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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Figuras notáveis de Santa Isabel: Ariovaldo Saul

Ariovaldo Saul, conhecido por todos como Ari, mudou-se ainda jovem para esta cidade, onde viveu até seus últimos dias. Foi combativo vereador à Câmara Municipal e oficial de justiça, esse último, cargo em que se aposentou. De boa formação cultural, era fanático por palavras cruzadas, seu passatempo favorito, com o qual preenchia suas horas de lazer. Seus filhos, todos nasceram aqui e viveram parte de sua vida na cidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Vicente Capassi

Natural de São Caetano do Sul, Vicente Capassi construiu sua vida em Santa Isabel, onde formou família e participou ativamente da vida pública do município. Filiado ao PSDB, foi eleito vereador para a legislatura de 1983 a 1988 e conquistou a reeleição para o mandato seguinte, iniciado em 1989.
Durante sua trajetória parlamentar, exerceu a função de vice-presidente da Câmara Municipal em dois períodos e integrou importantes comissões legislativas, participando de debates e decisões relacionadas à saúde, assistência social, cultura, educação, obras públicas e finanças.
Em uma época de importantes transformações para o município, Vicente esteve entre os representantes escolhidos pela população para defender os interesses da cidade e contribuir para a construção das políticas públicas locais. Também participou da comissão responsável pela elaboração da Lei Orgânica Municipal, marco importante da organização administrativa de Santa Isabel após a Constituição Federal de 1988.
Vicente Capassi, que faleceu no dia 16 de Junho de 2026.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Figuras notáveis de Santa Isabel: Picida


Picida, nasceu Maria Aparecida Ferraz de Souza, seu apelido nasceu da mistura dos nomes do pai Piu e da mãe Cida.
Viu a Rua Totó de Assis se transformar na Avenida Manoel Ferraz de Campos Sales.
Mãe, militante, professora, coordenadora e diretora durante muito tempo da Escola Professora Maria Santos Bairão, carrega em si o orgulho de ter sido mestra em Educação e mais de ter sido a primeira vereadora mulher eleita. Além disso, no mesmo dia que tomou a vereança para si (1 de Janeiro de 1989) se tornou a presidente da Câmara Municipal também. Lembrando que as eleições daquele ano foram as primeiras desde 1960, período da ditadura militar no Brasil.
E como vereadora, Picida foi a responsável pela implementação de diversas leis favoráveis ao desenvolvimento social. Dentre elas, destaca-se a lei que implementou o ensino fundamental em zona rural.

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Luizão Arquiteto, "O poder emana do povo" e o caso envolvendo o PCC

Natural de Mato Grosso do Sul, mais precisamente da cidade de Três Lagoas, viu em Santa Isabel a possibilidade crescimento e começar seu negócio. Pai de quatro filhos de seu casamento, Luiz Carlos Alves Dias, se fixou na cidade, mesmo após problemas com a justiça nos últimos anos.
Em 1980, o pai Valter Alves Dias, vendia lotes no bairro Eldorado. Já em 1988, toda a família, assim como a mãe Maria Jesus Dias, vieram para Santa Isabel. Há mais de trinta anos no município, Luiz estudou nas escolas públicas de Santa Isabel e depois se formou em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Braz Cubas. A vida acadêmica não foi nada fácil. Alves trabalhava a noite na empresa Karibê e de dia estudava "O meu salário era de R$ 586,09 dava apenas. Dava apenas para pagar a mensalidade da faculdade que custava R$ 580,00 várias vezes meu irmão me emprestava dinheiro para completar". O mato-grossense entrava às 22h no trabalho, saia às 5 horas, seguia para a imobiliária trabalhava e depois faculdade.
A experiência do pai serviu de bagagem e conhecimento para abrir seu novo negócio. Em 1993, inaugurou o escritório na rua Vereador Sebastião Claudiano, no número 175.
Uma das frases mais ditas por ele é "O poder emana do povo", algo que foi bem utilizado como candidato e - posteriormente - como vereador.
Luiz Carlos Alves Dias, conhecido como Luizão Arquiteto, foi um vereador em Santa Isabel que foi preso em uma operação do Ministério Público (MP) suspeito de envolvimento em esquema de fraudes ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele era vereador pelo MDB e ex-presidente da Câmara Municipal.

