Mostrando postagens com marcador Vale do Paraíba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vale do Paraíba. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

(Espaço Aberto Igaratá) Um pouco sobre a biodiversidade de Igaratá e sua importância

Igaratá abriga uma biodiversidade rica, com áreas da Mata Atlântica preservada, fauna diversificada e trilhas ecológicas. Esses elementos reforçam o apelo do município para ecoturistas e entusiastas da natureza. O equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental é um dos desafios que a administração municipal rem enfrentado com sucesso, promovendo iniciativas sustentáveis.
Nos últimos anos, a cidade tem registrado avanços em infraestrutura e qualidade de vida para seus moradores. A diversificação da economia, impulsionada pelo turismo e pela proximidade com a Região Metropolitana do Vale do Paraíba, posiciona Igaratá como uma cidade de grande potencial de crescimento.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

(Espaço Aberto Igaratá) Igarataenses ficam entre os melhores do estado em festival de artes

Os irmãos David e Allan Guglielmoni se destacaram no Festival Enreda, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo e foram premiados na disputa artística que envolveu mais de 220 municípios. Igaratá é a única cidade que conquistou duas premiações na categoria artes plásticas.
A iniciativa é uma realização do governo estadual por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o PROAC e o Governo Federal, viabilizado pela Lei Aldir Blanc e organizado e produzido pela SubverCia.
David representou a história de Igaratá no início dos anos 60, com a criação da Represa do Jaguari com a finalidade de atender as necessidades da população ribeirinha do Vale do Paraíba, criando uma nova cidade em 1969. No quadro, Davi, representou as duas fases do Município. Com a ilustração da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio, retratou um jardim frontal em forma de relevo, o qual assemelha-se a uma canoa. Logo abaixo, um carro de boi lembra a Velha Igaratá.
Já a obra do artista plástico Allan retrata com riqueza de detalhes o ciclo da colheita do café no Vale do Paraíba em meados de 1950, quando ocorreu o auge da colheita, seguido do processo de ensacamento, extração feita pela mão de obra escrava e o transporte, que na época, era precário, realizada por meio de tropas e animais.
Outro detalhe que chama a atenção e remete ao Município igarataense é um cavalo esculpido com todo cuidado, retratando o animal bebendo água no rio Paraíba do Sul, quando acontecia as paradas dos tropeiros para o descanso, no trajeto entre Rio de Janeiro e São Paulo.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

(Espaço Aberto Igaratá) Como surgiu a nova Igaratá

Em 5 de Dezembro, o município de Igaratá, comemora seu aniversário. Conhecida como Cidade das Águas, Igaratá destaca-se por suas riquezas naturais, que atraem turistas de diferentes partes do Brasil.
A nova Igaratá foi fundada em 1969, em uma história moldada pelas transformações na região do Vale do Paraíba, nem todas de forma feliz. A cidade original ficou submersa com a construção da represa do Jaguari, em 1975, que trouxe mudanças profundas, mas também novas oportunidade. Hoje, a represa é o principal cartão-postal, mas para os mais velho, uma lembrança de seu antigo território. 
Ela deve seu centro original tomado pelas águas da represa do Jaguari. Isso transformou a paisagem do município e a vida de seus moradores, mas também deu origem a uma Nova Igaratá. Há até uma canção que trata sobre isso.
Antes da construção da represa, Igaratá era uma típica cidade interiorana, com casarões antigos, ruas tranquilas e uma população dedicada à agricultura e à pecuária. Em meados dos anos 60, no entanto os planos de construção do Sistema Cantareira, voltado para o abastecimento da capital paulista e de cidade da região metropolitana, trouxeram mudanças irreversíveis.
O projeto envolvia a criação de grandes represas, e Igaratá foi escolhida como uma das áreas de alagamento. Em 1975, a antiga sede do município foi submersa, incluindo igrejas, escolas, comércios e residências. Grande parte da população precisou ser deslocada para áreas mais altas, onde foi construída a nova cidade. 
Para os moradores, o processo de mudança foi doloroso. Muitos deixaram para trás não apenas suas casas, mas também suas memórias e tradições. Relatos de antigos moradores apontam para a angústia de verem o lugar onde viveram suas vidas sendo tomado pelas águas.
Apesar disso, a comunidade mostrou resiliência. O governo construiu uma área elevada, com infraestrutura moderna para a época. Aos poucos, Igaratá começou a se reerguer.

