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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025
sexta-feira, 8 de abril de 2022
segunda-feira, 25 de outubro de 2021
Associação Cultural Yacamim como sendo de utilidade pública
De autoria da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Santa Isabel, o Projeto de Lei nº8, de 9 de outubro de 2019, visa declarar de utilidade pública a Associação Cultural Yacamim – entidade instalada no Município com mais de 3 anos de existência.
O trabalho social desenvolvido pela Associação leva, em especial para crianças, a arte e a música, ministrando aulas de desenho, pintura em tela, pintura em tecido, artes indígenas e musicais fornecidos aos alunos e manutenção dos instrumentos fornecidos e disponibilizados durante as aulas e apresentações.
A justificativa do projeto assinado pelos vereadores membros da Mesa Diretora da Casa de Leis, é de que ao declarar a Associação Cultural Yacamim como sendo de utilidade pública, a entidade poderá alcançar maiores resultados em busca de parcerias para desenvolver seu trabalho.
O projeto foi aprovado por unanimidade nessa terça-feira, 12, Novembro de 2019.
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
Os trabalhos de Chico ultrapassam Santa Isabel
As exposições seguiram-se pelas cidades vizinhas, do interior ou de outros estados: Arujá, Mogi das Cruzes, Suzano, São José dos Campos (Sesc São José), Catanduva, São José do Rio Preto, Jaú e Águas de São Pedro, Florianópolis e Blumenau. Além de expor na Bienal de Arte e Pintura, em São Paulo, em 2000 nos países sul-americanos Argentina e Chile.
Chico começou a trabalhar com materiais em elementos naturais aplicados às telas, como argila, resina vegetal, pedra, madeira, semente, papel machê, bem como pigmentos orgânicos, carvão, cipó, entre outros. Os trabalhos foram vendidos até para países da Europa como Alemanha, Espanha e Holanda.
Chico estava vivendo um momento de grande transformação em sua vida e com sucesso, porém sentia que faltava algo para "vivenciar sua arte". Foi quando demonstrou grande interesse pela cultura indígena. Pesquisou em livros, revistas especializadas, filmes e internet. Economizou, e com a cara e coragem, foi para o Mato Grosso conhecer aquela cultura.
Visitou aldeias indígenas e as tribos Kamayura, Mehinaku, Bororo e Guarani. Observou com atenção e aprendeu as técnicas de manipulação de material, a forma como a pintura e a arte se desenvolviam entre aquele povo, assim como assistiu e participou de cerimoniais. Obviamente, com a autorização dos grupos.
Foi um trabalho de três anos: de 2005 a 2007.
A relação com os indígenas foi de extrema admiração e respeito. Com o fotógrafo, Valter Arantes, o isabelense fez uma grande exposição em Rondonópolis. O sucesso foi imediato, ao ponto da prefeitura da cidade comprar inúmeras obras do artista para o acervo da cidade, como patrimônio cultural. Foi disso que Chico começou seu aprofundamento na arte e conhecimento indígena, contudo não ficou apenas nos quadros; ele também passou a produzir objetos e materiais artesanais, aos quais denominou Arte Ancestral. Ao qual já foi exibida mais de uma vez em Santa Isabel.
CHICO, o poeta dos pincéis. Revista O Isabelense. Santa Isabel. Agosto de 2013. p. 6-7
segunda-feira, 30 de agosto de 2021
Francisco Machado e como começou sua arte
Francisco Carlos Machado descobriu aos sete anos que tinha gosto pelas artes plásticas. Tudo isso por ter ganhado um concurso de desenho da escola, por incentivo de Cida Camargo. O desenho chamou a atenção, além pelo bom uso de cores, mas devido a sensibilidade do artistas tão cedo. Mostrava soldados e tanques de guerra de forma aterrorizante no período. Lembrando que o país vivia o fim da ditadura militar naquele período.
Rapidamente, ele ficou conhecido como Chico (como todo o bom Francisco), entre amigos e familiares. E desde a infância até sua adolescência sempre deve um grande contato com natureza. Fauna e flora, terra, folhagens, plantas, aves e outros animais o inspiraram em seus primeiros trabalhos. Desenhos usando tinta guache e lápis de cor.
A família o incentivava, o que lhe motivou. Para que um dia se tornasse um artista plástico. Por isso, tudo virava desenho para ele, demonstrando a curiosidade e mente aberta que um pintor como ele tem.
O grande impulso para Chico foi uma exposição com desenhos em cartolina feitos na EEPSG Professora Maria Santos Bairão, onde ele cursava o ensino médio. O sucesso foi tanto que um grupo do Lions Clube, em especial José Maria e Ismênia, promoveu um mutirão de arrecadações para que ele pudesse comprar materiais mais profissionais.
Com o dinheiro arrecadado, Chico foi a Praça da República, juntamente com a professora e amiga Tereza Giovanni, onde adquiriu e teve o primeiro contato com telas e tintas em acrílico, à óleo, entre outras coisas.
A partir daí, ele fez de sua cozinha seu primeiro ateliê. Trabalhava durante o dia, no setor de criação e desenho - utilizando bico de pena e nanquim - da empresa Durga, e à noite, ao chegar em casa, pintava pela madrugada até o amanhecer.
Em 1996, Chico expôs profissionalmente pela primeira vez, e o local escolhido foi o antigo Casarão Arte e Cultura (lugar cedido pelo dr. Gilberto Neves - o Giba), onde o artista teve a oportunidade de vender, pela primeira vez, uma tela.
Depois foi a experiência com os alunos. Ele lembra com muito carinho da primeira aluna, Tâmisa Regina (filha de Célia Queluz), a qual começou a ter aulas aos oito anos de idade e ficou com o mestre até os 19. Chico relembra que ajudou a criar a menina e que até os cacoetes que ele tem, a aluna adquiriu ao longo dos anos. Tâmisa fez arquitetura e disse que até a escolha do curso foi inspirada pelo professor.
Até hoje, Chico e colegas nas áreas de artes, ensinam as artes através do Yacamim.
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