domingo, 20 de outubro de 2024

Minha opinião sobre os "novos" vereadores de Santa Isabel e o Jornal Ouvidor

Todo o jornal tem que ser imparcial. Mesmo que queira demonstrar sua preferência, é necessário o mínimo de decoro, para escrever sobre assuntos. Sejam os escritos impressos tratando de segurança, medicina, educação ou política. Ainda assim, se eu escrevo algo, eu emito opinião. Recentemente, um professor me falou que quando falamos sobre certo assunto, nós inconscientemente emitimos nossa opinião. E isso é fato. Quando dei aula sobre revolução industrial, eu notei que uma aluna, mesmo sem saber que vertente política eu apoio, já sabia isso, através do relato sobre a industrialização.
Dito isso, apesar de gostar do Jornal Ouvidor, está numa onda de falar que há uma nova "câmara" de Santa Isabel. 
Em uma live, com um dos poucos novos vereadores, Walter Negrão, escreveram o seguinte em seu vídeo: "A partir de janeiro do ano que vem, um novo rosto passará a compor as sessões de Câmara de Santa Isabel. Eleito já na primeira candidatura, Walter Negrão será um novo nome no legislativo de Santa Isabel."  E no título está escrito Walter Negrão - Cara nova na Câmara | De Frente com o Ouvidor. O que até certo ponto é verdade.
Mas veja isso: Dos 15 vereadores eleitos, quatro assumirão a cadeira do legislativo pela primeira vez. Entre eles o próprio Walter Negrão e Wagner Moreno. E como o próprio jornal mostra empresários. O que simboliza? Que tiveram verba própria para se eleger, podendo usar uma verba extra, sem comprometer a si, sem contar o quanto muitas pessoas tem uma "amizade comercial" com os mesmos. De qualquer forma "caras novas na câmara", não temos. O próprio Walter já assumiu a diretoria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Wagner assumiu a chefia de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente, na primeira gestão Chinchilla. Pois se nem temos caras novas no executivo, quem dirá no legislativo.
Por último, podemos notar aqui, a parcialidade do Jornal Ouvidor.

Fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=xExoqaqpebU
https://jornalouvidor.com.br/as-novas-caras-da-camara-de-santa-isabel/

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Figuras notáveis: Dário Vieira de Paula

Dário Vieira de Paula é nascido em Santa Isabel no Bairro da Boa Vista, foi vereador entre 1951 e 1965, filho de Benedito Vieira de Paula e Benedita Ribeiro de Godoy.  Seu pai foi prefeito de Santa Isabel duas vezes, entre  23 de setembro de 1933 e 29 de abril de 1936 e entre 9 de junho de 1936 e 31 de julho de 1938 e escap0u de um atentado político a tiro, salvo por seu dente de ouro.
Casou-se com Isabel Belmira Dias e teve seis filhos: Dary Geraldo, que foi morto em um  assalto, Cidinha, Neide que casou-se com o ex prefeito Waldir Saueia, Maria Célia, Dario Junior, o conhecido professor de matemática e o Tarcísio, que seguiu a tradição política da família sendo vereador nas legislaturas de 1973 a 1977.
Dário era um homem do comércio, mas gostava mesmo era de trabalhar com o transporte da cana em caminhão que abastecia a maioria dos garapeiros de São Paulo, o que o tornou conhecidíssimo na capital, sendo inclusive propagandista da cidade que amava e indicava para viver, Santa Isabel. Dizendo que se estivesse doente só o ar cidade curava qualquer doença.
Era um homem simples, político, não gostava de falar a idade (nunca passou dos 56 anos, segundo suas falar) e tinha um pavor da morte, não gostava nem do assunto. Porém seu medo não impediu sua partida aos 86 anos de idade

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Francisco Beraldo: líder da cidade durante um período complexo

