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segunda-feira, 31 de agosto de 2026
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Sobre a Exposição Estado Sankofa
A Exposição 'Estado Sankofa' comemora 20 anos de carreira de Cynthia Mariah, que resgata ancestralidade para guiar o presente e o futuro.
O Centro de Memória Francisco Sanches Baptista, em Santa Isabel, leva o público a uma viagem pelos mais de 20 anos de carreira de Cynthia Mariah, na exposição “Estado Sankofa”. A mostra traz nas diferentes peças a reflexão sobre ancestralidade, vivência familiar e negritude, considerados os pilares criativos para a artista.
Com obras que vão desde roupas e joias a crochês, fotografias e desenhos, Cynthia vê na arte uma forma de “gritar” e externalizar suas emoções. Como ‘afrofuturista’, busca por elementos passados para orientar os processos do futuro, razão pela qual escolheu o nome “Sankofa”, símbolo do povo africano ‘Akan’ – que simboliza a importância de resgatar sabedoria ancestral para guiar o presente e o futuro.
Entre os trabalhos marcantes apresentados está a coleção “Raízes do Brasil”, composta por peças produzidas com crochês de grande escala e técnicas manuais. A pesquisa visual da artista inclui mulheres negras crioulas dos séculos XVIII e XIX, que servem como referência para a representação estética e contextual.
A mostra também contempla trabalhos da coleção “Força Bruta”, exibida pela primeira vez na ‘Casa de Criadores de São Paulo’ – um dos maiores eventos de moda do Estado – e que aborda representações da mulher negra e questionamentos sobre a presença do corpo na moda e sociedade.
Cynthia também destaca a ‘Casa de Criadores’ de São Paulo como um espaço utilizado para desenvolver trabalhos com abordagem política, voltados à inclusão e à discussão sobre identidade.
A exposição “Estado Sankofa” ficou disponível até 28 de novembro no Centro de Memória Francisco Sanches Baptista.
https://jornalouvidor.com.br/estado-sankofa-exposicao-reune-obras-marcadas-por-ancestralidade-e-vivencias-sociais/?fbclid=IwY2xjawOSrfBleHRuA2FlbQIxMQBicmlkETFKeVdRTkJhUlJVRTZ2Q0RHc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHjhyFzVryEGHWvQkNssTxLKktindB4oERsLwB5Ji0B_a3o2yLqscwm5DokMo_aem_Ch-uhP3RBgDj2xSnxhFKgQ
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Minha sincera opinião sobre o roubo na mostra de uma artista no Centro Cultural de Santa Isabel
Antes de realmente começar o texto, há uma coisa que devo reiterar: como em um outro texto meu com opinião, coloco essa introdução para uma pessoa que está na prefeitura. Não digo o nome, pois não quero ser processado. Mas vamos lá.
O fato que ocorreu recentemente foi comentado pelo sujeito com certa indignação. E está certo. O problema é que quando ele estava na pasta, ele não soltava um "A" sobre as falhas (que poderiam ser dele ou não, mas que estavam em sua responsabilidade). Eu, quando recriminei a Secretária de Cultura, levei uma bronca e "para de ser moleque". A indignação dele faz todo o sentido, só não pode ser seletiva, nem sequer usar uma carteirada como ser da prefeitura, ou formado na faculdade, ou concursado, para se colocar acima de outras pessoas.
Peças de exposição sobre carreira de artista são furtadas na Grande SP
Duas peças de uma exposição que celebra a carreira da artista Cynthia Mariah foram furtadas do Centro de Memória Francisco Sanches Baptista em Santa Isabel, município da região metropolitana de São Paulo.
A exposição “Estado Sankofa” reúne obras que celebram os 20 anos de carreira da artista. Duas delas, de coleções distintas, foram furtadas do espaço.
As peças furtadas são de material de latão e cobre. No último domingo (30/11), Cynthia registrou um boletim de ocorrência na delegacia da cidade para esclarecer o paradeiro do material.
Os responsáveis pela investigação afirmaram ao Metrópoles que os itens ainda não foram localizados e ainda não se sabe quem foi o responsável pelo furto.
A reportagem buscou posicionamento da Secretaria de Arte e Cultura, responsável pelo espaço do Centro de Memória de Santa Isabel, mas não obteve resposta.
