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terça-feira, 28 de julho de 2026
domingo, 26 de abril de 2026
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Mais sobre os 13 de Maio, por Isaias Bueno
Durante o mês de maio, o Bairro 13 de Maio celebra seu aniversário, outrora o local se chamava Bairro do Cafundó até a margem direita do ribeirão Araraquara, o lado esquerdo era chamado de Bairro do Jaguary, com a promulgação do primeiro Plano Diretor do Município, o prefeito Gabriel Cianflone, em 1969, promoveu a expansão do bairro, de sorte que a margem esquerda do ribeirão passou a se chamar, também, Bairro 13 de Maio.
O padroeiro do bairro é São Benedito por vontade de Dona Henriqueta Pinto de Oliveira, devota do prodigioso que proporcionava a ela muitas graças. A capela foi um pedido feito ao esposo Egídio, a inauguração ocorreu em 1905 e contou com a presença do Frei Francisco Bartolomeu que respondia pela paróquia de Santa Isabel, a festa em louvor ao santo é comemorada anualmente, consta da agenda religiosa da cidade. Antigamente, as festas juninas aconteciam na Fazenda do Egídio, a sede era um casarão que foi demolido nos anos 60, por vontade do novo proprietário Gabriel Cianflone. Uma pena! Foi construído no período colonial por mão escrava, era de taipa e contava com uma senzala.
No período colonial, famílias tradicionais oriundas de Portugal, Sul de Minas, Mogi das Cruzes e São Paulo aqui chegaram na qualidade de sesmeiros, ocuparam as terras dos bairros Cafundó e Jaguary para prepará-las ao cultivo do café, cana de açúcar e criação do rebanho bovino e suíno.
Os jornais da época noticiavam que o bairro era o refúgio preferido do Senador Gustavo de Godoy durante as férias e feriados festivos, o parlamentar tirava esses dias para visitar a filha, Evangelina de Godoy Machado e o genro, Dr. Tarquinio Marcondes Machado, empresário e fazendeiro no município. Dr. Tarquinio se tornou sogro do Dr. Pelerson Soares Penido. Vale notar que os ex-prefeitos Antônio Monteiro da Cruz (1931), João Pires Filho (1960/1963), Gabriel Cianflone (1969/1973) e Waldir Saueia (1977/1983), também escolheram o bairro para morar.
Em 1908, o bairro recebeu do prefeito Cel. Bertoldo, quando instituiu o ensino oficial da cidade, a primeira Escola Mista que no início foi ministrada pelos Professores Maneco Bitencourt, Alzira de Paula e Ana Moutinho Gonçalves, mais tarde, o bairro recebeu as Escolas Reunidas de Santa Isabel, no velho casarão construído pela Nhá Justa e alugado ao município.
BUENO, Isaias (Maio de 2020)
domingo, 25 de setembro de 2022
A Congada
O congado ou congada é uma manifestação cultural e religiosa afro-brasileira. Ela acontece em algumas regiões do Brasil. Constitui-se em um bailado dramático com canto e música que recria a coroação de um rei do Congo.
Ela é uma dança que representa a coroação do rei do Congo, acompanhado de um cortejo compassado e músicas. Os instrumentos musicais usados são a cuíca, a caixa, o pandeiro, o reco-reco, o cavaquinho, o tarol, o tamborim e a sanfona. Ela ocorre em várias festividades ao longo do ano, mas especialmente em Outubro, na Festa de Nossa Senhora do Rosário.
O ponto alto da festa é a coroação do rei do Congo. A lenda de "Chico-Rei" revela que a origem do congado está ligada à igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
Segundo a lenda, Francisco, escravo batizado com o nome de Chico-Rei, era imperador do Congo, na África. Ele veio para Minas Gerais com mais de 400 negros escravos. Na sofrida viagem, ele perdeu sua mulher e seus filhos, sendo que desses, só sobreviveu um.
Chico-Rei instalou-se em Vila Rica, trabalhou nas minas. Trabalhando em domingos e dias santos. Conseguindo a economia necessária para comprar sua alforria e a do filho. Ele dançou na igreja para comemorar sua alforria. Posteriormente, obteve a liberdade de seus súditos, de nação e adquiriram a mina de Escandideira. Casou-se com uma nova rainha e o prestígio do "rei preto" foi crescendo. Organizaram a Irmandade do Rosário e construíram a Igreja do Alto da Santa Cruz.
Na Festa dos Reis Magos, em Janeiro, e de Nossa Senhora do Rosário, haviam grandes solenidades conhecidas como "Reisados". Nelas, Chico-Rei aparecia com a rainha e a corte, vestidos com ricos trajes. E eram seguidos por músicos e dançarinos.
A congada, que também pode ser chamada de congo, mescla cultos africanos com católicos num movimento sincrético. Os cantos entoados são geralmente louvando Nossa Senhora, Jesus Cristo, São Benedito e Santa Efigênia. Toda essa animação é animada através de danças com muito batuque de zabumba, reverenciando o Rei e a Rainha do Congo.
Trata basicamente de três temas em seu enredo: a vida de São Benedito; o encontro da imagem de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas; e a representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras. A congada é muito famosa em Brás Muniz, Chapada do Norte, em Minas Gerais e também em Catalão (Goiás), onde os congos se encontram na Igreja do Rosário.
As congadas, assim como alguns rituais de origem negra, são um resgate da identidade cultural dos povos negros. Que foram dominados pela cultura branca ocidental.
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