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quinta-feira, 29 de maio de 2025

Santa Isabel é uma ilha asfaltada, cercada de verde por todos os lados, por Mauro Morini

A cidade não tem um parque pra se fazer piquenique, caminhar, meditar, namorar. Não tem árvores nas ruas. Praças, tem três, pequenininhas: da Bandeira, Fernando Lopes e dos Expedicionários.
Vejo pessoas caminhando ou correndo na Marginal do Ribeirão Araraquara e acho uma judiação, que com tantos lugares bonitos ao redor e com eleições municipais acontecendo regularmente a cada quatro anos, a gente ainda não elegeu ninguém que além de fazer política pessoal, olhe com amor pra esta cidade.
Há quem diga que o centro não tem parque por estar espremido no meio de morros. Mas quem disse que um parque necessariamente tem que ser plano? No mínimo tem que ter cara de parque, senão fica que nem as nossas pracinhas. Então pergunto, porque não um parque linear? Pergunto e já digo que esse lugar existe, ou à revelia do poder publico, está sendo inventado.
A cada dia vejo mais e mais pessoas correndo, caminhando, andando de bicicletas pelos acostamentos da SP-56, quando poderíamos ter um parque linear entre as águas do ribeirão e o asfalto da rodovia, pelo menos do 13 de Maio até o Cantagalo. 2 quilômetros, se tanto. 
A SP-56 é o caminho da minha casa e passando por ali sempre penso cá com meus botões: Feliz é o turista que chega a Santa Isabel por esta estrada, porque a entrada oficial da cidade, a Variante, é um descalabro. Vi que mais uma vez estão mexendo no canteirinho central da Coronel Bertoldo, mas isso só não basta a uma cidade com pretensões turísticas.
Faço então um convite a você, caro leitor, e também aos membros do Comtur, pra  tirar a bunda da cadeira e vir ver na SP-56, como deve ser a entrada de uma cidade que se diz turística. Se tiver disposição, caminhe, corra ou vá de bicicleta pelo menos até a nossa divisa com Arujá. Dali pra diante não é a mesma coisa. Muda a paisagem, até o ar não parece o mesmo.
Por isso, fico triste quando vejo que, com um lugar tão bonito e praticamente no centro da cidade, pessoas que gostam ou por problemas de saúde. precisam correr e caminhar, tenham que fazer isso na Marginal do Araraquara, quando poderiam fazer isso inicialmente, pelo menos até o Cantagalo, ao lado do próprio Araraquara bem menos poluído e desfrutando uma paisagem de belos morros cobertos por belas reservas particulares de mata nativa preservada. Lugar bonito desses que enriquecem a alma. Lugar arejado como deve ser um parque.
A Marginal melhorou muito, mas ainda assim, não sei se é mais feia que a Variante. Arrisco dizer que há um empate. Olhando as pessoas a caminhar por ali, fico pensando se ao ver aqueles fundos de quintais, aquelas construções, muitas oficiais, com suas palafitas dentro do ribeirão, elas  não se perguntam por que nunca se respeitou aquela lei que antigamente se chamava “faixa da marinha”. Se você cidadão consciente reparar que unindo todos esses fundos de quintais, ali poderia haver um parque que hoje o centro da cidade não tem. Planejar é preciso, a cidade cresce, as necessidades são outras.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Santa Isabel fica aonde mesmo?, por Mauro Morini

