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domingo, 4 de outubro de 2026

(Espaço Aberto Igaratá) Localização de Igaratá

Igaratá fica no Km 24 da Rodovia Dom Pedro I, está a apenas (aproximadamente):
  • 70 Km de São Paulo;
  • 30 Km de São José dos Campos;
  • 100 Km de Campinas
A 745 metros acima do nível do mar, a cidade faz fronteira com São José dos Campos, Joanópolis, Jacareí, Santa Isabel, Nazaré Paulista e Piracaia.
Conta com cerca de 11 mil habitantes.

sábado, 18 de novembro de 2023

Causos de Santa Isabel: Padre assassinado que virou santo popular

O pároco Wagner Rodolfo da Silva foi encontrado morto e decapitado em uma estrada da zona rural do município isabelense no dia 25 de Setembro de 2003. Vinte anos após o crime bárbaro que chocou a região que chocou a região, o religioso continuou nas orações dos católicos, especialmente no Município de São José dos Campos, cidade onde atuava e foi sepultado.
Devido a forte relação que mantinha com a população de São José somada a trágica morte em Santa Isabel, as pessoas começaram a fazer preces ao sacerdote e logo as graças alcançadas começaram a se espalhar entre as pessoas. Por essa razão os fiéis o "santificaram".
Familiares do sacerdote narraram a aproximação do padre com os fiéis, que fazia questão em visitar as pessoas em suas casas e devido a isso, os católicos se sentiram mais próximo do pároco.
Há exatos 20 anos, em 25 de setembro de 2003, a polícia localizou o corpo de um homem em uma estrada vicinal, localizada na zona rural de Santa Isabel. O corpo era de Wagner Rodolfo da Silva, de 35 anos, pároco da Paróquia de São Benedito, de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.
A notícia do desaparecimento do religioso chegou à diocese que acionou a polícia. O padre já estava sendo procurado desde a noite do dia 23 de Setembro daquele ano. Além dele, a PM procurava também Manoel Serafim de Lima, vigário da mesma paróquia.
Na época, as investigações da polícia civil apontaram que cinco homens participaram do assassinato e morte do Padre Wagner, além da tentativa do homicídio do vigário, que foi esfaqueado, mas sobreviveu.
Michel Jucá de Brito, que na ocasião do crime tinha dezoito anos, foi preso dias depois do crime, acusado pela morte de Wagner. Na época ele foi preso e identificado em sua casa no bairro Igarapés, em Jacareí. Na residência, os policiais encontraram objetos que haviam sido roubados da casa paroquial, além de roupas usadas no dia da morte do padre. A polícia civil registrou o caso como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte e concluiu que a ação foi planejada por cinco pessoas, que além de roubar a casa paroquial, queriam sacar dinheiro de caixas eletrônicos. Outros quatro homens foram presos dias depois.
Chamado de Santo Popular por católicos, o mausoléu de padre Wagner, situado em São José dos Campos é um dos mais visitados do cemitério.

PADRE assassinado em Santa Isabel há 20 anos virou 'Santo Popular'. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 7 de Outubro de 2023. p. 3.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

A história da educadora Laurentina Lorena Côrrea da Silva

Nasceu em São José dos Campos, deste estado em 1 de Agosto de 1905, sendo filha de Francisco Ferreira Lorena e Laurentina de Sousa Lorena.
Iniciou seus estudos na Escola Normal de Casa Branca, concluindo-os pela Escola Normal Padre Anchieta, na Capital de São Paulo, a 19 de Dezembro de 1933.
Trabalhou como professora substituta em São Paulo, nos bairros da Bela Vista e Santo Amaro. Ingressou no magistério no município de Pedregulho, mudando-se depois para Miguelópolis e posteriormente Cravinhos.
Em 1938, quando já morava aqui, foi para o Grupo Escolar Major Guilhermino Mendes de Andrade. Lá lecionou até 1954.
Já em 1939, casou-se com o isabelense Agenor Corrêa da Silva, então escrivão do Registro Civil dessa cidade.
Durante os dezesseis anos que lecionou nesta cidade, dedicou-se a alfabetização das crianças isabelenses, obtendo grande sucesso nisso.
Em 1952, prestou concurso para diretora, sendo chamada para o cargo em 1954. Sua primeira diretoria foi no Grupo Escolar Monteiro Lobato, ali permanecendo até fins de 1955. Sendo então, mais tarde então comissionada na diretoria do Grupo Escolar de Igaratá.
Mudou-se em 1956 para o Grupo Escolar de São Luiz do Paraitinga, onde ficou até 20 de Março de 1957.
Nesse tempo em que esteve no magistério foi sempre querida por seus alunos, colegas e superiores.
Faleceu em Jacareí, no dia 20 de Março de 1957.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Natali de Paula e sua arte através da superação

