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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Figuras notáveis de Santa Isabel: Dona Geralda

Dona Geralda ou Geraldina, foi uma isabelense que teve sua história de vida entrelaçada a historia da cidade.
Criada na fazenda Morro Grande, que deu origem a cidade, brincava de bonecas feita de cabaças e não teve tempo de estudar.
Começou a namorar o mascate José com quem viria a se casar. Casou-se num dia de chuva. Amigos e familiares vieram acompanhando o casal em um cortejo a pé, do Monte Negro até a vila.
Tiveram doze filhos, todos nascidos de parteira e ficou viúva quando seu amado faleceu aos 55 anos de idade.
Viúva, com um balaio na cabeça, vendia verduras e legumes de porta em porta. Junto com Alzira e Dona Patrocínia, a famosa bezendeira, formavam um trio de irmandade.
Assistiu missas em latim na velha Matriz com o padre Virgílio. Gostava de novelas de rádio e viu a velha Igaratá ser submersa pelas águas da represa.
Viu a Via Dutra ser construída na década de 50 e com ela o êxodo rural, e assim viu como ela disse em simples palavras, “o caipira virar cidadão, e o cidadão virar caipira”.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O surgimento de Santa Isabel

Preocupado com o transporte entre o Rio de Janeiro e São Paulo, devido a comercialização na época, o governo colonial começou a colocar povoações durante a rota para essas capitais. Assim, facilitaria a obtenção de mantimentos para as viagens. Aqui já vemos algumas das raízes para a nossa cidade. Podemos notar com isso a formação do Vale do Paraíba.
A região onde moramos hoje em dia, na verdade era uma fazenda pertencente a Mogi das Cruzes, chamada como Morro Grande. As pessoas que moravam ali e nas redondezas, na verdade eram descendentes dos homens que extraiam ouro em Ouro Preto e Congonhas do Campo em Minas Gerais. Com o esgotamento das minas, a região sudeste se voltava para a cultura do café. Aquela fazenda era composta por um pequeno número de índios, escravos e colonos fazendeiros, praticamente formando um povoado. Servia como um pouso de tropeiros que viajavam por Mogi, Campinas, Bragança e Sul de Minas. Assim poderiam se preparar para continuar sua jornada. Com o decorrer do tempo, a região começou a ter maior importância. Tanto por sua pecuária, quanto por sua agricultura.
Em 1812, por pedido do bispo Dom Manoel Joaquim Gonçalves, o povoado foi elevado a freguesia, mais precisamente em 05 de Janeiro. Seu primeiro pároco foi o padre José Veloso do Carmo. Lembrando que as igrejas eram os centros sociais do período. Já em 25 de Junho de 1812, ela passaria a ser chamada como Vila de Santa Isabel. 
Mais para frente na linha do tempo, a vila é desmembrada de Mogi das Cruzes, por ordem do governo imperial, em 1832. Só no ano seguinte(1833), é elegida a primeira câmara municipal. 
A seguir, o decreto de 10 de Julho de 1832:
"A Regência em nome do Imperador, o Sr. Dom Pedro II, há por bem sancionar que se acentue a seguinte resolução da Assembléia Geral Legislativa, tomada sobre o Conselho Geral da Província de São Paulo.
Art. 1 Ficam eretas em vilas as freguesias de Sta. Amaro, do termo desta cidade; de São João do Capivary, do de Porto Félix; de S. Bento do de Araquara, do termo da Vila da Constuição; de Sta. Isabel, do de Mogi das Cruzes; de Santo Antônio de Paranahybuna do de Jacarehy; de São Roque, do de Parnahyba; de Bananal do de Areas.
Art. 2 O presidente do Conselho lhe dará distritos, e dará todas as demais providencias para sua criação das autoridades, justiças e empregados próprios da vila.
Art. 3 Ficam revogadas "todas as disposições em contrário"."
Um detalhe que poucos sabem, mas quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, a cidade já tinha libertado seus escravos. A lei deve sua assinatura em 13 de Maio de 1888, sendo que os negros foram libertos em Fevereiro. Bacana não é?
Por força da Lei Estadual n° 135, de 30 de maio de 1893, a referida Vila foi elevada a categoria de município e foi designado sede de comarca, através de Lei n° 80, datada de 25 de Agosto de 1892.