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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Capitalismo, propriedade, privatização e a esquerda

O título parece não fazer sentido, mas ao finalizar, vai notar como tudo se encaixa.
Caso não saiba, nos últimos meses, tem surgido uma raiva da comunidade gamer, devido a uma ação da Sony. Ela pretende eliminar de seus consoles, o uso de mídia física, para dar exclusividade a mídia digital. Não é um crime, mas como uma pessoa sem consciência uma vez me disse “pode não ser ilegal, mas é imoral”. Alguns streamers e youtubers, como o Gaveta foram a favor dessa ação e levaram uma crítica tão pesada da comunidade, que voltaram a atrás, para apoiar a galera que quer o material.
Nós podemos falar que devido a acabarem com as mídias físicas, as grandes companhias de games querem ter monopólio sobre o dinheiro gasto dos consumidores. Na verdade, estão mais para parasitas enormes com o símbolo da Sony, sugando uma clientela que já paga muito por games. Um jogo, normalmente, vale entre 100 a 200 R$, sendo que é um valor de um botijão de gás!
Isso se deve, pois, podemos falar o seguinte sobre esse processo de obras apenas digitais: você paga por um game, mas não é dono dele. O que significaria mais que o jogador aluga ele. O que não faz sentido, se entendermos o significado de aluguel, pois, se definiria que há uma data limite. Mas a Sony, com essa tentativa de mudança da relação apenas virtual, força o comprador a perder seu jogo se a empresa quiser a qualquer momento. O que não é justo, se aquilo foi uma compra, não é?
Parte dessa culpa, foi a transformação do espaço gamer em um lugar de comércio. Com uma clientela mais jovem. Podemos até falar que o causador de tudo isso foi um cavalo. Se deve a uma coisa que os gamers chamariam de “skins”, customizações feitas no personagem ou itens usados pelo jogador. E no caso, se trata de Elder Scrolls IV: Oblivion, onde isso surgiu. Depois de um certo tempo, os desenvolvedores colocaram uma sela para ser comprável, na época, através de cartão de crédito. E o custo nem era tão alto, mas muita gente quis. Aí o comércio notou “há uma demanda que podemos explorar”.
Hoje em dia, há venda de skins, DLCs, compras físicas relacionadas ao game, coisas que o público gamer e geek se sentiu atraído. A isca perfeita, pois temos clientes jovens, impressionáveis, que tem grana para isso. Só lembrando de táticas como a Pay To Win, ou as de loot, muitas vezes combinadas, que se tornam uma loteria, que só dá certo para os mais ricos. Mas o preço por esses jogos é justo? Não. Isso sem contar que gastar esse dinheiro, não garante qualidade no produto final, nem sequer em coisas suplementares. Depois, há algumas dessas mídias que chegam bugadas.
Se formos pensar em outras mídias, a música ainda é produzida, em pequena escala em vinis, CDs e fitas K7, nos tempos atuais. Há filmes sendo lançados para formato blu-ray de DVDs, apesar da prevalência de redes sociais para vídeos como o Youtube e Vevo, além das várias plataformas de streaming. Sendo assim, não há motivo para que os jogos não possam continuar a serem lançados em discos físicos.
A principal articulação política no Brasil contra a decisão da Sony de encerrar as mídias físicas do PlayStation é liderada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A parlamentar protocolou uma representação oficial na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Ela solicitou uma investigação sobre possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). E nós devemos nos lembrar que dentro desses problemas podemos ver coisas como o preço do console (alto demais com games muito caros), o monopólio digital (retirando o direito de escolha, acabando com o mercado de jogos usados, impedindo trocas e empréstimos) e o direito sobre a propriedade (pois o gamer deixa de ter uma propriedade, mas seria uma licença revogável).
Quando pensamos nos primórdios do Playstation mesmo, com o PSOne, já havia problemas para jogar de forma oficial. Pois além dos games já serem caros, para a época, alguns deles não chegavam ao Brasil. Por isso, muitas das lojas especializadas se rendiam a jogos piratas, com aquelas famosas promoções de, com 10 R$ comprava três. Já com esse pensamento de colocar para “venda” da mídia apenas digital, é como se eu pegasse uma garrafa de água e só lhe desse a ÁGUA. O cliente quer a segurança da posse, não por ser “dono do líquido”, pois ninguém o é, mas por estar gastando com isso.
