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domingo, 4 de outubro de 2026

(Espaço Aberto Igaratá) Localização de Igaratá

Igaratá fica no Km 24 da Rodovia Dom Pedro I, está a apenas (aproximadamente):
  • 70 Km de São Paulo;
  • 30 Km de São José dos Campos;
  • 100 Km de Campinas
A 745 metros acima do nível do mar, a cidade faz fronteira com São José dos Campos, Joanópolis, Jacareí, Santa Isabel, Nazaré Paulista e Piracaia.
Conta com cerca de 11 mil habitantes.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

(Espaço Aberto Arujá) Figuras notáveis de Arujá: Sebastião Pereira

Filho de Virgílio Parreira e Zulmira Maria de Jesus, Sebastião Parreira nasceu em 1917, no município de Muzambinho, Minas Gerais. Na história de Arujá, é lembrado como o primeiro motorista de ambulância do município.
Em 1946, em Santa Isabel, casou-se com Cinira Machado Lobo (1930–1966), integrante das tradicionais famílias isabelenses Cunha Lobo e Almeida Machado. Nos anos seguintes, o casal se mudou para Arujá, onde Sebastião passou a atuar como motorista de ambulância.
Sua atuação marcou os primeiros anos da organização dos serviços de saúde e socorro no município. Por meio do Decreto nº 1.195, de 23 de Maio de 1985, ele foi homenageado com a denominação de uma rua no bairro Arujamérica (antiga rua 21).

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Minha opinião sincera da relação (em especial) da Secretária de Cultura com o Espaço Aberto SI

Não há valorização dos trabalhos de pesquisa de pessoas o fazendo de forma independente, na cultura de Santa Isabel. Pois os setores como de cultura ou turismo, até mesmo trânsito e saúde, são parciais nesses assuntos. Ou seja, eles sabem que existem artistas e pesquisadores, mas se não condiz com os padrões do governo, são ignorados.
E isso é visto, mesmo com uma parcela das pastas como de Turismo ou Cultura, sejam de esquerda ou direita, ignorando o trabalho de um historiador, artista e pesquisador. 
Quantas vezes eu falei aos Secretários de Cultura para reunir artistas, vários deles e discutir sobre caminhos que poderiam seguir. Perdi as contas. Fosse sobre histórias em quadrinhos, ou artistas musicais. Normalmente, só há a reunião dessas pessoas, próximo de datas específicas relacionadas aquelas artes. Como quando está próximo de dias que comemoram a dança, cultura afro ou histórias em quadrinhos. Se houvesse uma pergunta sobre esse fato, para os artistas envolvidos, eles confirmariam o que falo.
Mas eles são, é como uma cena de seriado que vi "vitorioso e orgulhoso, se esquecendo que ele é tão falível quanto qualquer outro".
Ainda assim, o Espaço Aberto SI está aí, desde 2016. Fazendo críticas, seja para o bem ou para o mal. Tem gente que fica de olho no meu Instagram, nem sei por qual motivo, sendo que as críticas a elas estão no blog.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Olímpio de Azevedo: O patrono do cooperativismo leiteiro

Olímpio destacou-se como importante pecuarista leiteiro e líder rural de Igaratá, sendo um dos principais articuladores da criação da Cooperativa Mista de Laticínios de Santa Isabel e Igaratá. Visionário, organizou produtores para melhorar o tratamento e a comercialização do leite, estruturando o setor na região.
Sob sua liderança, a proposta de construir a usina ganhou força, contando com o apoio de produtores locais e financiamento do Laticínio Paulista para aquisição do terreno e execução da obra. Seu protagonismo no fortalecimento da atividade leiteira consolidou seu nome como patrono da cooperativa — símbolo de união, progresso e espírito cooperativista no século XX.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Dra Regina Campanelli é condecorada com Premio São Paulo

A titular da DDM de Arujá e da Delegacia de Santa Isabel foi condecorada com o Premio São Paulo pelo seu trabalho de destaque na proteção as mulheres. A homenagem reconhece o empenho da delegada no acolhimento de vitimas e o resultado histórico de zero feminicídios em Arujá nos últimos quatro anos. Com uma carreira dedicada a segurança publica Dra Regina Campanelli também atua em projetos sociais de apoio a autonomia feminina em toda a nossa região.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O Dia do Quadrinho Nacional e como isso não influencia Santa Isabel


