Era pequeno comerciante, instalado na rua João Pessoa, ao lado esquerdo do Cine Montenegro. Vendeu seu estabelecimento para o Joel de Sousa, por duzentos e cinquenta cruzeiros e mais uma pistola automática, voltando assim para o início de sua vida, que era a lida com o gado e a agricultura.
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terça-feira, 29 de setembro de 2026
quinta-feira, 7 de maio de 2026
domingo, 3 de maio de 2026
(Espaço Aberto Arujá) Do Japão a Arujá
No dia 18 de Junho de 1908, o navio Kasato Maru atracou no porto de Santos, São Paulo, trazendo 165 famílias japonesas, totalizando 781 pessoas, destinadas a trabalhar nas plantações de café no oeste paulista. O governo estadual de São Paulo subsidiava parte das passagens, enquanto os fazendeiros arcavam com o restante, descontando-o dos salários dos colonos japoneses. Embora não tenham sido os primeiros japoneses a chegar ao país, esse grupo marcou o primeiro movimento oficial de imigração japonesa para o Brasil.
Entre 1908 e 1914, novos grupos de imigrantes chegaram totalizando 14.886 japoneses. Eles se estabeleceram nas fazendas de café ao longo da Estrada de Ferro Mogiana, na região leste do estado de São Paulo. Algumas pequenas colônias de propriedade própria também surgiram nas proximidades da Capital, originando cidades como Cotia, antigo Moinho Velho, onde, em 1915, a Associação Japonesa foi formada, mais tarde se transformando em uma Cooperativa Agrícola em 1927.
Os japoneses que se dirigiram à capital se envolveram em pequenos negócios e serviços, como a tinturaria, contribuindo para o desenvolvimento (em parte) do Bairro da Liberdade.
Em 1914, alegando "problemas de adaptação", o governo brasileiro interrompeu o subsídio para a imigração japonesa, retomando-o apenas em 1917. Entre 1917 e 1940 aproximadamente 164 mil japoneses vieram para o Brasil, a maioria chegando durante a década de 1920 e 1930. Nessa época, o país já abrigava a maior população de japoneses fora do Japão. Muitos imigrantes japoneses continuaram a chegar, atraídos pelos parentes que já haviam estabelecido sucesso aqui. O fluxo de imigração praticamente cessou em 1973, com a chegada do último navio de imigração, o Nippo Maru.
Arujá em 18 de Setembro de 1927, o senhor Hirayoshi Amano chegou a cidade como um experiente agricultor que acreditava no potencial produtivo das terras da região. Foi ele quem convidou Naoe Ogasawara para conhecer a cidade e, juntos, adquiriram terras e iniciaram atividades agrícolas, incluindo o cultivo de tomates e verduras.
O senhor Hirayoshi Amano desempenhou um papel fundamental ao promover a imigração de outras famílias japonesas para Arujá, resultando na formação de uma sólida comunidade de imigrantes japoneses no município.
quarta-feira, 23 de março de 2022
A agricultura e pecuária no final do século passado em Santa Isabel
As terras do município eram muitos férteis e produziam com abundância todos os cereais e legumes, batatas de todas qualidades, carás, mandiocas e cana de açúcar. A pequena lavoura ocupava-se na cultura de milho, arroz, feijão, batatas e mandioca, com que supre em boa parte os mercados da capital, Jacareí e Mogi das Cruzes. A grande lavoura cultivava o café em uma pequena zona que o produzia bem, e a cana de açúcar, que em todos os pontos do município até hoje, é muito produtiva e constituí por isso o seu principal gênero de cultura. A cana de açúcar é aplicada na produção de aguardente, de que faz-se boa exportação, principalmente para a capital. Não havia fazendas propriamente ditas de criação; mas era feita em grande escala a criação do gado suíno, de que se exportavam muitas cabeças.
Publicado originalmente no Boletim da Exposição História Postal de Santa Isabel, de João Roberto Baylongue.
Publicado originalmente no Boletim da Exposição História Postal de Santa Isabel, de João Roberto Baylongue.
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