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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Texto Um sonho de Isabel, por Luan Vinicius Barbosa

Um sonho de Isabel, 2021
Esse material foi elaborado por Luan Vinicius Barbosa em contrapartida a Lei Aldir Blanc (Lei 14.017/2020), que  dispôs de ações emergenciais para o  setor cultural e artistas. O autor é  residente da cidade de Santa Isabel e  desenvolveu de forma independente toda a escrita e artes, inspiradas na história de vida da Rainha Isabel de Aragão e na formação da cidade de Santa Isabel. Por meio da secretaria municipal da Cultura, esse material fará parte de um acervo digital disponibilizado nos canais oficiais da Prefeitura. Acompanhe as outras publicações, curta, comente e valorize a nossa cultura!
Boa leitura. 

Um sonho de Isabel

de Aragão,
de Portugal
para seus filhos
no Paraíso

Em tempos tão difíceis,
Onde muitos se sentem presos
E outros tantos se sentem perdidos e desamparados
A fé nos solidificará

Em tempos que os sonhos são utópicos
E nossa união parece tão distante
Torço para que o sofrimento passe num instante
Só assim meu sonho se manifestará

Do alto dessa torre
Posso escrever inúmeras cartas
Inúmeros momentos que assisto
Do mais alto escalão desse império

E mesmo envoltos em tantos mistérios
Sei que um dia, a paz reinará

Ajudar os pobres e necessitados
Cuidando do nosso presente
Valorizando o nosso passado
Pois nenhum de nós é diferente

E onde essas minhas cartas chegarem
Como semente de uma esperança
Sonho com uma terra que irá brotar
O meu desejo, esse sonho de Isabel
O nosso próprio Lar

Como princesa sou abençoada
Com tanto conforto e riqueza
Mas poucos realmente sabem
O quanto essa dor me causa tristeza

Por isso, decidi
Me permitir em oração
Escrever essas cartas para tantos filhos
Filhos hoje que são uma nação

E que não possuem nenhuma noção
De que um novo mundo irá surgir
A partir do momento que o mar
Unir o nosso futuro com nosso novo lar

Dessa forma precisamos urgentemente se unir
Para que nossos filhos se lembrem com amor
De onde sua história começou

Todos merecem um lar
Um lar que seja entre as montanhas
Banhado por rios e preservado pela natureza
Pois a principal riqueza
É cuidarmos da nossa terra

E cuidarmos dos nossos irmãos
Cuidarmos dos que precisam
Do povo marginalizado
Do povo escravizado

Meu sonho é que nossa terra
Seja um paraíso encantado

Para os muitos que um dia virão
Desejo que busquem sempre o alto
Pois virá do alto nossa benção

Desejo e sonho com o dia
Que em adoração, devoção e esperança
Possamos comemorar essa carta
Que a fome seja apenas uma vaga lembrança 

Que estejamos juntos e felizes
Com amor carinho e reforçando o elo
No ato de misericórdia pelos que precisam
O nosso amor eterno
Que os pães se tornem rosas
E saciem não somente a carne
Saciem a alma dos que sofrem

Rezo para que esse choro seque
Que nossos sonhos sejam leves
E que nossa alegria seja contagiosa

E que no nosso futuro
E no futuro dos nossos filhos
Tenhamos tempo
E criemos templos
Para acolher nossos destinos

E mesmo se meu presente
Seja estar à frente do Reino Português
Minha doce e irresistível compaixão
Sonha com uma cidade, que o próprio povo fez

Sonho que minha terra
Tenha um lugar para celebrar
Viver a liberdade dos povos
E poder viver, sem medo de sonhar

Quero que construam um monumento
Que represente todas nossas batalhas
Que ninguém perca o direito de viver
E que derrubemos todas a muralhas

Que derrubemos todas as diferenças
Que junto desse monumento
Lembremos com fé
De que o nosso maior presente
É nos mantermos sempre em pé

Portugal está prestes a conhecer
Outras terras e outros mares
E espero que essas novas casas
Possam ser conhecidas como nossos novos lares

De um mirante espero poder ver
O Nascer e o alvorecer na minha terra
Olhar para o vale abençoado
E o verde límpido das serras

Serras essas que cobrirão as nascentes
Que se fazem presentes ao saciar a sede do Paraíso
Das cachoeiras que molham o chão,
Das cachoeiras que estão descendo do céu
Nas suas águas límpidas, cristalinas,
Se fazem puras através de seu mais precioso Véu.

