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domingo, 19 de abril de 2026

Minha opinião sobre o preconceito em Santa Isabel

O preconceito existe em todas as pessoas. Entretanto, como lidamos com ele é o que nos torna bons exemplos ou alguém que não se deve seguir o comportamento. Parece já ser a moral de todo esse texto, mas tem muita coisa que quero comentar aqui.
Eu sempre achei que a cidade tivesse um grande índice de pessoas extremamente preconceituosas. Entretanto, ficaria mais no foco de católicos contra evangélicos, e os dois grupos contra espíritas, umbandistas e candomblecistas, sendo que budistas não são visados. De qualquer forma, isso fica no âmbito do preconceito, ao ponto do "suportável" - o que jamais deveria ser. Entretanto, isso não retira o quanto a cidade pode ser cruel.
O Jornal Ouvidor tinha publicado, ainda esse ano de 2023, um texto sobre o deputado Nikolas Ferreira. Nikolas, ferrenho defensor do bolsonarismo (movimento que apoiava o antigo presidente Jair Messias Bolsonaro, que quase sempre envolviam preconceitos, fake news e desinformação sobre coisas como vacinas e estudos em geral), fez um ato de ridicularizar pessoas trans e transbordando preconceito contra eles, além da comunidade LGBTQIAPN+. O impresso, na sua página do Facebook, claramente falou desse ato, de modo a ir contra tais atitudes. Pois isso, segundo constituição, leis e qualquer bom entendedor, se caracteriza, mesmo que fosse mais branda essa ação, como algo cruel.
Qual não foi minha surpresa quando uma cachoeira de comentários transfóbicos surgiram. Isso sem contar um detalhe: normalmente, a mesma página por postagem, tem um ou três comentários. Mas aquilo passou dos vinte. Aquilo me acertou na mente de maneira pesada.
E agora, na Festa da Cidade em Santa Isabel, ocorreu mais um ato de preconceito. Agora de racismo.
Foi exibido um vídeo demonstrando um anão, vestido de mulher, negra, claramente no que se considera um black face, misógino e capacitista. Para quem não sabe, o black face, é um ato de usar atores ou interpretes brancos, com maquiagem para parecer negros, de forma a ridicularizar (consciente ou inconscientemente, de qualquer forma é racismo) por questões étnicas. Sem contar que isso é patético, para o anão. Pois não há diversão por parte de quem pensou isso, devido a humor, uma comédia. Mas sim pelo conceito de que "uma pessoa baixa, negra e mulher, seria algo ridículo e por isso, digno de risos". E na verdade seria para humilhar.
O que podemos tirar disso tudo, além do que é demonstrado no começo do texto? Que a direita tem que sair do poder em Santa Isabel. O motivo dessa minha afirmativa é que não ocorreu sequer uma indignação do executivo e legislativo, quando a esses dois fatos. O judiciário, não se tem muita certeza, mas aqueles que deveriam prezar por nossa integridade EM GERAL, mas especialmente para uma parcela da população, não declarou nada até agora. Triste.
E o motivo de falar isso, sobre direita? Simples: quem é a maioria nos poderes até hoje? Caso encerrado...

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Minha opinião sobre racismo estruturado em Santa Isabel


O texto não vai possuir nenhum nome, exatamente pois não precisamos dar ibope a pessoas racistas, que se escondem por determinados meios para disseminar esse crime. Seja de forma consciente, ou não. Pois é responsabilidade de pessoas "acima de nós", ter consciência de seus atos. Ainda mais, no dia 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra.

