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domingo, 5 de agosto de 2018

Tribos urbanas

O que elas são? Para o estudo de sociologia, esse fenômeno se constitui em grupos e redes de amigos que se formam por um interesse em comum. Isso deve a diversas redes, alguns grupos de afinidades, laços de vizinhança em grandes cidades.
Quando pessoas, principalmente jovens e adolescentes, formam grupos, que apresentam uma linha de pensamentos parecidos, com gostos, estilos musicais, maneiras de vestir, ideais e ideologias políticas semelhantes, podemos considerar a formação das tribos urbanas, e podemos facilmente encontra-las nos grandes centros urbanos.
Elas são abertas são instáveis e “abertas”. Por isso uma pessoa que entra em um desses grupos, pode deixar ele se assim o quiser. Mesmo assim, quase sempre estão envoltos e códigos e normas próprias. Alimentando além de um elemento de exclusividade dentro de seu grupo, um sentimento de “responsabilidade” com algum “bem maior”.
Existem diversas tribos urbanas pelo mundo. Entre elas:

·         Hooligans (torcidas organizadas);
·         Hippies;
·         Punks;
·         Góticos;
·         Skinheads;
·         Rastas (rastafári);
·         Grunges;
·         Drag queens;
·         Clubbers / New ravers;
·         Emos;
·         Headbangers;
·         Indies / Hipsters;

Muitos grupos extremamente diferentes em suas atitudes, mais com necessidades únicas que fazem se unir em grupos únicos nos grandes centros urbanos. Mas com uma coisa em comum: a crítica social. Quase sempre marginalizadas pelas cidades, essas tribos urbanas têm seu próprio modo de serem escutadas.
Adiante escrevo não somente sobre culturas de tribos urbanas, mas sobre as de dois grupos igualmente importantes para a cidade: os sertanejos e nerds. E toda essa sorte de pessoas e gostos podem ser encontradas aqui na cidade. Tento sua relevância e importância em certas áreas da cidade.

Independentemente de quem irá chamar essas pessoas de posers ou qualquer outra coisa ofensiva, estamos aqui para analisar algo que faz parte da história e cultura de nossa cidade. Mesmo que não saibamos, muitas vezes, como.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Cultura rock n' roll: o som da guitarra pesada na música