Uma das coisas que noto, com relação a qualquer exposição ou evento que não seja amplamente divulgado pela prefeitura, é a falta de segurança neles. Se você vai em uma Expobel ou um rodeio na cidade, tem mais seguranças do que um formigueiro tem formigas. Entretanto, quando ocorrem uma expo de uma artista, algo mais intelectualmente atrativo, eles não tem esse cuidado. Seja a pasta da Cultura (que estava no Centro Cultural de Santa Isabel, no espaço dedicado ao Centro de Memória Chico Fotógrafo), ou a própria gestão municipal. Mas é óbvio isso! Shows grandes atraem mais votos e fazer as pessoas pensarem é "perigoso".
Agora, tratando sobre a segurança, algumas vezes já fui ao espaço que é bem agradável. MAS uma coisa que já coloquei/postei era sobre a falta de um sistema que falasse como estavam as exposições e obras no local. Isso se resolveria, se não fosse contratando um serviço ou um vigia, colocando um curador no espaço. Alguém que poderia e deveria ficar mais tempo ali. Protegendo as obras e, com isso, deixando tudo pronto para as visitações.
Enfim, é uma lástima notarmos que a artista perdeu parte de sua obra. Eu, quando fiz uma exposição itinerante, fiz cópias para colocar nas escolas. Entretanto, num espaço voltado para a Cultura, onde há adultos que fazem parte da gestão pública, era de se esperar uma maior responsabilidade, pois era para isso que ela confiou na prefeitura. Especialmente se lembrarmos que uma artista negra, que deve suas peças roubadas, no mês da Consciência Negra.
https://www.metropoles.com/sao-paulo/pecas-exposicao-artista-furtadas-grande-sp
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Vídeo de Cynthia Mariah na sessão solene Consciência Negra - Afofuturismo, no plenário Ulysses Guimarães, em Brasília (29 de Novembro de 2024)
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quinta-feira, 24 de abril de 2025
terça-feira, 13 de agosto de 2024
O estudo sobre a cultura, tecnologias e desenvolvimentos, africanos em escola isabelense
Os alunos da Escola Estadual Professor Fernando Aluísio Corrêa, em Santa Isabel, puderam, através de diversos meios artísticos e literários, se inserir em ações de luta antirracista, debatidas ao longo de 2023.
Ao todo, dois projetos percorreram o ano letivo da instituição: “Mulher, os espaços de poder e o Feminismo Negro”, marcado pela análise de histórias do movimento feminino, com livros como “Úrsula”, de Maria Firmina dos Reis. Também contou com o projeto “Feira de Ciências e Tecnologias Africanas”, que teve como intuito abordar uma educação afrocentrada.
Segundo Elaine Cristina Diniz, Coordenadora de Gestão Pedagógica da Área de Humanas, o primeiro projeto abordado em sala ajudou na compreensão do racismo sob a perspectiva de uma mulher negra, e demonstrou o posicionamento de maneira antirracista diante da luta feminina no país atualmente. Também destacou que o projeto reforçou a autoestima dos alunos e os emocionou.
“Um dos pontos altos desse projeto, foi realização de um Ensaio Fotográfico Antirracista, em parceria com a fotógrafa Bárbara Soares. Este trabalho reafirmou e valorizou toda a beleza, inteligência e espontaneidade dos alunos negros”, comentou.
Como segundo projeto realizado pela instituição de ensino integral no decorrer do ano, a “Feira de Ciências e Tecnologias Africanas” movimentou os estudantes e, através de uma perspectiva educacional, parte de um reforço positivo da África, utilizando a promoção das grandes descobertas matemáticas e pensamentos filosóficos da população africana. “Os estudantes pesquisaram sobre algumas das principais tecnologias e artefatos matemáticos da África, os quais são milenares, como o Papiro de Ahmes, Osso de Ishango , Calendário de Adão e Ocre de Blombos”, afirmou Diniz.
As ações resultaram em uma feira, na qual o conhecimento foi socializado com toda a comunidade escolar e convidados parceiros, como a estilista Cynthia Mariah, e o ator Danilo Moura. “Cynthia nos inspirou com seu trabalho de uma moda afrocentrada e Danilo inspirou nossos estudantes negros, com o seu exemplo, a estudarem e expandirem suas visões de mundo, os desafiando a focarem nos estudos para cumprirem seus projetos de vida”, disse.