Alguém já deve ter lhe perguntado e você, com certeza, desapontado, teve que explicar: Santa Isabel fica na Dutra, logo depois de Arujá. Ou então que estamos bem antes de Jacareí. Se você for um isabelense mais esclarecido, poderá acrescentar bem antes do pedágio de Guararema. Orgulhosamente poderá dizer que Santa Isabel é o paraíso da Grande São Paulo. Dizer também que estamos a 50 quilômetros de SP, 30 de Guarulhos e que é muito fácil chegar aqui: tem a Dutra, tem a Airton Senna. De Campinas, Atibaia e Bragança também se chega facilmente pela Dom Pedro via Igaratá. Enfim, sempre temos que dizer tudo isso, por uma razão muito simples, Santa Isabel nunca deu seu endereço. Seria vergonha de ser periferia na Grande São Paulo ou timidez por ser periferia no Vale do Paraíba. Periferia sofre! Ultimamente corre o risco de aumentar ainda mais essa confusão. Assim como Guararema, turisticamente falando Santa Isabel foi incluída como cidade do Alto Tietê. Pode um negocio desse? Em Guararema o Rio Paraíba passa dentro da área urbana. Aqui, qualquer estudante sabe e se não sabe devia saber, todos os nossos rios e ribeirões são afluentes do Paraíba do Sul. Diante da nossa paisagem de muitos morros com a Serra do Itaberaba lá no fundo, dá pra dizer pra quem vem de São Paulo que a Mantiqueira começa aqui. Claro, sofremos influencia de uma cidade do tamanhão de São Paulo, mas ainda assim conseguimos manter por aqui um clima de cidade do interior. Claro, temos hambúrgueres e hot-dogs por aqui, mas nossa culinária mais típica é do Vale. Ainda temos grupos de Congada e Moçambique e louvamos São Gonçalo. A água que vão tirar da represa do nosso Jaguarí para o Sistema Cantareira da capital, é água que ia para o Paraíba. Há alguns anos, como presidente do Comtur, escrevi para a TV Vanguarda do Boni, ex-TV Globo e com quem trabalhei quando comecei em propaganda, pedi que desse uma colher de chá para Santa Isabel nas vinhetas que a Vanguarda costuma mostrar cidades do Vale do Paraíba. Nem respondeu. Entre outros motivos, um certamente é devido ao fato de nos colocarmos como paraíso para quem vive estressado na correria da capital. Dá pra dizer que somos um município parque, um município verde entre dois pólos industriais e com grande densidade populacional. Um município com 362 quilômetros quadrados, que tem 83% do território protegido pela Lei dos Mananciais e que associada a outras leis ambientais, preservam não apenas os nossos rios, mas também a nossa paisagem. Então inventamos essa historia de paraíso, mas nunca demos o endereço. Deixamos no ar como qualquer paraíso. Enquanto isso os nossos prefeitos vão trocando seus secretários de turismo diante de qualquer cor política que os desagrade. Mesmo não sendo técnicos, esses secretários de turismo sequer chegam a esquentar a cadeira. Não têm tempo de planejar de modo fazer o turismo de Santa Isabel andar, mas a fila anda e pode nos atropelar.

sexta-feira, 10 de março de 2023

O Museu da Casa Rural de Mauro Morini

Museu da Casa Rural, que era localizado no sítio Embaúba, que retratava como era a vida antes da eletricidade. O local abrigava itens utilizados no dia a dia que tinham como foco facilitar a vida das pessoas, instrumentos que hoje parecem rudimentares, mas já foi num passado não muito distante a mais alta tecnologia. Era dividida em nichos temáticos como: a Casa de Farinha, a Casa da Rapadura, a Casa do Caboclo (feita de pau a pique), a Casa da Costureira, a Sapataria, a Barbearia do tempo de Getúlio Vargas; tudo com cerca de 1.500 artefatos à mostra.
Após a morte de Mauro Morini, criador e curador do Museu da Casa Rural, ele foi fechado.


terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Mauro Morini

Mauro Morini nasceu em 19 de Março de 1931, publicitário de formação. Formou-se também em dramaturgia pela EAD - Escola Arte Dramática, que antes de ser incorporado à USP, funcionava onde hoje é a Pinacoteca, e também em Roteiro de Cinema curso promovido pelo MAM – Museu de Arte Moderna.
Mauro foi membro do Conselho Municipal do Turismo e Conselho Municipal de Políticas Culturais, e seu envolvimento com o potencial turístico da cidade de Santa Isabel é notório, visto que o primeiro guia turístico da cidade foi totalmente idealizado por ele no ano de 2008.
Outra contribuição para a memória e cultura da cidade foi o estabelecimento do Museu da Casa Rural, pensado especialmente por Mauro, que atualmente encontra-se desativado.
Criado por Mauro Morini dentro de sua propriedade o Sitio Embaúba, o Museu da Casa Rural retratava como era a vida antes da eletricidade. O local abrigava itens utilizados no dia a dia que tinham como foco facilitar a vida das pessoas, instrumentos que hoje parecem rudimentares, mas já foi num passado não muito distante a mais alta tecnologia.
O Museu era dividido em nichos temáticos como: a Casa de Farinha, a Casa da Rapadura, a Casa do Caboclo (feita de pau a pique), a Casa da Costureira, a Sapataria, a Barbearia do tempo de Getúlio Vargas; tudo com cerca de 1.500 artefatos a mostra.
Cercado pela mata atlântica, Morini gostava de destacar que bem ali, perto dos alqueires de terra do seu avô, nos quase oito mil metros quadrados do Sítio Embaúba, a paisagem deslumbrante atesta que é nesta região que nasce a Serra da Mantiqueira.
O local era caminho dos tropeiros, que adentravam as terras onde hoje está o Museu, para levar o carvão produzido em Santa Isabel para Mogi das Cruzes. Esta atividade foi uma das que alavancou um dia a economia desta cidade.
Mauro Morini também foi um exímio artista visual, tendo produzido uma vasta obra plástica exposta em salões do Brasil todo, inclusive três de suas obras estão na parede do Gabinete do Prefeito Carlos Chinchila.
Mauro nos deixou no dia 05 de dezembro de 2017.
Atualmente encontra-se em planejamento, uma obra literária biográfica com a sua história e uma exposição antológica de toda a sua obra plástica que possam enaltecer a vida desse homem que amava Santa Isabel.