Nasceu em 1890, na zona rural de Guararema e no início do século passado, junto com os irmãos, resolveu deixar a cidade natal. O primeiro foi Benedito que escolheu Santa Branca para morar, seus descendentes se tornaram titulares do Cartório de Notas. Já, Augusta preferiu Santa Isabel, aqui chegou e conheceu o Cel. Benedito Ramos Arantes com quem se casou e teve quatro filhos. O mais velho, Manoel Ramos Arantes, os antigos talvez se lembrem do "Manduca" dono de uma voz canora que fez dupla com o "Nico", amigo e sócio de um comércio na cidade, já a caçula dos quatro, "Biloca Arantes" casou-se com o prof. Paulo Monte Serrat. Augusta, mais tarde, com a viuvez, casou-se com José Antônio Chaim.
Augusta, saudosa do convívio com os irmãos, convidou Francisco para morar em Santa Isabel e, para tanto, contou com a ajuda do marido que convenceu o cunhado a se estabelecer na cidade com um armazém de secos e molhados. Aqui, Francisco Beraldo conheceu Benedita Izabel Braga com quem se casou, o casal teve 7 filhos: 
  • Benedito Alves Beraldo (casado com Antonieta Rigol);
  • Francisco Beraldo Filho (casado com Olivia);
  • Izabel Beraldo (Lica foi casada com João Assaf);
  • Geraldina Beraldo (Dina foi casada com Orlando do Egídio);
  • José Maria Beraldo;
  • Terezinha Beraldo (casada com Milton Chiaradia, cunhado do jurista Miguel Reale);
  • e Antônio Beraldo (casado com Vilma Israel).
A convite do cunhado, Cel. Ramos, Chico Beraldo ingressou no PRP e em 1928 foi eleito o vereador mais votado com 243 votos. Em 26 de Julho de 1941, foi nomeado prefeito da cidade. 
A posse ocorreu no gabinete do Dr. Gabriel Monteiro da Silva, Diretor de Municipalidades do Estado. Em 2 de Agosto de 1941, no interior da prefeitura, aconteceu a transmissão do cargo presidida pelo Dr. Celso Penteado, Juiz de Direito. Discursaram o Promotor de Justiça, Dr. Agenor Muniz e o Dr. Cândido Bittencourt Porto, ex-prefeito de Santa Branca. À noite, o cunhado José Chaim ofereceu um lauto banquete com a presença de altas autoridades do Estado e municípios vizinhos: Câmara Lopes, Mucio Costa, Aurélio Diniza e o secretário Estadual da Educação Rodrigues Alves Sobrinho e outros.
O mandato de Chico Beraldo foi exitoso. Atendeu apelo da população e ampliou a Praça da Bandeira; demoliu o antigo mercado e construiu um novo, inaugurado em 20 de Dezembro de 1942 (hoje o Fórum); criou a Guarda Municipal sob o comando do Sarg. Lázaro Cirilo de Oliveira; em virtude da Segunda Guerra, tabelou o preço das mercadorias sob orientação dos senhores:
  • José Basílio Alvarenga;
  • Joaquim Simão;
  • Chico Porto;
  • Emídio Angelo;
  • e Antônio Mello.
Criou o "Dia da Juventude", comemorado no aniversário do Pres. Vargas; ao Distrito de Arujá levou energia elétrica e cascalhou as ruas; transferiu o Grupo Escolar para a Rua Fernandes Cardoso (Sobradão); fez convênio com o Estado para instalação do Centro de Saúde aos cuidados do médico Dr. Gonçalo Feliciano Alves. Com distribuição gratuita de remédios. Francisco Beraldo encerrou o seu mandato em 4 de Dezembro de 1943, no seu lugar assumiu Abílio Pinto Pereira.
Chico Beraldo faleceu em 22 de Abril de 1953. O velório ocorreu no hall da Câmara Municipal, a despedida contou com a presença de um grande número de amigos. Em 11 de Novembro de 1957, faleceu sua esposa Benedita Izabel Beraldo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Coronel Bertoldo por Valdevino Coutinho dos Santos

