terça-feira, 30 de junho de 2026

(Espaço Aberto Igaratá) As ruínas de Velha Igaratá ressurgem

Com a baixa do nível da Represa do Jaguari, uma cruz de madeira com 12 metros de altura e pesando centenas de quilos começa a despontar, chamando a atenção de quem visita o local onde ficava a antiga sede do município.
O marco foi fixado por moradores na Praça da Igreja Matriz erguida em homenagem a Nossa Senhora do Patrocínio. Algumas ruínas também já começam a aparecer. O local fica a cerca de 5km de distância do atual Centro da Cidade e recebe visitas de aventureiros, mergulhadores, pescadores, antigos moradores e de pessoas que desejam saber um pouco mais da sua história.
Bem próximo, às margens da estrada que saia por trás da Igreja e subia o morro, há o antigo cemitério da Cidade Velha.
Com a formação da Represa, a sede do município teve de ser sacrificada e transferida para outro local, onde se situa atualmente.
Naquela ocasião, foram inundados cerca de 7.000 hectares onde viviam cerca de 200 famílias. Em 24 de Abril de 1969 chegaram as primeiras máquinas para a construção da Nova Igaratá, marcando o início da segunda fase da história do município.
A Represa tem 22 quilômetros de extensão e 120 km² de área e passa pelas cidades de Santa Isabel, Igaratá, São José dos Campos e Jacareí.

domingo, 28 de junho de 2026

Pinturas feitas por artistas para a prefeitura, devido a Lei Aldir Blanc, em 2021


Figuras notáveis de Santa Isabel: Pedro Corrêa Gomes, o "Pedro Vassourinha"

Em 18 de fevereiro de 1918, nascia em Piracicaba, Pedro Corrêa Gomes.
O menino do interior cresceu, ganhou o mundo e foi para São Paulo, onde integrou a Força Pública — hoje conhecida como Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Mas foi em Santa Isabel, que chegou na década de 1960, que ele escreveu seu capítulo mais bonito.
Com uma carroça simples, muita disposição e uma voz que ecoava pelas ruas, Pedro transformou o trabalho em presença, e a presença em afeto. Vendia mexerica, galinhas, verduras… mas era a mandioca “vassourinha” que o consagrou.
E assim nasceu o nome que atravessou gerações: Pedro Vassourinha. Não era apenas um vendedor.
Homem simples, trabalhador incansável, figura querida — daqueles que não precisam de cargo ou palco para se tornarem grandes. Tornou-se memória viva de uma cidade que cresceu vendo sua carroça passar.
Em 24 de junho de 1995, aos 77 anos, Pedro Vassourinha partiu.