sábado, 17 de outubro de 2026

Cartaz de Exposição O Fio que Nos Herdou com Cynthia Mariah e Lena Santos (de 15 de Outubro até 31 de Novembro de 2026)


 

Cartaz de Feira de Artesanato - Santa Isabel (de 21 de Novembro a 23 de Dezembro de 2026)

(Espaço Aberto Igaratá) Lendas e tradições de Igaratá

A Lenda da Cobra Grande

A lenda da "Cobra Grande" narra a história de uma serpente gigante que habitava o Rio Paraíba do Sul, causando medo e destruição na cidade. Segundo a tradição oral, seu corpo se estendia de Jacareí a Guararema, e seu apetite era voraz, levando ao desaparecimento de pessoas e animais. A população, temerosa, recorreu a uma procissão com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, para apaziguar a fera. 

A lenda, presente no folclore local, é contada e recontada, com variações que incluem a crença de que a cobra teria se afastado após a procissão, talvez hipnotizada pela imagem ou pelo canto da santa. Há também quem diga que a cobra, ou parte dela, estaria adormecida no rio, pronta para despertar. 

Os principais rios que passam por Igaratá são o Rio Jaguari e o Rio Paraíba do Sul. A cidade é conhecida como "cidade das águas" devido à Represa do Jaguari, formada pelo represamento do Rio Jaguari, que abastece o Rio Paraíba do Sul.

Pilão de Ouro

Conta a tradição que, na época da escravidão, osos antigos bandeirantes utilizavam essa rota para trazer o ouro das Minas Gerais para São Paulo e, ao saberem que estavam sendo perseguidos para roubarem sua carga valiosa, os exploradores jogaram todo o seu ouro no fundo do lago, para recuperarem depois. Nessa carga estava uma grande pedra de ouro, com formato que lembrava o de um pilão. Surge aí a lenda do “Pilão de Ouro".

O líder do grupo era um rico fazendeiro, que reuniu os escravizados com correntes e bois para puxarem a carga do fundo do poço. Como a tarefa estava muito difícil, ele lembrou-se de Nossa Senhora Aparecida e prometeu que, se conseguissem tirar a fortuna do fundo do poço, ele daria metade para a sua Igreja. Quando estavam conseguindo retirar o ouro, no entanto, a visão da fortuna fez com que o fazendeiro mudasse de ideia, dizendo que a Santa não precisava disso. Nesse momento, ouviu-se um grande estrondo e a fortuna caiu de volta ao fundo do poço, matando muitos dos que faziam o trabalho. O fazendeiro escapou com vida, para se arrepender da promessa descumprida.

A outra história pelo nome Igaratá

Uma tribo indígena que vivia as margens de um lindo rio, tinha um menino muito travesso e explorador, chamado Igará. E certa vez, ele se escondeu tão bem, que até ele teria se perdido, em uma de suas explorações pelo centro da floresta. Depois de muito tempo, a aldeia ficou aflita pelo sumiço.

Vasculhando pela floresta, eles procuraram em cada canto daquela mata. Sempre gritando o seu nome Igará. No terceiro dia, quando o Sol iria se por, e os indígenas estavam desistindo, um dos caçadores avistou uma caverna, do lado de um rio. Gritaram seu nome, da seguinte maneira “Igara ta aí”.

Do fundo da caverna, uma voz veio do fundo da gruta, um eco veio pronunciando “Igara tá”. Os indígenas puderam comemorar com a descoberta do garoto da aldeia no fundo do lugar. E entre eles, aquele lugar jamais seria esquecido. A cidade então, do lado da caverna e próxima do rio, seria chamada Igaratá, em homenagem ao menino e ao eco engraçado.

Ainda falam que esse eco pode ser ouvido, na caverna certa, com o nome da cidade.

Saci

As descrições são varias. Definem mais ele como um garoto negro de uma perna só, sempre pronto a fazer artes. Escutam seu assobio e encontram suas maldades em seguida:

• nó no capim para o caminhante tropeçar;

• coisas derrubadas na cozinha;

• tranças no rabo dos animais;

• bate em cachorro.