Terra essa minha
Que servirá também para acolher
Abrigo para os novos sonhadores
Que dessa terra irão nascer
Se encherão de orgulho
Concretizarão todo jubilo
Pois quando olho do meu castelo
Espero
Que a liberdade seja isso
Seja o lar, de um grande Paraiso

E sem demagogia
Talvez eu seja apenas uma simples sonhadora
Que busco ser fiel ao meu Deus
E honrar essa classe trabalhadora
Quero que nessa nossa casa
Que irá surgir próxima aos vales
Próxima às nascentes
Tanto a entrada
Quanto a Saída
Seja preenchida com um brilho reluzente

Portal para um lugar livre
Portal para uma riqueza resplandecente
Portal para sonhos
Portal para realidades eminentes
Pelas praças e coreto
Pelas vielas e canteiros
Todo pé que nessa terra pisar
Tenha orgulho de falar
Bendito seja, esse paraíso brasileiro

O pão que nos alimenta
Que nos dá força e sustento
Esteja nessa terra tão distante
E que os cuide a todo momento

Sou uma mãe e rainha
De Portugal filha
Dedico essas cartas como registro
Do que idealizei e esperei por toda minha vida

Salve família
Salve!
Filhos de um grande amor
Vida, doçura e esperança de grande valor
Salve!
A ti, família, brado meu cuidado, irmãos de Eva
A ti suspiro, me compadeço e choro pelo teu vale de lágrimas
Mas me coloco como advogada vossa
Que com meus olhos misericordiosos, a vós sempre olharei
E depois de todo desterro
Veremos a luz
Bendito é o fruto da nossa terra
Ó adoráveis crianças, e piedosas mães
Doces pais, sempre unidos
Roguemos juntos, bradando a nossa voz a nosso Deus
Para que sejamos dignos da promessa
De um paraíso todo nosso
Para todo sempre.
Amem.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Figuras notáveis: Seu Margarido

Conhecido popularmente como Margarida, era filho de pais simples e tinha mais quatro irmãos. Começou a trabalhar com sete anos, como engraxate e vendendo leite. Estudou até o quatro do ensino fundamental, Ainda assim, conseguiu uma grande carreira como auditor da KODAK em São José dos Campos. Posteriormente, foi bancário no primeiro banco de Santa Isabel. Já em sua vida social, foi membro fundador e Diretor-Social do Clube Aquático de Santa Isabel.
Fez e era dono do famoso restaurante Panela Velha.
Nasceu em 26 de Abril de 1940 e faleceu em 15 de Agosto de 2018.

(Espaço Aberto Igaratá) Foto de retrato de Petronilha de Sousa, em escola com seu nome

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Figuras notáveis: Kari Ramos


Cabeleireiro e colunista social, chegou em Santa Isabel no inicio dos anos 90, e se tornou o maior agitador cultural da década.
Realizou inúmeros eventos culturais, esportivos e beneficentes, era figura marcante e querida na sociedade isabelense.
Atualmente (a época do texto era 2021) é radialista no município de Anísio de Abreu, Piauí.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Figuras notáveis de Santa Isabel: Ariovaldo Saul

Ariovaldo Saul, conhecido por todos como Ari, mudou-se ainda jovem para esta cidade, onde viveu até seus últimos dias. Foi combativo vereador à Câmara Municipal e oficial de justiça, esse último, cargo em que se aposentou. De boa formação cultural, era fanático por palavras cruzadas, seu passatempo favorito, com o qual preenchia suas horas de lazer. Seus filhos, todos nasceram aqui e viveram parte de sua vida na cidade.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Figuras notáveis: Servidora Lucilene

