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sexta-feira, 18 de março de 2022

Celso Ricardo - Wakatan: os segredos espirituais trazidos através de palavras sábias

Celso Ricardo Maiolino, ou como dito aqui, Celso Ricardo Wakatan. Terapeuta da alma, radialista e jornalista, como ele mesmo se descreve.
Ele já foi apresentador do programa de rádio "Nosso Show" pela emissora Sucesso FM - 87.5 MHZ (Santa Isabel - SP) com o quadro "Momento Reflexões".
Xamanista e terapeuta holístico, conhecido pelo pseudônimo: Wakatan Águia Dourada dos Ventos, Terapeuta da Alma.
Dirigente do Centro de Estudos Universais Guardiões dos Portais Sagrados - Clã Chiankee Oyate
Escritor da Obra: "Alquimia Divina Lemuriana - A Roda dos Elementais".

quarta-feira, 10 de abril de 2019

O Leão Isabelense; por Valdevino Coutinho

Falar sobre esse livro é tratar sobre duas figuras importantes: o prefeito que está na sua capa e sobre seu autor, este segundo, que deveria ser mais valorizado pelas secretárias de cultura e turismo de Santa Isabel.
Graças a Maria Madalena dos Santos, uma amiga em comum, este senhor entrou em contato comigo. Para falarmos sobre nossos escritos. Eu sobre meu Espaço Aberto SI e ele sobre o Leão Isabelense. Ao encontrar com ele, este senhor me presenteou com sua obra. Isso me deixou comovido demais.
O Leão Isabelense é um livro que trata sobre Nenê Simão. Talvez o homem que mais tempo ficou no poder da cidade de Santa Isabel. Valdevino deve acesso a dados concedidos diretamente do antigo prefeito, assim nos concedendo um conhecimento único. Tão rico em detalhes que me fez lembrar do meu tempo de faculdade, quando buscava dados sobre meu TCC. Desde sua herança estrangeira, até o cortejo de seu caixão. Há uma riqueza de detalhes que pouquíssimos conseguiriam. Aliás, existem poucas tiragens do livro. Quem tem é um privilegiado.
Valdevino ainda possuí 100 páginas que não anexou ao livro. Tudo isso devido ao preço de produção que acrescentaria mais mil reais ao valor total. Ele foi ajudado pelo pessoal da Revista Inovar.
Por isso eu digo: Secretária de Cultura REPARE NESSES TALENTOS QUE TANTO IGNORAM. 

segunda-feira, 11 de março de 2019

Fabiana Sousa


Fabiana Sousa é uma mulher como poucas na cidade. Além de presidir a Associação Afro de Santa Isabel, é uma das poucas escritoras do município atualmente. 
Entre seus escritos estão: 

  • O Mundo de Paulo, publicado pela editora Paulinas; 
  • um artigo científico publicado na revista Atualidades Teológicas da PUC-Rio; 
  • e uma matéria política no Jornal Agora News. 
Somado a isso, temos alguns artigos para a revista Inovar. Ela pretende escrever mais livros, só precisa decidir qual será sua próxima obra. Pois, tem muitas ideias em mente. 
Fabiana se sente honrada em ser uma escritora da cidade. Contudo, ela acha uma pena ter tão poucos outros escritores. Ainda mais com uma cidade tão rica de memórias e histórias. 
Em 2012 ela viu a Associação ficar desamparada. O que a fez assumir liderança da organização. Depois de muitos esforços ela se orgulha do que conquistou e do que fez, considerando a Afro um quilombo urbano. Sendo responsável por abrigar e fortalecer aqueles que resistem bravamente as injustiças sociais e vivenciam as lutas do movimento negro. 
Tem feito, junto ao grupo, projetos de valorização da cultura afro brasileira através da capoeira, inclusão digital, cursos de artesanato para geração de renda, preparatório para o Enem, judô, orientações sociais e assistência a mulheres em situação de vulnerabilidade. A Associação Afro conquistou o respeito através de seus projetos sociais. Ainda não fizeram uma campanha específica de apoio a projetos sociais, mas acredita que logo vão conseguir.