Esse som caracterizado pela força da guitarra, o contratempo surgindo pelo baixo ou a bateria pesada... Nós chamamos de rock n' roll. Aqui tentarei sintetizar sua história de forma bem chamativa e bacana. Acima de tudo, verdadeira.
Depois da Segunda Guerra Mundial o mundo tinha uma nova visão política e diversas feridas devido aos combates de anos atrás. A Europa e o Japão estavam quebrados por tamanhos conflitos. E os Estados Unidos tornou-se uma "terra prometida", onde as poderiam viver em paz, com carros da última geração entre outras coisas. Sem reparar que o fenômeno da delinquência juvenil brotou.
Com filmes como Sementes da Violência, Hollywood conseguiu notar o fenômeno que esse tipo de história baseada em violência dos adolescentes tinha sobre o público. E então fez várias produções. Mas eram quase sempre para os jovens. Isso criaria uma atitude mais radical que ficaria implícita por gerações.
Mais precisamente em 1951, o DJ Alan Freed, teria colocado no ar sons totalmente diferentes  de tudo que se ouvia naquela época. Influenciado pelo fato de que, assim como Hollywood, ele notou como aquilo tinha potencial para atrair atenção de um público mais novo.
Nos anos 50, nos Estados Unidos surgia com a influência do blues, country, rythim blues entre outras coisas surgia um novo estilo musical. Algo com uma sonoridade mais alta e dançante que caiu rapidamente no gosto popular. Muitas vezes com atitudes um tanto quanto rebeldes, atraindo os mais jovens da época.
Nesse mesmo período surge o grande Chuck Berry, um do ícones dos músicos de vários estilos, não só do rock. Ele misturava country, rockabilly e blues com seu instrumento, acelerando o ritmo e trazendo uma nova pegada. Um de seus clássicos é Johny B. Goode que já foi tocado diversas vezes por vários músicos, fãs de sua obra. Ao ponto do filme De Volta Para o Futuro fazer uma clara referência a ele, provando que seu som é atemporal!
Além dele tivemos nomes como os de Bill Halleym, que divulgaria o som e assim como Chuck Berry ele criou os alicerces do estilo.
Tempos depois da criação dessa sonoridade, Hollywood criou uma das maiores figuras para o rock na ficção de seus filmes James Dean. Em Juventude Transviada, ele é um rapaz sem causa e sem muitas esperanças. Muitos seguiriam seu estilo atitude e vestuário, mesmo que muitas vezes ele agisse de modo extremamente perigoso.
Elvis viria depois. Ironicamente, ele era um jovem caminhoneiro de dezoito anos, "começou sua carreira" gravando uma canção que daria de presente a sua mãe. Isso ocorreu em Julho de 1953. Um ano mais tarde, foi contratado pelo dono do estúdio. Em seus sons ele misturava sonoridades como o country, o rythim blues e o gospel. Sem contar que seu modo de dançar ousado para a época chamava a atenção do público, em especial, feminino. Atingindo patamares extraordinários em vendas, em especial com Heartbraker Hotel, em 1956.
Mesmo Elvis sendo um rei, o rock tinha ainda as figuras negras dentro dessa vertente possuindo grande força. E uma de suas maiores figuras nesse estilo é Little Richard. E um dos seus grandes sucessos é Tutti Frutti. Ele diz que criou essa música, baseado na época em que trabalhava para um patrão branco e preconceituoso. Como ele não poderia xingar, soltava essas frases sem sentido no lugar dos palavrões.
Podemos citar também nomes como Jerry Lee Lewis em Janeiro de 1958, que despontava com seu hit Great Balls of Fire. Vendendo 10 milhões de cópias com essa música em 10 dias!
Na década de 60, o rock nos Estados Unidos estava "morrendo" ou ao menos "dormindo". Mas a semente plantada no novo mundo cruzou um oceano e teria nova sonoridade no velho mundo. Precisamente falando na Inglaterra, em especial em sua capital, Londres. A Europa do pós-guerra já estava mais estabilizada, e sua juventude estava procurando novos caminhos. Mostrando com essa música os jovens conseguiam mostrar seus sentimentos por um modo já antigo e ultrapassado de vida. Isso mudaria radicalmente os costumes britânicos.
Os Beatles estouraram com sua musicalidade única, nos States e Inglaterra com Love me do, em 1962. Eles são influenciados por Chuck Berry, Little Richard e o som da Motown. Diferente de Elvis, que não saiu dos Estados Unidos enquanto estava sob contrato, o grupo de Liverpool. Em 1964, eles já estavam como primeiros colocados nas principais listas musicais dos EUA e Inglaterra.
A Inglaterra ainda tinha outros grupos bons para criar. Os Rollings Stones foram criados para serem a antítese musical dos Beatles. Com um som mais pesado, o que contrastava com os jovens rapazes de Liverpool. Ironicamente, a rivalidade entre as duas banda sempre foi fictícia. Tanto que uma das primeiras canções da banda de Mick Jagger foi criado por Lennon e McCartney.
Vários movimentos pacifistas, quase sempre com shows, essa sonoridade foi ainda mais difundida pelo mundo. Em especial, no período da Guerra do Vietnã. Assim, não era só a rebeldia da sua sonoridade, mas agora possuía um caráter político de contestação. O festival Woodstock se tornaria uma das marcas desse período, criando raízes pelo mundo. Isso sem contar a participação de grandes talentos como Jimi Hendrix e Janis Joplin, entre outros que foram assistidos por mais de meio milhão de jovens. Esse número não parece muita coisa hoje em dia, mas naquela época era muito!
Em 1970 o som se massifica e toma uma sonoridade mais pesada (tanto nas letras, quanto nos instrumentos). Nessa época, os Beatles já tinham introduzido as sementes do psicodelismo. E ai surgem os moldes do heavy metal, com bandas como Deep Purple, Led Zepellin e Black Sabbath. Bandas que também surgiam com eles eram as até hoje populares Pink Floyd e Queen, sendo um exemplo a ser seguido. A primeira faz fama com sua Another brick in the wall,
O Brasil dava passos bem lentos para esse som com pessoas como Celly Campelo, ao som de Estúpido Cupido, ou Nora Rey, Cauby Peixoto (década de 50), The Jet Black's, The Jordans, The Clevers e Ronnie Cord (década de 60). Surgia nessa época cantores de sucesso como Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Aproveitando o sucesso desses astros, a Record lançou seu programa a Jovem Guarda, que mais tarde seria o nome para aquele estilo musical da época no Brasil. Logo em seguida surgia a tropicália, ao qual um dos grandes nomes da época são Mutantes.
Mas o grande estouro do rock nacional ocorreu na década de 70. Com Rita Lee e Secos & Molhados.
Um verdadeiro divisor de águas aqui no nosso país esta em Raul Seixas em 1973. Tratado por Maluco Beleza, devido a sua música e seu estilo, entre outras coisas, esse bahiano revolucionário chamou a atenção de uma grande parcela da população para assuntos antes não tratados em músicas como misticismo, religião, política e crítica social. Influenciado muitas vezes por pessoas como Paulo Coelho e Aleister Crowley, e isso é mostrado em Sociedade Alternativa. Isso deu passagem para uma invasão nordestina com grupos como os Novos Baianos.
Na década seguinte, surgiriam mais tarde bandas com temas mais urbanos e recorrentes nas vidas das metrópoles bandas como Paralamas do Sucesso, Biquini Cavadão, Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Capital Inicial, Titãs, Magazine, Barão Vermelho, Kid Abelha, RPM, Engenheiros do Hawaii, Blitz, Ira!, entre outras.
Muitos dos músicos eram censurados por suas letras. Era um período de muita mudança dentro do cenário político. Os brasileiros sentiam a pressão da inflação em suas vidas. E as músicas, mesmo as mais divertidas, tinham uma história que encaixava com o cotidiano daquele período, muitas vezes sofrido. Sem contar coisas como a AIDS despontando no horizonte da sociedade da época. A influência musical internacional era bem ampla naquela época, mesmo que as informações não fossem tão difundidas como hoje em dia. Punk, rock, new wave, folk e por ai vai, eram algumas delas. Mas muitas bandas só surgiam com um único sucesso como Absyntho.
Vemos que as músicas desse período após a ditadura criaram letras mais contestadoras. Fazendo com que cantores e compositores como Renato Russo e Cazuza fossem idolatrados pelo público. Cada um de modo diferente. Tão fortes ícones que se tornaram hinos repetidos até hoje.
Paralamas do Sucesso, que tinha despontado com seu segundo álbum, no terceiro fez um flerte com o reggae e ska. Mostrando que como as primeiras vertentes do rock, não precisavam pegar inspirações só de uma fonte musical.
Titãs quebrou parâmetros e deixou a censura da época de boca aberta com o álbum Cabeça Dinossauro. Com letras bem mais pesadas como Porrada, Bichos escrotos, Família e Homem Primata.
Lugares para tocar eram difíceis também, muitas casas noturnas surgiram. Em 1982, no Rio de Janeiro surgia o Circo Voado, atualmente na Lapa. Em São Paulo, tínhamos o Madame Satã, fechado em 2009 e reinaugurada em 2012  só como Madame.
E até hoje, esse conjunto de bandas e músicos antigos influenciam os atuais. De tantos modos que criaram sub-gêneros, dentro e fora do Brasil.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Cultura sertaneja: as modas caipiras de raiz


