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domingo, 5 de agosto de 2018

Cultura hip-hop: os quatro elementos desse estilo

Nos anos 60, essa cultura literalmente, contribuiu muito do que podemos ver hoje em dia em shows com músicas eletrônicas, raves, sonoridade de funk e toda a sorte de danças de diversos estilos e tipos. Surgindo originalmente das comunidades carentes e bairros dos Estados Unidos, o som chegou ao Brasil. Tomando novo formato e roupagem. A prova esta, que no caso dos EUA, tratam sobre o que ocorre nos guetos. Já aqui, mostram mais a realidade das favelas.
Afrika Bambaata, considerado um dos pais do estilo, diz que suas influências em composições estavam em diversos estilos como funk, soul, rock, jazz, calypso, reggae, música africana, heavy metal, techno e muitos outros estilos.
Dança, rap, graffitti e o som dos DJs. São os quatro elementos da cultura hip-hop. Sendo muitos mais do que um movimento social. Para os amantes dela, seu significado é muito mais importante do que só os fazer.
O elemento dança se iniciou com o breaking, que é um estilo que possui muito mais acrobacias. Depois evoluindo para outros como pop e rock. Sendo uma das grandes forças dos gêneros urbanos atuais. Muito mais que só uma prática esportiva para quem participa deles. Além do mais, a diversidade de elementos possibilita muitas formas de coreografias.
O graffitti, inicialmente usado para marcar territórios em sua origem, hoje em dia é considerado um dos estilos de arte contemporânea mais valorizada nos grandes centros urbanos. Ele enriquece essas áreas tentando criar um pensamento, seja de protesto ou reflexão. Tentando fazer sua plateia repensar seus modos de acordo com a sociedade muitas vezes. Ou simplesmente, fazer algo para contemplar o belo.
Já o rap tomou conta de lugares que antes nunca imaginaríamos. Proveniente das comunidades carentes, ele surgiu como forma de protesto, ganhou espaço e criou até mesmo profissionais, assim como ocorreu com outros elementos. Os mestres de cerimônia (MC’s) com o uso rápido de rimas, mas com a mente aguçada, podem debater sobre qualquer assunto em suas composições. Muitos conseguiram se destacar na área como o grupo Racionais MC’s, MV Bill, entre outros. Atualmente, existem aqueles que conseguiram transformar o estilo em algo mais regional, como RAPadura (Nordeste) e Criolo (Sudeste, em especial, São Paulo).
Por último, os DJ’s. Sua função dentro desses quatro é indispensável muitas vezes. Sem ele não teríamos as batidas para o breaking, assim como a sonoridade para os rappers. Ele, literalmente, traz a energia para os eventos.
Sua cultura é normalmente com liberdade, até mesmo nas suas vestimentas e hobbies isso é visto. Como o uso de camisas largas e as manobras de skate comuns para esse grupo. Até mesmo as “batalhas”, é mais um encontro onde as pessoas desse estilo podem mostrar seu melhor dentro da música e dança. Algo saudável.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

(Espaço Aberto Arujá) Anna Nery


Essa artista dança desde os sete anos de idade. Nascida no Piauí, veio para São Paulo com nove anos. 
Ela é professora de danças urbanas (hip-hop), além de stilleto e danças sensuais. Ela começou em Arujá dando workshop de stiletto no Stúdio Calil. E agora esta trabalhando com a dona do stúdio, Karin.
Mas ela já dava aulas em outros lugares. 
Trabalhou em projetos em escolas publica CCA (Centro para Crianças e Adolescentes), escola l, escolas particulares e no espaço artístico Luana Pinheiro. Também ensinava no centro de artes de Ferraz de Vasconcelos.
Ainda faz cursos e workshops com profissionais na área das danças urbanas, Aulas de hiphop, waacking, dancehall para se especializar mais ainda. Tem DRT em dança (Delegacia Regional do Trabalho, o que comprova que você pode exercer uma função técnica).
Sempre que pode participa de eventos desse estilo. Normalmente, participa daqueles que ela e artistas fazem para promover o estilo e seu trabalho. Inclusive já fizeram Hip-Hop no Túnel.
O nome veio por conta do espaço que utilizavam ( túnel de acesso a estação Antônio Gianette Neto em Ferraz). A CPTM só disponibiliza o espaço. Enquanto os artistas fazem tudo.  Lá organizaram, batalhas de dança, de MC, apresentações  e grafiteiros que convidaram para fazer as artes durante os eventos.
Anna trabalha com crianças e adolescentes com as danças urbanas, e com as mulheres adultas no stilleto e as danças sensuais. Resgatando um pouco do feminino e quebrando alguns preconceitos.
Sem contar que, trabalha a três anos dando oficinas no evento de São Paulo que chama Mês do Hip-Hop SP. Faz parte de um projeto que se chama Moda em Movimento, que é uma ideia dela e de umas amigas que trabalha a moda com a criançada (no seu primeiro ano o tema foi o hip-hop). Nesse último, eles fazem oficinas de moda (corte, costura, passarela), história sobre o assunto e aula de dança que foi o tema do primeiro ano. Mas como o nome já sugere, a ideia é sempre mudar o tema pra trabalhar outras culturas. Quase sempre nos CCA's.
Ela tem um grupo de alunas bem diversificadas: tem alunas senhoras, alunas que venceram o câncer,  alunas acima do peso e todas buscando melhorar a autoestima com o stilleto e as danças sensuais. A grande maioria não é e nem foram dançarinas antes, e nem tem a intenção de se apresentar em um palco.
Bom sobre seu trabalho, ela já participou com grupos, em eventos como o festival Meeting Indaiatuba, Ferraz nas Pontas dos Pés, diversos espetáculos de danças, Festa da Uva, apresentações no Miss Estudantil, Miss Ferraz, Mais Uva Fina, feira estudantil, Festa das Cerejeiras, Festa das Nações. Já participou de comerciais da Bacardi, ter aparecido em um clipe com o Taíde, Arte Popular e Dream Team do Passinho.