No dia 30 de Janeiro se comemora o Dia do Quadrinho Nacional. Essa data se refere a quando teria ocorrido a primeira publicação da história brasileira desse gênero. As Aventuras de Nhô-Quim, ou também chamado de Impressões de uma Viagem à Corte, do ítalo-brasileiro, Ângelo Agostini, em 1869.
Muitos sites, blogs e outras redes de informação virtual só repetem que esse é o primeiro quadrinho da história no Brasil. Só que essa não é uma realidade fundamentada em fatos, já que Agostini não foi o primeiro brasileiro a produzir quadrinhos. Só um dos mais conhecidos. As vezes, existem informações passadas sem serem verificadas. Apontam para um específico momento histórico e o determinam como o marco fundador e ponto. Gerando uma data comemorativa.
De qualquer forma, a data não comemora apenas o acontecimento no ano de 1869, mas os trabalhos em histórias em quadrinhos com origem nacional. Mas o que seria isso então?
Uma obra produzida em solo brasileiro? Um quadrinho feito por brasileiros? E se ele for lançado antes em território estrangeiro e depois no Brasil? Ele continua sendo nacional? Se a produção for uma colaboração de um brasileiro com um estrangeiro? Ainda tem caráter tupiniquim?
Para tentar chegar a minha resposta, usarei uma fala do ator Denzel Washington e o filme Turista como exemplo.
Em uma entrevista onde promove seu filme "Fences", Denzel explica o motivo de ser tão importante o fato de ter um diretor negro nele. Não era uma questão de cor, mas de cultura. Steven Spielberg fez A Lista de Schindler e Martin Scorsese fez Os Bons Companheiros. Tanto Spielberg poderia dirigir o filme de Scorsese, quanto o contrário seria possível. Só que suas experiências culturais são diferentes. 
Só deixando claro, Spielberg é descendente de judeus, povo perseguido antes e durante a Segunda Guerra Mundial, que trata de quando diversos judeus foram salvos por um único empresário, também judeu. Já Scorsese trata de uma história real sobre como foi uma história envolvendo italianos da máfia nos Estados Unidos, sendo um diretor italo-americano.
Isso demonstra meu ponto sobre como é necessário que exista alguém inserido nesse universo da nona arte, para tratar sobre ela. Agora, através do filme Turistas, eu demonstro como ter um diretor que não está envolvido pode gerar um problema para diversos setores culturais.
"Antes mesmo da estréia, o filme Turistas causou uma polêmica sem igual, sob a acusação de retratar o Brasil como um país hostil que tortura seus visitantes roubando seus órgãos. A faladeira começou desde o lançamento do trailer – que começa com a frase 'Num país onde vale tudo, tudo pode acontecer! Num país onde tudo é permitido!', – e ganhou força impressionante quando o programa global Fantástico exibiu uma matéria sobre o longa. Entre ameaças da Embratur – órgão responsável pelo turismo no Brasil – de banir o lançamento do filme no Brasil, campanhas de boicote via email e orkut, o filme chegou[...]
O longa-metragem traz seis jovens que, após sofrerem um acidente de ônibus no local que eles achavam ser 'no meio do nada', descobrem uma cidadezinha onde resolvem passar o resto dia e festejar à noite. Isso corresponderia às férias perfeitas, se não fosse pelo fato que no dia seguinte eles acordam e descobrem que foram drogados e roubados. Então, enquanto tentam descobrir onde estão, cada vez mais vão entrando na floresta e, a cada passo que dado, mais longe ficam de conseguir escapar dessas férias.
[...]Marcos Rangel, que faz parte do elenco do filme. 'Fomos enganados', afirma Marcos, em entrevista ao G1 por telefone, 'nos usaram e ainda denegriram a imagem do nosso país'."
Isso sem contar que o filme, que é de terror foi muito ruim. O que parecia ir para uma temática de terror pesado, na verdade é um suspense bem fraco. Ao ponto de chamar mais atenção, apenas pela polêmica. O que não sustentou o longa-metragem. Ao ponto de usarem a música Fico assim sem você de Adriana Calcanhoto, que não combina em nada com o clima do filme até então.
Foi considerado um fracasso.

