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quinta-feira, 8 de março de 2018

Petronilha de Sousa

Ela nasceu no município de Igaratá em 14 de abril de 1912.
Petronilha de Sousa foi enfermeira, poetisa, compositora, atriz, apresentadora de programas de rádio, colaboradora do suplemento Folhinha do jornal Folha de S.Paulo, sempre com o reconhecimento do público e da crítica. Na Rádio Marabá, de Mogi das Cruzes, ela apresentou durante muitos anos o programa Rancho Fundo, com campanhas ligadas a causas sociais e educacionais.
Passou a infância em Igaratá e suas recordações carinhosas da cidade natal a levaram a compor a musica Saudade de Igaratá.
Sua dedicação aos cuidados com pessoas, especialmente crianças, se manifestou quando Petronilha, desde muito jovem escolheu por profissão ser enfermeira.  Durante sua vida prestou relevantes serviços a Santa Casa da Misericórdia, hospital Emilio Ribas, de São Paulo e Centro de Saúde da Cidade de Caçapava.
Há uma Escola Estadual em Igaratá com o nome Petronilha de Sousa (renomeada na verdade) e foi realizada uma bonita festa para marcar a ocasião. Ela fica Bairro Jardim Rosa Helena, no Município de Igaratá.
De seu casamento com Antonio Mauricio de Sousa nasceram Mauricio, Mariza, Maura e Marcio. Petronilha de Sousa faleceu no dia 31 de agosto de 2001. Ela morou em Santa Isabel, quando se casou com Antonio.

Saudades de Igaratá
Música: Petronilha de Sousa
Letra: Petronilha de Sousa

Quantas saudades que eu sinto
do recanto onde nasci
Das cachoeiras cantantes
que mais linda ainda não vi
Das suas matas seus campos
e seus velhos coqueirais
Das suas folhas de leque
à mercê dos vendavais

Eu canto ó minha terra
pedacinho do Brasil
onde tudo é tão bonito
com seu céu
azul de anil

Quando amanhece
as aves de lá
gorjeiam saudando
a Igaratá

quinta-feira, 9 de março de 2017

Homenagem ao Dia Internacional das Mulheres: Dona Tereza Caraça

Esse texto é atrasado com relação a comemoração do Dia Internacional das Mulheres. Mas queria muito homenagear a mulher mais marcante na minha vida: minha mãe. Tereza Caraça.
Já conheci muitas mulheres lindas, talentosas na dança ou na música, pessoas magníficas com uma inteligência e habilidades únicas. Contudo, falem o que quiser, nenhuma tem a fibra de minha mãe.
Vinda de uma família relativamente grande e bem humilde. Tinha como irmãos Benedita, José e Luis, e como pai Francisco Bicudo Caraça. Sua mãe morreu muito cedo. O que fez as crianças amadurecerem desde cedo.
Sempre quis estudar, mas seu pai não permitia. Então ela o fez. Escondido. Ficava com lápis bem pequeno, pois não tinha como comprar muito material de estudo. Ainda assim só conseguiu chegar até a quarta série.
Mesmo com pouco estudo, sua vida foi de trabalhar. Fosse dentro do sítio da família, na lavoura, fosse na cidade, como empregada. Tanto que nesse último serviço ela conheceu um garoto com nome de Luis Eduardo. E esse nome seria usado mais tarde.
Depois de certo tempo, ela conheceu um rapaz que seria seu futuro marido. Contudo, ele não era exatamente quem ela acreditava. Osmar não era um protótipo de homem, nem de pessoa. E maltratava Tereza.
Ainda assim, ela seria agraciada com um filho. Muito ingênuo, cheio de manias e inquieto quando criança. Seu nome seria o mesmo da criança que Tereza cuidava quando era mais nova, Luis Eduardo. Achava nome bonito, de gente importante.
Como seu antigo marido era uma pessoa perigosa, que batia nela e na criança, ela se separou dele. Vivendo ela e a criança, sendo ajudada pelos irmãos com a criação de seus filhos. Uma pessoa que deve que fazer as vezes de pai e mãe.
Ela o criou como pode. Muitas vezes quando ele fazia algo errado ela o repreendia do melhor modo que podia. Broncas, varinha de marmelo, tudo isso constituiu o caráter daquele rapaz. Nunca foi um filho perfeito, mas é alguém que ama sua mãe.
Quando o garoto matou aula uma única vez na vida, ela puxou a orelha do garoto da escola até sua casa. Ela nunca pediu perdão por atitudes assim, pois essa era a forma dela de mostrar seu amor.
Por tudo isso, mais do que um talento como dança, música, desenhos, pinturas e qualquer tipo de arte, mesmo não sendo a pessoa mais versada em diversos conhecimentos... Ela tem algo que as pessoas nunca tiveram: a fibra para cuidar de um filho nos períodos felizes e de crise. Ela é mais que uma mulher. Ela é uma batalhadora. Minha homenagem a Tereza Caraça.