Os indígenas na área de Arujá eram de origem tupi. Eles falavam uma língua denominada geral, o nheengatu.
Muitos podem se enganar ao traduzir o termo do guarani como se fosse do tupi. Há pequenas, mas consideráveis, divergências.
Existem diversas interpretações para o nome Arujá. Por isso apresento aqui o sentido desse termo mais de uma vertente. Vejam alguns exemplos:
1 - O Doutor João Mendes de Almeida, Dicionário Geográfico da Província de São Paulo (1902).
2 - Já o Professor Afonso de Freitas, no Dicionário dos Municípios do Estado de São Paulo (1985), diz que Arujá deriva do nome de um rio que nasce na vila de Mogi das Cruzes.
3 - Frei Francisco dos Prazeres Maranhão (1890) no seu Glossário de Palavras Indígenas diz que é morada de sapos. Mesmo que a palavra não tenha referência a sapos.
4 - Padre Manoel da Fonseca, da Companhia de Jesus, no ano de 1752, escreve em seu livro Vida do venerável Padre Belchior.
5 - Teodoro Sampaio, O Tupi na Geografia Nacional (1928) fala que eram abundantes os peixinhos barrigudinho ou guarus.
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domingo, 5 de agosto de 2018
quinta-feira, 6 de julho de 2017
O significado por de trás das construções
Existem nomes dentro da cidade que nem imaginamos. Pode ser o de uma rua ou avenida. Mas os mais importantes, normalmente, são de construções. E que possuíam, ou possuem, alguma importância histórica, religiosa ou política. Aqui coloco alguns desses lugares.
Confiram:
- Fábrica de Juta: A antiga fábrica de juta ficava no meio da cidade praticamente. E onde ela se localizava? A famosa Galeria, que abriga diversos comércios da cidade, é a localidade do qual trato aqui. Pertencia ao senhor Guilherme Alfieri, proprietário da primeira linha telefônica da cidade.
- Fórum: Pode não parecer, mas aquela região não era só um prédio relativo ao judiciário. Foi construído em 1960, no governo estadual de Carvalho Pinto. O local era, anteriormente o mercado municipal.
- Igreja do Rosário: Construída e inaugurada em 1723 (aproximadamente), já foi a igreja Matriz de Santa Isabel. Foi feita pelas mãos de escravos, antes mesmo do surgimento da cidade de Santa Isabel.
- Rua Vereador Sebastião Claudiano: Essa área da cidade foi denominada em homenagem ao primeiro vereador negro da cidade, que nasceu depois da Lei do Ventre Livre. O rapaz foi adotado por uma família de italianos.
- Praça da Bandeira: O local era chamado inicialmente como Praça do Rosário, em homenagem a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Depois da Proclamação da Independência, levou esse nome por mais um tempo, até ser alterado para Praça da Bandeira.
- Casa Paroquial: Inicialmente era a antiga sede da família Fernandes Cardoso, foi transformada em uma pousada e doada para a diocese. E a igreja então a transformou na Casa Paroquial que conhecemos até os dias de hoje.
- Casarão dos 13 de Maio: O lugar, na época atual, é uma pizzaria. Inicialmente o prédio foi construído para a instalação de uma escola municipal. O primeiro professor foi o senhor Benedito Mathias, popularmente conhecido como "Sinhô". O nome como é conhecido, se deve ao bairro onde fica, que tem esse nome devido ao 13 de Maio de 1888, quando ocorreu a Abolição da Escravidão
- Avenida República: Sendo hoje em dia, o "centro urbano" da cidade, era uma área de várzea às margens do Ribeirão Araraquara. Foi inaugurada, oficialmente, em 1900, 32 anos após a Proclamação da República.
terça-feira, 8 de março de 2016
Santa Isabel, o Paraíso da GRANDE SÃO PAULO
| Acho que esta bem grande para todo mundo ver. Talvez não seja fácil te enxergar na entrada de São Paulo. |
![]() |
| Um dos problemas típicos de metrópoles |
Temos um probleminha por aqui. Coisa chata em Santa Isabel.
Primeiro: nós somos do interior? Não é bem por ai. O slogan mais conhecido da cidade é "O Paraíso da Grande São Paulo". Grande São Paulo... Chamamos dessa maneira a Região Metropolitana de São Paulo. Segundo a maioria dos sites relativos a esse assunto, Santa Isabel é parte dessa região. Ok! Bacana... Ainda assim muitas pessoas acreditam que aqui é uma cidadezinha pequena. Toda a localidade é considerada calma e um refúgio para os paulistas de outras cidades, daí vem o termo "paraíso".
Não que ela não seja em relação ao seu tamanho. É relativamente pequena, mas muitas pessoas quando ouvem (ou falam) tem a relação errada com a cidade. Exemplo: recentemente vi Santa Isabel ser comentário em emissoras de TV devido a queda de um avião e inundação aqui. Só que todos os repórteres falavam "cidade do interior", mas pior foi quando em uma apresentação, um grupo de pagode falou a mesma coisa. Nós moramos aqui. Devíamos saber disso! Ao menos para que as pessoas falassem sobre ela "para fora", entendem?
Cidade do interior é considerada uma cidade que tem como típica visão dos metropolitanos uma localidade sertaneja, agrícola, mais simples. Tudo bem que aparentemente o nosso município vive disso. Mas não é bem assim. Nossa cidade deveria ser turística, mas não possui trabalhos relativos a isso. Temos uma vasta gama de agricultura e pecuária, só que nada muito grande para podermos falar que nosso maior meio de sobrevivência depende disso.
Sem contar que temos problemas típicos das cidades grandes como inundações e outras coisas. Complicada é a vida de um isabelense.
Mas o motivo de escrever isso é: parte de uma cultura esta em valorizar os mínimos aspectos dentro dela. E o conhecimento ajuda a valorizar ainda mais. É o que tento fazer aqui.
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