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terça-feira, 11 de março de 2025

A importância da micro-história em Santa Isabel

Não há como estudar história de forma isolada, sem analisar fatos que podem repercutir de forma direta ou indireta em determinado assunto político, econômico, civil, etc. Esses acontecimentos são complexos, mas tem raízes estruturadas em fatores menores.
Então, temos a tendência, nos últimos anos de estudar a micro-história. Pequenos acontecimentos que podem ter uma grande riqueza de detalhes, trazendo novas narrativas para fatos já estudados ou que não tiveram tanto esmero em suas pesquisas. Desde que nessa narrativa, demonstre que ela trata de um micro de um todo, que revela muito mais sobre o assunto tratado. Em como, desse conjunto de articulações, forma-se toda a estrutura histórica que conhecemos hoje.
Esse movimento surgiu nos anos 70, na Itália, por Carlo Ginzburg e Giovanni Levi. Seria um estudo da história, em escala reduzida. Seria olhar para um determinado cenário ou personagem real, para entender um contexto maior. Levi falava que era como dar um zoom em uma imagem, mas não podemos ignorar toda a paisagem nela contida.
Um exemplo de estudo de micro-história é O Queijo e os Vermes. Ele trata do cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição, é um livro do historiador judeu-italiano Carlo Ginzburg publicado em 1976. Ginzburg vai esmiuçar a mentalidade inquisitorial, do que ela pensava sobre as antigas práticas de cultivo, tratadas como bruxaria. Portanto, condenadas pela Igreja da época. A partir de estudos sobre aquele caso, ele vai traçando um panorama daquela época.
Há pesquisas, que tratam o aumento abusivo do preço dos pães que influenciou a Revolução Francesa. 
E onde isso se conecta com Santa Isabel? Prestem bem atenção agora. Nos últimos anos, eu tenho caminhado por toda a cidade, indo até em áreas rurais. E em diversos pontos, eu tiro fotos. Eu uso muito as frases da socióloga, Senhorita Bira, "treine seus olhos desatentos".
As que tiro ultimamente são de tampas de bueiros. Muitas das que ficam pelo centro estão com logo da Sabesp. Isso é normal, afinal, ela é responsável pela água de toda a cidade, desde a administração de Gabriel Bina, pelo que me consta. Entretanto, eu notei algo bem peculiar em alguns lugares.
Especialmente na Vila Guilherme, há uma tampa de bueiro com os dizeres, Solis Fundição, S. J. R. Preto, na sua frente. O que a difere de diversos lugares, em especial no Centro. E existem tampas na Avenida Brasil, com a mesma logo, em número até maior, algumas até que não tem nada escrito. Há até, uma delas, no Monte Serrat.
Mas afinal, o que é essa tal Solis? Bem, em pesquisa na internet, encontrei isso: A empresa Solis Fundicao de CNPJ 59.961.052/0001-77, fundada em 19/07/1966 e com razão social Ecydir Denys Giacchetto, está localizada na cidade São José do Rio Preto do estado São Paulo. Sua atividade principal, conforme a Receita Federal, é 24.51-2-00 - Fundição de ferro e aço. Sua situação cadastral até o momento é Baixada. E o que é uma empresa baixada? A situação cadastral baixada significa que o CNPJ da empresa foi encerrado na Receita Federal. Isso pode acontecer por solicitação do próprio empresário ou por determinação da Receita Federal. Ou seja, não existe mais. 
Então, podemos notar que nas áreas tratadas como periferia, há essas tampas de uma fundição de 1966. Seja a Avenida Brasil ou Vila Guilherme. Talvez por conta de uma falta de empenho de prefeitos ou vereadores anteriores. Pode ser coincidência, mas note essa notícia do Jornal Bom Dia, em sua página no Facebook:
Moradores da Vila Guilherme e do Jardim Eldorado, em Santa Isabel, têm vivido uma situação de abandono e degradação ambiental nas ruas Projetada e Terezinha de Lima Bueno. O que antes eram vias tranquilas e de acesso, agora se transformaram em verdadeiros cemitérios de veículos. Dezenas de carros abandonados, muitos depenados, estão espalhados pelo local.
Carros em estado de sucata tomam conta de espaços extensos  Esses veículos não apenas bloqueiam a passagem, mas também contribuem para a proliferação de focos de doenças, com a água acumulada servindo como criadouro para o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Além disso, a vegetação descontrolada e o lixo acumulado criam um ambiente propício para o aumento de animais peçonhentos, como cobras e escorpiões.
Além da questão ambiental, muitos desses carros, que em sua maioria estão depenados e sem condições de circulação, representam um estorvo para a comunidade.
“É um verdadeiro cemitério de carros. Alguns veículos estão ali há meses , sem nenhuma previsão de remoção. Isso está prejudicando a qualidade de vida de todos”, afirmou uma moradora que preferiu não ser identificada.
O impacto ambiental também é evidente. As peças dos carros, muitas vezes enferrujadas e expostas, podem liberar substâncias nocivas ao solo e à água. Óleos, combustíveis e outros produtos químicos podem contaminar a terra e prejudicar a flora e fauna local, além de representar um risco à saúde dos moradores.
"Principalmente aos finais de semana, vemos veículos serem depenados e alguns até incendiados em plena luz do dia. É preciso uma ação urgente das autoridades", pontuou outra moradora.
Ironicamente, não há muitas dessas tampas no Eldorado. Por qual motivo? Eu posso chutar, mas isso se deve muito simplesmente ao número de eleitores. Mesmo que o Eldorado, tempos atrás não tivesse muitas áreas regulamentadas com seus terrenos, como há um número muito grande de pessoas morando até hoje por lá, isso fez com que prefeitos e vereadores se interessassem pelo local. Isso é uma opinião, mas pode ser uma realidade. Pois há muitas coincidências, não acha?

