domingo, 15 de março de 2026

Artesão vencedor da Lei Aldir Blanc: Carlos Alberto de Almeida (2021)

(Espaço Aberto Igaratá) Cartilha falando sobre a história de Igaratá

Em 2017, o então secretário de educação, o professor Mauro Siqueira Teixeira, apresentou o primeiro livro destinado as crianças do Ensino Fundamental.
Embora as leis de diretrizes e bases da educação nacional determine que no currículo escolar conste a narrativa da história dos municípios, nem todas as secretárias de educação possuem material para contar aos estudantes essas descrições fatuais das cidades.
Mauro Siqueira Teixeira apresentou o primeiro livro com esse tipo de conteúdo. Para o Ensino Fundamental Ciclo 1 (Do Primeiro ao Quinto Ano) da história de Igaratá. Ele foi organizado pela equipe pedagógica da secretária, a cartilha usa o depoimento de pessoas do município, de uma forma lúdica tudo que ocorreu ao longo dos anos. 
Serão cinco livros que darão destaque, especialmente, os mais de 50 anos, quando a cidade ficou abaixo das águas da represa. Segundo os organizadores desse trabalho, Igaratá será a primeira cidade possuindo material desse tipo destinado ao ensino fundamental. Mauro disse que em 4 de Dezembro, daquele ano, a cidade lançaria os cinco livros.

(Espaço Aberto Arujá) Fotos do Studio Calil no Quarto Encontro de Dança e Música 2017, em 13 de Março


















Zacharias Ramos de Moraes trouxe o primeiro Banco pra Santa Isabel

O Banco Noroeste foi a primeira instituição bancária a se instalar em Santa Isabel em 1927, originalmente pertencente às famílias Simonsen e Cochrane, era dirigida por Mário Wallace Simonsen. O banco fazia parte de um conglomerado que incluía a PANAIR (companhia aérea) e a COMAL (maior exportadora de café do Brasil à época).
A agência central do banco, em São Paulo, contava com muitos correntistas de Santa Isabel, sobretudo capitalistas, comerciantes, fazendeiros e grandes empresários como: Albino dos Santos Ferreira, Cel. Ramos, Firmino da Cunha Lobo, Major Bicudo, Chico Porto, Nhô-Nhô Pimenta, Augusto da Costa Leite, Maximino de Camargo, Benedito Vieira de Paula, Cel. Bertoldo, Pascoal Júdice, Joaquim Grande, Fernandes Cardoso, Totó de Assis e Cel. Zacharias Ramos de Moraes, dentre muitos.
Em meados dos anos 20, a viagem dos correntistas à São Paulo tornou-se perigosa, suscetível a assaltos, de tal sorte que os isabelenses já não procuravam os serviços bancários da capital, as economias eram guardadas em casa, até que, certo dia, Joaquim Grande teve sua casa invadida por um assaltante na sua fazenda, no Bairro do Varadouro, atual Educandário do Redentor, os meliantes levaram toda a sua economia e fugiram. 
Temendo que o episódio se repetisse, o Cel. Zacharias liderou um grupo de correntistas para convencer os diretores do Banco Noroeste a abrir uma agência bancária em Santa Isabel, e foi assim que em 1927, os diretores do banco alugaram um imóvel do Cel. Bento Augusto de Camargo, no centro, para receber a pioneira casa de crédito, o gerente da agência foi o próprio Cel. Zacharias, o contador veio de São Paulo, Augusto Baptista Pinto, experiente funcionário do banco.
O Coronel Zacharias era filho da aristocracia isabelense, latifundiário, dono de extensas terras férteis e produtivas, capitalista e proprietário de imóveis, tinha um comercio próspero na cidade onde se vendia de tudo desde secos e molhados, calçados, tecidos, armarinhos, ferramentas agrícolas e acessórios para animais, o armazém ficava no centro, próximo à Agência Postal.
Para escoar a produção, ele mantinha quatro tropas de muares que, também servia aos amigos mediante pagamento modesto para mantença dos animais e dos tropeiros, o bem-sucedido empresário construiu em São Paulo e Jacareí dois armazéns para distribuir a sua produção na capital e no vale do paraíba, os quais serviam, também, para guardar as mercadorias que comprava para abastecer seu comércio.
Em meio a vida agitada de produtor e empresário, ainda sobrava tempo para praticar a política e patrocinar as festas religiosas da cidade. Zacharias, influenciado pelo pai, iniciou a vida pública em 1892, ocupou cargos de relevância, o primeiro foi de delegado polícia, depois, em 1897, foi coletor de rendas, juiz de paz, membro do diretório do Partido Republicano Paulista, vereador e vice-prefeito.
Nas eleições municipais de 1915 que elegeu o Prefeito Manuel Antônio Mendes, o Dr. Tancredo do Amaral, Juiz de Direito, devido ao aumento de eleitores no nosso colégio eleitoral, resolveu desmembrar a seção única de votação em três seções eleitorais, de sorte que o Cel. Zacharias foi designado a participar da mesa receptora da 1ª seção eleitoral.
Nas comemorações do natalício do Dr. Tancredo do Amaral, em 1919, o Cel. Zacharias, com a saúde comprometida, levou o seu abraço ao magistrado, mas no retorno ao lar, sentiu-se mal e foi medicado pelo Dr. Deodato Wertheimer que veio de Mogi das Cruzes exclusivamente para atendê-lo.
Na Câmara, em 1926, o Vereador Zacharias costurou um acordo com seus pares de sorte a premiar com isenção de impostos municipais à empresa do Senhor Ítalo Terlera, uma Indústria de Tecidos, a pioneira da cidade que produzia tecidos de algodão e seda, ficava na Rua Monte Serrat (atual Casa de Ração), a empresa criou dezenas de empregos.
Na campanha eleitoral de 1928, o Cel. Zacharias preparou uma recepção ao Dr. Euchasio Rebouças de Carvalho, brilhante advogado e orador de Taubaté que pretendia renovar seu mandato de Deputado Federal, o almoço aconteceu na bela vivenda do Senhor Levino de Camargo, tabelião do primeiro cartório da cidade.
Em primeiro de Fevereiro de 1929, o Cel. Zacharias tomou posse na cadeira de vice-prefeito de Santa Isabel. A cerimônia de posse foi nos salões da Câmara Municipal, também foram empossados o Prefeito Joaquim de Sousa Lima, reeleito, e os vereadores. Após cumprir o mandato, idoso e cansado, abandonou a política.  

