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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

(Espaço Aberto Igaratá) Figuras notáveis de Igaratá: O ‘Crocodilo’ de Igaratá, Tata

Também conhecido como o ‘Crocodilo’ de Igaratá, Tata é uma daquelas figuras marcantes que encanta crianças, jovens e adultos com suas experiências de vida. Dono de um carisma e disposição invejáveis, o ex atleta profissional e filho caçula de Maria Benedita de Almeida (Dona Nina), que teve 10 irmãos e nasceu na Velha Igaratá, lembra com saudosismo que sua genitora não queria deixar a cidade antiga, hoje submersa pelas águas da Represa, e foi uma das últimas a se mudar para a Nova cidade.
Pai de três filhos (Bryan, Breno e Brenda), comemora idade no dia 28 de Junho. Conhecedor da Represa como poucos, perdeu as contas de quantas pessoas ajudou a salvar de afogamentos, além de outros que infelizmente se foram: “Nossa Represa é muito extensa e, além de linda, é perigosa. Em alguns pontos, chega a cerca de 50 metros de profundidade, sem contar as erosões, cercas de arame farpado, galhos e outros perigos. Então, todo cuidado é pouco”, disse. No último final de semana, um jovem de apenas 24 anos perdeu a vida ao se afogar no Reservatório e seu corpo ainda não foi encontrado.
Ele também já socorreu inúmeros animais selvagens que cuidou e soltou novamente na natureza, como preguiças, capivara, lontras, etc. Da Cidade Velha, conhece cada ponto e já levou inúmeros turistas e mergulhadores para visitá-la: “Certo dia, um senhor me procurou com seu filho e gostaria de rever a Igreja antiga onde foi batizado e se casou. Foi um momento de muita emoção quando ele relembrou suas raízes”, disse. A praça onde era a Igreja fica a cerca de dezesseis metros da rua principal, onde tinha os bares e a maioria das casas.
A partir de setembro, começa a temporada de pesca e uma de suas especialidades é levar pessoas para fazer passeios de barco e capturar espécies como tilápia, corvina e tucunaré, entre outras: “Já pegamos peixes muito grandes por aqui. E não é história de pescador”, brinca, mostrando as fotos.
Tata foi uma das pessoas que mais lutou pela abertura do acesso à Represa pela “Prainha”, na década de 1980. Seu telefone para contato para agendar uma boa prosa e um passeio de barco para conhecer os encantos de Igaratá é o (11) 97461-8846.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

O desmatamento em Santa Isabel, no ano de 2024 (e até antes...) (parte 1)