domingo, 5 de agosto de 2018

Sobre Luis Eduardo Caraça Tavares

Professor com Licenciatura Plena em História pela UnG. 
Já escreveu matérias para revistas, como Anime-Dô (sobre animação japonesa) e Inovar (que trata sobre notícias de Santa Isabel);
Participou de podcasts como o Sarjeta RPG (falando sobre jogos de interpretação de papéis) e sites como Escritores & Amantes da Terra-Média, escrevendo sobre cultura nerd envolvendo o escritor inglês J.R.R. Tolkien;
Já escreveu nove livros pelo site Clube de Autores: I’m Alive, A Lenda de Elric, Cliffhangers, O Universo dos Animes e Mangá, O Universo dos Quadrinhos, Pensamentos em uma Caixa Cinza, Espaço Aberto SI e dois artbooks, um de A Lenda de Elric e Estranhos Hábitos;
Possui no total mais 500 desenhos completos em suas pastas. Fora o que está para terminar. Faz mangás (quadrinhos japoneses), cartoon, quadrinhos americanos, caricaturas e retratos. Fez cursos com Sandro Camargo, Cidão e Horn (ilustradores de Santa Isabel) e Claúdio Imamoto (ilustrador de São Paulo). Atualmente estuda com Miriam Cristina Pereira;
Administra três blogs: Middlejapan X (falando sobre animações e quadrinhos japoneses), Allons-Y (tratando sobre cultura nerd em geral) e Espaço Aberto SI (que trata sobre a cultura e história de Santa Isabel e arredores);
Já registrou um livro de uma saga denominada Contos do Tempo Perdido. O primeiro volume é A Busca dos Artefatos Malditos, possuindo mais de 200 páginas;
Fez dois semestres do curso técnico de Informática para Internet (incompleto);
Participou de oficinas de teatro, algumas peças de teatro, além de já estar a quatros anos fazendo parte do elenco da Paixão de Cristo;
Administra aulas como professor de desenho no Centro Cultural de Santa Isabel.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

O escritor Aristides Fontes Filho

Este escritor fez ao menos dois livros de grande qualidade: O Dito pelo Não Dito e O mundo de Edmundo. Vamos examinar cada um deles.
O Dito pelo Não Dito - Dicionário de Expressões Idiomáticas: ele trata sobre expressões usadas no dia, muitas vezes, que nos passam despercebidas. Tais como Nossa Senhora, Minha Nossa Senhora, Minha nossa ou Nossa mãe (podendo simbolizar a Virgem Maria ou ser uma expressão de espanto) até Por aí além (extraordinário, excepcional). 
O livro é dividido em três partes: as expressões, como já foi mencionado e quais suas funções práticas; a segunda trata de seus títulos, ou seja uma especifidade sobre eles, como adjetivos, clássicas, comportamento, relativos ao corpo, entre outros; e a terceira possuí um índice no qual podemos encontrar palavras que existem nas expressões populares. Bem completo mesmo.
Ele foi publicado pela Libia Três Projetos Editoriais e Eventos.
O mundo de Edmundo: é um livro que serve para pais lerem junto aos seus filhos sobre brincadeiras clássicas, entre outras coisas. Desde como montar uma pipa estrela até como criar um acampamento. Passando por como montar uma árvore de Natal, teatro, quebra cabeças, festa junina, hortas, entre tantas outras coisas de uma criança. Com ilustrações de Dênis Mendes, seu texto é atemporal, sendo que pode ser lido até mesmo para crianças dessa geração atual e tão tecnológica. Contém figurinhas autocolantes e seus desenhos são para colorir. É um livro bem familiar e gostoso de ler.
A impressão do livro foi através Gráfica e Editora Prol Ltda. e das figurinhas foi pela Gráfica e Editora Vip Ltda. 
Já escreveu romances e alguns deles em ebook.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Palestra de Luis Eduardo Caraça Tavares na ETEC


