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sábado, 5 de novembro de 2016

Dança jazz: origem e chegada no Brasil

jazz é uma expressão corporal criada e sustentada pelo improviso. Na sua raiz, é essencialmente popular. Sua evolução natural veio paralela aos ritmos musicais que surgiram nos Estados Unidos com escravos que não estavam cansados ou doentes nos navios negreiros vindos da África, eram obrigados a dançar para manter a saúde. As danças dos brancas eram poucas (valsas e quadrilhas) e sem um ritmo atraente. Os negros os imitavam, ridicularizando seus senhores, mas seguindo as informações daquele estilo, as misturando com os de sua cultura. 
Dessa forma surgiu o jazz: uma imitação dos ritmos europeus com os costumes e ritmos negros.
Com a proibição dos tambores nos EUA em 1740 para evitar revoltas eles foram obrigados a executar suas danças com outras formas de som, culminando com as formas de jazz que conhecemos atualmente. Isso foi contornado no século XX, as danças afro-americanas começavam a penetrar nos salões e a sofrer as influências do can-can e do charleston, principalmente. Logo tomou conta dos palcos da Broadway, se transformando em grandes produções de comédias musicais. Isso alcançou os cinemas. A popularização do jazz através do cinema musical iniciou se através de filmes consagrados principalmente pelos atores e bailarinos Fred Astaire e Gene Kelly. Esse tipo de filme alcançou seu auge com musicais produzidos pelos coreógrafos Jerome Robbins, como West side Story e Bob Fosse, como CabaréChicago e All the Jazz. Muitos deles sendo produzidos mais de uma vez.
Essa forma de expressão é conhecida sob vários nomes: jazz dancesoul jazz, free style e jazz.
As "novas" danças, as danças americanas, com essência africanas, desenvolveram se tanto nos teatros quanto nos salões de dança, bares e cafés. Muitas destas danças não tinham nomenclatura definidas e eram tantas que devido á fase de grande criação todas eram chamadas de jazz, ou seja, tudo que era novo em termos de dança era jazz.
No Brasil, determinadas formas de ginástica e outras atividades físicas são muitas vezes confundidas e englobadas como a mesma coisa. Sabe-se que essa dança foi amplamente divulgada aqui por meio da televisão e teatros de revista.
A dança jazz iniciou como modalidade específica de dança, a partir dos anos 50, onde foi inserida na grande curricular de centros artísticos, academias e escolas de dança, sendo suas principais movimentações técnicas: isolamento dos segmentos corporais, as movimentações herdadas das danças africanas, como a sensualidade e os amplos movimentos do tronco, o posicionamento de pernas e pés paralelos e a utilização de outras técnicas (ballet, contemporâneo) além da marcante presença de expressão facial.
Atualmente o jazz sempre evolui exigindo de professores sempre estarem em contato com novas formas de movimentos. Mostrando que o jazz pode sofrer novas influências, mas que mantêm certos aspectos de sua essência.
Hoje em dia, o jazz no mundo incorpora figurinos elaborados, temáticas diferentes, pesquisas de linguagem, incorporação de movimentos de outras técnicas de dança, entre outras tantas coisas que tornam o estilo único e bem forte. Ainda assim que perdeu muitas de suas características durantes os anos, sendo que pode ter mudado sua estrutura completamente.
Mais uma vez agradeço Norma Espínola que sempre me concede dados muito precisos sobre as danças. Obrigado mesmo!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dança contemporânea: origem e importância do estilo

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." 
-Friedrich Nietzsche

Mais do que uma dança, esse estilo é a união de diversos traços de danças. Um gênero surgido nos anos 60, mais ou menos. Ela seria um rompimento com a dança clássica, de forma bem diferente da época em que nasceu, como foi dito anteriormente. Foi se definindo com um estilo próprio e se firmou em 1980, apesar de ainda flertar com estilos como o ballet, hip hop e jazz. Ela visa transmitir sentimentos sem uma limitação, sem fronteiras com técnicas versáteis e abrangentes. 
Contando além com improvisação, contato-improvisação, técnica de release, BMC (Body Mind Centery), entre outros. Com elas, o bailarino pode criar seus próprios movimentos de acordo com o que achar melhor para a sua arte. Antes, o bailarino/interprete cria uma consciência de seu corpo de forma a conseguir expressar sentimentos pretendidos através dela. 
A dança contemporânea rompe com a dança moderna, assim como essa rompeu com o ballet. Criando uma linguagem própria de forma a poder trazer uma face mais desconstruída da arte como a conhecíamos até então. Nele se usa todo o tempo e espaço a seu favor refletindo emoções únicas. Mostram um tipo de visão única da sociedade atual.
Sabendo que ela se desvencilhou-se de outro estilo, ela tem sua própria história. A conhecida dança moderna propriamente dita, não conseguiu o grau de desenvolvimento que teve no estilo contemporânea em países como México ou Cuba. O importante é que os novos artistas da dança que surgiam nos países conseguiram se apropriar dos conceitos básicos que esta oferecia. Desta apropriação e da necessidade pessoal de expressão dos artistas, que ao mesmo tempo enfrentavam a realidade instável do país, nasceu a dança contemporânea.
Não se sabe com exatidão quando e onde se originou o termo dança "contemporânea". O termo denota aspectos de progresso e atualidade, além de uma imersão quase absoluta para o entendimento de tais processos. Complexo? Pode ser, ainda assim, se você presencia uma das apresentações desse estilo vai se comover.
Em história, o termo contemporâneo se refere o período seguinte a época moderna (da Idade Moderna, para a Idade Contemporânea, marcada com a Primeira e Segunda Guerra Mundial). Porém, aqui ela possui mais um sentido de diferenciação artística entre os antigos estilos e os atuais. Tanto que podemos  ver isso no seguinte trecho foi retirado de um texto na internet:
"Sua história pode ser definido em três períodos:
• 1900: Período marcado pelos movimentos livres das bailarinas Isadora Duncan, Ruth Saint Denis e Mary Wigman, quem buscaram dar-lhe a dança-a um sentido mais comunicacional, apoiando-se em fontes de inspiração mais antigas às de ocidente.
• 1930: A segunda onda de bailarinos modernos surgiu em Nova York, entre os que se contam Martha Graham, Doris Humphrey e Charles Weidman. Para estes bailarinos a fonte do movimento era mais interna que externa, recorrendo a ações naturais como o respirar ou o caminhar.
• 1945: Este período começou ao finalizar a II Guerra Mundial e ainda possui vigência. Bailarinos como Alwin Nikolais, Merce Cunningham, entre outros, fundiram técnicas provenientes da dança social, o ballet e a dança moderna."
Outro resultado importante deste processo de evolução na dança contemporânea foi o nascimento da dança teatro que eleva a possibilidades infinitas e que teve na alemã Pina Baush, a sua maior figura.
Agradeço a Norma Espínola por ajuda na consulta do texto e informações adicionais.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Espaço Expressão Dança: dança contemporânea em Santa Isabel