IGARATÁ celebra 55 anos: Cidade das Águas brilha com suas beleza naturais e atrativos turísticos. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 7 de Dezembro de 2024. p. 6.

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

(Espaço Aberto Guararema) O Cotovelo do Guararema

Quando imaginamos o leito de um rio, inevitavelmente pensamos em um curso d´água que até pode exibir curvas acentuadas - os meandros, como falam os geógrafos - mas que no fim das contas segue uma direção, um sentido jamais recuando. O Rio Paraíba do Sul, entretanto, contraria essa ideia e apresenta  uma das anomalias fluviais mais sugestivas do território brasileiro.
Isso porque, em Guararema, depois de vir descendo da Serra da Bocaína sentido sudoeste, o Paraíba do Sul sofre uma súbita inflexão de 180 graus, passando a fluir no sentido Nordeste, exatamente o oposto daquele que vinha. Deste ponto em diante o rio segue sua marcha até desaguar no Atlântico.
Este tipo de feição hidrográfica é denominada "cotovelo de captação", daí o nome Cotovelo de Guararema, evidência cabal de um evento de "captura fluvial", que nada mais é do que a tomada das águas de um rio ou de um sistema de drenagem por um outro rio ou sistema vizinho, fenômeno que ocorre em áreas de falhas geológicas.
A captura da antiga drenagem do Rio Tietê pelo Paraíba do Sul tem consequências na gestão e no aproveitamento das águas pelas cidades do Vale do Paraíba, além de influenciar na biodiversidade das duas bacias, principalmente no que diz respeito à distribuição de peixes.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Escritora isabelense em antologia paraibana

Dois artigos de autoria da Doutora Ingrid Zanini Souza Gomes, que escreve no Jornal Bom Dia mensalmente, foram publicados em livro organizado pela UBE (União Brasileira de Escritores). A obra foi lançada em 3 de Outubro de 2023, na Academia Paraibana de Letras em João Pessoa.
A UBE tem sede em São Paulo e em outras unidades da federação. Que tem como função a livre expressão da atividade do escritor, além da defesa dos direitos autorais.
A Academia Paraibana de Letras uniu forças coma UBE para lançar o terceiro volume da antologia Imagens Literárioas: a realidade e o sonho III, que reúne  autores brasileiros e de países lusófonos nas categorias de crônica, poesia, contos, artigos e ensaios.
Foi lançado pela UBE, edital em todo o território nacional para selecionar textos que comporiam o livro e, assim, foram selecionados dois artigos da Dra. Ingrid Zanini: Entre perder e ganhar a vida acontece e O tempo vence o amor?, ambos já publicados no Jornal Bom Dia também.
Além de Ingrid, participaram dessa antologia Ludmila Saharovsky, da região do Vale do Paraíba, membro da UBE/PB, também teve um texto seu publicado na antologia e na oportunidade lançou a segunda edição da obra Tempo Submerso - Stalin: sobrevivemos ao Terror. Supostamente sobre a experiência dele quando esteve na Rússia resgatando a sua história e de sua família.
O presidente da UBE/PB, o escritor e professor Luiz Augusto Paiva e sua esposa Ana Castro Paiva coordenaram a cerimônia de forma impar, segundo o que escreveu o jornal. Com música e um coquetel.

ARTIGOS do Jornal Bom Dia são publicados em antologia na Paraíba. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 14 de Outubro de 2023. p. 7.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

O Moçambique

O moçambique é um bailado que reúne pequenas danças. Identificado às congadas, o folguedo é um cortejo sem desenvolvimento dramático - no que se identifica aos maracatus pernambucanos. O moçambiqueiro considera sua dança uma dança de religião.
Se junta o manejo do bastão à música que é tocada. E isso junto a batida do pé. Tudo se integrando em uma demonstração de fé através da dança. Tudo em uma marcha.
A dança consiste em duas fileiras compostas por homens vestidos de branco e com chapéus que levam fitas vermelhas ou azuis, ou medalhas de santos.
O moçambique é uma dança-cortejo de origem afro-brasileira que utiliza bastões que é realizada em festas populares nas cidades do Vale do Paraíba. A dança consiste em duas fileiras compostas por homens vestidos de branco e com chapéus que levam fitas ou medalhas de santos. Os participantes trazem fitas azuis ou vermelhas cruzadas no peito que representam, respectivamente, Nossa Senhora e São Benedito, além de paiás (espécie de chocalhos ou guizos) amarrados às pernas.
A dança é executada ao som de instrumentos como caixa (um tipo de tambor pequeno), viola, sanfona, violão e cavaquinho. Os bastões, além de fazerem parte do aparato, também servem para dar o ritmo. Junto aos músicos, ficam o rei e a rainha do moçambique que conduzem a bandeira do grupo

