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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Mais sobre os 13 de Maio, por Isaias Bueno

Durante o mês de maio, o Bairro 13 de Maio celebra seu aniversário, outrora o local se chamava Bairro do Cafundó até a margem direita do ribeirão Araraquara, o lado esquerdo era chamado de Bairro do Jaguary, com a promulgação do primeiro Plano Diretor do Município, o prefeito Gabriel Cianflone, em 1969, promoveu a expansão do bairro, de sorte que a margem esquerda do ribeirão passou a se chamar, também, Bairro 13 de Maio.
O padroeiro do bairro é São Benedito por vontade de Dona Henriqueta Pinto de Oliveira, devota do prodigioso que proporcionava a ela muitas graças. A capela foi um pedido feito ao esposo Egídio, a inauguração ocorreu em 1905 e contou com a presença do Frei Francisco Bartolomeu que respondia pela paróquia de Santa Isabel, a festa em louvor ao santo é comemorada anualmente, consta da agenda religiosa da cidade. Antigamente, as festas juninas aconteciam na Fazenda do Egídio, a sede era um casarão que foi demolido nos anos 60, por vontade do novo proprietário Gabriel Cianflone. Uma pena! Foi construído no período colonial por mão escrava, era de taipa e contava com uma senzala. 
No período colonial, famílias tradicionais oriundas de Portugal, Sul de Minas, Mogi das Cruzes e São Paulo aqui chegaram na qualidade de sesmeiros, ocuparam as terras dos bairros Cafundó e Jaguary para prepará-las ao cultivo do café, cana de açúcar e criação do rebanho bovino e suíno.
Os jornais da época noticiavam que o bairro era o refúgio preferido do Senador Gustavo de Godoy durante as férias e feriados festivos, o parlamentar tirava esses dias para visitar a filha, Evangelina de Godoy Machado e o genro, Dr. Tarquinio Marcondes Machado, empresário e fazendeiro no município. Dr. Tarquinio se tornou sogro do Dr. Pelerson Soares Penido. Vale notar que os ex-prefeitos Antônio Monteiro da Cruz (1931), João Pires Filho (1960/1963), Gabriel Cianflone (1969/1973) e Waldir Saueia (1977/1983), também escolheram o bairro para morar.   
Em 1908, o bairro recebeu do prefeito Cel. Bertoldo, quando instituiu o ensino oficial da cidade, a primeira Escola Mista que no início foi ministrada pelos Professores Maneco Bitencourt, Alzira de Paula e Ana Moutinho Gonçalves, mais tarde, o bairro recebeu as Escolas Reunidas de Santa Isabel, no velho casarão construído pela Nhá Justa e alugado ao município. 

BUENO, Isaias (Maio de 2020)

sábado, 13 de maio de 2023

Mais sobre o Bairro 13 de Maio

Como dito Bairro 13 de maio formou-se a partir das terras da fazenda de Maximinio Antônio de Camargo, fazenda essa que libertou seus escravos antes da Lei Áurea. 
Terezinha Isabel Ferraz Carvalho, viúva de Derdébio de Carvalho, falou sobre os 13 de Maio, após a abolição da escravidão a revista O Isabelense. Falava que os escravos que viveram ali, após sua liberdade, trouxeram muitas tradições. "Até o tempo em que eu era pequena havia muita festa no Bairro, por essas contradições. Os negros realizavam a festa de São Benedito anualmente no dia 13 de Maio, justamente para marcar a data de sua libertação. Eles organizavam a congada, que era contagiante. Infelizmente, na década de 70, essa tradição perdeu força e hoje nem é lembrada".
Ela garante que o obelisco foi construído pelos próprios escravos. "Mesmo antes da assinatura da Lei Aúrea, as famílias em Santa Isabel, na sua maioria, já haviam libertado seus escravos. Eles ficavam porque já eram praticamente de casa. Mas quando a Princesa Isabel assinou a abolição, aqueles homens e mulheres mostraram toda a sua alegria construindo o monumento ao lado da capela de São Benedito. Eles construíram com taipa, que era um material usado na época."