Para a Coordenadora de Gestão Pedagógica, o movimento organizado por professoras da área de humanas de toda a instituição, gerou resultados notáveis aos alunos. “Nossos estudantes repensaram os padrões estéticos eurocêntricos, podendo deslumbrar a beleza negra da nossa comunidade. Enxergaram a África como o berço da matemática e da Ciência, valorizando o continente que se entrelaçou com a América e formou o país que somos”, finalizou.
CULTURA e tecnologias Africanas encantam alunos isabelenses. Jornal Ouvidor. Igaratá. 25 de Novembro de 2023. p. 6.
CULTURA e tecnologias Africanas encantam alunos isabelenses. Jornal Ouvidor. Igaratá. 25 de Novembro de 2023. p. 6.
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sábado, 20 de julho de 2024
quarta-feira, 10 de julho de 2024
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
terça-feira, 25 de julho de 2023
Isabelenses participam da 52 semana de moda em São Paulo
Em evento ocorrido no Centro Cultural de São Paulo entre os dias 12 e 16 de Julho de 2023, foi mostrado um pouco de sua moda. Através de Tobias Alexandre, Alex Santos e Cynthia Mariah com as coleções Do Auto da Compadecida na Passarela e Raízes do Brasil e Outras Áfricas.
Em sua 52 edição, Processos Revelados, a Casa de Criadores continua revelando talentos da moda, dando visibilidade a produção de designers independentes, além das apresentações musicais e oficinas de qualificação em moda ministradas por grandes estilistas.
No dia 12, Cynthia Mariah apresentou sua coleção Raízes do Brasil e Outras Áfricas, fomentando o resgate das produções manuais e ofícios artesanais afro-diaspóricos e brasileiros. O crochê e o bordado se destacam no design das peças, trazendo o resgate da ancestralidade que se funde com o afrofuturismo, disse Cynthia.
No dia seguinte, foi a vez da coleção Do Auto da Compadecida na Passarela, assinada por Alex Santos, designer, CEO da marca X-BRAND e idealizador do Projeto PIM (Periferia Inventando Moda) e Tobias Alexandre, designer, diretor criativo da marca e idealizador da Saibot Concept, explorando o tema e trazendo uma releitura da obra de Ariano Suassuna.
Tobias conta que a coleção foi construída com o pensamento sustentável, utilizando retalhos, técnica conhecida como "pachwork" no mundo da moda, além de jeans e franjas. Nas palavras do designer: Ambientar o tema nessa edição para mim foi muito importante, me lembrou da época de escola (2008) em que já havia feito cenário e figuro deste tema.
A marca X-BRAND apresentou sua coleção, contando com um poderoso "casting" de modelos do Projeto PIM e influenciadores como MC Trans e Sergindo (ex-BigBrotherBrasil).
Ao todo, participaram 58 marcas nesta edição. Todas as peças apresentadas já se encontram disponíveis em lojas selecionadas e no e-commerce.
SANTA Isabel participa da 52 Semana de Moda em São Paulo. Jornal Bom Dia. Santa Isabel. 22 de Julho de 2023. p. 7.
terça-feira, 23 de agosto de 2022
Espaço Agrocultural Estúdio Consciente
Estúdio Consciente é um centro agro cultural, localizado no bairro do Pouso Alegre, em Santa Isabel.
Tem como objetivo estabelecer vivências e resgates culturais, estéticos e ambientais. Onde o maior intuito é preservar os saberes e fazeres ancestrais, um espaço acolhedor, que trabalha focado em moda, agricultura viva e regenerativa, com esporádicos pratos da gastronomia experimental, explorando o resgate dos sabores tradicionais e alternativos entre elementos da roça e as plantas pacs da região.
No espaço encontramos o resgate de técnicas africanas, afrodiaspóricas e latino-americanas, com o objetivo de dar um novo propósito sobre o olhar do mundo, e sua missão dentro disso é proporcionar vivências que estabeleçam bem-estar social e ecológico.
