Espaço Aberto
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quinta-feira, 11 de junho de 2026
quarta-feira, 10 de junho de 2026
terça-feira, 9 de junho de 2026
(Espaço Aberto Arujá) Professor Celso Barroso (1926-2020): uma vida dedicada à educação arujaense
Criado em Porto Ferreira, Celso Barroso nasceu em 24 de Março de 1926, no município de Dois Córregos, no interior paulista. Era filho de Adílio Barroso da Silva e Leonídia Zadra e o terceiro entre sete irmãos. Proveniente de uma família profundamente ligada à educação, teve, além de sua mãe, cinco irmãos que seguiram a carreira docente, enquanto outro se dedicou à advocacia. Sua formação ocorreu na Escola Normal Municipal de Santa Rita do Passa Quatro, onde se formou como professor normalista em 1947.
Em 29 de dezembro de 1955, ainda em Santa Rita do Passa Quatro, casou-se com Maria Apparecida Leme de Souza. Em 1962, mudou-se para Arujá, onde ingressou como professor na E.E. Dr. Washington Luiz Pereira de Souza. Inicialmente, residiu sozinho por cerca de três meses na pensão de Umbelina Ferreira Barbosa, a Dona Belinha, até retornar à sua cidade anterior para buscar sua esposa e seu filho mais velho, Celso Antônio Donizetti Barroso. A família estabeleceu residência na Rua Borba Gato, em Arujá, endereço onde Celso viveria por 46 anos, entre 1962 e 2008.
Ao longo de sua carreira no magistério, lecionou em diversas instituições, entre elas a E.E. Esli Garcia Diniz, a E.E. Dr. René de Oliveira Barbosa, a própria E.E. Dr. Washington Luiz Pereira de Souza e a E.E. Pastor Carlos Richard Strautmann, sendo um dos professores presentes na inauguração desta última. Quando chegou a Arujá, existia apenas a E.E. Dr. Washington Luiz Pereira de Souza, tendo ele acompanhado de perto o surgimento e a consolidação das demais escolas tradicionais da região central da cidade. Também lecionou nos municípios de Santa Isabel e Guarulhos, neste último no bairro Jardim Aracília. Encerrou oficialmente sua carreira em 1987.
Além de seu filho mais velho, Celso Antônio Donizetti Barroso, casado com Maria Aparecida Pedro Paulo Barroso, o professor teve duas filhas gêmeas, Carla Rita Barroso e Clara Aparecida Barroso Guimarães, nascidas em 1967. Seguindo o exemplo do pai, tornaram-se professoras da Rede Municipal de Educação de Arujá. Em 1987, Celso e sua esposa passaram também a criar como filha Jaqueline Alves de Miranda.
Celso Barroso viveu por 58 anos em Arujá, município ao qual dedicou grande parte de sua vida profissional e pessoal. Faleceu em 20 de dezembro de 2020, aos 94 anos de idade, deixando um legado marcado pelo compromisso com a educação e pela formação de gerações de estudantes. Deixou quatro filhos e nove netos, além de uma história profundamente entrelaçada com o desenvolvimento educacional e social de Arujá.
Em 2023, ele foi homenageado dando nome à EMEIA XII, localizada na rua Serra de Pacatuba, no bairro do Mirante, Arujá (Lei nº 3.573, de 10 de Maio de 2023).
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segunda-feira, 8 de junho de 2026
(Espaço Aberto Igaratá) Como surgiu a nova Igaratá
Em 5 de Dezembro, o município de Igaratá, comemora seu aniversário. Conhecida como Cidade das Águas, Igaratá destaca-se por suas riquezas naturais, que atraem turistas de diferentes partes do Brasil.
A nova Igaratá foi fundada em 1969, em uma história moldada pelas transformações na região do Vale do Paraíba, nem todas de forma feliz. A cidade original ficou submersa com a construção da represa do Jaguari, em 1975, que trouxe mudanças profundas, mas também novas oportunidade. Hoje, a represa é o principal cartão-postal, mas para os mais velho, uma lembrança de seu antigo território.
Ela deve seu centro original tomado pelas águas da represa do Jaguari. Isso transformou a paisagem do município e a vida de seus moradores, mas também deu origem a uma Nova Igaratá. Há até uma canção que trata sobre isso.
Antes da construção da represa, Igaratá era uma típica cidade interiorana, com casarões antigos, ruas tranquilas e uma população dedicada à agricultura e à pecuária. Em meados dos anos 60, no entanto os planos de construção do Sistema Cantareira, voltado para o abastecimento da capital paulista e de cidade da região metropolitana, trouxeram mudanças irreversíveis.
O projeto envolvia a criação de grandes represas, e Igaratá foi escolhida como uma das áreas de alagamento. Em 1975, a antiga sede do município foi submersa, incluindo igrejas, escolas, comércios e residências. Grande parte da população precisou ser deslocada para áreas mais altas, onde foi construída a nova cidade.
Para os moradores, o processo de mudança foi doloroso. Muitos deixaram para trás não apenas suas casas, mas também suas memórias e tradições. Relatos de antigos moradores apontam para a angústia de verem o lugar onde viveram suas vidas sendo tomado pelas águas.
Apesar disso, a comunidade mostrou resiliência. O governo construiu uma área elevada, com infraestrutura moderna para a época. Aos poucos, Igaratá começou a se reerguer.
IGARATÁ celebra 55 anos: Cidade das Águas brilha com suas beleza naturais e atrativos turísticos. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 7 de Dezembro de 2024. p. 6.
Para os moradores, o processo de mudança foi doloroso. Muitos deixaram para trás não apenas suas casas, mas também suas memórias e tradições. Relatos de antigos moradores apontam para a angústia de verem o lugar onde viveram suas vidas sendo tomado pelas águas.
Apesar disso, a comunidade mostrou resiliência. O governo construiu uma área elevada, com infraestrutura moderna para a época. Aos poucos, Igaratá começou a se reerguer.
IGARATÁ celebra 55 anos: Cidade das Águas brilha com suas beleza naturais e atrativos turísticos. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 7 de Dezembro de 2024. p. 6.
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