A música sertaneja, também conhecida como música caipira, boa parte dessa sonoridade tem como influências as fazendas de café, cana, entre outros e pastos de diversas áreas pecuárias. O termo provém do sertanejo, típico morador das áreas do sertão nordestino. Porém, a música em si deriva dos chamados caipiras (trabalhadores do interior) na região Sul. De qualquer modo há sim uma relação entre o Nordeste e São Paulo, já que em ambos sempre existiram pessoas que trabalhavam com agricultura e pecuária. E as músicas tratavam disso, histórias do povo esforçado e que vive dos frutos da terra.
Renato Teixeira
Vamos já deixar claro uma coisas sobre um instrumento desse gênero: a viola caipira é um instrumento de 10 cordas e um pouco menor que o violão, de 6. A viola como conhecemos tem origem no Brasil com a chegada dos portugueses no país. Talvez com a influência do fado, típica música portuguesa.
Uma das bases básicas das músicas sertanejas típicas são viola e violão, cantando em dueto. Mas muitas vezes se alteram com outros instrumentos musicais como a sanfona. Um fato engraçado é que nos primórdios, era mais comum os violeiros fazerem suas próprias violas, ou pedirem isso a um conhecido. Hoje em dia é fácil encontrar nas lojas especializadas um local para o instrumento em um ponto qualquer. Sendo que nem precisam ser produzidas aqui.
Considerado como um verdadeiro herói da música sertaneja, Cornélio Pires em 1929 começou a gravar "causos" (histórias dos sertanejos) e trechos de cantos na época. O que foi criando uma grande vontade no povo de escutar aquelas músicas, tratando do cotidiano do trabalhador mais simples. Ele divulgou de diversas formas a sonoridade. 
Com os discos, a música ganhou novos palcos. Como circos. Divulgando até mesmo aqueles que seriam as grandes estrelas dos cantores desse gênero, Tonico e Tinoco. Eles despontaram por todo o país como nunca antes havia acontecido, superando até mesmo Roberto Carlos.
Um dos temas recorrentes nas canções é a temática sertaneja. Isso existe quase sempre nas músicas antigas em que os boiadeiros muitas vezes trilhavam até seu destino, pedindo proteção. Muitas vezes depois eles pagavam promessas ao santo ou santa padroeira, como sinal de boa fé. Canções assim demonstram essa devoção através da simplicidade do homem do campo ou o viajante. Na letra de Romaria, temos uma prece feita por um por um peão que concede sua voz, já que não sabe rezar (supostamente não sabia ler) para demonstrar sua devoção a Nossa Senhora Aparecida. A música foi escrita por Renato Teixeira, e ficou famosa na voz de Elis Regina.
Entre os grandes nomes com esse ritmo são Tião Carreiro & Pardinho, Inizeta Barroso, Leo Canhoto & Robertinho, Liu & Léo, Pena Branca & Xavantinho, Trio Parada Dura, Milionário & José Rico, Iridio & Irineu, Nalva Aguiar, João Mulato & Douradinho, Pedro Bento & Zé da Estrada... Tantos nomes que demoraria bem mais tempo aqui escrevendo alguns só da área de SP. Além de Almir Sater que elevou a moda de viola a um novo nível, assim como Renato Teixeira, Rolando Boldrim e Sérgio Reis. Devem estar se perguntando por que não coloquei ainda nomes como Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, João Paulo & Daniel, Leandro & Leonardo, entre outros. Na verdade, esses também foram influenciados pelo som caipira de raiz, mas depois tiveram outras fontes para absorver. Como o country americano, onde temos um ritmo mais dançante. Talvez, por isso surgiu o dito sertanejo universitário.
Almir Sater
Além disso, temos danças típicas no interior como a catira. Quase sempre ocorre em estados como São Paulo, Mato Grosso, Goiás, norte do Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Uma dança ritmada que consiste em movimentos como bater pés e mãos, com a influência dos violeiros presentes tocando. Alternando para cada mudança das músicas. Quase sempre ocorrem em rodeios ou festas religiosas.
Hoje em dia, a música sertaneja tomou uma divisão completamente diferente. Para o que chamamos entre sertanejo de raiz e sertanejo universitário. Além dos grandes shows feitos com relação a essa segunda, um dos maiores fatores para a primeira não ter tantos fãs é migração das pessoas para os grandes centros urbanos. Lembrando: as músicas caipiras contavam o cotidiano do povo trabalhador. Não somente paqueras ou desilusão, e sim casos com maior importância.