Nascida na cidade de Marumbi-PR, filha de Aparecida Zenilda Pinto e Galdino de Souza Pinto, mudou-se com a família para Santa Isabel aos 7 anos de idade, pois seu pai veio para trabalhar em um sítio como caseiro.
Aos 14 anos de idade conseguiu seu primeiro emprego na empresa Franqueza. Saindo de lá trabalhou na loja Bel Lar, Gráficas Burti e na Santa Casa de Misericórdia de Santa Isabel, após concluir o curso de auxiliar de enfermagem.
De vida muito simples, Lucilene e a família tinham o pai como exemplo de homem digno, honesto e trabalhador, que com muito sacrifício cuidou da esposa e de cinco filhos.
Em 1989 passaram a residir na cidade, deixando o sítio onde moravam. Infelizmente, seu pai acabou falecendo em 1990.
Casou-se com Carlos Miranda com quem teve o filho Igor Miranda, em abril de 1994. Entretanto, a missão de Igor na terra durou apenas lindos 4 dias e, na dor e tristeza da perda do filho, nasceu em Lucilene sua verdadeira vocação: cuidar das pessoas.
Assim, concluiu o curso de Auxiliar de Enfermagem e após sua passagem pela Santa Casa de Santa Isabel, em 1999, iniciou sua trajetória no programa Estratégia de Saúde da Família, com passagens pelos ESF’s do Jardim Eldorado e Vila Nova.
Em 2003 teve novamente o dom de ser mãe de Ana Flávia Pinto Miranda, criança que fez reafirmar em Lucilene o mister de cuidar das pessoas.
Desde o ano de 2009, quando deixou o ESF do Jardim Eldorado para trabalhar no ESF da Vila Nova, muitos desafios e provações fortaleceram ainda mais a vocação de Lucilene. Nesse período teve de suportar o falecimento de sua mãe e sua irmã, além de enfrentar a debilidade do irmão, que perdeu um membro em razão de complicações oriundas da diabetes.
Entretanto, nada disso abalou a dedicação com que Lucilene sempre serviu aos pacientes do ESF, foram 21 anos de excelência e humanização no trato com as pessoas. Os depoimentos emocionados de gratidão daqueles que por ela foram atendidos são unanimidade.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Figuras notáveis: Donizete Carvalho

Aos 65 anos de idade (em 2024), Carvalho é um dos carteiros mais antigos e experientes do município. Ele conta que sua vocação para profissional das entregas surgiu em 1980, enquanto procurava por emprego. “Colegas de escola já trabalhavam na área, e me apresentaram à profissão”, disse.
“Naquele tempo era tudo mais difícil. As anotações eram feitas à caneta… hoje em dia tudo é mais informatizado, mais rápido”, é o que diz o Carteiro que acompanhou as evoluções de sua profissão. Segundo ele, o tempo que era gasto com as ferramentas manuais diminuiu, o que foi cada vez mais facilitando o serviço.
Entretanto, ele ressalta que mesmo com os avanços proporcionados pela tecnologia, os carteiros continuam fortes, carregando grandes pacotes nos dias de calor extremo e de fortes chuvas para entregar as encomendas.
Questionado sobre o futuro de sua profissão, Donizete Carvalho comenta não ter medo, pois os carteiros lidam com as pessoas, algo que no meio digital, não se vê. “Existe o papel do ser humano, né? Poder conversar com as pessoas, elas olharem olho no olho e confiarem em você”.
Casado com Maria Pereira, foi percorrendo, de sol em sol, as ruas de Santa Isabel, entregando cartas, sonhos e encomendas, que Donizete criou os filhos Donizete Júnior e Daniel Pereira.
Ele acrescenta que a honestidade, o conhecimento adquirido ao longo dos anos e passado aos clientes e amigos pelo elo criado graças ao trabalho e é isso que o motiva a continuar até hoje. Em sua mensagem para as futuras gerações: “Tenha sempre boa vontade e honestidade acima de tudo”, aconselha.

