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sexta-feira, 18 de julho de 2025

Figuras notáveis: William Prado Jr.

William Prado Jr. é jornalista graduado em Comunicação Social, assim como, sua pós-graduação em Comunicação Empresarial e Institucional pela Uninove; pós-graduado em Docência pela UBC e Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.
Assumiu a coordenação de imprensa do Theatro Municipal de São Paulo, pela Aproach Comunicação.
Seu TCC para a Universidade Presbiteriana Mackenzie foi "A História da Cidade de Santa Isabel Através do Olhar do Chico Fotógrafo". Que é excelente para entender algumas características da cidade até hoje, além de homenagear muito bem Francisco Sanches Baptista. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Reconhecimento por Roberto Drummond Mello Silva

"Excelente a iniciativa do Centro de Memória Francisco Sanches Batista que desde a sua fundação (Junho/2020) vem colecionando a história de Santa Isabel. A ideia nasceu a partir de fotografias em preto e branco executadas por Chico Fotógrafo que por toda nossa região (Poá, onde nasceu, Arujá, Santa Isabel e Igaratá com passagem por Jacareí) viveu, ensinou fotografia e documentou momentos dos anos 60 e 70.
O bom trabalho ficou ainda mais evidente ao aproveitar as comemorações dos 190 anos de Santa Isabel, para buscar no trabalho geógrafo Aziz Nacib Ab´Saber que na condição de estudante em seu trabalho de doutorado, visitou Santa Isabel redigindo aqui a sua defesa de tese quando chamou à cidade e todas as pequenas comunidades do Vale do Paraíba de “cidades mortas”, inclusive a que ele nasceu de uma família pobre, em 1924, em São Luiz do Paraitinga. O trabalho apresentado na VI Assembleia Geral Ordinária da Associação Geográfica Brasileira, tornou-se uma das principais fontes acadêmicas sobre a paisagem e a vida de Santa Isabel e região.
Aproximadamente meses antes de falecer (março de 2012) Aziz Ab´Saber foi entrevistado pela repórter Érica Alcântara para esse jornal. Foi uma entrevista bem humorada na qual ele citou toda a sua obra em que se referia à cidade e analisava o comportamento de moradores nos anos 50.
Faço esse registro porque, embora por 32 anos circulando em Santa Isabel e registrando a sua vida, em nenhum momento o Centro de Memória se refere a reportagem que trouxe de volta à consciência histórica, a existência desse homem que deixou um legado de 487 obras publicadas, entre as quais, três teses, 28 livros, 51 capítulos de livro, 215 artigos, sete prefácios e apresentações de obras técnicas, quatro resenhas, 26 publicações relacionadas a participação em eventos, 97 publicações na imprensa, 33 entrevistas (entre as quais a da repórter mencionada) e 19 obras inéditas.
Não sou de cobrar reconhecimento pelo trabalho que desenvolvemos, mas não posso deixar passar essa oportunidade para lembrar que as pessoas que abrem portas precisam ser reconhecidas para que se faça justiça ao tempo em que elas viveram.
Foi o Jornal Ouvidor que trouxe e garantiu, durante um ano, o retorno e a estadia de Chico Fotógrafo a Santa Isabel. Sua classificação como historiador através da fotografia foi feita em reportagem que relatava o seu retorno à cidade.
Todos temos mérito e, como sempre digo, o reconhecimento incentiva!"

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Texto da revista Santa Isabel 73' em "Homenagem ao Clube Isabelense de Arte Fotográfica FOTOGRAFIA:- ARTE

"                                                                                                                              Raul Elteberg _ FCCB.
Hon. Efiap, ARPS. 
Hon. BSC., FNPAS, PSA*** 
Foto O Temporal de Francisco Sanches Baptista
A maior das satisfações do homem é ver realizado um desejo. O anseio de perfeição e superação que nos anima a buscar um caminho novo, é uma das bases onde se assenta nossa personalidade. Um homem pode sentir-se realizado de inúmeras maneiras, e o conselho mais antigo que conhecemos diz que para a vida ter finalidade é necessário termos um filho, plantarmos uma árvore e escrevermos um livro. O que quer dizer que o homem busca em sua existência a continuidade através de um correlacionamento com a transmissão da vida materializada na continuação de seu ser e na produção de seres vivos vegetais, mas também na fabricação de elementos que irão servir de apoio ao espírito, à alma e à mente, que são os detalhes que nos distinguem dos animais inferiores.
Ter um filho, é ver-se continuado.
Plantar uma árvore, é dar sequência à vida.
Escrever um livro, é alimentar a mente.

Através destes três modos o homem tenta se perpetuar e ser lembrado pelos que o sucederão.

