da cidade, era uma área de várzea às margens do Ribeirão Araraquara. Foi inaugurada, oficialmente, em 1900, 32 anos após a Proclamação da República.