quarta-feira, 22 de abril de 2026

Físico deixa sala de aula para abrir escola de yoga

A jornada de Rodolfo no yoga começou ainda na graduação em Física na Universidade Estadual Paulista (UNESP), quando percebeu a interconexão entre o corpo e a mente. Desde então, ele se aprofundou na prática e, em 2012, decidiu se dedicar ao ensino do yoga. Sua formação inclui capacitação pela USP, pós-graduação em Biopsicologia e especialização em Anatomia do Yoga.
Mas transformar uma paixão em um empreendimento exigiu mais do que conhecimento técnico. "Eu só tinha a mentalidade de professor, nunca tinha imaginado os desafios de empreender", conta Rodolfo. Quando começou a dar aulas de yoga enquanto ainda lecionava física, percebeu o potencial da prática. Com a crescente procura de alunos, tomou coragem e decidiu abrir seu próprio espaço.
Porém, administrar um negócio exigia habilidades que ele não possuía. Para superar essa barreira, Rodolfo investiu em cursos de finanças, gestão e estratégias de mercado. "Empreender não é só dar uma boa aula. Tem todo um universo que fui descobrindo depois", reflete.
Rodolfo opta por manter um número limitado de alunos e valoriza a interação presencial em sua escola em Santa Isabel. "Durante a pandemia, usei o formato virtual e alcancei mais pessoas, mas o contato direto e a troca que acontecem na sala de aula são insubstituíveis. Em um mundo de hiperconectividade, a interação presencial é fundamental", afirma.

(Espaço Aberto Igaratá) Cartaz de Gira de Exu Mirim (25 de Abril de 2026)

domingo, 19 de abril de 2026

Minha opinião sobre o preconceito em Santa Isabel

O preconceito existe em todas as pessoas. Entretanto, como lidamos com ele é o que nos torna bons exemplos ou alguém que não se deve seguir o comportamento. Parece já ser a moral de todo esse texto, mas tem muita coisa que quero comentar aqui.
Eu sempre achei que a cidade tivesse um grande índice de pessoas extremamente preconceituosas. Entretanto, ficaria mais no foco de católicos contra evangélicos, e os dois grupos contra espíritas, umbandistas e candomblecistas, sendo que budistas não são visados. De qualquer forma, isso fica no âmbito do preconceito, ao ponto do "suportável" - o que jamais deveria ser. Entretanto, isso não retira o quanto a cidade pode ser cruel.
O Jornal Ouvidor tinha publicado, ainda esse ano de 2023, um texto sobre o deputado Nikolas Ferreira. Nikolas, ferrenho defensor do bolsonarismo (movimento que apoiava o antigo presidente Jair Messias Bolsonaro, que quase sempre envolviam preconceitos, fake news e desinformação sobre coisas como vacinas e estudos em geral), fez um ato de ridicularizar pessoas trans e transbordando preconceito contra eles, além da comunidade LGBTQIAPN+. O impresso, na sua página do Facebook, claramente falou desse ato, de modo a ir contra tais atitudes. Pois isso, segundo constituição, leis e qualquer bom entendedor, se caracteriza, mesmo que fosse mais branda essa ação, como algo cruel.
Qual não foi minha surpresa quando uma cachoeira de comentários transfóbicos surgiram. Isso sem contar um detalhe: normalmente, a mesma página por postagem, tem um ou três comentários. Mas aquilo passou dos vinte. Aquilo me acertou na mente de maneira pesada.
E agora, na Festa da Cidade em Santa Isabel, ocorreu mais um ato de preconceito. Agora de racismo.
Foi exibido um vídeo demonstrando um anão, vestido de mulher, negra, claramente no que se considera um black face, misógino e capacitista. Para quem não sabe, o black face, é um ato de usar atores ou interpretes brancos, com maquiagem para parecer negros, de forma a ridicularizar (consciente ou inconscientemente, de qualquer forma é racismo) por questões étnicas. Sem contar que isso é patético, para o anão. Pois não há diversão por parte de quem pensou isso, devido a humor, uma comédia. Mas sim pelo conceito de que "uma pessoa baixa, negra e mulher, seria algo ridículo e por isso, digno de risos". E na verdade seria para humilhar.
O que podemos tirar disso tudo, além do que é demonstrado no começo do texto? Que a direita tem que sair do poder em Santa Isabel. O motivo dessa minha afirmativa é que não ocorreu sequer uma indignação do executivo e legislativo, quando a esses dois fatos. O judiciário, não se tem muita certeza, mas aqueles que deveriam prezar por nossa integridade EM GERAL, mas especialmente para uma parcela da população, não declarou nada até agora. Triste.
E o motivo de falar isso, sobre direita? Simples: quem é a maioria nos poderes até hoje? Caso encerrado...