Mazzaropi
Mazzaropi foi um dos grandes divulgadores da vida sertaneja nos cinemas. Fazendo longas-metragem que mostravam personagens típicos do interior. Com seus trejeitos e modo único, ele quebrou o paradigma do protagonista belo da época em que produziu os filmes. Atuou em 32 filmes, começando pelos circos, depois trupes, teatros, rádio e finalmente cinema. Ele é nascido em São Paulo. Filhos de um italiano com uma portuguesa, ele ajudou a mostrar como é a vida dos caipiras. Entre seus filmes temos Betão Ronca Ferro (1970), Sai da Frente (1952), O Gato da Madame (1957), Chofer de Praça (1958), Jeca Contra o Capeta (1976). Abriu sua própria produtora de filmes, o que demonstra a coragem que ele tinha para fazer filmes que retratassem a realidade do povo. Contava com compositores de talentos com canções lindas em seus
Inezita Barroso
filmes, nem sempre só sertanejas, mas grande parte delas eram. Além de ter deslanchado a carreira de atores de renome, alguns ainda fazendo parte da grande mídia. Faleceu no dia 13 de Junho de 1981.
Ainda assim em certas cidades ainda existem pessoas que tentam preservar as memórias desse estilo de vida e música. Como as rodas de viola.
Um dos fatores que notei ao pesquisar é que as canções antigas não tratam de bebedeiras ou dançar. Elas podem muito bem tratar de parte da história das cidades, ou no mínimo, mostrar como eram as antigamente o municípios.

Cultura gótica: uma visão através de conhecimento NÃO empírico

Novamente falo sobre esta tribo urbana. O motivo de escrever é que conheço uma parcela de pessoas que moram aqui e fazem parte desse grupo. E como parte dessa cidade, fazem parte de sua cultura.
Além disso quando citar determinadas bandas, muitas vezes posso errar ou esquecer uma. São tantas que nem sempre estou a par de tudo. Levei um mês para fazer mais uma vez a pesquisa sem ajuda em nada. Então POR FAVOR coloque se eu falhei ou não coloquei determinada banda X. E POR FAVOR critiquem o texto, não descontem sua raiva em mim!