No dia 3 de maio de 2017 o professor de história e desenhista, Luis Eduardo Caraça Tavares fez uma palestra na ETEC de Santa Isabel. Ele foi chamado por Alex dos Santos Vieira, responsável pela biblioteca da instituição para falar com os alunos, em comemoração da Semana Paulo Freire. 
No dia em questão, ele começou a sua apresentação depois do intervalo dos alunos com um pouco mais de quarenta deles. Falou sobre escritores isabelenses, ou que já moram por anos na cidade, como Armando Machado (com Pelos Estreitos Becos da Vida), Luiz Del Nero Netto (com Histórias de Amor e Morte) e Horn (com Meu Caderno de Rabiscos). Sem contar que contou como conheceu alguns deles e sua experiência com essas pessoas.
Em seguida falou sobre sua próprias obras como Pensamentos em uma Caixa Cinza (poemas e textos), Espaço Aberto SI (que trata da história e cultura de Santa Isabel), O Universo dos Animes e Mangás, I'm Alive (romance), um artbook e A Lenda de Elric. Falou como é seu processo criativo, de onde tira suas ideias. No final, ele respondeu perguntas dos alunos.
Tudo isso vistoriado por Teresinha Pedroso (responsável pela área de cultura em Santa Isabel), Alex e outras pessoas da ETEC. E parte disso se deveu a contribuição da Secretária de Cultura de Santa Isabel, graças a Teresinha.

quarta-feira, 8 de março de 2017

"Histórias de Amor e Morte" de Luiz Del Nero Netto

Qual não foi minha surpresa, quando uma professora me falou sobre esse escritor. Luiz Del Nero Netto, o “Netinho”. Colunista e jornalista do Jornal O Ouvidor. Até mesmo na parte de trás de seu livro ele escrevia que era “o último dos jornalistas boêmios”. Ou seja, aqueles que muitas vezes escreviam suas pautas em uma mesa de bar. Mas era muito meticuloso.
Prova disso está em uma história que ouvi do próprio Roberto Drummond Melo Silva sobre o autor. Segundo ele ocorreu o seguinte: em certa época, ele teria ido até uma empresa, ao qual viu uma propaganda que estava escrita de forma errada. Ou seja, saindo dos parâmetros da gramática. Luiz tinha uma conversa tão agradável que foi chamado para a empresa, e subiu postos até a diretoria de empresas multinacionais.
Seu livro Histórias de Amor e Morte é a coletânea de histórias publicadas por ele ao longo de dois anos. Com histórias inspiradas pelo povo, pelo imaginário ou de páginas de jornais de sua época como jornalista, mostrando os duros limites entre o amor e o ódio.
Foi publicado pela Editora Jornalística de Igaratá (a mesma do Jornal O Ouvidor). Com capa feita pelas mãos do artista Sandro Camargo e prefácio do próprio Roberto Drumond Melo Silva, seu antigo colega. Contêm só 80 páginas.
A seguir uma das histórias da obra, O casamento:
“Tinha começado na difícil “vida fácil” aos dezoitos anos. Aos vinte e três, já com boa experiência e algum dinheiro guardado, começou a pensar em deixar o bordel. Então, ele apareceu. Boa pinta, alto, forte, moreno, bem proporcionado de peso e muito simpático, tinha até um bom emprego. No começo pagava. Depois ela começou a “ir no amor”. Afinal era gentil, diferente dos demais. Levou-a para passear, distrair-se e cobriu-a de atenções. Deixou-se seduzir impulsionada pela carência que
tinha um apoio forte, de conviver com alguém que visse nela algo mais que apenas mercadoria que se pode comprar, quando se tem necessidade de sexo. Desenvolveu por ele uma fantasia de namorada. Começou a sonhar com vestido de noiva, altar e música de casamento. Foi então que ele propôs. Quase morreu de emoção. Juntaram o dinheiro de ambos, alugaram casa, mobiliaram-na e se casaram. Como nos romances para mocinhas de antigamente.
Dois meses após, chegou em casa com um amigo. Ela serviu “drinks” e correu para melhorar o jantar. Estava na cozinha aumentando a salada, quando ele entrou. “Não se preocupe – disse. O Alberto não veio aqui para isso”.
“Uai! Veio então para o que?” perguntou surpresa.
“Para ficar com você”.
Gaguejou, quis falar mas ele não permitiu.
“Olha. Vou sair e volto daqui a duas horas. Cuida bem do homem que até já pagou. Se quando eu voltar ele se queixar, te arrebento na porrada”.
Ficou estatelada. Ele saiu.

