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terça-feira, 7 de julho de 2026

Curiosidades de Santa Isabel, na política, dos anos 90


A década começou com Mamoru Tomita como prefeito, com seu mandato encerrou em 1992.
Nos anos 90, duas mulheres foram pioneiras na política isabelense: Picida (Maria Aparecida Ferraz de Souza) a primeira vereadora eleita (1989/1992) e Angela Sanches eleita prefeita nas eleições de 1996.
Entre os anos de 1993 e 1996, Nenê Simão exerceu seu 3º mandato.
Benedito Maciel, sob sua presidência foi na Câmara Municipal que promulgou, em 6 de dezembro de 1990, a Lei Orgânica do Município um marco na história.


segunda-feira, 7 de julho de 2025

Figuras notáveis de Santa Isabel: Picida


Picida, nasceu Maria Aparecida Ferraz de Souza, seu apelido nasceu da mistura dos nomes do pai Piu e da mãe Cida.
Viu a Rua Totó de Assis se transformar na Avenida Manoel Ferraz de Campos Sales.
Mãe, militante, professora, coordenadora e diretora durante muito tempo da Escola Professora Maria Santos Bairão, carrega em si o orgulho de ter sido mestra em Educação e mais de ter sido a primeira vereadora mulher eleita. Além disso, no mesmo dia que tomou a vereança para si (1 de Janeiro de 1989) se tornou a presidente da Câmara Municipal também. Lembrando que as eleições daquele ano foram as primeiras desde 1960, período da ditadura militar no Brasil.
E como vereadora, Picida foi a responsável pela implementação de diversas leis favoráveis ao desenvolvimento social. Dentre elas, destaca-se a lei que implementou o ensino fundamental em zona rural.

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Os problemas que um historiador encontra

Na gestão de Jair Messias Bolsonaro como presidente, o cargo de historiador foi oficializado. Isso, pois antes, não poderíamos falar de uma profissão com formação em história, que não fosse professor. Entretanto, como historiador, ainda há problemas até hoje, que esse profissional encontra dentro da pesquisa sobre história. E muitas das informações aqui encontram o mesmo problema.
Fontes orais diferentes:
Um local, acontecimento ou pessoa pode ser chamado de forma diferentes dentro de uma região. Ou até ter uma origem fora do que muitas pessoas pensam. Um exemplo é o Morro da Farinha.
Há a ideia, de que o local se chamava Morro da Farinha, pela agora chamada, Rações Morro de Farinha. Entretanto, conversando com algumas pessoas, descobri que ali havia diversas fábricas de varinha. Além de um ponto onde tinha uma fabricação de velas. Então, o termo se deveria por aquela área ser de muita comercialização de farinha.
Algo que a Secretária de Cultura aceitou como uma verdade. Eu preferi a segunda, pois se trata da população mais humilde de quem retirei esse dado.
Mudanças pessoais de nomes:
Um outro evento que atrapalha a pesquisa são as mudanças de nome. Seja de um local ou pessoa.
Aqui, eu usarei dois exemplos: O do Bairão e depois de Nazaré Pio Ferraz.
O Bairão, primeiro, nem sempre era, onde é hoje. E nem se chamava assim, mas era a primeira escola chamada Santa Isabel, e ainda por cima com Z. Ele ficava onde era o Casarão (que também serviu de diversas maneiras, até hoje em dia que é um restaurante). Depois, ficou onde é o Major. Sim, o prédio da Escola Major Guilhermino, foi da Escola Maria dos Santos Bairão. E por último, chega no ponto onde está hoje em dia, e só mudaria o nome depois.
No caso de Nazaré Pio Ferraz, só fiquei sabendo recentemente que ela é irmã da Picida. Seu nome é diferente de sua irmã, Maria Aparecida Ferraz de Sousa. Devido ao casamento dela, seu sobrenome não é mais o mesmo da primeira vereadora de Santa Isabel pelo PT, ao menos não tão parecido. Coisas assim, muitas vezes podem ser perdidas, especialmente quando não se tem ligação com dados oficiais.
Espectro político influenciador: Por fim, dentro de uma cidade, um espectro político pode impedir certos conhecimentos. Um exemplo é toda a cidade de Santa Isabel. Como assim? Note: recentemente, uma pessoa escreveu nas redes sociais "O que o PT fez em Santa Isabel?".
Mas ela não deve saber que a primeira vereadora de Santa Isabel, foi Picida, uma das figuras mais fortes da esquerda em Santa Isabel. Que contribuiu muito para questões de ordem trabalhista no município. Ou Armando Machado, o Machadinho, que antes mesmo de ser da área política, contribuiu com o teatro local. Ou até, que ele como professor de história, escreveu um livro e defendia a questão das Lei dos Mananciais. Mas se nem os centros de cultura ou turismo políticos (seja na esfera municipal, estadual ou federal) divulgam isso dentro da cidade, se torna impossível mudar a situação que encontramos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Minha opinião sobre como a política isabelense trata a história da esquerda local

Uma das coisas que notei recentemente sobre a cidade de Santa Isabel é a vontade política em esconder "os fatos históricos da esquerda", dos cidadãos locais.
Vejam bem, nós temos muitos dados da cidade. Tais como a história de figuras importantes como Maxíminio Antônio de Camargo, Maria Helena Marcondes, Major Guilhermino Mendes de Andrade, Coronel Bertoldo, Major José Francisco Mineiro, entre outros. Mas nada significativo é demonstrado pela prefeitura quando se refere a esquerda dentro da região.
Um exemplo são os casos de Picida e Machadinho. A primeira foi uma professora e diretora competente especialmente dentro do Bairão, que foi a primeira vereadora de Santa Isabel. Além de ter sido a primeira prefeita da cidade, fato que tratarei mais a frente, mas que demonstra o coronelismo ainda reinando aqui. Já Armando Machado, também sendo um professor de história, que fomentou o teatro local, muitas vezes tem parte de sua contribuição política apagada. Pois, além de diversas feitas por ele aqui, é o fundador do PT no nosso município.
De onde vem essa mania dos governos de querer esconder os fatos? A história é o estudo da verdade, não importa como ela seja. E isso fica mais triste quando nós notamos que pessoas dentro da prefeitura, que se autointitulam de esquerda, não correm atrás desses fatos. Especialmente quando eles fazem partes de pastas como Cultura, Turismo ou Ações Sociais. 
O Espaço Aberto SI tem que ser escrito para manter essa parte (além de outras) do passado de nossa cidade viva!