Depois de prolongada enfermidade, faleceu em 22 de maio de 1922, com 69 anos de idade, Coronel Benedicto Bertholdo Ferreira da Silva "Cel Bertholdo", no município de Guararema. Seu falecimento foi publicado pelo jornal O Estado de São Paulo e o corpo sepultado no município de Guararema. Coronel Bertholdo era natural de Jacarei. O falecido residiu por muitos anos em Santa Isabel, foi casado com a senhora Philomena com quem teve os filhos: Olivia, Maria Isabel, Isabel Deoclésia, Carnot, Benedicto, Luiz, Danton e Maria Justina.
Em 1892 foi eleito vereador pelo Partido Republicano, assumindo a presidência da Câmara e posteriormente, o cargo de prefeito. Em 1896 a administração do município era exercida pelo intendente "prefeito" Major Guilhermino Mendes de Andrade e pelo presidente da Câmara o vereador Coronel Bertholdo. Em 1896 Coronel Bertholdo assumiu como comandante da Guarda Nacional por Santa Isabel. Na eleição ocorrida em 03 de outubro de 1907, ele foi eleito vereador, e assumiu como intendente "prefeito" de 26 de janeiro de 1908 a 31 de dezembro de 1910.
Desde a Proclamação da República Coronel Bertholdo assumiu vários cargos de eleição e de nomeação, foi chefe político em Santa Isabel por vários anos, sendo: Prefeito, vice-prefeito, vereador, presidente da Câmara, escrivão de cartório e Delegado de Polícia por nomeação, tendo prestado muitos serviços relevantes ao município. Era uma pessoa muito estimada. Como Intendente efetuou várias obras ao bem do município, promoveu campanha contra a praga do gafanhoto, que proliferou no município. Criou leis que beneficiavam o município, como por exemplo, a lei que autorizou subvenção de quinhentos mil réis para empresa telefônica Pindamonhangaba, para atuar em Santa Isabel, além da doação de seis contos de réis para a obra da construção da Matriz Santa Isabel, também criou a lei que instituiu o ensino obrigatório no município, e que auxiliou a Sociedade São Vicente de Paulo. Em 10 de abril de 1908, recepcionou o Francês Conde de Lesdain que fez a primeira viagem de automóvel do Brasil, entre a cidade do Rio de Janeiro a cidade de São Paulo. Em 02 de julho de 1908, com um malhete e um esquadro nas mãos fincou a Pedra Fundamental, da estrada Santa Isabel a Arujá, hoje a Rodovia Albino Rodrigues Neves. Em 24 de dezembro de 1908, foi nomeado provedor do Associação Beneficente Asilo de Santa Isabel disponibilizando um conto de réis anuais para a entidade. Devido a escassez do transporte no município com verba própria fundou uma empresa de automóveis que transportava passageiros de Santa Isabel a São Paulo e vice-versa. Portanto, queridos isabelenses, nesta que comemoramos o Centenário de Benedicto Bertholdo Ferreira da Silva "Coronel Bertholdo", fazemos a esse baluarte uma singela homenagem, e damos a ele uma salva de Palmas.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Entrevista com Dário Vieira de Paula

Dário Vieira de Paula nasceu no Bairro da Boa Vista, no município de Santa Isabel. Comerciante por volta de 1928 e vereador desde 1951 até 1965. Sendo filho de Benedito Vieira de Paula e dona Benedita Ribeiro de Godoy.
Ele disse algumas palavras para a Revista Santa Isabel 73' que foram:

-Santa Isabel progrediu bastante, contendo as principais coisas atualmente como água em abundância, energia, indústrias, calçamento e muitas outras coisas.
-Daqui a dez anos em Santa Isabel será sem dúvida nenhuma, cem vezes mais do que atualmente

Perguntado sobre as necessidades de Santa Isabel:

-Escolas técnicas, mais indústrias, torre para TV, reforço em nosso policiamento, devido ao crescimento, Ginásio de Esportes, etc.