Bauhaus
Primeiro, já devo ter falado que odeio o termo subcultura. Mesmo vendo isso em textos como o de Kipper em seu livro A Happy House In a Black Planet: Introdução a Subcultura Gótica, eu acho esse termo ralo, ou seja sem tanto sentido. Pelo outro texto que coloquei aqui falando sobre subcultura "[...]Na antropologia e sociologia, a subcultura é normalmente associada com grupos de pessoas. Quase sempre uma parcela minoritária que representaria uma subdivisão de uma cultura que lidera sua comunidade. E podem se unir quase sempre por motivos de diversos tipos: etnias, idade, religião, filosofia, estética, conceitos, entre tantas outras coisas. Muitas vezes, uma subcultura defini-se como oposta a cultura dominante. Mas nem sempre é esse o caso". Só que em minha sincera opinião "O que me faz ser contra o termo subcultura esta nisso: se analisarmos, os grupos são rebaixados no uso da referência "subcultura". Afinal, estão a margem de uma "cultura maior". Não existe, na minha concepção, cultura "que tenha maior ou menor importância". Todas tem sua relevância, variando da região". Sub é um prefixo que quase sempre significa inferior ou substituição o que não faz sentido para isso. Apesar de muitos tratarem ela como um "subcultura", eu prefiro colocar ela como uma cultura, visto que ela possui uma grande e vasta quantidade de conhecimentos, além de traços únicos.
Edgar Allan Poe
A origem do nome é ligada (não exatamente ligada, mas recebe influência) do povo godo, um dos povos bárbaros que deve grande importância histórica a partir de 98 d.C. mas sua origem parece ter sido em 1490 a.C. Existem muitos poucos registros sobre esse povo, tanto por parte deles, quanto de seus inimigos. Como uma tribo nômade, constantemente mudavam sua localização, além de serem conhecidos por possuírem mais de um grupo com essa origem (como os visigodos e ostrogodos) que tiveram costumes, caminhos e influências diferentes. Entretanto, certos aspectos nunca mudavam. Isso na verdade, é só para mostrar a fonte do nome.
É como quando nós falamos sobre arianismo, que possui mais de um significado. Sempre é bom termos pleno conhecimento de sua origem.
O termo gótico, como seria usado séculos, foi empregado para classificar uma tendência arquitetônica no Renascimento (Idade Moderna). Muito comum em catedrais, iniciando pela França e se espalhando pelo Velho Mundo. Fugindo dos padrões romanos, seguindo o estilo considerado "bárbaro". Entre algumas das maiores obras desse estilo esta a Cadetral de Notre Dame.
No século 18, ele mais uma vez surgiu como um termo para uma das variedades da literatura romântica. Normalmente se associando a textos que fossem mais medievais, sombrios ou macabros. O que é engraçado, vendo que os godos, o povo que seria a origem do nome, veio lá da Idade Antiga. Quase no fim dela... Ainda assim... Muitas vezes inspirados em construções de origem gótica do renascimento. Lembrem que o período chamado Idade Moderna esta quase acabando. Existiam quase sempre histórias criadas com personagens como bruxas, espíritos, monstros dos mais diversos tipo e torturas.
Em resumo, o termo foi tomando uma forma que poderíamos chamar como medieval, fantasmagórico e sombrio. O que eu como professor de história discordo plenamente. A Idade Média, não foi como muitos acreditavam uma "Idade das Trevas". Na verdade, isso foi um pensamento usado pelos Iluministas do Renascimento, querendo demonstrar que estavam em uma "Idade de Iluminação". No período dos feudos, existiam sim problemas, mas houve uma grande aumento demográfico na época. De qualquer forma, isso NÃO tem nada a ver com a tribo urbana mencionada no texto.
Este grupo, surgido mais ou menos na década de 80 tem um começo
Os góticos, assim como os punks e os hippies, surgiram devido a outro grupo. Aos beats que tiveram influência entre 1940 a 1950. Também conhecidos como beatniks, jovens de cabelos longos e se reuniam em bares (isso não era tão comum para muitos na época). Escutavam jazz underground, mas depois mudariam para o rock. Aos poucos, sub-gêneros do rock surgiam como o glam rock (onde os integrantes das bandas se vestiam com roupas extravagantes com letras amorosas). Estas seriam grande influência para bandas de pós-punk como Bauhaus, The Sister of Mercy e The Damned ("Mas peraí Luis, você falou que The Damned era punk?" As coisas podem mudar...), já que se preocupavam mais com seus visuais e letras mais sombrios. 
London After Midnight
No final dos anos 90 e início dos anos 80 surgem bandas como The Shroud, Rosetta Stone e London After Midnight, que tiveram influência dos grupos anteriores. Seriam algumas das primeiras a se caracterizarem e serem chamadas de góticas. Eles com certeza influenciaram bastante seus fãs tanto na forma de pensar e agir, como outras coisas.
Muitas vezes um membro dessa tribo se caracterizam por serem passivas, tranquilas e amigáveis. Eles não tem nenhuma doutrina religiosa específica, ou seja, se o cara é desse grupo ele pode ser católico, budista... ou qualquer que seja a fé do sujeito. Por isso, não use o termo GOTICISMO, sério. Acho que é quase tão perigoso que chamar um membro de moto-clube de motoqueiro(Dica: é motociclista). Isso soa com um teor "místico" e é algo que não esta atrelado a isso. Alguns deles se atraem por cemitérios, devido ao fato de se tratarem de lugares quietos, onde ajudam a reflexão. Muitas vezes por compreenderam a morte, não como um mal ou algo definitivo, e sim como uma passagem. Entre algumas características do estilo temos a apreciação da dicotomia, a divisão de um conceito em dois elementos. 
Muitas bandas hoje em dia pegam grande influência do estilo sonoro. Entre algumas bandas influenciadas e que são influências temos The Cure, Siouxsie and the Banshees, Lacrimosa, The Gazette e X-Japan (essas duas últimas são bandas de j-rock, e possuem muita influência no começo de carreira). Elas mostram sua fonte de inspiração, não só pela sonoridade, mas seus pensamentos nas letras. Hoje em dia temos algumas bandas como Diva Destruction, The Birthday Massacre, Lacrimas Profundere, 69 Eyes e Sopor Aeternus. Lembrando que esse estilo musical teria influenciado sub-gêneros (Gêneros! Não cultura) como o EBM (Electronic Body Music).