Vista da área na rua Ataíde Lopes
A pressão sobre as bacias de mananciais e a recente crise hídrica que afetou a região Metropolitana de São Paulo deixam o sistema de abastecimento vulnerável, expondo a população à falta e à má qualidade da água. A lei define a Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais (APRM) como uma ou mais sub-bacias hidrográficas dos mananciais de interesse regional para abastecimento público. A construção em áreas de mananciais sem licenciamento ambiental é crime. Lotear terrenos dentro da macrozona de proteção ambiental também é crime e pode resultar em reclusão e pagamento de multa.
Queimada de 2024, na área terraformada
Mas o que seria um manancial? Por definição, corpos d'água utilizados para consumo e/ou abastecimento da população. Tais como rios, represas, nascentes, lagos, etc. É necessário a preservação desses espaços, não apenas com relação apenas a água, mas também a mata ao seu redor. Essas, com vegetação, são chamadas de matas ciliares (também chamadas de matas galerias). Ou seja, manter esses locais, nós fazem manter a qualidade e a qualidade da água.
Quando ocorre ocupação de áreas de manancial, de forma irregular, isso causa problemas a todos. Mas além disso, a destruição, a retirada da mata ciliar, desmatamento. Mas como afeta a água, se está ocorrendo retirada da vegetação? Isso pode gerar a contaminação da água, redução da absorção da chuva pelo solo, uma maior erosão da terra (gerando assoreamento) e evaporação da água naquele local. Pois o rio será alimentado não apenas pela água da chuva, mas pela água abaixo do solo.
A vegetação será essencial nesse segundo ponto falado aqui, para alimentação do rio, para infiltração da água da chuva no solo. Que vai ter menos água absorvida pelo solo. Acabando com água na região. Isso sem contar com o fenômeno de assoreamento.
Como era antes da terraformagem, próximo a Viela dos Reis
O estado de São Paulo, passou, passa e passará por uma crise hídrica, com relação a esses problemas. Quantas vezes, dentro de jornais, aparecem notícias sobre a quantidade de água por certo sistema. O Sistema Cantareira é o maior dos sistemas administrados pela Sabesp destinados a captação e tratamento de água para a Grande São Paulo e um dos maiores do mundo, sendo utilizado para abastecer os habitantes. Ele é formado pelos rios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Juqueri (Paiva Castro).
Só que isso nunca aconteceu demais aqui em Santa Isabel, pois não ocorria tanto a ocupação dessas áreas de forma irregular e o desmatamento, principalmente pela Lei dos Mananciais, já citada.
Foto do mesmo local em  Setembro de 2022
Para que saibam, alguns anos atrás, o Styllus comprou uma GRANDE quantia de terrenos, na direção do Recanto do Céu. Eles já fizeram um grande galpão entre as ruas Presidente Castelo Branco e a avenida Prefeito José Raimundo Lobo, ao qual ninguém comentou nada contra, pois nem ficava em uma área tão rural assim. Apesar que cortaram uma árvore símbolo da cidade, jacarandá, que ficava na área.
Onde era uma pica d'água, entre a Presidente Castelo Branco
e Joel de Sousa
Agora, no bairro do Recanto do Céu, há além de uma terraformagem e corte de árvores nas ruas Joel de Sousa e Presidente Castelo Branco, mais a frente na primeira, uma outra "reforma" no solo que pode aterrar a água que passa por alguns sítio ali. Como podem notar, isso pode estar indo contra as Lei dos Mananciais. Mas há muito mais que isso nessa história toda. 
Uma das primeiras coisas, que é muito estranha, são as queimadas. Ocorreram diversas vezes queimadas na área, que fica próximo a fábrica Pelikan (mas jamais chegou á fábrica). Uma delas, foi durante o período alto da pandemia de Covid-19. Só lembrando que a gestão na época era de Carlos Chinchilla. E foi, exatamente, no ponto onde ocorrem as terraformagens da rua Presidente Castelo Branco. Mas mais recentemente, aconteceu mais uma vez, pouco depois da terraformagem no mesmo espaço. E essas áreas em chamas, serão necessárias para entender parte do que - acredito - aconteceu para conseguirem mexer naquele terreno todo.
Fotos da terraformagem em Outubro de 2024, próximo
da Viela dos Reis
Se acham que isso é tão estranho, devo comentar a história de Beatriz. Uma moradora de rua, que veio da Bahia, que morava nesse terreno pertencente ao Styllus, que tinha um relacionamento com um homem, mas esse sujeito teria ido para São José dos Campos (segundo Beatriz). Como ficou por muito tempo, ela teria posse do lugar por usucapião. Mas o que seria isso? A legislação brasileira permite que uma pessoa possa adquirir a propriedade de um bem, seja móvel ou imóvel, pelo uso por um determinado tempo, sem interrupção, e desde que cumpra os requisitos exigidos pela lei.
Visão em Novembro de 2024, abaixo da Viela dos Reis
Pelo que a própria Beatriz falava, as pessoas que moram na rua Joel de Sousa e outros, ela teria ganhado dinheiro do grupo Styllus, para deixar o lugar. Pois como está claro, ela tinha direito sobre o lugar, devido ao usucapião. Não foi nenhuma bondade, mas um modo de se livrar de uma pessoa que seria "um problema" para suas ações. Beatriz está sumida - ao que parece tentou voltar para Bahia, mas devido a brigas com a família, veio mais uma vez para Santa Isabel. Mas desde então, nunca mais apareceu, a cerca de um ano quase. Seus três cães negros, ficaram na área da rua Joel de Sousa, até hoje. 
Mesmo ponto, em 12 de Fevereiro de 2025
Não estou aqui acusando o Styllus de ter sumido com Beatriz, pois a mesma não tinha muito controle de gastos e ações. Que isso fique claro. Com certeza está bem, em outro lugar. Mas que nunca deve muita consciência com dinheiro, fato ao qual o grupo de mercado nem ligava.
Falemos de outro fator. Já que falamos tanto dos recursos hídricos e da flora, que tal citarmos a fauna. Não é de hoje, que devido ao desmatamento em Santa Isabel, animais saem de suas áreas florestais. Um exemplo são jacus e preguiças que saem da mata, pois muitas vezes, perderam suas casas. Entrando em estradas, ou outros lugares. E nas áreas dessa terraformagem não é diferente. Entre os animais que foram para a área onde passam muitos carros estavam cascavéis, saguis, ouriços, gambás e aves de pequeno e grande porte. Isso, antes, não era impossível de acontecer, só não ocorria com tanta frequência. O que torna ainda mais sem sentido as ações da Secretária do Meio Ambiente com relação a essa ação.

