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domingo, 5 de agosto de 2018

O preconceito contra a cultura afro-brasileira

Nos podemos ver que a cultura afro-brasileira tem traços dentro da nossa sociedade atual. Em diversos pontos.
Umas das coisas que temos ter consciência, as religiões africanas tem certo preconceito pelos olhos dos homens brancos. São eles
  1. pela oralidade de sua cultura;
  2. a ideia de se conceituar como "magia negra" esses costumes;
  3. relativo ao sacrifício de vários animais em suas religiões de origem.
Atualmente, além dessas religiões (umbanda e candomblé) serem mais aceitas, temos uma "mistura religiosa". Ainda assim, os lugares onde essas celebrações ocorrem dificilmente são tratados como templos. Inicialmente, pode parecer só por conta de não ser uma religião "principal" no Brasil, do mesmo modo que o catolicismo e as religiões evangélicas. Mas não é bem por ai.
Ainda existe uma grande parcela das pessoas que teima em ver as religiões com raízes da cultura afro como algo inferior. Pois eles ainda trazem consigo aquela mentalidade quase que "colonial". Elas são religiões que abrangem as pessoas independente de etnia ou qualquer outra coisa. Por qual motivo, as ditas "fés oficiais" não tentam ser mais tolerantes as outras? Simples comodismo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Benzedeiras de Santa Isabel

Benzedores também são chamados de rezador ou curador. Normalmente utilizam chás de ervas, banhos e benzimentos, quase sempre utilizando rezas e cantos como práticas comuns. Assim afastando os males que afligem as pessoas que lhe procuram. E são práticas quase sempre orais, passadas de uma geração para outra. 
Antigamente, elas supriam o atendimento médico. Devido ao fato de normalmente, os hospitais se localizarem em áreas urbanas distantes, além da crença do povo mais humilde. Entre os males aplacados por eles estão: empacho, espinhela caída, quebrante, bucho virado, e tantos outros nomes que o povo usa para designar sensações físicas muito incômodas.
Existem até mesmo regiões em que os benzedores foram reconhecidos como ofício. Hoje, por leis municipais, todas são identificadas por uma carteirinha que as identifica. Assim, podem trabalhar no seu ofício sem o susto de serem autuadas ou denunciadas.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Tradição contra modernidade: quem vence?

O doutor Isaias Bueno, advogado escreveu a matéria Corpus Christi em Santa Isabel no século passado. Tudo isso esta na revista Inovar de maio de 2016. Faz muito sentido o que ele escreveu. 
No final o doutor escreve Isaias Bueno, escreve "Hoje a procissão de Corpus Christi ganhou glamour e riqueza, os tapete que cobrem o trajeto demonstram a modernidade, mas talvez não alcancem a seriedade a devoção doutrora. É isso". Muito bem colocado até.
Sua visão com relação ao tradicional se perdendo é extremamente bem colocada. Só que vivemos tempos complicados. O número de jovens e adultos interessados nos costumes dos dias de hoje. Imagine aqueles antigos e tradicionais. 
Explicando: muita gente não mantem as tradições pois crê que são chatas, bobas ou sem sentido. Não são assim, no entanto. Tem todo um contexto por de trás disso. Muitas vezes somos considerados uma sociedade "imediatilista", nos incomodamos com aquilo que possui certo valor religioso ou histórico, além de que, são quase sempre cheios de cerimônias e rituais. Talvez por já termos que lidar com burocracia no nosso cotidiano. Só que isso não é ruim, com relação aos costumes antigos. Afinal, mostra que certos aspectos de nossa cultura, continuam vivos.
O problema é que, certos aspectos das tradições precisam se adaptar! Quer ter prova disso? A famosa missa afro, que foi realizada muitas vezes pelo padre Gabriel Bina. Muitas pessoas torcem o nariz para tal ato. No entanto, isso demonstra uma boa parte do sincretismo religioso que muitas vezes é necessário para que certas culturas continuem fortes (como a religião católica e a cultura afro-americana).