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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Figuras notáveis de Santa Isabel: Chico da Marvina

Nascido em 1 de agosto de 1907, Chico da Marvina, como era conhecido na cidade era uma figura isabelense quase que folclórica.
Filho de Marvina Rodrigues dos Anjos e Boaventura Rodrigues de Moraes, Chico era conhecido de todos, porém sua história que o fez tornar-se um andarilho é envolta a muito mistério.
Morador das ruas de Santa Isabel, Chico era querido por moradores, comerciantes e animais de rua, estava sempre envolto de cachorros, seus fiéis amigos.
Chico da Marvina, era grande amigo de Chico Fotógrafo, sendo inclusive modelo de suas fotografias.
Apesar de ser muito querido, algumas vezes brigava com pessoas sem motivo algum. 

sábado, 10 de junho de 2023

Minha opinião sincera sobre os motivos por de trás da revolta do Centro de Memória Chico Fotógrafo

Uma das coisas que podemos notar nas minhas críticas aqui é: faço crítica a política local e crítica a população local. Isso se deve, pois mesmo que eu não seja um "paladino da moral", eu tenho consciência que isso atrapalha o desenvolvimento da cidade. A política atrapalha ao fazer coisas que normalmente, quando não tem relação com suborno, corrupção, entre outras coisas, fazem de qualquer jeito (como reforma de asfalto) ou atrasada (como construções antigas). Já a população quer reclamar, não faz muito pelo que quer. Um exemplo que surge muito em Santa Isabel, é o da limpeza da cidade, ao qual é suja pela cidade, seja pelos cidadãos ou por comércios locais (como casas de construção).
Falado isso, vejam isso:
O Centro de Memória Chico Fotógrafo, através dessa postagem que mostro aqui, queria impedir as ações do prefeito por motivos históricos. Pelo menos é isso que parece. Entendam:
Segundo o que eles dizem, o tipo de construção de calçada e rua seria historicamente importante. Pois teria elementos que tornariam esse lugar como um marco histórico. Já que ficariam ao redor da praça que fica na frente da Matriz de Santa Isabel, no caso as ruas Diogo Batistas Nunes, Padre João Orlando da Cruz e do Santíssimo Sacramento. Entretanto, isso não acontece de hoje, com relação a ruas.
Diversas vezes, a gestão em 2023 (ano desse texto) mexeu em áreas da cidade, como na Avenida República. Que tem sim sua história, sua importância dentro da cultura local. Entretanto, o Centro de Memória, representados pela figura de Yara Arantes e Emerson Bicudo jamais falaram sobre isso. Nem sequer do Cineteatro Montenegro, que foi derrubado para um prédio que seria usado pela educação da cidade. Independente se era certo ou errado, não houve pronunciamento da parte deles sobre o assunto, ao menos em redes sociais ou até para as pessoas que derrubaram esse prédio (Prefeito Chinchila e Vice Teresinha Pedroso).
Além disso, sempre ficaram neutros, para não falar a favor das decisões da prefeitura. Por qual motivo dessa "ação"? Só lembrando que isso acontece durante um período de efervescência política, onde alguns setores estão apoiando a atual gestão, e outros não.
Agora, sobre a importância das ruas, por qual motivo não falaram da reforma, como aparece na foto, da ladeira do Monte Serrat? Que só lembrando, pode ter a mesma importância que as ruas da Matriz de Santa Isabel. Há um interesse político por parte deles? Eu acho que sim. Posso estar errado? Sim, afinal, já falaram que faço "fofocas da cultura". Sendo que o escrito por mim aqui, nem sempre tem relação com uma pasta apenas. Envolve toda a cidade. Mesmo que não seja esse o caso, do envolvimento político, isso não tira o fato que Teresinha Pedroso, além de vice, se tornou secretária da Cultura. Coincidência? Acho que não.