No seu visual de roupas, eles normalmente usam quase sempre tons escuros. Muitas vezes variando do branco ao roxo em outras. Sobretudo muitas vezes é usado por eles. Tons de pele bem pálido muitas vezes, além de usarem maquiagens para isso. Ironicamente, muitas pessoas confundem o estilo com punks. É engraçado, visto que na verdade os góticos tem influência do pós-punk, um sub-gênero do punk. Só deixando claro, um gótico (assim como são tratados na Idade Média, um curandeiro, alquimista ou até mesmo um estudioso. Tá, nem tão pesada, mas compreendam o contexto), muitas vezes se sente atraído por assuntos diferentes: lendas sobre fantasmas, vampiros e assuntos fora do comum. As pessoas da sociedade enxergam isso de modo errado muitas vezes. Como algo "maligno". E não tem nada a ver com isso. As vezes só é algo para leitura ou estudo.
Bem, muitas vezes as pessoas que não conhecem esse estilo acreditam que um membro dessa tribo só escuta um estilo musical. O que não é verdade. É certo que muitas vezes são influenciados na sonoridade mais clássica, mas isso não é prerrogativa máxima. Podendo escutar muitas vezes bandas da vertente do rock e metal. Assim como não é uma "verdade absoluta" que as pessoas são tristes sempre. É impossível algo assim! Eu poderia colocar uma brincadeira aqui, mas alguma pessoa mais rígida nessa tribo poderia ficar bravo. Sério.
Antes que alguém me xingue, vejam que não sou membro dessa tribo. "Então, não deveria se meter a escrever sobre isso". Okkk. Então, para falar de uma cultura eu devo participar dela? Sou formado em história e como tal não participei da cultura celta ou germânica. Só por não ser conhecimento empírico, ele não deixa de ter seu valor.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Cultura gótica: o que não é verdade sobre essa tribo urbana.


O motivo de ter escrito esse post é por existir essa cultura aqui na cidade, assim como foi com a nerd. Apesar de muitos tratarem ela como um "subcultura", eu prefiro colocar ela como uma cultura, visto que ela possui uma grande e vasta quantidade de conhecimentos, além de traços únicos. E acima de tudo, a cidade possui essa cultura aqui ou já possuiu ou irá possuir. Assim como a punk ou a sertaneja que também irei tratar com maiores cuidados. Mas vez ou outra, posso usar o termo subcultura. Bem, vamos ao mundo gótico!
Muitas bandas famosas no rock em geral, usam estilos variados inspirados no que alguns chamam de gótico. Mas vamos falar mais sobre esse estilo de música em primeira estãncia:
Entre as bandas influenciadas ou dessa vertente, podemos citar algumas como The Cure, Siouxsie and the Banshees, Lacrimosa, Versailles, The Sisters of Mercy, The Gazette, X-Japan (no começo me refiro e essas duas são bandas de j-rock, rock japonês com grandes influências do estilo) e outras tantas. Mas a maior referência sobre isso são as diversas bandas dessa cena. É evidente demais o estilo nelas e influenciam outras bandas de estilos similares ou não. Não só pela sonoridade mas por seus pensamentos. Hoje em dia temos bandas como Diva Destruction, The Birthday Massacre, Lacrimas Profundere, 69 Eyes e Sopor Aeternus.
Muitas vezes as pessoas dizem que um gótico gosta só desse estilo musical. Ai já encontramos um erro. Não é bem assim, pois conheço muita gente que gosta de bandas de metal em geral ou até outras variáveis. Em vários casos eles possuem um gosto por músicas clássicas, mas até isso não é uma máxima sobre o assunto. Lembrando que até o gótico é responsável por estilos únicos como o EBM (Electronic Body Music). Tecnicamente falando, ele possui um teor mais pesado de sonoridade, não de letra em suas composições com teor mais eletrônicos.
Devemos pensar essencialmente sobre o rock gótico de grande influência sobre os jovens dos anos 80
Rock gótico é um sub-genêro do rock que surgiu no fim dos anos 70 e música característica da subcultura gótica, inspirado essencialmente na atmosfera decadentista do pós-punk e em sua emergente estética.
Vamos falar sobre o goticismo em si agora.
Tilo Wolff e Anne Nurmi: Lacrimo
Goticismo é uma subcultura, em seu estilo e maneira de pensar. Umas das principais coisas da cultura gótica é a apreciação pela dicotomia (divisão de um conceito em dois elementos) da vida, o contraste entre a luz e o escuro, o bem e o mal, coisas das quais uma não poderia existir sem a outra, e os valores tradicionais de julgamento ligados a estes opostos não são necessariamente verdadeiros. Eles em si possuem um senso de humor um tanto quanto diferente devido a isso e um amor platônico na literatura e musica. A sociedade tenta encaixar os góticos em "gêneros de pessoas" o que para muitos parece algo impossível, só que não é BEEEM assim. Já, já explico. Os interesses, estilos e suas atividades são as mais diversas possíveis.