https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/usucapiao#:~:text=A%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20brasileira%20permite%20que,os%20requisitos%20exigidos%20pela%20lei.
https://www.youtube.com/watch?v=t15cXC__Qxw
https://www.nivelaguasaopaulo.com/cantareira

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Quando tentaram defender as árvores do centro de Santa Isabel

Um grupo de aproximadamente 30 pessoas, a maioria composta por jovens, fez um protesto no dia 17 de junho de 2011, na Praça Fernando Lopes, local onde já foi a sede da prefeitura de Santa Isabel (atualmente é o Paço Municipal. Munidos com giz, eles escreveram nos tapumes da Praça frases de protestos. Por exemplo: “As crianças plantam árvores e a prefeitura corta!”. “Cadê nossas árvores?”. “A prefeitura não respeita a natureza!”, entre outras frases. Eles entregaram à população um panfleto repudiando o corte das árvores. Algumas árvores da praça já foram cortadas caso dos chorões, e ao que tudo indica a maioria das árvores do local serão derrubadas, pois funcionários a serviço da prefeitura rebaixaram o piso da praça e deixaram as raízes das árvores expostas, ou seja, com a raiz à flor da terra a sustentação das árvores ficou comprometida. O mentor intelectual do protesto, um jovem de 22 anos, que não quis informar seu nome, disse que seu apelido é Marvin (Mas que conhecemos com Ban, Marcos, artista conhecido por suas poesias e textos, além de atuações em peças de teatro como Negro Amor). Ele falou que na condição de cidadão se sente agredido com os cortes de árvores. Disse ainda que as praças de Santa Isabel ficaram descaracterizadas e que as árvores, além do paisagismo, significavam cultura, e pergunta. “Quantas pessoas não passaram sua infância debaixo dessas árvores?”. 
A prefeitura de Santa Isabel indo as praças da região central do município, informa que fez “reformas” em pelos menos quatro praças, onde literalmente árvores tombaram e o cimento no formato de bloquetes encobriu a terra. Onde havia árvores, agora existe folhagens, onde havia terra, agora existe cimento. As praças ficaram descaracterizadas e a população indignada não aprova as tais reformas. O canteiro central do Treze de Maio virou um terrão ao custo de mais de 100 mil reais. Hoje em dia, quase ninguém reclama de como está o lugar. Uma das praças do bairro Eldorado ficou mais de 100 mil reais. Praças pequenas, caso dos Expedicionários e do Brotas custaram aos cofres municipais mais de 30 mil reais. 

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Rota Turística: Rota Turística Águas e Sabores

A Rota Turística Águas e Sabores é a primeira rota homologada pelo Conselho Municipal de Turismo de Santa Isabel e está localizada na região que compõe os Bairros Jardim Portugal, Monte Negro e Jardim das Acácias. Tendo início na Alça de Acesso na entrada do Jardim Portugal. A característica principal é que a rota margeia em sua grande parte a Represa Jaguari, cercada de muita natureza e empreendimentos com lazer e atrativos náuticos, esporte de aventura, pesca esportiva, hipismo, além da oferta de serviços de hospedagem e gastronomia típica. 
Existe ali um importante projeto de criação de tilápias em tanques rede pela Associação de Pescadores Amadores de Santa Isabel África Nilo - a APASIAN, cuja a produção abastece o supermercados do centro e o compradores que visitam a piscicultura, o que se torna um passeio muito educativo. O acesso é através do empreendimento Recanto Tolentino's. Outra atração diferenciada é a criação de rã pelo Ranário Santa Clara. Ele está no Jardim Portugal, onde é produzida a carne, comercializada,  ocorre o manejo e curso. É também possível a visita com agendamento para conhecer esse tipo de negócio. 
Um atrativo natural da região é a Cachoeira Pena Branca com uma queda d'água de aproximadamente 5 metros, que se encontra em propriedade privada, mas que é aberta ao público com taxa de entrada.
Sobre atrações religiosas, temos a Capela São Roque (na Estrada Varadouro) e Capela São Benedito (no Monte Negro):
A Capela São Roque é familiar, mas abre para sua tradicional reza do terço capelão todo o primeiro domingo de cada mês e anualmente no mês de agosto realiza a Festa de São Roque. Com apresentação de Danças folclóricas. Passando por danças de moçambique, São Gonçalo e congada, com celebração e quermesse. 
A Capela de São Benedito teve sua primeira construção em 1984, sendo bem pequena. Com o crescimento da comunidade foi construída uma nova capela em terreno doado pela família Queluz, moradores do bairro Monte Negro até os dias atuais. Essa perseverança foi fruto da luta de Irmã Rafaela. As missas são celebradas no segundo do mês. Em julho é realizada a tradicional Festa Julina da Comunidade, e no dia 05 de outubro é realizada a missa em louvor a São Benedito. No segundo domingo de novembro acontece a Festa de São Benedito com celebração da Missa em Louvor ao padroeiro e quermesse.
A Represa Jaguari é mais importante e rico atrativo natural de Santa Isabel, possuí diversos acessos, públicos e privados, sendo que em alguns pontos são formadas cachoeiras e ainda tem duas ilhas em território isabelense, e que percorre também a Rota Águas e Sabores.
Ainda assim, muitos dos pontos turísticos públicos carecem de manutenção.

