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sábado, 13 de maio de 2023

Mais sobre o Bairro 13 de Maio

Como dito Bairro 13 de maio formou-se a partir das terras da fazenda de Maximinio Antônio de Camargo, fazenda essa que libertou seus escravos antes da Lei Áurea. 
Terezinha Isabel Ferraz Carvalho, viúva de Derdébio de Carvalho, falou sobre os 13 de Maio, após a abolição da escravidão a revista O Isabelense. Falava que os escravos que viveram ali, após sua liberdade, trouxeram muitas tradições. "Até o tempo em que eu era pequena havia muita festa no Bairro, por essas contradições. Os negros realizavam a festa de São Benedito anualmente no dia 13 de Maio, justamente para marcar a data de sua libertação. Eles organizavam a congada, que era contagiante. Infelizmente, na década de 70, essa tradição perdeu força e hoje nem é lembrada".
Ela garante que o obelisco foi construído pelos próprios escravos. "Mesmo antes da assinatura da Lei Aúrea, as famílias em Santa Isabel, na sua maioria, já haviam libertado seus escravos. Eles ficavam porque já eram praticamente de casa. Mas quando a Princesa Isabel assinou a abolição, aqueles homens e mulheres mostraram toda a sua alegria construindo o monumento ao lado da capela de São Benedito. Eles construíram com taipa, que era um material usado na época."

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Bairros de Santa Isabel

Hoje, Santa Isabel está dividida nos seguintes bairros:

  • 13 de Maio
  • Aralu
  • Boa Vista.
  • Brotas.
  • Cachoeira
  • Cafundó.
  • Centro
  • Chácara Boa Vista
  • Chácara Guanabara
  • Chácara Sinhá Isabel
  • Chácaras reunidas Canadá
  • Cruzeiro
  • Eldorado
  • Estância Kennedy
  • Estância Oliveira
  • Estância Primavera
  • Figueira
  • Gerez Muniz
  • Itapeti
  • Jaguari
  • Jardim Cristina
  • Jardim das Acácias
  • Jardim Heloisa Maria
  • Jardim Japão
  • Jardim Lanifício
  • Jardim Novo Eden
  • Jardim Portugal
  • Jardim São Pedro
  • Jardim Vista Verde
  • Jocybele Soraya
  • Lanifício
  • Leste
  • Loteamento Astro Verde
  • Loteamento Nova Santa Isabel
  • Loteamento Sinhá Isabel
  • Loteamento Vicentine
  • Mirante
  • Monte Negro
  • Monte Serrat
  • Morro Grande
  • Paratei
  • Parque Santa Tereza
  • Parque São Benedito
  • Pau Cerne
  • Pedra Branca
  • Pouso Alegre
  • Recanto Alpino
  • Recanto Imperial
  • Recanto São José
  • Retiro
  • São Domingos
  • Sítio Sossego
  • Tevo
  • Urbano
  • Urupês
  • Varadouro
  • Vila Guilherme
  • Vila Gumercindo
  • Vila Nova
  • Vila Orlanda
  • Vila Osiris

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Lanifício: Uma fábrica que deu nome ao bairro

Na década de 50, Santa Isabel ganhou uma fábrica que movimentou a região, pouco frequentada pelo fato de ser distante do pequeno centro comercial da cidade. Ou seja, a empresa que produzia fios de acrílico e funcionava 24 horas, de segunda á sábado. E não raro, aos domingos também. E isso mobilizou o outro lado da cidade, o qual era única e exclusivamente residencial.
Na fábrica, o período de trabalho era dividido em dois turnos e os funcionários revezavam entre eles: das 5h às 13h30 e das 13:30 às 22h. O bairro era pacato, mas passou a ter uma maior movimentação, pois com a empresa, surgiram casas. mercadinhos e algumas poucas melhorias. E por conta da fábrica, o local, a região começou a ser chamada de Lanifício.

NOSSO Bairro: Lanifício, a fábrica que deu origem ao nome do bairro. O Isabelense. Santa Isabel. 3 de Agosto de 2013. p.9.

domingo, 15 de maio de 2022

Figuras notáveis: Sebastião Durvalino

O Sr. Sebastião Durvalino nasceu na cidade de São Carlos, SP em 25 de novembro de 1924. Mudou-se para cidade de Santa Isabel-SP ainda criança. Casou-se com a Sra. Jovelina Flor, e teve seis filhos: Pascolina, Antônio, Sirval (in memoriam), Maria, Isabel e Lourdes, sendo que todos residem na região.
O homenageado veio a falecer no dia 4 de janeiro de 2016. A denominação “Viela Sebastiao Durvalino” já foi adotada espontaneamente pelos moradores da viela e adjacências, e o projeto de lei apresentado, posteriormente, como instrumento para a formalização da denominação da via pública.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Vereadora homenageia Julia Aurichio com nome de Rua no Aralú