Seu nome é Natalí de Paula, e na data dessa postagem tinha 34 anos. Nasceu em Arujá, mas residiu em Santa Isabel desde os 4 até seus 30 anos. Parte de sua família materna ainda reside aqui. 
Hoje em dia reside em São José dos Campos há 4 anos. Foi para lá por conta do câncer de mama que teve aos 30 anos. Já que a cidade de Santa Isabel não tem estrutura para atender enfermidades graves como o câncer. 
Ela é formada em Letras e Comércio Exterior, lecionou algum tempo na cidade, porém sua segunda profissão sempre foi na área industrial e durante anos trabalhou fora e voltava para dormir na cidade apenas.
Sua história com as artes plásticas começou em 2016, pois estava afastada dos trabalhos fazendo quimioterapia e para não se deprimir procurou um ateliê de pintura para aprender técnicas de tintas, então iniciou suas pinturas como um passatempo, mas se apaixonou por esse outro mundo, não ficou muito tempo no curso. Ela acredita que direto não chegou nem a 7 meses. Nesse tempo realizou cirurgias por conta do tratamento, retirou as mamas. Esse foi um processo longo de tratamento que levou 2 anos para ser concluídos, com 5 cirurgias.
A sua inspiração para a arte foi a força que buscou dentro de si mesma para superar a fase difícil e acreditar que tinha muito a realizar, mas de forma diferente.
No início das pinturas ela tinha vergonha de mostrar, pois sempre via muitos artistas renomados e com grandes obras. Os seus amigos então a encorajaram a criar canais nas redes sociais para divulgar, pois a partir daí explodiu a divulgação de sua arte e começou a comercializar suas obras. A princípio eram pinturas em tinta a óleo mesmo sobre tela, depois acrílica. Ela diz que é uma delícia e ao mesmo tempo desafiador esse mundo artístico.
Logo que teve alta do tratamento decidiu não trabalhar mais nas áreas da educação, nem na industrial. Sabia que estava renunciando ao que estudou por anos em faculdade, pois até intercâmbio fez no EUA. Deixou tudo isso de lado e passou a aproveitar tudo que aprendeu para exercer a nova atividade fazendo o que ela amava. Fez parte da sua cura, pois é muito grata a esse mundo novo, colorido e cheio de oportunidades.
Participou de exposições em 3 locais, interage com a área de Arquitetura & Design de Interiores aqui no Vale. É muita coisa, afinal são apenas 3 anos ainda nessa nova profissão, então ela acredita que esteja tudo no seu devido tempo acontecendo.
Os estudos que fez e faz nas artes são online e também arte digital, para aprimorar seus trabalhos, já que além das telas hoje atua com a pintura de murais, arte na parede mesmo e grafitti, no qual está aprendendo. É um mundo amplo.
Caracteriza-se me como uma artista plástica contemporânea, mas acha estranho usar o termo “artista”, mas é assim que é considerada (assim como todos que exercem a função de retratar histórias em arte seja na tela ou qualquer lugar).
Santa Isabel sempre estará no seu coração, pois cresceu aqui, tem familiares, amigos. Mas tudo na vida tem um tempo, quando temos muitos sonhos temos que buscá-los, automaticamente mudanças são necessárias, internas e as externas, diz Natali.
Ainda tem vontade de fazer um circuito artístico na cidade, como um Beco do Batman, que as pessoas parem para fotografar e marque a cidade de Santa Isabel como um lugar turístico mesmo.
O futuro nos reserva muitas coisas, temos que trabalhar para chegar até elas. Agir e não só esperar acontecer, conclui ela.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