No dia seguinte, o mais novo cafetão da praça pediu demissão no bando, onde era caixa.”

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

"Pelos Estreitos Becos da Vida" de Armando Machado

Esse é um dos livros de um escritor isabelense Armando Machado, o “Machadinho”. Selecionou cento e uma crônicas escritas por ele nos jornais Voz Ativa e Novo Tempo. Tudo isso ao longo de dez anos, entre 1985 e 1995.
Com um teor regional e isabelense, após muito lermos, notamos que seu trabalho é mais abrangente. Suas histórias ocorreriam em qualquer cidade. Só que como membro da cidade, ele cria belos contos por toda a Santa Isabel. De sua época.
Entre outras de suas obras estão Sem Prorrogação (1978) e Linha de Fundo (1986) da categoria teatro.
Foi publicado pela Editora Terra Brasilis, com prefácio de Gilberto Antônio Batista Neve, “Giba”. Com 228 páginas.
A seguir uma das crônicas desse livro, O bailarino:
“A autoridade de plantão foi informada pelo telefone, de que havia um elemento estranho dançando na Avenida Brasil. As coisas não andam bem, se sabe. Está todo mundo, como diria o meu amigo seu Werneck, chamando urubu de meu louro, mas dançar de madrugada, em plena Avenida Brasil, só poderia ser coisa de louco. A fim de tranquilizar a população daquele ordeiro bairro, uma Rádio Patrulha dirigiu-se para o local indicado pelo denunciante anônimo e, de fato, lá estava o sujeito que se movimentava de um lado para outro numa atitude característica de quem ensaiava passo de balé clássico. A primeira impressão que os policiais tiveram foi a mesmas de qualquer pessoa normal, policial ou não.
-O cara é doidinho de pedra. – disse um deles
-Não tenho dúvidas. – concordou o outro.
-E agora o que é que a gente faz? O cara está na dele. Dançar não é crime. Não vejo embasamento legal para prendê-lo.
Pareceu mais lógico para os policiais tentar um contato. Afinal, é conversando  que a gente se entende.
-Algum problema aí, cavalheiro? – perguntou o motorista da viatura.
A misteriosa figura não respondeu e continuou no seu leve bailado. Movimentava-se concentrado numa música que, possivelmente, só ele ouvia. Em circunstâncias normais, à luz do dia, por exemplo, os policiais iriam embora e deixariam o bailarino envolto em sua arte. Mas um deles observou que, caso o bailarino parasse de se movimentar, congelaria. A umidade e a friagem da noite estavam mais propícias para um congresso de pinguins do que para um espetáculo de balé. A coisa estava nesse pé quando um dos policiais sugeriu que fossem embora e deixassem o sujeito em paz:
-O cara não está perturbando ninguém. Muito pelo contrário, ele é quem deveria estar aborrecido, pois propicia um espetáculo à luz do poste e não tem sequer uma platéia que o aplauda.
-Espetáculo? Você disse espetáculo? – Questionou um outro policial.
-Claro! Pode até não ser dos melhores, mas eu já vi coisa pior.
-Onde?
-Não interessa. Qual a sua idéia?
-Muito simples. O que espera o artista, quando se apresenta em público?
-O reconhecimento da plateia.
-E de que forma a plateia manifesta esse reconhecimento?
-Aplaudindo, é claro.
-Então, vamos aplaudi-lo. Ele entenderá que o espetáculo terminou e irá embora.
Não deu outra. Os policiais juntaram-se diante do bailarino e o aplaudiram fervorosamente. O artista curvou-se duas ou três vezes como se agradecendo à entusiasta plateia e retirou-se. Sem violência, com bom senso e inteligência os componentes daquela viatura policial resolveram e, é claro, também foram embora.
Coisa de uma hora depois, quando as altas e sonolentas horas da madrugada se faziam ainda mais úmidas e frias, a autoridade de plantão pelo telefone, que havia um elemento estranho dançando na Avenida República, próximo à Praça da Bandeira.