Então vemos a necessidade de ter pessoas em determinado grupo cultural, para que o mínimo seja feito com competência. E não podemos ver isso na atual gestão cultural de Santa Isabel.
Houveram esculturas feitas de papercraft de um artista arujaense, nos últimos anos, a partir do Dia do Quadrinho Nacional. O problema nem está em ser um artista de fora do município, mas que boa parte de seus trabalhos se relacionam com personagens de filmes, séries e games, com poucas obras ligadas aos quadrinhos. Podemos usar um exemplo como a obra de Luciano, o artista em questão. Ele fez uma versão do Homem-Aranha, do Universo Cinematográfico Marvel. Notem: para o cinema, filmes.
Isso não incentiva o uso de histórias em quadrinhos, de forma apropriada, para leitura. Poderíamos citar obras brasileiras que ficaram famosas, como a HQ, Umbrella Academy, que tem ilustrações de Gabriel Bá. Sim, se tornou uma série pela Netflix, mas há maior liberdade criativa nas páginas de uma revista. Do mesmo modo, existem novos escritores e ilustradores com trabalhos como da Universo Guará. Quase todas baseadas na cultura brasileira, como Santo, Cidadão Incomum, Eu sou Lume, Pérola, entre outros. Ignorados até agora.
Aqui mesmo em Santa Isabel, vemos essa "cegueira seletiva". Temos trabalhos como os fanzines do Cidão, Wesley Hudson, os diversos trabalhos em livros de Jack Azulita e os trabalhos para RPG de Luis Eduardo Caraça Tavares. O próprio Jack participou da Comic-Con, o maior evento nerd do Brasil, no ano de 2022 e anos posteriores. Então, enquanto não valorizarmos nossa cultura, nossas obras, como poderemos passar isso as futuras gerações de forma competente?

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Minha opinião sobre racismo estruturado em Santa Isabel


O texto não vai possuir nenhum nome, exatamente pois não precisamos dar ibope a pessoas racistas, que se escondem por determinados meios para disseminar esse crime. Seja de forma consciente, ou não. Pois é responsabilidade de pessoas "acima de nós", ter consciência de seus atos. Ainda mais, no dia 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra.

Primeiro, temos que ter consciência que fora a maioria dos feriados religiosos, esses períodos de descanso não é algo apenas para se comemorar. É para se refletir. 
Em 1º de maio de 1886, trabalhadores de Chicago iniciaram uma greve geral em busca da redução da jornada de trabalho para 8 horas. Os protestos continuaram nos dias seguintes, e em 4 de maio, um confronto violento com a polícia (o Massacre de Haymarket) resultou em mortes e feridos. Tempos depois, foi marcado a data como o Dia Internacional do Trabalhador.
No caso do Dia Internacional das Mulheres a um incêndio de fato aconteceu em Nova York, no dia 25 de março de 1911. Esse incêndio aconteceu na Triangle Shirtwaist Company e vitimou 146 pessoas. 125 mulheres e 21 homens, sendo a maioria dos mortos judeus. Essa história é considerada um dos marcos para o estabelecimento da data. Entretanto, para a marcação exata do dia, isso se associa mais com a formação da União Soviética. Vários protestos e greves já ocorriam na Europa e nos Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX. O movimento feminista e as demais associações de mulheres capitalizaram essas manifestações, de modo a enquadrá-las, por vezes, à agenda revolucionária. Foi o que aconteceu em 08 de março de 1917, na Rússia.
E podemos ter consciência sobre isso com o Dia da Consciência Negra. O Quilombo de Palmares resistiu até 1695, quando bandeirantes paulistas mataram Zumbi no dia 20 de novembro daquele ano. Daí a data.
A história do 20 de novembro começa na Porto Alegre de 1971. Foi naquele ano que surgiu o grupo Palmares, formado por quatro universitários negros gaúchos: Oliveira Silveira, Antônio Carlos Côrtes, Ilmo da Silva e Vilmar Nunes.
Os quatro se incomodavam com a maneira como a historiografia oficial, especialmente naqueles anos de ditadura militar, retratava o fim da escravidão no Brasil. A visão mais propagada nos livros da época dava destaque ao papel da princesa Isabel como uma espécie de “redentora”. E tratava a população negra como uma beneficiária passiva da abolição. 
Por isso, quando tratamos desses feriados, temos que ter uma consciência que esses feriados não foram um "presente", mas conquistados, por quem veio antes deles. E agora, nós podemos aproveitar disso, pois outros lutaram (tanto literal como figurativamente).
São Paulo é uma cidade - como tantas outras - construída por mão escravas. E desde sua fundação, mesmo que num território indígena, tomado por portugueses, devemos nos lembrar de como os povos africanos fazem parte dessa formação.
Lembrando que além de pessoas de diversas regiões da África, muitas foram tirados de diversos pontos de lá, com diferentes crenças e idiomas. Um êxodo forçado, que tem marcas na nossa sociedade e além mar, até hoje.
Posso colocar muita coisa aqui de cultura pop, mas sempre vejo a cultura africana com carinho. Pois é DELA que, segundo a Antropologia, se originam todas as outras. Tanto que me recuso a chamar o Bairro da Liberdade de "Liberdade-Japão".
Então cabe a autoridades e pessoas com condições econômicas boas respeitarem esses dias. Muitos dizem, "não fui eu que fiz esse mal", entretanto, colhe os frutos, pois não é julgado por uma sociedade como os negros no tempo atual. Assim como outros grupos minoritários.
Ignorância 

