Mostrando postagens com marcador Exposição Estado Sankofa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exposição Estado Sankofa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Sobre a Exposição Estado Sankofa

A Exposição 'Estado Sankofa' comemora 20 anos de carreira de Cynthia Mariah, que resgata ancestralidade para guiar o presente e o futuro.
O Centro de Memória Francisco Sanches Baptista, em Santa Isabel, leva o público a uma viagem pelos mais de 20 anos de carreira de Cynthia Mariah, na exposição “Estado Sankofa”. A mostra traz nas diferentes peças a reflexão sobre ancestralidade, vivência familiar e negritude, considerados os pilares criativos para a artista.
Com obras que vão desde roupas e joias a crochês, fotografias e desenhos, Cynthia vê na arte uma forma de “gritar” e externalizar suas emoções. Como ‘afrofuturista’, busca por elementos passados para orientar os processos do futuro, razão pela qual escolheu o nome “Sankofa”, símbolo do povo africano ‘Akan’ – que simboliza a importância de resgatar sabedoria ancestral para guiar o presente e o futuro.
Entre os trabalhos marcantes apresentados está a coleção “Raízes do Brasil”, composta por peças produzidas com crochês de grande escala e técnicas manuais. A pesquisa visual da artista inclui mulheres negras crioulas dos séculos XVIII e XIX, que servem como referência para a representação estética e contextual.
A mostra também contempla trabalhos da coleção “Força Bruta”, exibida pela primeira vez na ‘Casa de Criadores de São Paulo’ – um dos maiores eventos de moda do Estado – e que aborda representações da mulher negra e questionamentos sobre a presença do corpo na moda e sociedade.
Cynthia também destaca a ‘Casa de Criadores’ de São Paulo como um espaço utilizado para desenvolver trabalhos com abordagem política, voltados à inclusão e à discussão sobre identidade.
A exposição “Estado Sankofa” ficou disponível até 28 de novembro no Centro de Memória Francisco Sanches Baptista.

https://jornalouvidor.com.br/estado-sankofa-exposicao-reune-obras-marcadas-por-ancestralidade-e-vivencias-sociais/?fbclid=IwY2xjawOSrfBleHRuA2FlbQIxMQBicmlkETFKeVdRTkJhUlJVRTZ2Q0RHc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHjhyFzVryEGHWvQkNssTxLKktindB4oERsLwB5Ji0B_a3o2yLqscwm5DokMo_aem_Ch-uhP3RBgDj2xSnxhFKgQ

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Minha sincera opinião sobre o roubo na mostra de uma artista no Centro Cultural de Santa Isabel

Antes de realmente começar o texto, há uma coisa que devo reiterar: como em um outro texto meu com opinião, coloco essa introdução para uma pessoa que está na prefeitura. Não digo o nome, pois não quero ser processado. Mas vamos lá.
O fato que ocorreu recentemente foi comentado pelo sujeito com certa indignação. E está certo. O problema é que quando ele estava na pasta, ele não soltava um "A" sobre as falhas (que poderiam ser dele ou não, mas que estavam em sua responsabilidade). Eu, quando recriminei a Secretária de Cultura, levei uma bronca e "para de ser moleque". A indignação dele faz todo o sentido, só não pode ser seletiva, nem sequer usar uma carteirada como ser da prefeitura, ou formado na faculdade, ou concursado, para se colocar acima de outras pessoas.

Dito isso, vamos ao caso:
Peças de exposição sobre carreira de artista são furtadas na Grande SP
Duas peças de uma exposição que celebra a carreira da artista Cynthia Mariah foram furtadas do Centro de Memória Francisco Sanches Baptista em Santa Isabel, município da região metropolitana de São Paulo.
A exposição “Estado Sankofa” reúne obras que celebram os 20 anos de carreira da artista. Duas delas, de coleções distintas, foram furtadas do espaço.
As peças furtadas são de material de latão e cobre. No último domingo (30/11), Cynthia registrou um boletim de ocorrência na delegacia da cidade para esclarecer o paradeiro do material.
Os responsáveis pela investigação afirmaram ao Metrópoles que os itens ainda não foram localizados e ainda não se sabe quem foi o responsável pelo furto.
A reportagem buscou posicionamento da Secretaria de Arte e Cultura, responsável pelo espaço do Centro de Memória de Santa Isabel, mas não obteve resposta. 
Uma das coisas que noto, com relação a qualquer exposição ou evento que não seja amplamente divulgado pela prefeitura, é a falta de segurança neles. Se você vai em uma Expobel ou um rodeio na cidade, tem mais seguranças do que um formigueiro tem formigas. Entretanto, quando ocorrem uma expo de uma artista, algo mais intelectualmente atrativo, eles não tem esse cuidado. Seja a pasta da Cultura (que estava no Centro Cultural de Santa Isabel, no espaço dedicado ao Centro de Memória Chico Fotógrafo), ou a própria gestão municipal. Mas é óbvio isso! Shows grandes atraem mais votos e fazer as pessoas pensarem é "perigoso".
Agora, tratando sobre a segurança, algumas vezes já fui ao espaço que é bem agradável. MAS uma coisa que já coloquei/postei era sobre a falta de um sistema que falasse como estavam as exposições e obras no local. Isso se resolveria, se não fosse contratando um serviço ou um vigia, colocando um curador no espaço. Alguém que poderia e deveria ficar mais tempo ali. Protegendo as obras e, com isso, deixando tudo pronto para as visitações.
Enfim, é uma lástima notarmos que a artista perdeu parte de sua obra. Eu, quando fiz uma exposição itinerante, fiz cópias para colocar nas escolas. Entretanto, num espaço voltado para a Cultura, onde há adultos que fazem parte da gestão pública, era de se esperar uma maior responsabilidade, pois era para isso que ela confiou na prefeitura. Especialmente se lembrarmos que uma artista negra, que deve suas peças roubadas, no mês da Consciência Negra.


https://www.metropoles.com/sao-paulo/pecas-exposicao-artista-furtadas-grande-sp