terça-feira, 23 de maio de 2023

Minha opinião sincera sobre o Centro de Memória Chico Fotógrafo

Vamos lá. Aqui, eu preciso ressaltar que não usarei uma opinião formada pelos meus sentimentos. Para que não haja, por parte de pessoas ligadas a cultura, uma fala de que eu estou fazendo fofocas maldosas ou soltando opiniões superficiais sobre o assunto. Só lembrando, eu sou formado em história (desde de 2010), sou ilustrador já tem alguns anos e colaboro com estúdios da cidade, além de registrar e divulgar diversos artistas o tempo todo, por anos. Coisas que faço e sinceramente eu não vejo por parte de quem está na pasta da Cultura, fazer isso apropriadamente. 
Começando por excursões ao Centro de Memória Chico Fotógrafo. Há pela pasta, antes e depois, um interesse que o local chame a atenção de pessoas fora da cidade. Não há nada de ruim nisso, se não fosse a necessidade em Santa Isabel de uma maior valorização da história municipal. E que nem sempre, essas histórias vão chamar a atenção de crianças e adolescentes de outras regiões. Isso sem contar que as primeiras excursões, com relação a escolas, são também de outras localidades. O que custa chamar as escolas estaduais ou municipais, públicas ou particulares? Elas tem que ser priorizadas, assim criando um sentimento de pertencimento e amor por onde mora, que não vejo sendo valorizado até agora.
Outro problema está em não chamar artistas de uma forma adequada sobre o assunto. Quantas vezes, eu fui chamado por professores de escolas como ETEC, Major e Gabriela, estando disponível para retirar dúvidas sobre a história local. Mais vezes que eu fui chamado pela prefeitura nos últimos anos, pode apostar. Mas vamos pegar mais pesado. Sabemos que não há comunicação entre as pastas, mas será tão difícil ter tantos artistas isabelenses, que chamam ao invés de alguém daqui como principal trabalho, pessoas de Arujá ou outras cidades? Não, não é. Só que ignorar esses talentos da cidade gera um mal estar que não sou eu que falo. Só coloco mais uma vez nas redes sociais. Entretanto, o pior não é isso.
Certa vez, Yara Arantes me falou que como membro do Centro de Memória, ela não pode se concentrar na educação, nem seus trabalhos se voltam para essa área. Como isso seria possível, se a meta de um museu, ou local de exposições em geral tem que ter esse sentido? Ignorar isso, demonstra um despreparo. Eu recomendaria ouvir as opiniões dos artistas e historiadores da cidade, mas nunca ocorreu uma reunião desse tipo, onde eles escutem. Mas que demonstrem "olha conhecemos tanto", pois precisam passar esse "conhecimento". 
Entenda, conhecimento não é tudo. E se difere de sabedoria, que vem das experiências de vida. Os artistas e historiadores daqui tem muita sabedoria.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Reconhecimento por Roberto Drummond Mello Silva

"Excelente a iniciativa do Centro de Memória Francisco Sanches Batista que desde a sua fundação (Junho/2020) vem colecionando a história de Santa Isabel. A ideia nasceu a partir de fotografias em preto e branco executadas por Chico Fotógrafo que por toda nossa região (Poá, onde nasceu, Arujá, Santa Isabel e Igaratá com passagem por Jacareí) viveu, ensinou fotografia e documentou momentos dos anos 60 e 70.
O bom trabalho ficou ainda mais evidente ao aproveitar as comemorações dos 190 anos de Santa Isabel, para buscar no trabalho geógrafo Aziz Nacib Ab´Saber que na condição de estudante em seu trabalho de doutorado, visitou Santa Isabel redigindo aqui a sua defesa de tese quando chamou à cidade e todas as pequenas comunidades do Vale do Paraíba de “cidades mortas”, inclusive a que ele nasceu de uma família pobre, em 1924, em São Luiz do Paraitinga. O trabalho apresentado na VI Assembleia Geral Ordinária da Associação Geográfica Brasileira, tornou-se uma das principais fontes acadêmicas sobre a paisagem e a vida de Santa Isabel e região.
Aproximadamente meses antes de falecer (março de 2012) Aziz Ab´Saber foi entrevistado pela repórter Érica Alcântara para esse jornal. Foi uma entrevista bem humorada na qual ele citou toda a sua obra em que se referia à cidade e analisava o comportamento de moradores nos anos 50.
Faço esse registro porque, embora por 32 anos circulando em Santa Isabel e registrando a sua vida, em nenhum momento o Centro de Memória se refere a reportagem que trouxe de volta à consciência histórica, a existência desse homem que deixou um legado de 487 obras publicadas, entre as quais, três teses, 28 livros, 51 capítulos de livro, 215 artigos, sete prefácios e apresentações de obras técnicas, quatro resenhas, 26 publicações relacionadas a participação em eventos, 97 publicações na imprensa, 33 entrevistas (entre as quais a da repórter mencionada) e 19 obras inéditas.
Não sou de cobrar reconhecimento pelo trabalho que desenvolvemos, mas não posso deixar passar essa oportunidade para lembrar que as pessoas que abrem portas precisam ser reconhecidas para que se faça justiça ao tempo em que elas viveram.
Foi o Jornal Ouvidor que trouxe e garantiu, durante um ano, o retorno e a estadia de Chico Fotógrafo a Santa Isabel. Sua classificação como historiador através da fotografia foi feita em reportagem que relatava o seu retorno à cidade.
Todos temos mérito e, como sempre digo, o reconhecimento incentiva!"