quarta-feira, 1 de março de 2017

Dito Pituba: o artista sacro isabelense e sua obra reconhecida nacionalmente


O artista Benedicto Amaro de Oliveira (1848-1923), mais conhecido como “Dito Pituba”, nascido em Santa Isabel-SP, e é considerado um dos maiores santeiros populares do Brasil. O trabalho de Dito Pituba representa a cultura caipira como desdobramento da sociedade bandeirista e pode ser admirado em grandes instituições, como o Museu de Arte Sacra de São Paulo (a cinco minutos a pé do metrô Armênia) ou de Antropologia no Vale do Paraíba (que fica em Jacareí) e o Museu de Aparecida. Além de ter encontrado encontrado muitas pesquisas na internet sobre o trabalho desse artista de origem isabelense. Sem contar uma imensa lista de igrejas nas quais seu trabalho esta espalhado pelo Brasil. As quais, algumas imagens são chamadas de "paulistinhas".
Começou seu estilo de arte com barro cru e cosido, aos vinte e dois anos, depois foi para a madeira gesso. Com isso produziu imagens de santos, oratórios e divinos, com cerca de 15 a 20 centímetros. 
Ele ajudava desde cedo seu pai em uma olaria, no Bairro do Geremuniz, onde nasceu. Lá produzia tijolos, telhas, manilhas e panelas de barro. E com seu conhecimento em artesanato passou para a arte sacra. Com a ajuda de seu genitor preparava o barro e a tinta de urucum que misturado com aívaiade se apresentava grossa e mais apropriada para o acabamento de suas obras. Os oratórios
eram feitos com pinho europeu, usando caixas de embalagens vindas de Portugal. Um prego fixado na base das imagens de madeira era preso de baixo para cima, uma característica sua para disfarçar a presilha.
Suas obras tinham vendedores por todo o Vale do Paraíba e sul de Minas Gerais que visitavam as fazendas. Sem contar que também recebia encomendas.
Entre os materiais de suas obras estão barro, madeira e gesso. Ele foi um dos últimos santeiros que adotavam o estilo "paulistinha" citado antes. O termo se refere a um tipo de imaginária sacra feita de barro e era de produção popular exclusiva do estado de São Paulo, já que nunca foram encontrados exemplos desse estilo em outros locais do Brasil.
As principais características dele são o tamanho reduzido, que varia entre 15 e 20 centímetros de altura, que eram colocadas dentro ou fora de casas. Mesmo possuindo características portuguesas, a simplicidade dos traços evidencia a diferença entre o paulista e o lusitano. 
Sua obra integra o acervo de muitos museus, coleções particulares como já foi falado antes. Conservados de uma ótima maneira imagens, oratórios e arabescos feitos por esse mestre. E é possível notar quais são suas obras por sua iniciais em letras góticas inclinadas (B. A. O.).
A Câmara Municipal de Santa isabel homenageou o artista conferindo seu nome a uma rua do bairro do Cruzeiro. Dito Pituba trouxe consigo a arte barroca europeia, com características de nossa região.
Há um acervo em Santa Isabel com obras do artista, mas é fechado para a visitação. Entre uma das exposições sobre o artistas esta Uma Assinatura na Arte Anônima: dito Pituba, que ocorreu em 2013.
Entre as obras que podemos ver sempre no Museu de Artes Sacras de São Paulo estão São Benedito, Nossa Senhora Com O Menino, Senhor Morto, Cristo da Ressurreição, Nossa Senhora Aparecida e o Divino Espírito Santo. O museu fica localizado na Avenida Tiradentes, 676 - Luz, São Paulo. Os ingressos são vendidos a preços populares.
(ATUALIZADO: 04/11/2017)