Ele chega a brincar com criança pequena, erguendo-a para o alto. Quando o vento faz rodilha, dizem que tem saci no meio. Se esconderia no redemoinho do vento. 

Dizem que para tirar a trança do rabo de cavalo feita por um Saci, só moendo alho e esfregando no emaranhado.

Segundo contam, foi uma velha que quebrou a perna do Saci. Ela estava assando linguiça e ele não parava de perturba-la, a fazendo derrubar a linguiça na brasa. A velha impaciente, esfregou o espeto na cinza e quebrou a perna do garoto. É dito que ele está assim por sua maldade. Isso é visto no truque que usa para enganar as pessoas: quando assobia perto é porque na verdade está longe; quando assobia longe é porque está perto.

Só um vidente, alguém especial, consegue ver o Saci, que é um Exu zombeteiro. Como o Caipora. Para evitar que o cachorro encontre com ele, mesmo não o vendo, é necessário fazer uma cruz de alho pescoço do animal.

Há relatos que muitos ouviram o assobio e o barulho de animais a noite. No dia seguinte, os animais estavam com a crina trançada, como cabelo de gente. 

Como dito, os poucos que conseguem ver o Saci (que teriam poderes) falam que ele tem a mão furada e monta de um lado dos animais que maltrata. Para outros ele seria um bichinho preto de uma perna só, mas que tem beicinho e olho vermelho. Anda no redemoinho do vento e assobia fininho. Assobiar a noite ou deixar cisco amontoado na cozinha chama o Saci.

Para outros, o Saci é criança pagã (criança não batizada). Nessa versão, para ele não vir mais, se reza o Credo ou se faz um colar com dentes de alho.

Mãe-d'água

A lenda da indígena Iara (ou Uiara), também conhecida como Mãe-d'água, é uma figura mitológica do folclore brasileiro e da cultura Tupi-Guarani, especialmente presente na região amazônica. Mas que também aparece no Sudeste. A lenda conta a história de uma bela sereia, metade mulher e metade peixe, que vive nos rios. Ela encanta os homens com sua beleza e voz, atraindo-os para as profundezas do rio, onde os afoga. 

A lenda tem origem em histórias indígenas sobre sereias e espíritos aquáticos. Uma versão da lenda conta que Iara era uma jovem indígena, filha de um pajé, que foi transformada em sereia como castigo por ter matado seus irmãos. Outra versão diz que ela é uma ninfa protetora dos rios, que surge para atrair os homens para seu reino subaquático.

Festa da Carpição

Quando a cidade velha foi inundada para formação da represa em 1969, uma nova Igaratá foi construída na parte alta do município. Os moradores transferidos para a nova cidade mantiveram tradições que há mais de um século atravessavam gerações, como a Festa da Carpição, que acontece no bairro Bom Sucesso. 

A Festa da Carpição é realizada anualmente na primeira semana de agosto em homenagem à Nossa Senhora do Bonsucesso, com a participação de moradores e turistas. Essa tradição é comum em diversas cidades do interior de São Paulo.

Originalmente, o costume da carpição começou com os católicos que capinavam o pátio ao redor da capela para prepará-la para os festejos. Muitos devotos faziam o trabalho voluntariamente e outros por promessa. Ao final do trabalho, todos pegavam um pouco da terra para que fosse benzida durante a missa e levavam para casa. Com o passar dos anos, a carpição virou tradição entre os devotos.

Corpo Seco

É falado que o Corpo Seco, surge de gente violenta, que maltrata as pessoas (amigos, familiares) em vida. Sempre sendo ofensivo e irado, sem motivos. Levando as pessoas ao extremo. 

Falam que o Corpo Seco surgiria então, pois teria sido rejeitado tanto por Deus, quando por Satanás. Devido a seus atos repugnantes, até mesmo seu corpo foi vomitado pela terra. E por isso foi forçado a andar por aí, com o corpo todo podre.

Há relatos que dizem ter visto o Corpo Seco perto de árvores. Ele ficaria agarrado em troncos de árvores e quando alguém passa, ele salta dando um abraço mortal. Pois sua fonte de alimento é o sangue humano.