(Espaço Aberto Guararema) Fotos de visita de alunos do Quinto Ano ao Museu Afro Brasil “Emanoel Araujo” (Julho de 2026)




quarta-feira, 15 de julho de 2026

Vicente Capassi

Natural de São Caetano do Sul, Vicente Capassi construiu sua vida em Santa Isabel, onde formou família e participou ativamente da vida pública do município. Filiado ao PSDB, foi eleito vereador para a legislatura de 1983 a 1988 e conquistou a reeleição para o mandato seguinte, iniciado em 1989.
Durante sua trajetória parlamentar, exerceu a função de vice-presidente da Câmara Municipal em dois períodos e integrou importantes comissões legislativas, participando de debates e decisões relacionadas à saúde, assistência social, cultura, educação, obras públicas e finanças.
Em uma época de importantes transformações para o município, Vicente esteve entre os representantes escolhidos pela população para defender os interesses da cidade e contribuir para a construção das políticas públicas locais. Também participou da comissão responsável pela elaboração da Lei Orgânica Municipal, marco importante da organização administrativa de Santa Isabel após a Constituição Federal de 1988.
Vicente Capassi, que faleceu no dia 16 de Junho de 2026.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Cartaz da Exposição Fotográfica - Campos de Várzea: Breve História do Futebol Isabelense (6 a 31 de Julho de 2026)


 

(Espaço Aberto Igaratá) Figuras Notáveis de Igaratá: José Rozendo da Silva, ou ZUZA

José Rozendo da Silva, ou simplesmente ZUZA, foi o pioneiro do Barreado da cidade, um homem cuja essência deixou uma marca indelével na história desta terra.
ZUZA não era apenas um espectador da vida; ele era um participante ativo, um jogador vigoroso no jogo da existência. Nos campos de futebol de Igaratá, ele era um ícone, deixando para trás uma trilha de glória e admiração. Como membro do clube do laço comprido, ele exibia habilidades que desafiavam o tempo, cativando multidões com sua destreza e destemor.
Mas sua influência não se limitava apenas aos campos esportivos; ZUZA era um mestre da música, um violeiro cujas melodias transcendiam as barreiras do tempo e do espaço. Nas noites estreladas de Igaratá, sua música ressoava pelos vales, convidando todos a se juntarem em harmonia.
E quem poderia esquecer o aroma irresistível que emanava da cozinha de ZUZA? Sua habilidade culinária era lendária, suas comidas típicas eram um verdadeiro deleite para todos os sentidos. Ele não apenas alimentou os corpos famintos, mas também nutriu as almas famintas com sua generosidade e calor humano.
Em Setembro de 2020, ele morreu.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Lugares e regiões que são mais conhecidas por "apelidos"

Algumas regiões, ruas e até bairros são mais conhecidas por seus "apelidos". Isso não é privilégio de Santa Isabel, mas ainda assim, possuímos alguns casos curiosos. Vejamos alguns exemplos a seguir.

A "Rua da Feira", que fica próxima do Mercado Português e que é "vizinha" da Avenida Coronel Bertoldo, até hoje não é chamada pelo nome verdadeiro de Mario Mendes de Camargo. Pois, por muitos anos, ela conteve a feira da cidade. 
Ocorrem ao menos duas feiras comuns em Santa Isabel: uma em dia de terça e outra em domingo. E com o aumento do tráfego no município, a gestão da época pensou ser melhor colocar a primeira onde hoje é a rodoviária. Entretanto, ainda se referem a esse lugar como "Rua da Feira".

É comum nem o chamar de bairro, mas de rua. O "Bairro da Torre" ou "Rua da Torre", tem esse nome por algo muito claro. Qualquer um, até desavisado, observa rapidamente o motivo: as torres que foram colocadas por lá. 
Entretanto, o bairro é Vila Nova Santa Isabel. Tanto que a padaria abaixo dela, em um dos pés do morro, se chama Padaria Nova Santa Isabel. Pois é ela que fica no bairro de mesmo nome.
Entretanto, além de nunca o chamarem de bairro (dificilmente), vão o chamar de "Rua da Torre".

