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segunda-feira, 8 de junho de 2026

(Espaço Aberto Igaratá) Como surgiu a nova Igaratá

Em 5 de Dezembro, o município de Igaratá, comemora seu aniversário. Conhecida como Cidade das Águas, Igaratá destaca-se por suas riquezas naturais, que atraem turistas de diferentes partes do Brasil.
A nova Igaratá foi fundada em 1969, em uma história moldada pelas transformações na região do Vale do Paraíba, nem todas de forma feliz. A cidade original ficou submersa com a construção da represa do Jaguari, em 1975, que trouxe mudanças profundas, mas também novas oportunidade. Hoje, a represa é o principal cartão-postal, mas para os mais velho, uma lembrança de seu antigo território. 
Ela deve seu centro original tomado pelas águas da represa do Jaguari. Isso transformou a paisagem do município e a vida de seus moradores, mas também deu origem a uma Nova Igaratá. Há até uma canção que trata sobre isso.
Antes da construção da represa, Igaratá era uma típica cidade interiorana, com casarões antigos, ruas tranquilas e uma população dedicada à agricultura e à pecuária. Em meados dos anos 60, no entanto os planos de construção do Sistema Cantareira, voltado para o abastecimento da capital paulista e de cidade da região metropolitana, trouxeram mudanças irreversíveis.
O projeto envolvia a criação de grandes represas, e Igaratá foi escolhida como uma das áreas de alagamento. Em 1975, a antiga sede do município foi submersa, incluindo igrejas, escolas, comércios e residências. Grande parte da população precisou ser deslocada para áreas mais altas, onde foi construída a nova cidade. 
Para os moradores, o processo de mudança foi doloroso. Muitos deixaram para trás não apenas suas casas, mas também suas memórias e tradições. Relatos de antigos moradores apontam para a angústia de verem o lugar onde viveram suas vidas sendo tomado pelas águas.
Apesar disso, a comunidade mostrou resiliência. O governo construiu uma área elevada, com infraestrutura moderna para a época. Aos poucos, Igaratá começou a se reerguer.

IGARATÁ celebra 55 anos: Cidade das Águas brilha com suas beleza naturais e atrativos turísticos. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 7 de Dezembro de 2024. p. 6.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

O filme que foi gravado em Santa Isabel

Há um filme, que dizem ter sido filmado em Santa Isabel e por Mazzaropi, que sempre percorria as conversas dos mais velhos no município. Então, eu recentemente descobri a verdade.
Assim como Mazzaropi, outro artista teria criado um personagem caipira. Wilson Roncatti.
Na época, os gêneros de filmes brasileiros ocorriam com uma dose forte do "caipira", criado por Mazzaropi. Ele era até chamado de "Rei do Cinema Nacional". E os produtores tentaram algumas fórmulas, como os de longas com duplas sertanejas, para o destronar.
Um bom estilo “caipira” é o que foi feito por Wilson Roncatti. O filme é “Ladrão de Galinhas”. Wilson Roncatti, é no filme, o personagem Chico Raposa, ingênuo, burraldo, ignorante, simples, como Mazzaropi. Mas, fisicamente, não se parece com ele. Nem no comportamento. Talvez esteja aí a chave do sucesso da época.
Quando “Ladrão de Galinhas” foi às telas, ninguém esperava que o público fosse acolher como acolheu. Nem Wilson, nem o diretor, nem tampouco os produtores. Mas, o filme aconteceu. Não foi – é óbvio – um “estouro” de bilheteria, mas foi muito melhor que muitas obras da época.
Ele foi exibido muitas vezes, como podemos ver na imagem. Em especial, na cidade de Arujá, como diz no anúncio, como uma obra de Wilson Roncatti.
Entretanto, o que deve ter confundido algumas pessoas é o seu título. "O Ladrão de Galinha" é o nome que aparece no anúncio. Nome idêntico a uma obra de Mazzaropi, que como falamos, é um ator que popularizou os filmes caipiras. Entretanto, o nome original da obra de Roncatti é O Ladrão de Galinhas.
As locações teriam sido a Fazenda São Judas Tadeu (Fazenda Penido), Casarão do Dario e a Praça da Bandeira, em Santa Isabel, no ano de 1975.