https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-do-trabalho.htm
https://novaescola.org.br/conteudo/301/por-que-8-de-marco-e-o-dia-internacional-da-mulher?utm_source=adwords&utm_medium=ppc&utm_network=x&utm_campaign=trafegopago_grants_srj&utm_content=&utm_term=_&gad_source=1&gad_campaignid=22344173677&gbraid=0AAAAADRpNJxskVpoogHcVgVRyNUzzOhGL&gclid=CjwKCAiAuIDJBhBoEiwAxhgyFvqyl3JshHEegi-CGQfdof7lulzisotPT7RsYRztsYHTaElaHRQFVBoCjXIQAvD_BwE
https://www.brasildedireitos.org.br/atualidades/consciencia-negra-qual-a-origem-da-data-celebrada-em-20-de-novembro/?gad_source=1&gad_campaignid=9324397828&gbraid=0AAAAADxOzWRHlnXB3_Eo1ngLrwmX_0tMO&gclid=CjwKCAiAuIDJBhBoEiwAxhgyFjpXy4Y8r8RS8K7bWCbgFcOFAeUmqaEctVnhXJy0YA4PPqWQsA8_BxoCB98QAvD_BwE

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Santa Isabel é uma ilha asfaltada, cercada de verde por todos os lados, por Mauro Morini

A cidade não tem um parque pra se fazer piquenique, caminhar, meditar, namorar. Não tem árvores nas ruas. Praças, tem três, pequenininhas: da Bandeira, Fernando Lopes e dos Expedicionários.
Vejo pessoas caminhando ou correndo na Marginal do Ribeirão Araraquara e acho uma judiação, que com tantos lugares bonitos ao redor e com eleições municipais acontecendo regularmente a cada quatro anos, a gente ainda não elegeu ninguém que além de fazer política pessoal, olhe com amor pra esta cidade.
Há quem diga que o centro não tem parque por estar espremido no meio de morros. Mas quem disse que um parque necessariamente tem que ser plano? No mínimo tem que ter cara de parque, senão fica que nem as nossas pracinhas. Então pergunto, porque não um parque linear? Pergunto e já digo que esse lugar existe, ou à revelia do poder publico, está sendo inventado.
A cada dia vejo mais e mais pessoas correndo, caminhando, andando de bicicletas pelos acostamentos da SP-56, quando poderíamos ter um parque linear entre as águas do ribeirão e o asfalto da rodovia, pelo menos do 13 de Maio até o Cantagalo. 2 quilômetros, se tanto. 
A SP-56 é o caminho da minha casa e passando por ali sempre penso cá com meus botões: Feliz é o turista que chega a Santa Isabel por esta estrada, porque a entrada oficial da cidade, a Variante, é um descalabro. Vi que mais uma vez estão mexendo no canteirinho central da Coronel Bertoldo, mas isso só não basta a uma cidade com pretensões turísticas.
Faço então um convite a você, caro leitor, e também aos membros do Comtur, pra  tirar a bunda da cadeira e vir ver na SP-56, como deve ser a entrada de uma cidade que se diz turística. Se tiver disposição, caminhe, corra ou vá de bicicleta pelo menos até a nossa divisa com Arujá. Dali pra diante não é a mesma coisa. Muda a paisagem, até o ar não parece o mesmo.
Por isso, fico triste quando vejo que, com um lugar tão bonito e praticamente no centro da cidade, pessoas que gostam ou por problemas de saúde. precisam correr e caminhar, tenham que fazer isso na Marginal do Araraquara, quando poderiam fazer isso inicialmente, pelo menos até o Cantagalo, ao lado do próprio Araraquara bem menos poluído e desfrutando uma paisagem de belos morros cobertos por belas reservas particulares de mata nativa preservada. Lugar bonito desses que enriquecem a alma. Lugar arejado como deve ser um parque.
A Marginal melhorou muito, mas ainda assim, não sei se é mais feia que a Variante. Arrisco dizer que há um empate. Olhando as pessoas a caminhar por ali, fico pensando se ao ver aqueles fundos de quintais, aquelas construções, muitas oficiais, com suas palafitas dentro do ribeirão, elas  não se perguntam por que nunca se respeitou aquela lei que antigamente se chamava “faixa da marinha”. Se você cidadão consciente reparar que unindo todos esses fundos de quintais, ali poderia haver um parque que hoje o centro da cidade não tem. Planejar é preciso, a cidade cresce, as necessidades são outras.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Santa Isabel fica aonde mesmo?, por Mauro Morini