quinta-feira, 12 de março de 2026

(Espaço Aberto Igaratá) Casos de Igaratá: Agressão a idosa que ganhou repercussão nacional

Em 2023 uma notícia ganhou repercussão nacional, devido a um ato de violência desmedido por parte de policiais.
Vilma dos Santos Oliveira, então com 70 anos, foi atacada pelo policial militar em serviço, Kleber Freitas, no Bairro Água Branca. O soco desferido pelo PM contra o rosto da idosa, foi gravado a um amigo da senhora.
Tudo isso se devia pela confusão devido a construção de um muro que separa a propriedade de Vilma e de um vizinho. O terreno de Vilma possuía dois portões na entrada, sendo um para veículos e um outro, pequeno, de entrada social, que devido as chuvas, deixou de ser utilizado pela família.
O vizinho que construía um muro a fim de separar as propriedade, incorporou o trecho de 25m2 do portão social de Vilma, à sua propriedade. A idosa tentou explicar ao pedreiro que a área era de sua propriedade, mas não foi ouvida, foi então que ela chamou seus dois filhos.
Percebendo que na discussão entre os filhos e o vizinho, os ânimos estavam aflorados, a própria Dona Vilma acionou a polícia militar. Já na chegada os policiais iniciaram a agressão aos dois homens. Começando pelo Luciano e na sequência no Benedito que tentava tirar os policiais de cima do irmão. Mesmo algemados e até desacordados, os policiais não cessaram com a agressão. Quando dona Vilma foi em direção aos policiais pedindo que parassem recebeu o soco.
Segundo consta, quando os policiais levaram os irmãos do bairro Água Branca até a delegacia, eles teriam parado seu carro e bateram ainda mais nos dois algemados.
A Secretária de Segurança Pública abriu inquérito afim de apurar as ações dos dois policiais. Até o governador na época, Tarcísio Freitas, falou sobre o assunto, chamando isso de uso de "força desmedida". Lembrando que Tarcísio era apoiador do bolsonarismo.

MARTINS, Bruno. Agressão a idosa ganha repercussão nacional. Jornal Ouvidor. Igaratá. 3 de Junho de 2023. p. 8.