Se não houvesse mídia física, muitas das pessoas de hoje em dia não poderiam se ver representadas em figuras famosas. Recentemente, ficou em evidência a cantora Luísa Sonza, mostrando suas extensas bibliotecas de jogos no PlayStation 5 e no Nintendo Switch 2. O que incentivou muitas garotas a se sentirem bem em serem jogadoras. Devemos também lembrar que youtubers, como o Edu (canal BRKSEdu) criticaram firmemente essa ação da Sony.
Só lembrando, que mais de uma vez, só esse ano, a PSN apresentou problemas globalmente, impedindo milhões de jogadores de aproveitar os títulos digitais ou online. Se é assim, esse será o futuro, com uma “alta qualidade”, que essa empresa promete?
Isso me lembrou como serviços privatizados causaram e causam problemas. Obviamente, ambas as coisas são diferentes. Mas demonstram o mesmo problema: a falta de respeito ao consumidor que tem de trabalhar, demora horas e dias para conseguir seu serviço ou produto que é de direito. Exemplos são, a falta de bons serviços de telefone e internet pela Vivo, água de má qualidade e esgoto nem sequer tratado pela Sabesp, além de explosões pela Trivia Trens. Pois a gente está renegando esses problemas e devemos combater isso.
Como faremos isso? Elegendo uma galera de esquerda (que esses sim correm atrás dos direitos dos consumidores, pois são a favor dos trabalhadores, que é algo que une classe média e baixa), realmente observando quem tem planos para lutar por nossos direitos. “Ai, mas a Esquerda...” esse papo é tão fraco quanto um filhote de pássaro. A endemonização feita pela elite e políticos de direita, sempre ignora o esforço feito. Quem está combatendo essa ação imoral? PSOL. “Ai, mas tem gente de direita”... Que só embarcou, pois perderia eleitorado. 

sábado, 7 de maio de 2016

A história dos games


Eu amo animes, mangás, RPG e quadrinhos americanos. Cada um por um bom motivo. Cada um tem seu estilo e algo que me faz ser atraído por esses hobbys. Até ai bacana.
Mas acredito que uma coisa que gosto, mas não a ponto de me manter o dia inteiro, é a mania dos videos games. Desde seus mais antigos consoles (que para mim é o Atari XP) os games vem tentando se desenvolver para os modelos que conhecemos.
O motivo de tratar sobre isso não é nem uma questão cultural, mas que ainda assim, isso faz parte da história de muita gente aqui na cidade. Quem não se lembra de coisas como Blue Velvet, Star Games, Neto, as lan houses do Jorge, entre outras e as maquinas de fliper.
Ainda assim, estão muitas vezes inseridos em mangás/animes, quadrinhos, seriados ou filmes assim como o contrário também faz sentido. Prova disso é a Bandai que já fez jogos baseados nos sucessos Dragon Ball e Naruto. Ou a franquia Arkham, baseada nas histórias em quadrinhos de Batman. E por ai vai.
Vou aqui sintetizar essa história.
Anos 70: Os anos dourados do nascimento do video-game
Video games surgiram como modos de entretenimento para os garotos dos anos 70. O primeiro jogo teria sido criado pelo Projeto Manhattan (aquele mesmo que produziu a bomba atômica!). Era aquele clássico jogo de tênis que usa dois tracinhos e uma "bola quadrada", que esta mais para poligonal aqui... É conhecido como Tenis for Two.
Mas isso normalmente era raro de se obter. 
Eis que assim como os microcomputadores um engenheiro eletrônico, Higinbotham em 1966, pensou em uma ideia que só processasse jogos eletrônicos. Só seria necessário a conexão com uma TV para ficar no lugar do monitor de uma CPU. Depois de muito tentar e convencer as pessoas sobre esse projeto, ele conseguiu desenvolver um jogo de ping pong com duas personagens magrelas, representando os jogadores. Surgindo o Brown Box. E não, não foi o Atari o primeiro video-game do mundo... Vivendo e aprendendo.
Em seguida, a Magnavox, uma filial da Philips se dispôs em criar uma máquina para o público consumidor. Este seria o Odissey 100.
Anos 80: Os anos dos fliperamas e a competição do NESXSEGA
Então começam a surgir outros video-games. Quase sempre usando as famosas fitas. Detalhe que você mais velho deve saber: assoprar o fundo delas não ajudava a conexão. Era só colocar e recolocar o cartucho. Na verdade, o sopro danificava os cartuchos.