Alguém já deve ter lhe perguntado e você, com certeza, desapontado, teve que explicar: Santa Isabel fica na Dutra, logo depois de Arujá. Ou então que estamos bem antes de Jacareí. Se você for um isabelense mais esclarecido, poderá acrescentar bem antes do pedágio de Guararema. Orgulhosamente poderá dizer que Santa Isabel é o paraíso da Grande São Paulo. Dizer também que estamos a 50 quilômetros de SP, 30 de Guarulhos e que é muito fácil chegar aqui: tem a Dutra, tem a Airton Senna. De Campinas, Atibaia e Bragança também se chega facilmente pela Dom Pedro via Igaratá. Enfim, sempre temos que dizer tudo isso, por uma razão muito simples, Santa Isabel nunca deu seu endereço. Seria vergonha de ser periferia na Grande São Paulo ou timidez por ser periferia no Vale do Paraíba. Periferia sofre! Ultimamente corre o risco de aumentar ainda mais essa confusão. Assim como Guararema, turisticamente falando Santa Isabel foi incluída como cidade do Alto Tietê. Pode um negocio desse? Em Guararema o Rio Paraíba passa dentro da área urbana. Aqui, qualquer estudante sabe e se não sabe devia saber, todos os nossos rios e ribeirões são afluentes do Paraíba do Sul. Diante da nossa paisagem de muitos morros com a Serra do Itaberaba lá no fundo, dá pra dizer pra quem vem de São Paulo que a Mantiqueira começa aqui. Claro, sofremos influencia de uma cidade do tamanhão de São Paulo, mas ainda assim conseguimos manter por aqui um clima de cidade do interior. Claro, temos hambúrgueres e hot-dogs por aqui, mas nossa culinária mais típica é do Vale. Ainda temos grupos de Congada e Moçambique e louvamos São Gonçalo. A água que vão tirar da represa do nosso Jaguarí para o Sistema Cantareira da capital, é água que ia para o Paraíba. Há alguns anos, como presidente do Comtur, escrevi para a TV Vanguarda do Boni, ex-TV Globo e com quem trabalhei quando comecei em propaganda, pedi que desse uma colher de chá para Santa Isabel nas vinhetas que a Vanguarda costuma mostrar cidades do Vale do Paraíba. Nem respondeu. Entre outros motivos, um certamente é devido ao fato de nos colocarmos como paraíso para quem vive estressado na correria da capital. Dá pra dizer que somos um município parque, um município verde entre dois pólos industriais e com grande densidade populacional. Um município com 362 quilômetros quadrados, que tem 83% do território protegido pela Lei dos Mananciais e que associada a outras leis ambientais, preservam não apenas os nossos rios, mas também a nossa paisagem. Então inventamos essa historia de paraíso, mas nunca demos o endereço. Deixamos no ar como qualquer paraíso. Enquanto isso os nossos prefeitos vão trocando seus secretários de turismo diante de qualquer cor política que os desagrade. Mesmo não sendo técnicos, esses secretários de turismo sequer chegam a esquentar a cadeira. Não têm tempo de planejar de modo fazer o turismo de Santa Isabel andar, mas a fila anda e pode nos atropelar.