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Maximinio Antonio de Camargo

Maximinio Antonio de Camargo, era dono da maior fazenda da cidade, e co-fundador do Clube Abolicionista.
Antes mesmo da assinatura da Lei Áurea, que deu liberdade aos escravos, ele havia deixado 189 deles livres.
De acordo com a administração municipal o bairro dos 13 de Maio teria surgido assim. Ao menos, é o que populares falam, sendo um registro oral apenas.
Sem local para morar, os escravos foram se instalando nas dependências da fazenda de Camargo, trazendo danças e rezas típicas, como a congada e o moçambique.
O bairro passou por muitas modificações ao longo do ano, mas sua história foi preservada. Assim, preservando o legado de Maximinio.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Quando tentaram defender as árvores do centro de Santa Isabel

Um grupo de aproximadamente 30 pessoas, a maioria composta por jovens, fez um protesto no dia 17 de junho de 2011, na Praça Fernando Lopes, local onde já foi a sede da prefeitura de Santa Isabel (atualmente é o Paço Municipal. Munidos com giz, eles escreveram nos tapumes da Praça frases de protestos. Por exemplo: “As crianças plantam árvores e a prefeitura corta!”. “Cadê nossas árvores?”. “A prefeitura não respeita a natureza!”, entre outras frases. Eles entregaram à população um panfleto repudiando o corte das árvores. Algumas árvores da praça já foram cortadas caso dos chorões, e ao que tudo indica a maioria das árvores do local serão derrubadas, pois funcionários a serviço da prefeitura rebaixaram o piso da praça e deixaram as raízes das árvores expostas, ou seja, com a raiz à flor da terra a sustentação das árvores ficou comprometida. O mentor intelectual do protesto, um jovem de 22 anos, que não quis informar seu nome, disse que seu apelido é Marvin (Mas que conhecemos com Ban, Marcos, artista conhecido por suas poesias e textos, além de atuações em peças de teatro como Negro Amor). Ele falou que na condição de cidadão se sente agredido com os cortes de árvores. Disse ainda que as praças de Santa Isabel ficaram descaracterizadas e que as árvores, além do paisagismo, significavam cultura, e pergunta. “Quantas pessoas não passaram sua infância debaixo dessas árvores?”. 
A prefeitura de Santa Isabel indo as praças da região central do município, informa que fez “reformas” em pelos menos quatro praças, onde literalmente árvores tombaram e o cimento no formato de bloquetes encobriu a terra. Onde havia árvores, agora existe folhagens, onde havia terra, agora existe cimento. As praças ficaram descaracterizadas e a população indignada não aprova as tais reformas. O canteiro central do Treze de Maio virou um terrão ao custo de mais de 100 mil reais. Hoje em dia, quase ninguém reclama de como está o lugar. Uma das praças do bairro Eldorado ficou mais de 100 mil reais. Praças pequenas, caso dos Expedicionários e do Brotas custaram aos cofres municipais mais de 30 mil reais. 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

"13 de Maio: 131 Anos da Abolição e os Desafios Atuais" em Santa Isabel


Aconteceu no dia 13 de Maio de 2019, a comemoração de 131 anos da abolição da escravidão no Brasil e, para celebrar esse marco na história do país, a Prefeitura de Santa Isabel realizou uma programação especial.
Uma roda de conversa com o tema “13 de Maio: 131 Anos da Abolição e os Desafios Atuais” aconteceu das 19h às 20h, no Auditório da EMEF Oscar Ferreira de Godoy, localizada na rua Professora Ana Moutinho Gonçalves, 57. No mesmo horário, o Padre Celso Laurindo, celebrou uma missa em homenagem ao fim da escravidão, em frente à Capela Treze de Maio.
A programação também contou com Danças de Carimbó que foram  realizadas com o Grupo da Melhor Idade do Fundo Social de Solidariedade, além de uma roda de capoeira com a Associação Beija-Flor, as 20h, em frente à Capela Treze de Maio.
“Por meio de danças e rodas de capoeira, temos como objetivo apresentar a riqueza da Cultura Afro-Brasileira, tão importante para a nossa sociedade”, ressaltou o secretário de cultura, turismo e desenvolvimento econômico, na época.
Sancionada em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea, oficialmente Lei Imperial n.º 3.353, foi responsável pela abolição da escravidão no Brasil e precedida pela Lei n.º 2.040 (Lei do Ventre Livre), de 28 de setembro de 1871, que libertou todas as crianças nascidas de pais escravos.
“Para relembrar esta data tão importante e promover a reflexão acerca de todos os acontecimentos durante o período da escravidão, nós preparamos diversas ações. A luta por direitos iguais continua, e juntos conseguiremos conscientizar a população sobre a importância de amar uns aos outros, independentemente de qualquer coisa”, afirmou a prefeita de Santa Isabel, Fábia Porto nesse período.