A "Rua da Karibê", tinha outro nome antes, mas hoje é conhecida como Padre João Orlando da Cruz. E essa talvez tenha sido a mudança mais correta feito até os dias de hoje. E das três citadas aqui, deveria ser a mais valorizada.
O padre João Orlando é tão importante para a história dessa cidade, que foi enterrado na Igreja Matriz Santa Isabel. Então, faz todo o sentido essa mudança. Apesar de não conhecerem por esse nome, e mais pela fábrica têxtil no final da rua.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Projeto Santa Isabel 190 Anos #Memórias


Com o objetivo de homenagear as pessoas que fizeram e fazem a história de Santa Isabel, e realizar o resgate cultural da população, o Departamento de Comunicação lançou o projeto 190 Anos #Memórias. Ao todo são 19 entrevistados que contam as principais lembranças que possuem de seus feitos, familiares, amigos e tradições do município.
Entre eles o morador José Jesus, o professor de história Luis Eduardo Caraça Tavares e o Padre José Eduardo Ferreira 
Já como sua continuação, o quadro Santa Isabel Raiz, exibiram fatos que marcaram a cidade. Todo o conteúdo pode ser conferido nas páginas oficiais da prefeitura, como o Instagram (@municipiodesantaisabel) e o Facebook (Município de Santa Isabel).


terça-feira, 30 de junho de 2026

Figuras notáveis de Santa Isabel: Benedito Laudelino de Camargo

Por nome, poucos o conheciam. No entanto, se falassem no Trole, até crianças sabiam quem era.
Foi a pessoa mais irreverente que Virgílio Frúgoli conheceu, com suas tiradas alegres, não perdoava ninguém. Todos eram iguais para ele, não importando o diploma ou o mais elevado ou menor cargo que ocupasse. Foi ele, com Artur José da Costa que mais deram crédito a Frúgoli.

domingo, 28 de junho de 2026

Figuras notáveis de Santa Isabel: Pedro Corrêa Gomes, o "Pedro Vassourinha"

Em 18 de fevereiro de 1918, nascia em Piracicaba, Pedro Corrêa Gomes.
O menino do interior cresceu, ganhou o mundo e foi para São Paulo, onde integrou a Força Pública — hoje conhecida como Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Mas foi em Santa Isabel, que chegou na década de 1960, que ele escreveu seu capítulo mais bonito.
Com uma carroça simples, muita disposição e uma voz que ecoava pelas ruas, Pedro transformou o trabalho em presença, e a presença em afeto. Vendia mexerica, galinhas, verduras… mas era a mandioca “vassourinha” que o consagrou.
E assim nasceu o nome que atravessou gerações: Pedro Vassourinha. Não era apenas um vendedor.
Homem simples, trabalhador incansável, figura querida — daqueles que não precisam de cargo ou palco para se tornarem grandes. Tornou-se memória viva de uma cidade que cresceu vendo sua carroça passar.
Em 24 de junho de 1995, aos 77 anos, Pedro Vassourinha partiu.

domingo, 21 de junho de 2026

O que seria patrimônio de um município?

Patrimônio imaterial: riquezas culturais que não tem uma forma física. Tais como:
Festas e manifestações (Festa da Cidade, Rodeio de Santa Isabel, Manifesto Afro-Religioso de Santa Isabel e Parada LGBT+ em Santa Isabel);
Saberes e tradições (Bolo de fubá, casas de pau a pique);
Músicas e danças (Hino de Santa Isabel, Moçambique e Folia de Reis);
Lendas e costumes (Maldição do padre, a expressão "socó" e benzedeiras);
Exemplos: Lendas, mitos, artesanato, culinária e expressões regionais.
Patrimônio material: bens e construções com forma física. Tais como:
Igrejas e monumentos (Igreja do Rosário, busto de Antônio Maurício de Sousa e canhão da Praça dos Expedicionários);
Casarões históricos (Casarão dos 13 de Maio, casarão da Família Machado e Galeria);
Sítios arqueológicos (Não há em Santa Isabel, mas seria necessário uma maior pesquisa sobre esse assunto na cidade);
Praças e paisagens (Praça da Bandeira, Praça Fernando Lopes, Cachoeira da Macumba e Mirante do Monte Serrat).
Exemplos: Edifícios, pontes, ruínas e paisagens.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Casos policiais importantes que chegaram a Santa Isabel

Em 2002, o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, chocou o Brasil. Oficialmente tratado como crime comum, o caso nunca deixou de levantar suspeitas.
É aqui que Santa Isabel entra diretamente na história.
Um dos criminosos ligados ao caso mantinha três vítimas em cativeiro no bairro Ouro Fino. Um local isolado, distante dos olhos do Estado e da imprensa.
O cativeiro revelou um padrão inquietante: crimes que começavam no ABC e na capital encontravam refúgio no sítio do Ouro Fino.