Além disso, surgiram antes disso os games de fliperama. Jogos colocados em máquinas ao qual qualquer um que queira colocar uma ficha e jogar. Nada de mais. Porém nessa época, mais precisamente em 85, os jogos começaram a criar novas tecnologias nos arcades. Dando vida a mais aos jogos de shooters, brigas de ruas, puzzles e uma série de mascotes entre outras coisas. Além disso aos mais saudosistas podemos citar a boa e velha história das "briga das fichas". Você poderia entrar em uma máquina, e de repente um cara entrava contra você na maquina. Ou colaborava com você em jogos cooperativos, ou te desafiava para uma luta. Época beeeem diferente agora. O maior problemas desse tipo de jogo é que muitas maquinas eram colocadas em lugares não apropriados para crianças como bares.
De qualquer forma surgia a mais ferrenha competição entre as produtoras de jogos no período: Sega e Nintendo. Haviam outras concorrentes mas logo seriam esquecidas. Prova que você mais novo nunca deve ter ouvido falar do Commodore 64 (não tem nada a ver com a Nintendo), Atari Jaguar, entre outros. A Neo Geo se manteve bem ainda pois sua franquia ganhava sucesso nos flipers mas a Sega e a Nintendo eram adversárias ferrenhas. Criando mascotes ícones (quem não conhece Mario e o nem-tão-famoso-hoje Sonic), video-games que foram "evoluindo" (NES e SuperNES/Master System e Mega Drive) e diversos tipos de acessórios para jogos. Só que como tudo no mundo dos games, não duraria muito e a era dos cartuchos acabaria.
Anos 90: Os anos  em que tivemos o fim das fitas e surgimento dos CDs
O que culminou no fim da era do 16 bits teriam sido os  famosos jogos com CD. Liderados pelo Playstation, que atualmente esta na sua quinta versão pelo que sei. Ele surgiu devido a união da Square e Sony. E isso criou novas possibilidades. Normalmente, jogadores tinham que alugar cartuchos em video-locadoras. Devido aos Compact Discs, era muito mais fácil e comodo comprar jogos mesmo. Visto que eles demoravam muito. Em especial, jogos com a opção save. Nas plataformas da Sega e Nintendo, os saves eram bem limitados e sempre eram jogos salvos no próprio cartucho. Eis que além do uso de mais de um CD (como em Final Fantasy VII e VIII) surgem os memory cards. Eles eram aparelhos que protegiam o progresso em mais de um jogo. Isso era ótimo, pois, mesmo que a mídia do game fosse danificada, o que se conseguiu não seria apagado. Era sensacional para aquela época.
E sim, usar pasta de dente prolongava a vida útil dos CDs! Mas não vai me fazer isso sem ter cuidado rapaz!
A Nintendo e a Sega ainda tentaram se manter firmes com cartuchos (Nintendo 64), mas a segunda já vai na linha dos CDs, com o Dreamcast. Ironicamente o N64 deve relativo sucesso, o Dream não... Apesar de ser um console de relativo poder de processamento para a época.
Época atual: a volta do computador e o BOOM da internet
Os fliperamas estavam acabando e sendo substituídos pelas lan-houses. Lugares onde normalmente os fãs de entretenimento eletrônico se reuniam e mexiam em computadores em partidas. Quase que uma volta as origens, sendo que os PCs foram esquecidos para tal lazer. Mas talvez os sucessos de games como Diablo, Half-Life, Warcraft e tantos outros chamou a atenção para essa forma de game eletrônico. A essa altura, a nova leva de jogadores não se interessavam tanto mais por jogos nos consoles que teriam um final. O interessante era a formação de times, ou até mesmo, jogos solitários em que se enfrentavam outros jogadores. Com Counter-Strike liderando os FPS (games em primeira pessoa) e os MMORPG (games de RPG online), isso fez uma avalanche de fãs do estilo surgirem. O que fez mais para frente que surgissem jogos com mecânica online, ou que agradassem seu novo público usando temática antiga (World of Warcraft e Diablo III que o digam). Isso sem contar uma coisa que surge quase sempre nos modos histórias: o bem e o mal não esta definido como a maioria dos jogos em gerações passadas.
Além disso estamos em uma época que não precisamos de um cartucho ou CDs. Só pedir seu jogo pela internet. Ainda os Compact Discs são usados em alguns consoles (sim estou usando palavras repetidas... Eu sei!), mas não são essenciais.
Hoje em dia, a tecnologia que conhecíamos esta ficando cada vez mais devassada. Temos hoje em dia os controles para jogos de carros, o kinect (que capta os movimentos das pessoas), os controles sem fio usando bluetooth, entre outras coisas. Recentemente, esta sendo usado para video-games e computadores o Oculus Rift, ou seja, óculos de imagens 3D. Foda né?
Neto Games: uma dos centros na cidade onde você pode jogar ainda