Santa Isabel teve dia especial sobre a abolição da escravidão no Brasil - Sucesso FM 87,5 - A primeira de Santa Sabel - SP. (sucesso875.com)
Ações de conscientização e comemoração aos 131 anos da abolição escravatura no Brasil – Portal Prefeitura de Santa Isabel

domingo, 20 de dezembro de 2020

A história da Escola Artur Ferreira, a Conchinha

Instituição de Ensino fundada em 1993, atuando desde o Berçário até o Ensino Médio utilizando o Sistema Anglo de Ensino. Santa Isabel, SP.
Em 23 de setembro 1993 foi fundada a Pré-Escola Conchinha no bairro do Limão em São Paulo Capital. Iniciamos nosso trabalho com os cursos do maternal a pré-escola, com a finalidade de desenvolver integralmente o aluno em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social.
No ano de 1998 a escola transfere seus serviços educacionais para a cidade de Santa Isabel – SP.
Com a competência do trabalho pedagógico de toda equipe, a escola conquistou confiança dos pais e em 2001 ampliou suas dependências, mudando de prédio para poder dar continuidade ao seu trabalho e começar a implantação do Ensino Fundamental I e II. Adotou a partir disso o nome fantasia Colégio Artur Ferreira.
Em setembro de 2009 o Colégio Artur Ferreira e Pré-Escola Conchinha completou 16 anos dedicando-se à educação e tornou-se parceira do Sistema Anglo de Ensino. Com a implantação de um novo sistema de ensino foi possível realizar na escola o Ensino Médio, ingressando diversos jovens nas mais diferentes e importantes universidades.
Em setembro de 2015, o Colégio Artur Ferreira e Pré-escola Conchinha completou 23 anos de dedicação a educação.
Já em 2020, ao menos em Santa Isabel, a escola é a primeira que usou um sistema online para os professores darem aulas online (o EAD). Tudo isso durante a pandemia que ocorreu naquele ano.
A instituição possui salas arejadas, laboratório, auditórios, biblioteca, piscina, banheiros adaptados a cada idade, quadra, berçário, cantina escolar e playground. Tudo isso distribuído em uma grande área verde (gramado, árvores, palmeiras e flores). Atualmente é possível atender as necessidades pedagógicas com recursos audiovisuais, orientações técnicas e assessoria pedagógica online com especialistas do Sistema Anglo de Educação, pois fazemos parte da SOMOS EDUCAÇÃO. Nossos profissionais estão em constante treinamento para atender nosso público como ser humano integral.
A escola era antes acima no bairro da Santa Casa, mas hoje em dia, fica nos 13 de Maio.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Evento na Câmara Municipal tratando sobre leis para a comunidade negra


Em 13 de maio de 2016, as 19:00 horas na Câmara Municipal de Santa Isabel ocorreu um evento com os temas: 128 anos de abolição e em defesa da Comunidade Negra e Apresentação da Lei do COMUNI (Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra Isabelense).
A data não foi escolhida a toa, já que nesse dia em 1889 ocorreu a abolição da escravidão no Brasil.
Esse evento foi coordenado pela prefeitura de Santa Isabel e a Associação Afro-Brasileira Nossa Senhora Aparecida. Deve como palestrante, o prefeito (na época) Padre Gabriel Bina, também autor do livro O Atabaque na Igreja.
Enquanto isso, na Praça da Bandeira, ocorreram exposições, shows e culinária, com a temática afro. Além de exibição de artistas de capoeira.