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Texto de Mauro Morini sobre ele mesmo no Ocuparte 2014

"MAURO MORINI
NATURAL DE PIRAJU-SP
ISABELENSE DESDE DE 1960
CRIOU E MANTEM O MUSEU DA CASA RURAL
NO SÍTIO EMBAUBA, ONDE RESIDE
TELEFONES PARA CONTATO 4657-3090 E 9-7373-8361

"Minha pintura tem as qualidades e os defeitos de um autodidata. Muita gente diz que são mais qualidades e eu tenho que acreditar, pois esse pessoal chega a comprar telas minhas nas inúmeras exposições que participei. Cheguei a ganhar prêmios". Morini 15/10/2014

Participou de várias feiras de arte
Praça da República - São Paulo
MASP - São Paulo
Bexiga - São Paulo
Vila Madalena - São Paulo
Praça Benedito Calista - São Paulo
Embu das Artes - Embu

Premio Aquisição em Santo André
Premo (troféu) em Guarulhos"

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Minha opinião sobre os erros na exposição de turismo

Nesse texto e imagens eu tento mostrar algumas falhas graves relacionadas a uma exposição feita pelo pessoal do turismo na segunda semana de 2017. Espero aqui mostrar algumas falhas e mais para frente que eles eliminem esse tipo de falha.
Naquela parte que vemos na imagem falando "Espaço destinado a manter via prática da leitura e da cultura das histórias em quadrinhos", já temos nosso primeiro erro. A Gibiteca foi criada para homenagear Maurício de Sousa, que para mim não serviu de nada para essa cidade, mas essa é minha opinião... O problema esta no seguinte: aquele espaço não é destinado a leitura de histórias em quadrinhos! Ela é voltada só para a leitura de HQs do Maurício de Sousa e não é essa a minha intenção quando penso em uma gibiteca! Eu quero ler mais que o Pai da Mônica. Quero ler Calvin e Haroldo, Mafalda, Bone, nem precisa ser obras da DC ou da Marvel mas eu quero LER ALGO QUE NÃO SEJA DE UM SÓ AUTOR. Você vai na biblioteca ou em uma livraria, você vai ver só obras do Machado de Assis? Não! Tem Tolkien, Chico Buarque, Neil Gaiman, Eça de Queiroz... Porra! Tem até biografia do Dave Ghroul as vezes!
Sobre o casarão dos 13 esta escrito "Grupo Escolar". Uma pessoa comum de Santa Isabel que ver essa foto vai falar que aquele é o Casarão dos 13 de Maio. E vai procurar o tal Grupo Escolar. Seria muito simples procurar um modo mais correto de identificar aonde era esse lugar citado no texto. Quem sabe se marcassem ali com uma seta. Afinal, quase ninguém sabe aquele lugar servia para outra coisa além de ser um restaurante e pizzaria. 
Sem contar o "Construída no inicio do século XX". Por qual motivo só aquela letra na palavra esta marcada em Negrito e Sublinhado? Mas isso eu vou entrar em questão depois.
Falando agora da Igreja Nossa Senhora do Rosário, eles falam que ela "Possui uma divisão da nave principal(...)". O que seria uma nave meus queridos amigos? Acho que poucos sabem, mas o termo arquitetônico nave é originário do grego naos, referente ao espaço fechado de um templo, e do latim medieval navis. A nave é o termo referente à ala central de uma igreja ou catedral onde se reúnem os fiéis de modo a assistirem ao serviço religioso. Esta bem, estou pedindo que o pessoal do turismo coloque o que significa uma nave para as pessoas de Santa Isabel saberem o que é... Devo estar cobrando demais...
Mas vamos para a parte mais abaixo nessa foto então.
"(...)é a foz do riacho dos machados." Ache o erro aqui? Não sabe? Ahhhh... Muito simples. Se esta dando nome próprio, mesmo que seja apelido, você usa letras maiúsculas. Por favor, aqui já vimos que eles mataram a cultura, a história e o português!