Primeiro, temos que ter consciência que fora a maioria dos feriados religiosos, esses períodos de descanso não é algo apenas para se comemorar. É para se refletir. 
Em 1º de maio de 1886, trabalhadores de Chicago iniciaram uma greve geral em busca da redução da jornada de trabalho para 8 horas. Os protestos continuaram nos dias seguintes, e em 4 de maio, um confronto violento com a polícia (o Massacre de Haymarket) resultou em mortes e feridos. Tempos depois, foi marcado a data como o Dia Internacional do Trabalhador.
No caso do Dia Internacional das Mulheres a um incêndio de fato aconteceu em Nova York, no dia 25 de março de 1911. Esse incêndio aconteceu na Triangle Shirtwaist Company e vitimou 146 pessoas. 125 mulheres e 21 homens, sendo a maioria dos mortos judeus. Essa história é considerada um dos marcos para o estabelecimento da data. Entretanto, para a marcação exata do dia, isso se associa mais com a formação da União Soviética. Vários protestos e greves já ocorriam na Europa e nos Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX. O movimento feminista e as demais associações de mulheres capitalizaram essas manifestações, de modo a enquadrá-las, por vezes, à agenda revolucionária. Foi o que aconteceu em 08 de março de 1917, na Rússia.
E podemos ter consciência sobre isso com o Dia da Consciência Negra. O Quilombo de Palmares resistiu até 1695, quando bandeirantes paulistas mataram Zumbi no dia 20 de novembro daquele ano. Daí a data.
A história do 20 de novembro começa na Porto Alegre de 1971. Foi naquele ano que surgiu o grupo Palmares, formado por quatro universitários negros gaúchos: Oliveira Silveira, Antônio Carlos Côrtes, Ilmo da Silva e Vilmar Nunes.
Os quatro se incomodavam com a maneira como a historiografia oficial, especialmente naqueles anos de ditadura militar, retratava o fim da escravidão no Brasil. A visão mais propagada nos livros da época dava destaque ao papel da princesa Isabel como uma espécie de “redentora”. E tratava a população negra como uma beneficiária passiva da abolição. 
Por isso, quando tratamos desses feriados, temos que ter uma consciência que esses feriados não foram um "presente", mas conquistados, por quem veio antes deles. E agora, nós podemos aproveitar disso, pois outros lutaram (tanto literal como figurativamente).
São Paulo é uma cidade - como tantas outras - construída por mão escravas. E desde sua fundação, mesmo que num território indígena, tomado por portugueses, devemos nos lembrar de como os povos africanos fazem parte dessa formação.
Lembrando que além de pessoas de diversas regiões da África, muitas foram tirados de diversos pontos de lá, com diferentes crenças e idiomas. Um êxodo forçado, que tem marcas na nossa sociedade e além mar, até hoje.
Posso colocar muita coisa aqui de cultura pop, mas sempre vejo a cultura africana com carinho. Pois é DELA que, segundo a Antropologia, se originam todas as outras. Tanto que me recuso a chamar o Bairro da Liberdade de "Liberdade-Japão".
Então cabe a autoridades e pessoas com condições econômicas boas respeitarem esses dias. Muitos dizem, "não fui eu que fiz esse mal", entretanto, colhe os frutos, pois não é julgado por uma sociedade como os negros no tempo atual. Assim como outros grupos minoritários.
Ignorância 

https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-do-trabalho.htm
https://novaescola.org.br/conteudo/301/por-que-8-de-marco-e-o-dia-internacional-da-mulher?utm_source=adwords&utm_medium=ppc&utm_network=x&utm_campaign=trafegopago_grants_srj&utm_content=&utm_term=_&gad_source=1&gad_campaignid=22344173677&gbraid=0AAAAADRpNJxskVpoogHcVgVRyNUzzOhGL&gclid=CjwKCAiAuIDJBhBoEiwAxhgyFvqyl3JshHEegi-CGQfdof7lulzisotPT7RsYRztsYHTaElaHRQFVBoCjXIQAvD_BwE
https://www.brasildedireitos.org.br/atualidades/consciencia-negra-qual-a-origem-da-data-celebrada-em-20-de-novembro/?gad_source=1&gad_campaignid=9324397828&gbraid=0AAAAADxOzWRHlnXB3_Eo1ngLrwmX_0tMO&gclid=CjwKCAiAuIDJBhBoEiwAxhgyFjpXy4Y8r8RS8K7bWCbgFcOFAeUmqaEctVnhXJy0YA4PPqWQsA8_BxoCB98QAvD_BwE

terça-feira, 10 de junho de 2025

(Espaço Aberto Brasil) Precisamos falar que "liberdade de expressão" TEM SIM LIMITES!