sábado, 8 de julho de 2017

Fatos sobre a escravidão na cidade


Tratemos sobre o bairro 13 de Maio primeiramente. Esse é um bairro inteiro construído a partir da libertação dos escravos em 1888. Igrejas e monumentos erguidos com suor e sofrimento de trabalhadores negros. Tudo isso pode até passar despercebido pelo cenário urbano, mas a vida dos escravos faz parte da história da cidade de Santa Isabel.
Segundo os poucos documentos da cidade, o surgimento de bairros como o 13 de maio foi resultado da permanência de escravos na cidade. Maximinio Antonio de Camargo, era dono da maior fazenda da cidade, e co-fundador do Clube Abolicionista. Antes mesmo da assinatura da Lei Áurea, que deu liberdade aos escravos, ele havia deixado 189 deles livres. De acordo com a administração municipal o bairro teria surgido assim. Sem local para morar, os escravos foram se instalando nas dependências da fazenda de Camargo, trazendo danças e rezas típicas, como a congada e o moçambique. Uma herança física ainda presente na cidade é o obelisco criado no bairro. O monumento foi construído em 19 de fevereiro de 1888, pelos próprios escravos,então livres.
Outra construção que remonta a esse período quando existia é a Igreja Nossa Senhora do Monte Serrat. Segundo o doutor Isaias Bueno, a igreja foi construída no século XVIII. Suas paredes são de taipa, erguidas com mão de obra escrava. Essa informação foi constatada através de um tijolo encontrado durante uma reforma no ano de 1712, diz o relatório que lista o conteúdo histórico dos pontos turísticos na cidade. Superando até mesmo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. 
A Capela de São Benedito – padroeiro dos escravos – também teria sido construída por eles na cidade. Entretanto, não há documentos que comprovem a sua construção. Há ainda outros pontos famosos da cidade em que não há registro documental que comprove a passagem dos escravos, como a Rua Santa Cruz, onde supostamente praticava-se o comércio dos escravos que eram vendidos assim que chegavam de Minas Gerais e a Viela da Abolição, rua no bairro 13 de maio, que teria abrigado as primeiras casas após a libertação dos negros.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Festa em louvor a São Benedito


A Festa em Louvor a São Benedito ocorre sempre em abril, bem próximo do fim do mês. No ano de 2017, ele ocorreu na Rua Maestro Avelino Alvim Pinto. Essa área faz ligação com a antiga capela (mais próxima da Escola Conchinha) e da nova igreja (do lado do córrego). Começou no dia 20 até o dia 23. Ocorreram as apresentações de grupos folclóricos como os de Moçambique (grupo de Arujá) e Folia de Reis (Companhia Bandeira dos Santos Reis). Além da Santa Missa, ocorreu a procissão com a imagem de São Benedito pelo bairro dos 13 de Maio. 
Também ocorreu no dia quermesse e bingo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A história do bairro dos 13 de Maio


O bairro 13 de Maio é considerado um dos mais aconchegantes daqui. Hoje em dia contêm uma grande variedade de comércios e serviços para auxiliar a população de Santa Isabel. Para promover de forma social, cultural e festiva o local, além de resgatar antigas tradições realizando novos eventos, foi criada a ação coletiva "Nos 13 Tem".
A história do bairro esta intimamente ligada a história da escravidão em Santa Isabel. Suas terras eram uma enorme fazenda pertencente a Maximino Antonio de Camargo, fazendeiro e co-fundador do Clube Abolicionista e Republicano juntamente com Fernandes Cardoso e o Major Guilhermino Mendes de Andrade.
Com a abolição da escravidão, sem terem para onde ir, já que não estavam inseridos na sociedade que era ligada demais nesse sistema, continuaram muito dependentes de seus senhores. Assim, eles acabaram se instalando nas dependências das fazendas. Dando origem ao bairro, e com isso, diversas tradições, entre danças e rezas, tais como a Congada e Moçambique.

domingo, 10 de julho de 2016

Fotos antigas: A mudança da cidade pelo tempo

Vista parcial da cidade
1936
Enchente em Santa Isabel
1966
Caixa Econômica Federal
Década de 70
Igreja 13 de Maio
Década de 70
Igreja Matriz vista de baixo
Década de 70