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sábado, 30 de dezembro de 2023

Valdir Parolini: o funcionário mais antigo da PSI em Santa Isabel

Aos 72 anos (ainda em 2023), Valdir Parolini é o funcionário mais antigo da empresa Pedreira Santa Isabel (PSI).
Valdir conta que seu avô, o português Francisco Castanheira, chegou no mesmo navio que trouxe a família Matheus, então contratada para a construção da Catedral da Sé, em São Paulo. Porém, o primeiro contato entre eles só ocorreu anos depois quando, trabalhando na São Paulo Railway (SPR), foi transportar pedras produzidas na Pedreira Santa Luzia, em Robeirão Pires, primeiro empreendimento da família Matheus.
O encontro entre as duas famílias, anos após a chegada ao país, abriu portas para o então jovem trabalhador, que começava sua carreira em meio às recentes construções da capital. Graças a oportunidade de trabalhar no novo projeto do ramo da extração de pedras na região, Francisco consolidou seu nome na história das empresas da família Matheus.
Valdir lembra que o avô, na verdade, começou no ramo como cantareiro e seguiu para mecânico seguindo para encarregado das pedreiras. Estimulado pelo avô, o pai de Valdir também trabalhava nas pedreir
Seguindo os passo do avô, somando anos de esforço e dedicação ao trabalho, em 1985, Valdir Parolini assumiu uma das maiores responsabilidades de sua vida: a missão de conduzir, junto com Antônio Matheus, a transição do empreendimentos à Pedreira Santa Isabel, que estava no início das atividade em Santa Isabel.
O grupo PSI homenageou seu mais antigo funcionário, que completou 73, no dia 28 de Dezembro de 2023.

A sólida trajetória de Valdir Parolini; Da experiência ao usufruto. Jornal Ouvidor. Igaratá. 23 de Dezembro de 2023. p. 11. 
O funcionário mais antigo da PSI que firmou a primeira tonelada de pedra. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 23 de Dezembro de 2023. p. 7

sábado, 13 de março de 2021

Grupo PSI: Uma das pedreiras de Santa Isabel

No início do século (em 1912), uma familia de imigrantes europeus sai de Toro, província próxima a Samora, na Espanha. Vem para o Brasil, trazendo na bagagem grande conhecimento na extração de pedras. O chefe da família, Luís Matheus, veio para este país para trabalhar na construção da Catedral da Sé, em São Paulo. Na época, o pedregulho de rio era usado na construção civil e as sobras ou lascas eram consideradas refugos, sem valor comercial. Com o auxílio dos húngaros, que durante a noite quebravam as sobras de pedras, a Pedreira Irmãos Matheus tornou-se a pioneira na britagem de pedras.
Concluído seu trabalho, já tendo se apegado às terras brasileiras, arrendou uma mina de pedra na região de Ribeirão Pires, montando seu primeiro negócio: uma fábrica de guias e paralelepípedos que eram usados na pavimentação de São Paulo e, algum tempo depois, adquiriu uma pedreira em Guaianazes.
Em 1937, o jovem Antonio Matheus, então com apenas 17 anos, por desejo do destino, assume a frente da pedreira, pois seu irmão mais velho sofrera um acidente. No final da década de quarenta, época em que se iniciou a grande expansão da cidade de São Paulo com o crescimento acelerado da indústria, o pedregulho de rio não era mais suficiente para suprir a demanda do mercado. Isto iniciou o uso de brita na fabricação do concreto. A partir daí, Izidoro Matheus, que desde o início esteve ao lado do irmão Antonio, teve participação decisiva nos negócios. A produção de brita em larga escala veio com a construção de um ramal da linha de estrada de ferro Central do Brasil até dentro das pedreiras, devido ao grande consumo do material para a manutenção de suas linhas.
A britagem manual das lascas de pedra, as macetas e os ponteiros, forjados pelas mãos de Antonio Matheus, as carroças puxadas por mulas, o britador movido por caldeira a vapor são hoje lembranças de um passado distante, de muito trabalho e dedicação, que serviram para formar o sólido e inabalável alicerce que atualmente sustenta a Pedreira Santa Isabel. Em 1980, Ademir Matheus assume a direção das empresas.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Lendas de Santa Isabel: Mãe de Ouro

A Mãe de Ouro vive nas pedreiras. Quando saí de um lugar para outro, ela solta chuviscos de ouro e fogo. Onde eles caem, existe um tesouro.
Quando ela encanta alguém, este só ficará livre se a lançar com um rosário de quinze mistérios e tirar sangue. Existem relatos de caçadores que dizem ter visto um clarão com ela em pedreiras. Diz-se que quem a ver vai ficar rico por ter a visto.