Para entender esse contexto todo, eu devo explicar de onde se originou a palavra e o termo censura.
Ele vem lá da Roma Antiga, com a República e depois Império. O termo vem dos censores, que eram pessoas que faziam o censo, uma contagem demográfica, para ajudar nas políticas daquele período. Usam-se esses censores até hoje, em diversos países, como o Brasil, com o IBGE.
Mas o que tem a ver com censura? Inicialmente, o uso dessa palavra serviria também para tomar medidas, com um julgamento prévio, sobre assuntos da época. Por exemplo, uma peça teatral, que poderia ir contra os costumes da população. Obviamente, a política poderia usar isso para se proteger de críticas. Entretanto, aí que já tratamos sobre o caso Léo Lins.
Seu show, Perturbador, pode até ter frases contra política, mas ela se volta para piadas contra - em boa parte dela - minorias. Etarismo, homofobia, pedofilia, capacitismo, entre outros crimes que podem aparecer em outros espetáculos ditos de humor. Ai nós podemos e vamos notar a expressão, censura, sendo usada contra quem foi contra o humorista. E foram esses grupos afetados que encaminharam o caso sobre esse humorista.
Pois aí vem o que tratamos, hoje em dia, como censura. No primeiro significado, é quando uma obra, dentro de sua própria produção, nota que tem algo violento demais (como os quatro minutos do filme, O Exorcista, que sim, eram fortes para sua época). No segundo é por ter sua obra impedida de ser transmitida ou exibida, por poder ou força maior (como o Jornal Ouvidor, uma vez foi pela gestão, do então Dra. Patrícia Cotrin Valério). Então, nós podemos notar o básico: que não houve censura. Você pode discordar da pena e falar que “a punição é pesada, para um crime tão leve”, mas não é isso que a justiça, nem os atingidos por essa piada acham.
“Mas deve gente que é a favor dele, que é membro dessas minorias”. Sim, mas essas pessoas não representam todas as minorias ou pessoas atingidas pelas falas dele. Um exemplo é de um vídeo em que ele está com uma pessoa PCD e ela fala que se sente representada pelo Léo. Isso representa todas as pessoas que tem a mesma condição que aquele indivíduo? Não. Nem se fosse o presidente da APAE, representaria todo mundo. Se nós, como pessoas, não somos representados por políticos, pois OU não os escolhemos OU tomam decisões diferentes daquelas que queríamos quando os escolhemos.
Estou sendo o isentão, falando que nunca falei bobagem na minha vida? Não. Já falei besteiras capacitistas e me arrependo amargamente. Pois fui corrigido por uma amiga, já falecida, Monica Saueia, que lutou para que PCDs fossem tratados de forma igualitária, não inferiorizada. Tanto que tento não assistir coisas tão ofensivas como, South Park e Family Guy, hoje em dia.
E há humor hoje em dia de boa qualidade, se colocando no lugar do outro, criando empatia. Thiago Ventura, já declarou ter que se reinventar, devido a sua homofobia. Hoje em dia ele faz piadas, como as do Nego Chan, sobre homossexuais, mas valorizando eles. E ele se abre sobre esse assunto de forma clara e como sua mentalidade era preconceituosa.
Já a humorista Tatá Werneck, hoje em dia usa uma consultora para piadas LGBTQIAPN+, pois foi alertada ter feito uma brincadeira pesada demais, com conteúdo trans.
Temos que ter claro que ele não foi preso pelas piadas preconceituosas, mas pelos crimes de racismo, etarismo, lgbtfobia, etnofobia, xenofobia, todos esses “comentários” que estão previstos no Código Penal. Um simples advogado poderia ter lido o texto e o advertido, mas talvez, mesmo que o tivesse feito, ele não aceitaria.
Pois não se trata de “liberdade de expressão” apenas. Pois nenhum direito, como esse tão citado pelos defensores de Léo Lins, é absoluto. Pois se alguém me ataca, para me matar, eu posso revidar, para me proteger, como legítima defesa. “Mas isso não se trata de vida ou morte”, e está certo. Só que aqui não é como países onde se pode “esticar a corda do humor” mais, causando grandes casos de racismo. Seja de forma física ou emocional.
Falo isso, especialmente por dois motivos: o primeiro, que tinha um tio que era PCD, também de nome Luis (mas com Z) ao qual sofreu preconceito EXATAMENTE de uma pessoa que já disse, tempos depois, ser fã do Léo Lins. Coincidência? Pode ser. O outro é que cresci e sei como é difícil envelhecer. Ser adulto.

Esse é apenas UM texto, que já escrevi sobre o assunto.
Já o fiz outro em um blog, mais um sobre o Léo Lins (antigamente), em uma revista sobre animes, tratando sobre a importância e em textos de história. Sem contar os estilos musicais que já foram censurados antes.
Então, eu posso colocar mais contexto aqui.

https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12330/censor/
SANT ANNA, Henrique Modanez de. História da República Romana. Editora Vozes.
https://www.terra.com.br/diversao/gente/nao-sao-erros-sao-crimes-ha-5-anos-tata-werneck-tomou-uma-atitude-bem-diferente-da-de-leo-lins-para-evitar-preconceitos-em-seu-programa,d98bfce4c57e389fba476e9aa54d5462suzalb19.html
https://www.youtube.com/watch?v=nIIvftB_2iw

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Registro da venda de uma escrava em Santa Isabel

Esse registro demonstra como funcionava a venda de escravos nos últimos anos da escravidão em Santa Isabel. E a falta de respeito com a vida dos escravos na época.
"Escriptura publica de venda de huma Escrava de nome Eufrazia que faz Luiz Antonio Ferreira à Fabiano Antonio da Silva pelo preço e quantia de 600$000".
Em 1 de Novembro de 1861, esse documento mostrava a venda de Eufrazia, uma menina "de mais ou menos dez anos". Isso foi registrado no cartório de Antonio d'Assis, escrivão do juiz de paz da Vila de Santa Isabel.
Eu coloco essa postagem, para nos lembrar: mesmo que Santa Isabel tenha sido mesmo inovadora ao liberar escravos, antes mesmo da Lei Aurea, nos dias de hoje, o preconceito continua. Essa divisão deve ser enfrentada e combatida. Não ao racismo.
Pois quando nos esquecemos, deixamos que os erros se repitam.


QUANTO vale uma escrava? Jornal Ouvidor. Igaratá. 1993. p. 5.