https://www.facebook.com/jbomdia/posts/pfbid02PL6q2wxtwewDose3rJnGd7W1tREj9pf5YHsQxt2u1YjLJEGik3dLvcJzYWikBXFwl
https://ficcontabilidadesp.com.br/situacao-cadastral-baixada-o-que-e-e-como-regularizar-sua-empresa/
https://cnpj.biz/59961052000177

(ATUALIZADO em 19 de Março de 2025): Notem nas imagens a seguir: nelas, vemos uma área da Avenida República que cruza com a Rua Conselheiro Rodrigues Alves, após uma reforma no local. Independente de qual foi a obra no local, vejam que foi colocada uma tampa de bueiro nova, também com a logo da Sabesp.

terça-feira, 13 de setembro de 2022

O talento de Alyah Mello no ballet

A isabelense Alyah Mello com 12 anos e já possui uma trajetória de premiações no ballet de tirar o fôlego. Em um domingo, 25 de Setembro de 2022, Alyah ficou na 3ª colocação no resultado final no Festival de Campos do Jordão.
A isabelense, que vem se dedicando ao balé há alguns anos, mora na Vila Guilherme com os pais e o irmão Enzo. Ela faz aulas de ballet clássico, contemporâneo, Jazz e Jazz musical.
Não é a primeira vez que Alyah é premiada. Em Mogi das Cruzes, ela recebeu duas vezes premiação, alcançando o 3º e 1º lugar no Festival de Mogi e também ficou em 2º lugar no Festival Aplausos São Paulo.
Sete coreografias foram apresentadas no dia 20, na categoria Infantil ao Sênior, 56 alunos fizeram parte nas modalidades Clássico Livre, Neoclássico e Dança Contemporânea, conquistando 5 primeiros lugares e 2 segundos lugares. Entre as coreografias apresentadas estão “Labirínticos”, “Apolares”, “Perseguição”, “Eminência”, “Outonarse”, “Estudo de Conjunto” e “Uma Tarde no Parque”.
O festival de dança tem apresentações de diversas modalidades: Clássico, Moderno, Jazz, Contemporâneo, Estilo Livre, Repertório, Dança Folclórica, Sapateado, Street Dance, Dança Do Ventre, Dança Gospel, Dança Inclusiva, Dança da Terceira Idade, Dança de Salão, K-Pop e Danças Acrobáticas.
Nesta edição, o New Fest Dance Campos do Jordão recebeu grupos vindos de São Paulo (capital, interior e litoral sul), Goiânia, Uberaba, Rio de Janeiro, Fortaleza, Santa Catarina, entre outros.
A bailarina isabelense vai muito além das premiações Brasil a fora. Alyah também é empreendedora infantil certificada pelo Prefeito de Santa Isabel Dr. Carlos Chinchilla. Para ajudar a pagar os custos do ballet, ela abriu uma lojinha online e ela mesma quem produz as peças que vende. Vale a pena conferir tudo no Insta: @alyah_beads.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Reinauguração da capela: Capela Bom Jesus


Apesar do sumiço de determinadas igrejas de Santa Isabel, outras foram reinauguradas. Algumas demoraram mais, ainda assim estão prontas para a visitação do público.
A Paróquia de Nossa Senhora Aparecida convidou as pessoas no dia 14 de setembro de 2016 para a reinauguração da Capela Bom Jesus. O evento se iniciou as 19:30 horas, contando com a presença do Bispo Diocesano Dom Pedro Luiz.
Padre Jaime Matheus estima que foram investidos cerca R$400 mil na reforma e ampliação da capela com os trabalhadores e voluntários, com a finalidade de fazer tudo dentro do prazo. Lembrando que a capela fica na Rua José Moreno Mostazo, 194, Vila Guilherme. 
O Bom Jesus remonta a passagem bíblica em que o Messias aparece de frente a Pilato. Sendo que ele é apresentado com poucas vestes e um manto tão vermelho quanto o seu sangue, que foi derramado por nós.