Podemos ver através disso, como algumas pessoas envolvidas com a política enxergavam a cidade.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Sebastião por Sebastião: uma história incrível

No dia 2 de Agosto de 2022, eu tive a oportunidade de conversar com Sebastião de Souza Claudiano. Seu nome é quase que uma referência a seu avô, Sebastião Claudiano. Ao conversar com ele, alguns dados ditos por ele me auxiliaram a compreender ainda mais essa figura tão importante para a formação de Santa Isabel.
Ao conversar com ele, seu neto começou falando como começou sua pesquisa. Com formação em Letras, sua investigação ocorreu na Câmara Municipal de Santa Isabel. Através do auxílio de Teresinha Pedroso, ele deve acesso a arquivos das sessões do período em que ele foi vereador e de seu padrasto, José Chaim.
Sua pesquisa se concentrou em dados de 1920 até 1932, até a intervenção da ditadura de Vargas.
Para compreendermos melhor, devemos lembrar que o ano de 1880, poderia ser o que estava escrito em sua certidão de nascimento. Mas nem isso é uma certeza histórica, visto que era uma criança negra, durante o período da escravidão. 
Vindo de Igaratá para Santa Isabel.
E então, outro dado obtido pela pesquisa e o convívio do neto com Sebastião Claudiano era que ele era introvertido. Talvez isso tenha sido consequência de ter sua história, literalmente, sido retirada dele. Mesmo que seus pais adotivos, um casal de italianos, tenham sido ótimos responsáveis, sua família foi fragmentada. Tudo isso se deve a esse capítulo macabro do Brasil, a escravidão.
Ainda assim, ele foi uma pessoa privilegiada na República Velha: um homem negro, alfabetizado, artesão de talento, além de músico (tocava violão e clarinete, até mesmo na Corporação Musical São Benedito). Aliás, Sebastião Claudiano trabalhava com alambiques, os confeccionando e moldava bacias de cobre, para fazerem farinha. Tudo isso ensinado por seu pai adotivo Pascoal Judíci.
Ainda assim, sua busca por raízes nunca deixaram a mente de Sebastião Claudiano. Um de seus irmãos foi encontrado em 1940. Já uma das irmãs estava agregada a um casal de juízes. Acima de tudo, mesmo que não tivessem uma grande convivência, foram se aproximando através dos anos.
Mas sua entrada na política, deve ter sido devido ao seu padrasto, o segundo marido de sua mãe adotiva (Pascoal tinha morrido), que entrou na vida política de Santa Isabel, José Chaim.
E voltando a conversa com o neto, Sebastião de Souza Claudiano, ele trata sobre esse período de transição entre o Império e a República Velha. E o surgimento de autores que tratam das desigualdades dessa época. Visto que tanto antes, quanto depois, seu avô pode ver uma política de branqueamento, um homem negro. Autores como Lima Barreto, Cláudio Costa e Castro Alves são importantes para combater esse sistema. Assim como anos mais tarde Paulo Freire dirá que só através da educação alcançaríamos a libertação. E o caso dessa figura histórica é uma prova disso.
Sabemos que Sebastião Claudiano foi delegado entres os anos de 20 e 30, em Santa Isabel mesmo. Lembrando que nesse período, esse cargo teria que ser nomeado pelo poder público do município. Além disso, foi correspondente em um jornal da capital, São Paulo. Sendo um ponto de conhecimento dentro de Santa Isabel.
Adentrou na política, pelo PRP (Partido Republicano Paulista), o que pode parecer contraditório pelos ideais de Sebastião, mas necessário para adentrar na vida política. E o fez, assim como José Chaim. E um fato pouco conhecido é que Sebastião Claudiano foi prefeito. Então podemos citar que o mesmo foi a frente de seu tempo, ao menos três vezes: primeiro vereador, primeiro presidente da câmara e primeiro prefeito negro. 
Ele permaneceu na vida política até 1932. 
Deve terrenos na Avenida Manoel Ferraz de Campos Salles (antes chamada de Rua Totô de Assis), próximo de onde hoje em dia fica o cartório e na área da Karibê, de frente para um caminho da variante.
Faleceu em Maio de 1962, mas deixou um legado ao qual seu neto fez jus. Pesquisando e falando sua história até hoje.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Presidentes da Câmara de Vereadores até 2021