domingo, 20 de outubro de 2024

Minha opinião sobre os "novos" vereadores de Santa Isabel e o Jornal Ouvidor

Todo o jornal tem que ser imparcial. Mesmo que queira demonstrar sua preferência, é necessário o mínimo de decoro, para escrever sobre assuntos. Sejam os escritos impressos tratando de segurança, medicina, educação ou política. Ainda assim, se eu escrevo algo, eu emito opinião. Recentemente, um professor me falou que quando falamos sobre certo assunto, nós inconscientemente emitimos nossa opinião. E isso é fato. Quando dei aula sobre revolução industrial, eu notei que uma aluna, mesmo sem saber que vertente política eu apoio, já sabia isso, através do relato sobre a industrialização.
Dito isso, apesar de gostar do Jornal Ouvidor, está numa onda de falar que há uma nova "câmara" de Santa Isabel. 
Em uma live, com um dos poucos novos vereadores, Walter Negrão, escreveram o seguinte em seu vídeo: "A partir de janeiro do ano que vem, um novo rosto passará a compor as sessões de Câmara de Santa Isabel. Eleito já na primeira candidatura, Walter Negrão será um novo nome no legislativo de Santa Isabel."  E no título está escrito Walter Negrão - Cara nova na Câmara | De Frente com o Ouvidor. O que até certo ponto é verdade.
Mas veja isso: Dos 15 vereadores eleitos, quatro assumirão a cadeira do legislativo pela primeira vez. Entre eles o próprio Walter Negrão e Wagner Moreno. E como o próprio jornal mostra empresários. O que simboliza? Que tiveram verba própria para se eleger, podendo usar uma verba extra, sem comprometer a si, sem contar o quanto muitas pessoas tem uma "amizade comercial" com os mesmos. De qualquer forma "caras novas na câmara", não temos. O próprio Walter já assumiu a diretoria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Wagner assumiu a chefia de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente, na primeira gestão Chinchilla. Pois se nem temos caras novas no executivo, quem dirá no legislativo.
Por último, podemos notar aqui, a parcialidade do Jornal Ouvidor.

Fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=xExoqaqpebU
https://jornalouvidor.com.br/as-novas-caras-da-camara-de-santa-isabel/

sábado, 10 de agosto de 2024

Lendas de Santa Isabel: A laranjeira de Santa Isabel

O texto fala de mais um milagre associado a D. Isabel (que nós conhecemos como Santa Isabel) nas suas terras de origem, o reino de Portugal. Como se pode ver, muito é falado, por lá, de sua santidade. Através de diversas histórias.

terça-feira, 10 de outubro de 2023

Lendas de Santa Isabel: O motivo da rixa de Santa Isabel com Arujá

Muitos dizem que um dos motivos, pela rixa histórica entre Santa Isabel e Arujá, seria pela segunda, já ter feito parte da primeira. Do mesmo modo que o município isabelense, uma vez fez parte de Mogi da Cruzes, alguns acreditam que os arujaenses tinham raiva por conta dessa antiga ligação. Mas, ao que parece, isso se dava por outro motivo.
Nos anos 60, ao que parece, muitos rapazes de Arujá vinham a cidade de Santa Isabel. Como ainda não havia muitas rua bem asfaltadas ou realmente boas para ônibus, paravam na frente da Rosário. Eles vinham paquerar as moças na Praça da Bandeira.
E ai surgiu a ideia que arujaenses viriam a Santa Isabel, apenas para paquerar as moças. E que queriam as levar para Arujá, afastando da cidade-natal. Notando um teor meio territorial e ciumento nos moços isabelenses.
As pessoas de Santa Isabel chegaram a chamar Arujá de Cidade da Boca do Sapo. E brigas nas duas cidades, entre as pessoas de ambas ocorreram.
Ironicamente, Luis Eduardo Caraça Tavares, um rapaz que nasceu em Arujá e viveu toda sua vida em Santa Isabel, namorou uma moça arujaense. Seu nome era Karen Moraes da Silva. É muito engraçado que não existem mais esses problemas