Fundado em fevereiro de 2019, com a junção de ideias e valores dos ateliês Cynthia Mariah, Faísca Artigos Esportivos e Gledson Shoes, gerou um aquilombamento focado em prestar acolhimento com vivências por meio do resgate de técnicas agrícolas, artesanais e culturais, corroborando em ensinar pessoas a viverem melhor, mostrando a importância de se preservar o planeta e ter qualidade de vida.
O projeto carrega como principal ferramenta a democratização do conhecimento relacionado com o criar, recriar e reutilizar, com a responsabilidade de perpetuar saberes e fazeres milenares, do artesanato, de uma alimentação saudável e alternativa, e de como fazer e pensar moda de forma mais consciente e afetiva é importante para os idealizadores Cynthia Mariah e Gledson Santos.
Situado na área rural da cidade, onde a simplicidade gera oportunidades de um desenvolvimento sustentável, criativo, social, familiar e econômico. Atualmente dentro das atividades oferecidas pelo centro agro cultural estão as oficinas socioculturais, além dos produtos e serviços dos ateliês aqui instalados.
Com uma lista de cursos, pesquisas e oficinas que proporcionam vivências, nas quais relacionadas abaixo:
- Experimentos de fertilizantes vivos
- Regeneração do solo
- Estudos sobre agricultura regenerativa e biodinâmica
- Estudos sobre moda descolonial e afrocentrada
- Restauração de artigos de couro e calçados
- Roupas únicas e exclusivas
- Joalheria autoral
- Equipamentos esportivos para atividades de alto rendimento
- Calçados sob medida
- Adornos e acessórios corporais
- Curso de corte e costura inicial
- Curso de desenho de moda
- Curso de bordado livre
- Curso de costuras manuais
- Curso de desenvolvimento criativo
- Curso de acessórios artesanais
- Curso de mudas orgânicas
- Curso de adubação biofermentada
- Curso de planejamento agrodinâmico
quinta-feira, 5 de maio de 2022
Cynthia Mariah: moda afro-brasileira em Santa Isabel
Ela é uma artista multimaker, designer de moda de formação, pesquisadora independente, educadora de moda com direcionamento cultural e decolonial. Seu trabalho com moda, é focado em afro-brasilidades. Com pensamentos afrocentrados, aborda assuntos pertinentes à história e cultura desse modo, em um ambiente de confiança onde o foco é a valorização de corpos e estéticas pretas, suas reflexões e vivência pensam o Brasil de fato como uma diáspora africana.
Cynthia Mariah não sabe bem se a moda a encontrou ou se faz parte de si, só é entendido como algo que tinha desde cedo. Com uma infância meio aos artesanatos diversos e da costura, presenciou sua avó com grandes habilidades manuais. A mesma e a mãe de Cynthia sempre exerceram o ofício do tricô e do crochê, crescendo nesse universo relata que sua irmã e ela foram criadas para serem livres e empreendedoras, onde ainda na adolescência montou sua própria marca.
Foi modelo e acredita que nesse período da vida que realmente selou definitivamente sua paixão pela moda. Hoje é notório ver que seu trabalho carrega um pouco de todas essas suas vivências.
Da mega elegância de sua avó, das histórias e passagens de sua amada mãe em concursos de beleza negra e das costuras dessa avó na confecção das roupas que a mãe ia aos concursos, tudo isso são as bases da referência que lhe permitem viver do que ela gosta.
Seu trabalho carrega sustentabilidade ao utilizar matérias-primas convencionais e alternativas, seu lema para esse processo é, "o que é lixo pra você pode não ser lixo pra mim".
Nesses 18 anos de carreira já participou de muita coisa. Os mais marcantes foram a Mostra de Criadoras Mulheres Afro-latinas realizado por 4 anos em unidades do SESC-SP, no Projeto P.I.M (Periferia inventando moda), no Santa Isabel Rosa Fashion evento criado por ela na cidade, no SPFW com meus acessórios presentes no desfile da marca Az Marias e na encenação da Paixão de Cristo aqui na cidade.
Seu trabalho traz o negro como pauta de um legado negado pela sociedade-moda. “Nos recolocar como peças importantes para as modas encontradas”, é umas das suas principais mensagens.
Ela escreve o seguinte como recado, "Precisamos das vozes as culturas e estéticas negadas pelas modas impostas".
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