  • 2021 – Luiz Carlos Alves Dias – PL
  • 2020 – Luiz Carlos Alves Dias – PL
  • 2019 – Luiz Carlos Alves Dias – PL
  • 2018 – Cléber Vinicius Kerchner (PL)
  • 2018 – Neurisvan Lúcio de Azevedo (MDB)
  • 2018 – José Alencar Galbiatti – PSD
  • 2017 – José Alencar Galbiatti – PSD
  • 2016 – Evaldo de Souza Barbosa – PR
  • 2015 – Evaldo de Souza Barbosa – PR
  • 2014 – Luiz Carlos Alves Dias – PR
  • 2013 – Luiz Carlos Alves Dias – PR
  • 2012 – Sílvio Adriano da Silva – PR
  • 2011 – Sílvio Adriano da Silva – DEM
  • 2010 – Paulo Sérgio Berto – PSDB
  • 2009 – Paulo Sérgio Berto – PSDB
  • 2008 – Paulo Sérgio Berto – PSDB
  • 2007 – Silvério José Chicarino da Silva – PSB
  • 2006 – Paulo Sérgio Berto – PSDB
  • 2005 – Silvério José Chicarino da Silva – PSB
  • 2004 – Clóvis Vieira Porto – PFL
  • 2003 – Rodrigo Butterby – PV
  • 2002 – Benedito Maia da Silva – PFL
  • 2001 – Ademar Ramos Barbosa
  • 2001 – José de Alencar Galbiatti
  • 2000 – Benedito Maia da Silva
  • 1999 – Jorge de Oliveira Pedra
  • 1998 – Eliézio Santos de Santana
  • 1997 – Antônio de Almeida Janeiro – PMDB
  • 1996 – Benedito Maia da Silva – PMDB
  • 1995 – João de Deus de Vasconcellos Ferreira – PFL
  • 1994 – José Maria Fernandes Simão – PMDB
  • 1993 – Isaías Benedito Bueno – PMDB
  • 1991 – Blegídio Vieira de Miranda
  • 1989 – Benedito Aparecido Maciel – PMDB
  • 1987 – Blegídio Vieira de Miranda – PDS
  • 1985 – Luiz da Silva – PMDB
  • 1983 – Domingos Ramos – PMDB
  • 1981 – Isaías Benedito Bueno – PDS
  • 1979 – Roberto Rodrigues de Oliveira – ARENA
  • 1977 – Levy de Oliveira Lima – ARENA
  • 1975 – Arnaldo Lélis Éboli Vieira – MDB
  • 1973 – José Maia Filho – MDB
  • 1972 – Nirlando Costa Alvarenga – ARENA
  • 1970 – Antonio Dias Barbosa – ARENA
  • 1969 – Virgílio Frúgoli
  • 1968 – José Baccaro
  • 1967 – José Baccaro
  • 1966 – Virgílio Frúgoli
  • 1965 – João Pires Filho – PR
  • 1964 – Francisco Pedreira Ribeiro
  • 1963 – José Baccaro
  • 1962 – Francisco Pedreira Ribeiro – PL
  • 1960 – Francisco Pedreira Ribeiro – PL
  • 1956 – Francisco Pedreira Ribeiro
  • 1952 – Joaquim Simão
  • 1950 – Fernando Bicudo de Morais Barros
  • 1937 – Luiz Antonio da Cunha Lobo Sobrinho
  • 1936 – Bento de Campos Silva
  • 1936 – Luiz Antonio da Cunha Lobo Sobrinho
  • 1936 – Bento de Campos Silva
  • 1920 – Guilhermino Mendes de Andrade

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Jamir Varallo Figueiredo, o Jamil