Junho/93”

Há um vídeo inspirado nessa crônica.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Um texto sobre o artista... Luis Eduardo!

Bem como achei que não seria muito correto um texto falando sobre mim, pelo menos dessa vez, escrito por... Mim... Pedi um texto ao meu querido amigo Horn! E olha o que ele me manda! Essa linda poesia em forma de texto... Chorando até agora!

É...
Por Bertho Horn

Dizem que a vida é curta.
Eu acho que ela é longa demais. E entediante.
Por sorte, algumas pessoas, mesmo sem querer, conseguem fazer com que a gente desvie os olhos do tédio mortal, da apatia (ou letargia) do dia-a-dia e dos pecados salivantes e de pernas abertas nas esquinas.
Minha cabeça nunca foi boa então seria um esforço inútil tentar descobrir quando foi o momento exato que o conheci. Pra ser bem sincero, não me importo com isso. Tenho coisas mais importantes pra tentar lembrar agora. Como, por exemplo, onde guardei meus bicos de pena.
Mas mesmo não me lembrando do dia, hora e situação ele apareceu e, assim, do nada, faz parte de um seleto grupo a que posso chamar de “membros da minha família”. Eu não tenho amigos. Nunca tive. Prefiro, depois de algum tempo de convívio, ter algumas pessoas como os irmãos e irmãs que gostaria de ter tido. Aqueles que aparecem em lugares quando menos espero. Que podem ser ácidos, corrosivos e, também, espirituosos. Aqueles que oferecem um silêncio respeitoso e um gracejo bem aceito numa hora inapropriada.
Amigos possuem certas liberdades que familiares não possuem. E “familiares adquiridos espontaneamente pela vida” possuem liberdades que mais ninguém pode ter. É um privilégio ser alvo de alguma piada engraçada de membros de família adquirida, não um direito.
Devo ter pensado nisso quando, juntos, criamos ilustrações assustadoras em mesas de reunião cheias de gente preocupada e apressada em volta. Este raro momento de entrega, este escapismo artístico, fortaleceu um laço criativo ótimo que dura até os dias de hoje (muito embora, devo admitir com alguma culpa, tenho sido negligente e raramente saio de casa pra poder conversar ou criar algo a seu lado) e rendeu alguns frutos.
Atravessamos um período de desenhos, filmes, RPG, Magic e longas e desafiadoras prosas sobre qualquer assunto que chegavam a nossa cara.
Tenho sorte por conhecer pessoas criativas e talentosas como ele (isso me faz trabalhar dobrado pra que minhas próprias criações sejam tão boas quanto as dele). Li muito do que escreveu e convido a todos pra uma lida, pois os mundos que ele cria são mágicos e necessários. A fantasia se torna real em suas letras e o mundo precisa disso.
Não tenho ideia do que ele gosta de ouvir enquanto trabalha. Não me arrisco a tentar desvendar o mundo que ele enxerga quando começa a escrever. Mas a realidade que ele descreve seria um bom lugar pra se viver e isso é um fato.
Eu poderia escrever horas e horas sobre seus desenhos, suas cores, suas letras e suas prosas pela rua nas raras ocasiões que saio e casa. É sério. As conversas e as pausas que tivemos em pontos de ônibus, enquanto ele esperava pacientemente ao meu lado a hora de eu vir embora e sair do centro da cidade, são pausas de livros. Eu não me atreveria a descrevê-las, pois, aos meus doentes olhos, elas são mágicas. Sempre foram e sempre serão enquanto puder me lembrar.
No inicio deste texto escrevi que a vida é curta e entediante. Estou no final e ainda não mudei de ideia. Porém, algo importante deve ser acrescentado: tudo se torna menos complicado, menos dolorido, menos caótico e mais engraçado quando lembro das coisas que criamos e das prosas estranhas e engraçadas que tivemos por aí.
Este texto, por mais pobre e inacabado que seja, é só a forma que encontrei de dizer Obrigado, mesmo que inadequado e de gramática rala.
Vida longa a sua arte, suas letras.

Vida longa a você.