No texto, nós vemos que fala do Ranário e do Recanto Apoena... Ok. E daí? Qual a importância financeira esse lugar tem para nós? Eu acredito que a exposição foi feita para atrair o turismo, ou seja empreendedores. Então... Me mostre onde posso investir a grana de um empresário! É tão difícil isso? Mostre números relativos aos lucros. E se a carne de rã vendida, por exemplo, rendeu empregos para a cidade de Santa Isabel. Assim saberemos que o Turismo em Santa Isabel esta MESMO pensando em Santa Isabel. 
E para finalizar essa parte das imagens esta escrito "Praça Poeta Antônio Maurício de Sousa". Mas o texto não fala em nenhum momento o que ele fez relacionado a poesia. Ali esta escrito sim, que ele seria "avô da Mônica" (obviamente das histórias da Turma da Mônica), que ele era barbeiro e que se mudou para Mogi das Cruzes. Nada além disso! Nem tiveram a ideia brilhante te notar que na estátua tem uma poesia dele. Já pensaram, se por um acaso, escrevessem esse texto na exposição. Que bonito seria? Mas nãoooooooooooo, o pessoal tem uma preguiça fenomenal...
Mas vamos falar de uma outra coisa. Esta vendo esse papel? Que foi fixado na parede três vezes... TRÊS! X! O mesmo papel três vezes. Não era mais fácil pegar e cada uma dessas informações e colocar só DUAS em cada papel? Ahhhh... Mas eu não comentei que esse papel foi feito um "CTRL+C, CTRL+V" de outro que foi entregue na semana da Consciência Negra! Eu tenho o papel comigo! Posso provar!
Agora, vamos a outro problema. Recentemente, nós da cultura perdemos um nome importante para a cidade, para a história e para as artes de Santa Isabel: o senhor Mauro Morini. O pessoal colocou fotos dele na exposição. Muito justo, visto que ele sempre contribuiu ao turismo. Agora, por que não escreveram sobre aquele homem tão doce? Simples! Preguiça! Pura e simples!
Turismo, consulte sua própria consciência: vocês querem MESMO fazer exposições, ou só usar o prédio por pura frescura!

sábado, 1 de julho de 2017

Isabelenses ganham prêmio na Sexta Exposição de Artes em São Paulo



No evento que ocorreu em junho de 2017, no Salão São Paulo de Turismo, em São Paulo, alguns isabelenses ilustres foram premiados. Miriam Cristina Pereira ficou em primeiro lugar com suas obras Jacarandá de Santa Isabel e Santa Isabel - Religiosidades, com uma pintura em tela da padroeira. Rosangela Ultramari também ficou em primeiro lugar com sua pintura Olhares azuis. Mauro Morini recebeu menção honrosa por suas obras. A exposição ocorreu entre os dias 21 a 23 daquele mês.
Isso ajuda a valorizar alguns dos talentos em Santa Isabel.
As obras de Miriam ficaram expostas na igreja Matriz de Santa Isabel, ao lado do túmulo do padre João.



sábado, 6 de maio de 2017

Exposição de Mauro Morini no Casarão

Imagine entrar em um restaurante e se deparar com boa arte. Algo simples e de certa forma sincero com os olhos do espectador. Foi isso que Mauro Morini, grande figura isabelense fez entre os dias 3 a 30 de maio de 2017. O nome da exposição é The Woman is on the Table. Acima de uma nobre iniciativa, o que importa aqui é a arte desse sujeito talentoso. Foram 14 quadros.
Sua exposição consiste em obras feitas a óleos sobre tela que ele mostrou no Restaurante Casarão, aqui em Santa Isabel. Aliás quem quisesse umas dessas belas telas, poderia entrar em contato com autor. Pois ele as estava vendendo.