Jamir trabalhou na fábrica de Juta e na Paramount como maquinista e teve um armazém por 20 anos no centro da cidade. 
Foi eleito vereador quatro vezes consecutivas e chegou a ser recordista de votos em Santa Isabel, mas foi em 2008 que ele se tornou o parlamentar com maior quantidade de votos comparado a todos os demais eleitos no Alto Tietê com 2002 votos. 
Começou na vida pública nas eleições de 1997 , onde a campanha era feita com o famoso “boca a boca”. Com auxílio da famosa mobilete Monark 1980, que o acompanhou até 2006. Por diversos pleitos venceu como o recordista de votos graças a sua atuação levantando a bandeira da saúde e assistência social.
Sua linha de atuação era a saúde e a assistência social. 
Reconhecido muitas vezes por ser a primeira pessoa a apoiar as famílias em situação de vulnerabilidade, quando estas precisavam agir diante de situações difíceis, como a perda de algum ente querido. 
Segundo informações, Jamir sofreu um aneurisma cerebral e, embora tenha sido levado às pressas para cirurgia, todos os esforços para salvar sua vida encerraram com o último suspiro.
Ele morreu em 1 de Novembro de 2021. Com 75 anos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Associação Nipo-Brasileira de Santa Isabel

A Associação ficava, pouco depois de passar onde hoje é um dos Portais de Santa Isabel (na verdade, pouco antes da entrada do Solazer). Ao que se sabe, eram desenvolvidas aulas de japonês, teatro, artes marciais, e atividades relacionadas à cultura japonesa. Como o undokai (gincana anual).
Um nome importante para essa associação foi Toshiaki Tokunaga
O Sr. Toshiaki nasceu em Valparaíso, SP e mudou-se para Santa Isabel, SP em 1957 e, desde então, sempre residiu no Bairro do Ouro Fino. Casado com a Sra. Mariko Tokunaga, com quem teve três filhos: Wilson, Wilian e Lica Tokunaga, Toshiaki foi Vereador no mandato de 1977 a 1981, sendo vereador suplente por outros quatro anos mais. Também foi Presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira do Bairro do Ouro Fino por 5 anos, vindo a falecer em janeiro de 2019 aos 82 anos.
Pouco se sabe do motivo de seu fim nos dias de hoje.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Sebastião Claudiano, o primeiro vereador negro

Sebastião Claudiano, que foi filho de escravos na Fazenda Rio do Peixe em Igaratá. Provavelmente nasceu em 1877 (durante a vigência da Lei do Ventre Livre) assim como seus irmãos Maria Marcolina, Maria Lucinda e José, o que as deixava livres. Ainda assim, as leis não permitiam que mães ficassem com suas crianças, sendo adotado por uma família de italianos que morava em Santa Isabel. Foi delegado de polícia, vereador e clarinetista na Corporação Musical São Benedito.
O que se sabe é que os irmãos tomaram rumos diferentes, sendo que Sebastião, como dito antes, foi adotado, pela família Paschoal Judice.
Foi registrado com esse nome no dia emblemático de 20 de novembro de 1880. Ainda menino foi aprendiz de funileiro e mais tarde trabalhou com alambique. Era chamado de "Bastião Foeiro", por ter trabalhado com folhas de flandes e de cobre
Casou-se em 1889 com Josefina Maria de Jesus e juntos tiveram 11 filhos.
Era um leitor assíduo, que lia sempre o jornal Correio Paulistano, tornando-se seu representante na cidade. Tornou-se também um bom violinista.
Entrou para política local filiando-se ao PRP (Partido Republicano Paulista), foi delgado de polícia no ano de 1921 e eleito o primeiro vereador negro e presidente da Câmara Municipal em 1927, abandonou a política por decepções com o partido.
Assim continuou na vida como civil dedicando-se a outra paixão, a música. Era clarinetista na Corporação Musical São Benedito.
Lembrando que ele foi o primeiro vereador negro e presidente da Câmara Municipal em 1927.  Morreu em 6 de maio de 1962 e empresta seu nome a uma das ruas da cidade (pelo Projeto de Lei 385/65 de 27 de Dezembro de 1965). Realmente fazendo parte da história do município.