As experiências do farmacêutico Benoni Silva

Talvez poucos saibam, mas antes de existir médicos e enfermeiros, boticários faziam as vezes de farmacêuticos. Assim, como mais para frente, muitas vezes os farmacêuticos eram como enfermeiros.
O senhor Benoni Silva, se tornou um farmacêutico conhecido na cidade. Com boas histórias para contar, vendendo e criando seus remédios.
Em 1954, o ônibus da Eroles parou de frente ao Bar do Amadeu e ali Benoni Silva desceu, vindo da Capital. Trazendo só algumas peças de roupa, anos atuando como profissional da área de farmacêutica e a disposto da primeira farmácia da velha Igaratá.
Viveu seus últimos anos na XV de Novembro, Centro de Santa Isabel. Caminhava de bengala, mas ainda possuía a fala firme e coerente tudo que viveu em Minas Gerais e São Paulo.
Nasceu em São José dos Campos e mudou-se para Rio Piracicaba. Essa cidade é do interior de Minas Gerais, com oitos anos, acompanhando seu pai que era ferroviário da Central do Brasil. A mãe de Benoni morreu quando ele era jovem e ele, irmão do meio, com nove anos de idade deve que trabalhar na limpeza de uma farmácia próxima de sua casa. Não demorou para que Benoni manipulasse os remédios do lugar.
O menino Benoni deixou o ensino médio para trás, pois seu pai queria coloca-lo no seminário. Eu não queria ser padre, queria era namorar, diz ele ao Jornal Ouvidor. Rio Piracicaba fica a 710 km de Belo Horizonte e quase 800 km de Ouro Preto, e com essa distância de grandes centros urbanos no estado, impediram Benoni de entrar na faculdade. Ainda assim, teria se formado na primeira turma do Curso de Oficiais de Farmácia de 1952, licenciado pelo Departamento de Saúde de Rio Piracicaba, anos mais tarde. Com este curso, não me tornei um farmacêutico de formação, mas consegui a licença para atuar como profissional de farmácia.
Quando adulto, ele trabalhou em farmácias próximas da rua São Bento e Praça da Sé, em São Paulo. Lá conheceu o dono de uma farmácia em Igaratá. E vendeu o ponto para Benoni.
Na Velha Igaratá, ele se tornou proprietário da farmácia Nossa Senhora das Graças. Por lá ficou seis anos. Lá ele atendia pessoas com receitas médicas. Entretanto, ainda assim ele era procurado para indicar remédios a alguns. Além de muitas vezes, acordar na madrugada indo até pacientes de charretes ou a cavalo. Lembrava até histórias clássicas de aventura.
Ele saiu de Igaratá, antes da represa Jaguari cobrir a antiga cidade. Em 1960 se mudou para Santa Isabel, onde montou a Farmácia São Pedro, que existiu na rua João Pessoa, no centro da cidade. Na cidade conheceu Isabel, com quem deve os filhos Valesca, Adauani e Osni. Além de estar na área farmacêutica, foi atleta. Para ser exato, centroavante nos times da cidade, além de representar a cidade em jogos de vôlei. Tem um troféu de 1993 em terceiro lugar de uma competição em Nazaré Paulista.
Benoni teria deixado de vez a farmácia em 2000 e junto com sua mulher dividiu sua atenção entre seus netos e bisnetos.
Falando sobre como via a farmácia Benoni disse: É capaz que a profissão de farmácia esteja melhor que no meu tempo, mas é certo uma coisa, ela não te permite as mesmas aventuras que um dia eu vivi.
Benoni morreu na semana que se comemora o dia do farmacêutico, em Janeiro de 2018.
A bisneta dela, Isadorah, me perguntou se eu o conhecia. Eu sabia pouca coisa sobre ele, mas era um nome conhecido da cidade. Mal sabia eu e ela, que já encontrei com ele duas vezes. Uma antes de nascer e depois quando mais velho.
Aqui vem uma parte pessoal: meu pai era alcoólatra e minha mãe trabalhava na fábrica Karibê. Ela era a única que trazia dinheiro para casa e tinha que tomar uma vacina em jejum. Só que ela não jejuou. Isso a fez ficar tonta e quase desmaiar na farmácia. Benoni a ajudou e lhe deu um café, para melhorar. Minha mãe contou isso e me passou um detalhe: nessa época, ela estava grávida de mim.
Anos depois, não me lembro o motivo, eu conversei com aquele senhor. Sem saber quem era. Pois precisava encontrar alguém, pelo que me recordo. Sem saber, conversei com alguém que foi tão carinhoso com minha mãe.

http://jornalouvidor.com.br/noticia/as-experiencias-de-um-farmaceutico---benoni-silva/7082
http://jornalouvidor.com.br/noticia/despedida-do-farmaceutico-/12497