Fonte: MATSUKURA, Marilu. Rota Turística Água e Sabores. Informativo da A.A.P.S.I.. Santa Isabel. jan.2020, p. 4.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Link para petição sobre a venda da Área Verde da Escola Agrícola!

Jurei que não iria postar mais nada esse mês, mas essa petição é URGENTE!!!
Mais um link para auxiliar a cidade de Santa Isabel! Além do Vale do Paraíba E esse é urgente! Protejam as áreas verdes das cidades! A natureza não é algo para ser vendido tão banalmente. Seja um cidadão consciente!
Clique no link abaixo.
Impeçam a venda da Área Verde da Escola Agrícola! Petição!

"Em recente divulgação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em veículos de mídia, chegou ao conhecimento da população o Projeto de Lei nº 328 de 2016, no qual se defende a venda de áreas públicas no Estado de São Paulo, entre as quais são citadas algumas na Região do Vale do Paraíba, com a justificativa de equilibrar finanças governamentais.
Considerando-se o aspecto socioambiental, a venda de áreas como a Fazenda Cônego José Bento em Jacareí, na qual se encontram a Escola Técnica Estadual – ETEC (Escola Agrícola “Cônego José Bento”) e a Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo – FATEC, é de assombroso retrocesso. No caso de Pindamonhangaba, a área a ser vendida está relacionada à Fazenda da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – Polo Regional da APTA (Haras Paulista), cuja perda também trará profunda mancha à história ambiental e à memória do município e de toda a região.
As referidas áreas são “ilhas verdes” em meio ao avanço das áreas urbanas, propiciando diversos benefícios ambientais, como atenuação climática nas áreas urbanas, diminuição de poeiras e de poluição sonora, benefício estético e harmonia paisagística, infiltração de águas e diminuição do potencial de alagamentos, além de serem refúgio para diversas espécies de animais que buscam abrigo nas áreas de matas remanescentes. Resguardam ainda nascentes, corpos hídricos, depurando-os, o que, considerando-se o contexto de escassez hídrica, protege a qualidade e a disponibilidade dos recursos hídricos, trazendo melhorias à qualidade de vida da população valeparaibana. Mata-se o Rio Paraíba aos poucos, ora pela transposição, ora pelo avanço sobre seus afluentes e áreas de recarga hídrica (várzeas, por exemplo). As Fazendas contribuem também para melhorar a pontuação dos municípios no Programa Município Verde-Azul e possuem potencial para a formação de corredores ecológicos.
Nas referidas Fazendas estão instaladas instituições de Ensino e Pesquisa que desempenham papel de extrema relevância, formando cidadãos conscientes e profissionais capacitados para atuar junto à população, aos setores públicos e às instituições privadas, a partir de cursos, desenvolvimento de pesquisas, ações de extensão e transferência de tecnologia. Estudantes da Região e de outras partes do país desenvolvem pesquisas de ponta nessas Fazendas, utilizando, por exemplo, drones, encontrando peixes ameaçados e levando conhecimento às comunidades. Cumprem, portanto, importante função social e consistem em patrimônio público de toda a região.
Além disso, são áreas que ajudam a contar a história de Jacareí e de Pindamonhangaba, respectivamente, contribuindo para a manutenção da memória e da identidade de milhares de pessoas. Difícil encontrar moradores de Jacareí e de Pindamonhangaba que não tenham bonitas histórias (e fotos!) sobre as belas Fazendas.
Vendidas, esvair-se-ão em pouco tempo ao darem lugar para estacionamentos, supermercados, prédios, lojas e concreto.  Vendê-las é ir na contramão de concepções internacionalmente reconhecidas de democratização dos espaços públicos nas cidades, com maior participação na forma da governança participativa e cidadã. O potencial para a cultura, para as questões ambientais, para o lazer e para a melhoria da qualidade de vida dará lugar à inércia do poder de compra."