O Espaço Expressão está ativo desde de 2008. Eu só fui conhecer sobre ele durante 2013, devido ao Ocuparte, um projeto que mostrava diversas vertentes de arte que não estavam tanto na mídia comum. E confesso que isso foi um pecado. O motivo estava no que vi. Uma celebração de movimentos que nunca assisti, com exceção de programas da TV Cultura. Mas pessoalmente, nunca tinha visto. E eu amei aquilo.
Lógico que é fácil falar de danças como o zouk já que participei de aulas, ou a do ventre que possui uma sensualidade única sem precisar ser vulgar...
Só que o conteúdo daquelas danças é algo lindo e gritante. Vou colocar o vídeo da professora (não reparem na qualidade pois fui mesmo que o fiz) e notarão do que falo. Algo que, suponho eu, é único na cidade. Não conheço outros grupos com essa linha de dança. Mas antes vamos falar de dança contemporânea.
A dança contemporânea, uma das três categorias ensinadas no estúdio, é um gênero surgido nos anos 60 mais ou menos. Ela seria um rompimento com o tipo de dança clássica, de forma bem diferente da época em que nasceu. Foi se definindo com um estilo próprio e se firmou em 1980, apesar de ainda flertar com estilos como o ballet, hip hop e jazz. Ela visa transmitir sentimentos sem uma limitação, sem fronteiras com técnicas versáteis e abrangentes. E como dito antes, também é ensinado no estúdio.
Ele existe desde de 2008 com Norma e com a colaboração de Rogério desde de 2010. E não é transmitido sua arte só dentro de seu espaço. Ela também dá aulas nas escolas particulares Conchinha e Objetivo. Nesses dois lugares participam a sete anos. Lembrando que Norma é de Asunción (Assunção) no Paraguai, de onde trouxe todo seu talento na dança, assim também como a formação em teatro.
Entre as categorias de danças são ensinadas dança contemporânea (já citada acima), ballet clássico (baby e todas as idades adiante) e jazz (infantil e juvenil). Uma das coisas que me agradou foram os comentários sobre o ensino para crianças, utilizando mais o lúdico ajudando elas a se desenvolver dentro e fora dos exercícios. Sem contar com o recente uso de ensino teatrais para as mais velhas com finalidade de criar mais desenvoltura, e maior compreensão de suas expressões dentro da arte. Atualmente possuem cerca de 50 alunas, e isso é bom. Já que com um número desses divididos entre os estilos existe maior chance de conceder a devida atenção aquela pessoa com maior dificuldade. Coisa que nem sempre é possível com um grande número de inscritos.
Eventos em que o estúdio esteve envolvido na cidade de Santa Isabel estão o Ocuparte e Sonho de Bailarina (evento esse desenvolvido por eles mesmos). Já em outras cidades tiveram Expo Flord, Caravana da Dança (Arujá) e Passo de Arte (Indaiatuba). Nesse último, a aluna Julia Lopes obteve o terceiro lugar na categoria juvenil. Além de participarem de diversos eventos organizados pela prefeitura e do Projeto Ressoar da Record.
Entre os professores temos Norma Espinola, Rogério Maia e recentemente Brenna Vilela. Uma das maiores preocupações desse grupo foi manter a qualidade de ensino a suas alunas. Para, por exemplo, a criança desde cedo poder optar se vai continuar o caminho da dança ou pelo menos, caso não se mantenha nessa linha, valorizar a arte em geral. Criando assim um cidadão sensível.

Localiza-se na Rua Abolição, Nº 51, pouco antes da bica d’água dos 13 de Maio. Contribuam vendo mais desse espetáculo único na cidade quando tiverem a oportunidade. Ou caso se interesse sobre umas das categorias, confira lá mesmo.