As vezes, as roupas podem ser uma dica, quase sempre voltando-se para algo do estilo medieval, vitoriano, ou com ares sombrios. Mas nem sempre. Aqueles menos informados procuram por algum "sinal de escuridão" ou "trevas"- este seria o fator mais confiável para os leigos. A subcultura gótica frequentemente envolve a cena musical, mas pessoas tolas os confundem com punks (pode acreditar). Muitas bandas góticas clássicas, como Siouxsie and the Banshees e Damned foram originalmente consideradas punks. Mas agora falando do mais importante: góticos NÃO precisam ser TRISTES. Conheço pessoas que seguem esse estilo de vida e formam essa que hoje em dia é uma das tribos urbanas das grande metrópoles... Só que eles podem muito bem ser felizes. Os dados que obtive vem de livros, sites e revistas. Só que isso não é uma verdade plena. Aqui mesmo em Santa Isabel existem aqueles que preferem esse estilo de cultura ou subcultura. Ainda assim, são mais felizes que eu! Não estou forçando a barra. Só constatando.

Eu poderia falar sobre o goticismo suave mas prefiro não falar, visto que não compreendo tanto.
Posso tratar sobre isso se alguém quiser.
A música não é a única arte dos góticos. Todos os tipos de manifestação artística por parte de góticos são sempre bem vindas e encorajadas por alguns. Muito do produzido da cultura gótica é considerada por outros como superficial, artificial e pretensiosa, (ao menos para aqueles que não estão no meio) e isso não é ajudado pelo fato de muitas pessoas que se consideram "góticos de verdade" repudiarem os que eles consideram "posers". Alguns dos jovens que agora se consideram "góticos" acabam saindo do Goticismo e ir para outras coisas. Outros não. Outros ainda continuarão, mas se sentindo estranhos na cultura "normal", e irão se redescobrir quando encontrarem algo que os lembre da cultura e do pensamento gótico. Mas também existe uma grande parte desta cultura que é rica e pensadora e que abraça esses novos membros. Os góticos leem coisas como Dante, Byron, e Tolstoy - não porque eles "devem" ler, mas porque eles querem ler. O gosto por conhecimento é uma constante. Tanto que muitas vezes podem estar inseridos em outros grupos, como os nerds. Também costumam assistir filmes mudos de expressionistas alemães e relatar detalhes como outras pessoas poderiam falar dos filmes de Hollywood, talvez um pouco mais críticas. Sim existem garotos e garotas que vão a cemitérios por motivos próprios, só que isso não é uma profanação do local. É um método meditação muitas vezes, pensar sobre diversos assuntos que lhe atingem a mente. Nada de mais. 
Só deixando claro, um gótico (assim como na Idade Média, um curandeiro, alquimista ou até mesmo um estudioso), muitas vezes se sente atraído por assuntos diferentes: lendas sobre fantasmas, vampiros e assuntos fora do comum. As pessoas da sociedade enxergam isso de modo errado muitas vezes. Como algo "maligno". E não tem nada a ver com isso. As vezes só como algo para leitura ou estudo.
Muitas pessoas creem que o goticismo é algo relativo ao povo da antiguidade, na Europa, godos. Esse povo na verdade era dividido em vários grupos: visigodos e ostrogodos, entre alguns.O termo gótico como conhecemos provém do uso do termo relativo aos conhecimentos da era medieval (como as estruturas de igrejas usando o estilo gótico, ao invés do romano), não do povo godo em si.  No entanto, muito do que foi assimilado na Idade Média e Idade Moderna no relativo aos saberes  foi absorvido por essa cultura, estilo musical e tribo urbana.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Cultura nerd: "O que são? Onde vivem? E são pessoas?"