Já no ano de 2005, o Brasil assistiu atônito ao maior assalto da sua história: o roubo de mais de R$ 160 milhões do Banco Central de Fortaleza, após a escavação de um túnel digno de filme.
Dois anos depois, o crime voltou ao noticiário — e novamente Santa Isabel apareceu como cenário chave. Três integrantes da quadrilha foram encontrados mortos dentro de um poço com mais de 20 metros de profundidade, em uma propriedade no município.
Santa Isabel não foi ponto de fuga — foi ponto final. 


terça-feira, 9 de junho de 2026

(Espaço Aberto Arujá) Professor Celso Barroso (1926-2020): uma vida dedicada à educação arujaense

Criado em Porto Ferreira, Celso Barroso nasceu em 24 de Março de 1926, no município de Dois Córregos, no interior paulista. Era filho de Adílio Barroso da Silva e Leonídia Zadra e o terceiro entre sete irmãos. Proveniente de uma família profundamente ligada à educação, teve, além de sua mãe, cinco irmãos que seguiram a carreira docente, enquanto outro se dedicou à advocacia. Sua formação ocorreu na Escola Normal Municipal de Santa Rita do Passa Quatro, onde se formou como professor normalista em 1947.
Em 29 de dezembro de 1955, ainda em Santa Rita do Passa Quatro, casou-se com Maria Apparecida Leme de Souza. Em 1962, mudou-se para Arujá, onde ingressou como professor na E.E. Dr. Washington Luiz Pereira de Souza. Inicialmente, residiu sozinho por cerca de três meses na pensão de Umbelina Ferreira Barbosa, a Dona Belinha, até retornar à sua cidade anterior para buscar sua esposa e seu filho mais velho, Celso Antônio Donizetti Barroso. A família estabeleceu residência na Rua Borba Gato, em Arujá, endereço onde Celso viveria por 46 anos, entre 1962 e 2008.
Ao longo de sua carreira no magistério, lecionou em diversas instituições, entre elas a E.E. Esli Garcia Diniz, a E.E. Dr. René de Oliveira Barbosa, a própria E.E. Dr. Washington Luiz Pereira de Souza e a E.E. Pastor Carlos Richard Strautmann, sendo um dos professores presentes na inauguração desta última. Quando chegou a Arujá, existia apenas a E.E. Dr. Washington Luiz Pereira de Souza, tendo ele acompanhado de perto o surgimento e a consolidação das demais escolas tradicionais da região central da cidade. Também lecionou nos municípios de Santa Isabel e Guarulhos, neste último no bairro Jardim Aracília. Encerrou oficialmente sua carreira em 1987.
Além de seu filho mais velho, Celso Antônio Donizetti Barroso, casado com Maria Aparecida Pedro Paulo Barroso, o professor teve duas filhas gêmeas, Carla Rita Barroso e Clara Aparecida Barroso Guimarães, nascidas em 1967. Seguindo o exemplo do pai, tornaram-se professoras da Rede Municipal de Educação de Arujá. Em 1987, Celso e sua esposa passaram também a criar como filha Jaqueline Alves de Miranda.
Celso Barroso viveu por 58 anos em Arujá, município ao qual dedicou grande parte de sua vida profissional e pessoal. Faleceu em 20 de dezembro de 2020, aos 94 anos de idade, deixando um legado marcado pelo compromisso com a educação e pela formação de gerações de estudantes. Deixou quatro filhos e nove netos, além de uma história profundamente entrelaçada com o desenvolvimento educacional e social de Arujá.
Em 2023, ele foi homenageado dando nome à EMEIA XII, localizada na rua Serra de Pacatuba, no bairro do Mirante, Arujá (Lei nº 3.573, de 10 de Maio de 2023).