A homenagem foi aprovada por unanimidade dos votos durante a sessão ordinária da Câmara dos Vereadores, realizada na noite desta terça-feira, 17. A Proposta é de autoria da Vereadora Bruna do Pat.
O Projeto de Lei nº8, de 21 de fevereiro de 2020, denomina de Rua Julia Aurichio a via pública que tem seu início no encontro da Rua Benedito Preto Sobrinho com a SIS 161 (Estrada do Aralú –Jaguari), situada no Loteamento Aralú, em Santa Isabel.
Em sua justificativa, a vereadora contou que a homenageada residiu no Município isabelense por 30 anos.
Sobre a homenageada:
Julia Aurichio nasceu em São Paulo e ainda jovem veio morar em Santa Isabel. Casou-se com o Sr. Orlando Aurichio e por 30 anos residiram no Sítio Nossa Senhora da Salete, situado na Rodovia Vereador Albino Rodrigues Neves, mudando-se em seguida para o bairro do Aralú, onde permaneceu até seu falecimento.
“A homenageada foi uma pessoa muito alegre a ativa e quanto as questões ambientais, educava todos a sua volta sobre a importância de preservar e respeitar a natureza. Era uma protetora das áreas verdes do Município”, narrou.
Depois de seu falecimento, a referida rua não possuía identificação, então, os moradores nomearam informalmente aquela via como Rua Julia Aurichio.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

O Bairro do Cruzeiro (e seu antigo nome de Pendura Saia)

O Bairro do Cruzeiro, assim como a Avenida Brasil, iniciou-se nas terras da fazenda de João Antonio Mineiro (responsável pela construção da primeira capela da Aparecidinha) e nas terras da fazenda do senhor Albino dos Santos Ferreira, onde havia um espaço doado para doentes de lepra construírem suas casas.
Essa fazenda fora adquirida pelo Senhor Lamartine Liberato, depois de todos os doentes de lepra terem falecido.
Várias histórias de cunho popular divergem sobre o nome do Bairro que hoje é chamado de Cruzeiro, mas antes era chamado de Pendura Saia.
Uma dessas histórias seria que o nome peculiar falava sobre as cercas feitas de arame farpado, onde as mulheres estendiam as roupas para secar.
Outra história seria sobre uma briga de duas mulheres, onde a perdedora do confronto foi obrigada a pendurar sua saia na cruz (que existe até hoje frente ao supermercado Styllus) como reconhecimento da derrota.
Mas foi na gestão do prefeito José Raimundo Lobo (Zico lobo), que o bairro foi batizado de Cruzeiro, por causa da cruz que ali estava e que carrega também diversas histórias sobre sua construção.
No início da década de 50, Zico Lobo, construiu a Avenida Brasil, pensando que a cidade poderia expandir-se por esses lados.
No Bairro do Cruzeiro estão a Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Aparecidinha) com suas três construções de capela ao longo dos anos. A Escola Estadual Laurentina Lorena Corrêa da Silva e o primeiro conjunto habitacional de moradia popular da cidade, o BNH.

sábado, 8 de julho de 2017

Fatos sobre a escravidão na cidade


Tratemos sobre o bairro 13 de Maio primeiramente. Esse é um bairro inteiro construído a partir da libertação dos escravos em 1888. Igrejas e monumentos erguidos com suor e sofrimento de trabalhadores negros. Tudo isso pode até passar despercebido pelo cenário urbano, mas a vida dos escravos faz parte da história da cidade de Santa Isabel.
Segundo os poucos documentos da cidade, o surgimento de bairros como o 13 de maio foi resultado da permanência de escravos na cidade. Maximinio Antonio de Camargo, era dono da maior fazenda da cidade, e co-fundador do Clube Abolicionista. Antes mesmo da assinatura da Lei Áurea, que deu liberdade aos escravos, ele havia deixado 189 deles livres. De acordo com a administração municipal o bairro teria surgido assim. Sem local para morar, os escravos foram se instalando nas dependências da fazenda de Camargo, trazendo danças e rezas típicas, como a congada e o moçambique. Uma herança física ainda presente na cidade é o obelisco criado no bairro. O monumento foi construído em 19 de fevereiro de 1888, pelos próprios escravos,então livres.
Outra construção que remonta a esse período quando existia é a Igreja Nossa Senhora do Monte Serrat. Segundo o doutor Isaias Bueno, a igreja foi construída no século XVIII. Suas paredes são de taipa, erguidas com mão de obra escrava. Essa informação foi constatada através de um tijolo encontrado durante uma reforma no ano de 1712, diz o relatório que lista o conteúdo histórico dos pontos turísticos na cidade. Superando até mesmo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. 
A Capela de São Benedito – padroeiro dos escravos – também teria sido construída por eles na cidade. Entretanto, não há documentos que comprovem a sua construção. Há ainda outros pontos famosos da cidade em que não há registro documental que comprove a passagem dos escravos, como a Rua Santa Cruz, onde supostamente praticava-se o comércio dos escravos que eram vendidos assim que chegavam de Minas Gerais e a Viela da Abolição, rua no bairro 13 de maio, que teria abrigado as primeiras casas após a libertação dos negros.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A história do bairro dos 13 de Maio


O bairro 13 de Maio é considerado um dos mais aconchegantes daqui. Hoje em dia contêm uma grande variedade de comércios e serviços para auxiliar a população de Santa Isabel. Para promover de forma social, cultural e festiva o local, além de resgatar antigas tradições realizando novos eventos, foi criada a ação coletiva "Nos 13 Tem".
A história do bairro esta intimamente ligada a história da escravidão em Santa Isabel. Suas terras eram uma enorme fazenda pertencente a Maximino Antonio de Camargo, fazendeiro e co-fundador do Clube Abolicionista e Republicano juntamente com Fernandes Cardoso e o Major Guilhermino Mendes de Andrade.
Com a abolição da escravidão, sem terem para onde ir, já que não estavam inseridos na sociedade que era ligada demais nesse sistema, continuaram muito dependentes de seus senhores. Assim, eles acabaram se instalando nas dependências das fazendas. Dando origem ao bairro, e com isso, diversas tradições, entre danças e rezas, tais como a Congada e Moçambique.