Bill Gates
"...Hoje. No Globo Repórter." Desculpe a brincadeira mas ela tem um fundo de verdade.
Também são chamados de geekers e CDFs (cabeças de ferro, sendo o termo mais comum). Tem gostos e uma cultura própria. São diferentes de todas as pessoas que conheceu. Não por serem os mais atléticos, inteligentes ou famosos dentro dos círculos normais da sociedade. Hoje em dia, devido a mídia nos bombardear com filmes, séries e até músicas, sabemos razoavelmente o que é um nerd. E você? Sabe corretamente qual o conceito de um nerd?
Bem como escrevi sobre RPG achei que seria necessário tratar mais profundamente sobre esse assunto. Já que estão tremendamente ligados e se trata de uma "tribo" ou espécie de "cultura".
Vamos a definição do termo. Muitas vezes uma pessoa nerd é considerada como inteligente, tremendamente estudiosa ou avida por conhecimentos.
Muitas vezes é mesmo, só que não é algo definitivo. Em certos casos, ele só tem gostos intelectuais diferentes. Pelo menos para algumas pessoas é assim. Não são gostos estranhos ou bizarros, apenas fora do comum talvez do que muitos imaginariam. E hoje em dia pode até definir uma "tribo social", mas já foi usado muitas vezes como termo de ofensa ou xingamento para esse grupo. É verdade que muitas vezes um deles se torna solitário, ou se enclausura em hobbys antissociais (como MMOs ou jogos da internet, em geral), ainda assim, são como qualquer outra pessoa que precisa do convívio social. Possuindo certa dificuldade em interagir com quase qualquer outro.

"Nerd é decorrente de uma expressão usada na década de 1950 para os representantes de um Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Nortel, uma companhia de eletricidade do Canadá, e era designado para aqueles pesquisadores que trabalhavam no laboratório de tecnologia, e que passavam as noites em claro fazendo suas pesquisas. Nos idos de 1960 este termo começou a ser utilizando se referindo principalmente aos físicos e aos intelectuais."
Se o cisco não é nerd, não sei mais o que é...
Geeker ou geek é um termo para nerds e mais voltado para aqueles que estão voltados a área de tecnologia. Normalmente mexem com TI (tecnologia da informação) ou engenharia, entre outras coisas. Já CDF é quase sempre utilizado no Brasil, que eu saiba e foi trocado pelo termo americano devido a popularidade dele em séries, filmes, livros, games e outras mídias.
Bem falemos disso! Primeiro filmes. Os mais antigos nerds começaram essa empreitada por filmes clássicos como 2001: Uma Odisseia no Espaço, De Volta Para o Futuro ou ET: O Extraterrestre. Devido a lidar com questões de ficção científica e física (aplicada ou não). Mas não somente de sci-fi vive o cinema nerd. Temos também coisas voltadas para o terror (as séries-filmes, Sexta Feira 13, A Hora do Pesadelo e Halloween) e as coisas mais fantasiosas ou distópicas (Laranja Mecânica, O Labirinto, Mad Max e quase todo tipo de filme de heróis). Sem contar filmes com temática mais direta como A Revolta dos Nerds e por ai vai
Livros vão nesse naipe. Temos como grandes escritores, que anos mais tarde teriam versões de suas obras como filmes ao menos inspirados neles Isaac Asimov na ficção científica (A Fundação e Eu, Robô) e J.R.R. Tolkien  na fantasia (O Senhor dos Anéis, Sillmarilion e O Hobbit).
Temos também as séries com personagens nerds. Quem não assiste aquelas que possuem heróis podem não saber de personagens como Cisco Ramon (The Flash), Felicity Smoak (Arrow), Skye (Agents of the SHIELD) ou até mesmo uma que representa a vertente geek em si. Trato de Big Bang Theory, que retrata a vida quatro amigos formados em diversos ramos de conhecimento e assumidamente nerds.
Isso sem contar os livros de RPG. Que já tratei em outro post aqui.
Mas também podemos falar de HQs, ou seja histórias em quadrinhos. Não vou falar aqui de cada personagem dessas obras mas sim as editoras que fizeram fama devido a isso, tais como: DC, Marvel, Image, Top Cow, Vertigo, Dark Horse, entre outras. E nunca esquecendo que muitas vezes, esses personagens usam identidade secretas nerds para esconder suas identidades como Peter Parker, Barry Allen e Clark Kent.

E existem até datas especiais! 25 de Maio é o Dia do Orgulho Nerd, desde 2006. E 4 de Maio é o dia de homenagear Star Wars, devido a uma brincadeira com uma das frases da série "may the Force be with you"("que a Força esteja com você", em português).
Se o post for bom comentem qual outra tribo social querem ver definida aqui. Desde que ela tenha ou ainda esteja na cidade. Já que existem muitos nerds por aqui!

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