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

O Centro de Memória Visual e a homenagem póstuma a Chico Fotógrafo

No dia 13 de Agosto de 2020, as 9:00 hrs, a Prefeitura de Santa Isabel, mediante os esforços da Secretária de Cultura, inaugurou de forma online, o Centro de Memória Visual. Ele levará o nome de Francisco Sanches Baptista, que era conhecido popularmente como Chico Fotógrafo. Ironicamente, por muitos anos a própria prefeitura ignorou por muitos anos o trabalho dele. Enfim, o reconhecimento póstumo. 
Chico foi pioneiro pois contribuiu visualmente com a arte, fotografia e cultura da cidade de Santa Isabel. Seu acervo retrata a cidade de 1965 a 1983. 
O artista participou de diversos eventos nacionais e até internacionais. Tanto que foi vencedor em sua categoria no Salão Internacional de Belas Artes de Hong Kong e ainda premiado na Alemanha e outros países. Já no Brasil, recebeu prêmio no Rio de Janeiro, na Associação de Belas Artes, Museu Banco do Brasil - RJ.
Suas fotos eram confeccionadas e reveladas 90% em laboratório próprio e de forma manual, por meio de químicas preparadas por ele mesmo. Para assim reproduzir os retratos em preto e branco, sendo ainda especialista em retoque de negativos, e embelezamento em fotografias a lápis (retocando as fotos de forma manual!).

terça-feira, 6 de março de 2018

O legado de Francisco Sanches Batista, o "Chico Fotógrafo"

Muitas pessoas que fizeram parte da cidade nem sempre são valorizados do modo como deveriam. Uma prova esta no trabalho do Chico Fotógrafo.
Esse talentoso homem viveu mais de cinquenta anos em Santa Isabel, nos meados dos anos 60. Além daqui, trabalhou em Santa Branca e Jacareí, onde morreu em 2006. Por enfisema pulmonar.
Entre os tipos de fotos que fazia estavam as artísticas, fotos profissionais, 3X4 e casamentos. Mas sua especialidade eram as artísticas, em preto e branco. Graças ao seu trabalho, podemos ver a gradativa mudança de Santa Isabel. Tanto em suas paisagens quanto em seus costumes com o tempo. 
Alguns dos lugares em que esteve trabalhando com fotos em Santa Isabel foram estavam em lugares do Centro. Sem contar que já foi dono do Bar do Ceará, de frente a Praça da Bandeira. Adorava pescar. Ele nasceu em 06 de abril de 1940.
Já ganhou vários prêmios, inclusive com fotos daqui. Porém, nunca foi valorizado de forma correta pela cidade. Sendo que em boa parte de sua vida trabalhou como fotógrafo. Mas começou como metalúrgico.
Seus negativos estão em acervos como o de Yara e em posse de seus sete filhos.