Mas, não é somente escrever que alimenta o espírito. Se a transmissão de conhecimentos, de cultura e civilização se faz pela palavra, não somente falada, mas também impressa, outros meios existem para a continuidade de uma maneira de ver. 

A arte de um modo geral, é a sublimação da ânsia de perfeição e de transmissão, que empurra a humanidade para a frente.

As artes dinâmicas, como o teatro, a poesia e a dança, representam um entrosamento com a realidade quotidiana de um modo vivo e ativo.

O cinema é o filho mais novo deste tipo de arte.

As artes estáticas, como a escultura, a arquitetura e a pintura, representam, dentro do nosso padrão, a perpetuação de um momento acontecido, porém imaginário, pois nada na natureza é fixo.

A fotografia é a filha mais moça deste tipo de produção artística.

Produto final de um progresso contínuo, a fotografia, que é resultado de uma materialização físico-química da luz, é capaz de, tão bem como qualquer das outras categorias artísticas mais antigas, nos transmitir mensagens de amor, ódio, paz e indiferença, como suas irmãs mais velhas.

Foto Cecilia do Dr. Jurandir Barbosa Lima
Se a perpetuação de uma mensagem através da palavra pode emocionar, uma imagem poderá dizer o mesmo que mil palavras. A dificuldade maior reside não só na transmissão desta mensagem, como também do modo como ela se verifica. Não basta simplesmente realizar todos os passos técnicos para obtermos uma imagem fotográfica com conotações artísticas. O que faz realmente compreendida a mensagem, seja ela objetiva ou subjetiva, espiritual ou estética, é a presença do autor atrás do visor, da mente sobrepondo-se ao assunto, do olho observando a lente.

A transformação do mundo se faz da maneira de ver de cada um. De cada personalidade resulta uma obra. De cada época forma-se uma cultura padrão. O homem se continua na projeção de seus feitos.

As imagens por um fotógrafo não serão simplesmente o registro de um fato, de uma situação, se a personalidade do autor for capaz de transformar a realidade existente sob seu ponto de vista individual. Basta uma mudança de posição e de ângulo, para que um simples documentário se transforme em uma obra que poderá dar aos que a vêem, oportunidade de alargar seu espírito. Basta dominar a máquina para engrandecer o homem.

A máquina é um meio, a fotografia um dos caminhos, a divulgação uma necessidade de comunicação e de transmissão, mas a finalidade definitiva é a perpetuação, o futuro, à Humanidade."

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

O Centro de Memória Visual e a homenagem póstuma a Chico Fotógrafo

No dia 13 de Agosto de 2020, as 9:00 hrs, a Prefeitura de Santa Isabel, mediante os esforços da Secretária de Cultura, inaugurou de forma online, o Centro de Memória Visual. Ele levará o nome de Francisco Sanches Baptista, que era conhecido popularmente como Chico Fotógrafo. Ironicamente, por muitos anos a própria prefeitura ignorou por muitos anos o trabalho dele. Enfim, o reconhecimento póstumo. 
Chico foi pioneiro pois contribuiu visualmente com a arte, fotografia e cultura da cidade de Santa Isabel. Seu acervo retrata a cidade de 1965 a 1983. 
O artista participou de diversos eventos nacionais e até internacionais. Tanto que foi vencedor em sua categoria no Salão Internacional de Belas Artes de Hong Kong e ainda premiado na Alemanha e outros países. Já no Brasil, recebeu prêmio no Rio de Janeiro, na Associação de Belas Artes, Museu Banco do Brasil - RJ.
Suas fotos eram confeccionadas e reveladas 90% em laboratório próprio e de forma manual, por meio de químicas preparadas por ele mesmo. Para assim reproduzir os retratos em preto e branco, sendo ainda especialista em retoque de negativos, e embelezamento em fotografias a lápis (retocando as fotos de forma manual!).

terça-feira, 6 de março de 2018

O legado de Francisco Sanches Batista, o "Chico Fotógrafo"

Muitas pessoas que fizeram parte da cidade nem sempre são valorizados do modo como deveriam. Uma prova esta no trabalho do Chico Fotógrafo.
Esse talentoso homem viveu mais de cinquenta anos em Santa Isabel, nos meados dos anos 60. Além daqui, trabalhou em Santa Branca e Jacareí, onde morreu em 2006. Por enfisema pulmonar.
Entre os tipos de fotos que fazia estavam as artísticas, fotos profissionais, 3X4 e casamentos. Mas sua especialidade eram as artísticas, em preto e branco. Graças ao seu trabalho, podemos ver a gradativa mudança de Santa Isabel. Tanto em suas paisagens quanto em seus costumes com o tempo. 
Alguns dos lugares em que esteve trabalhando com fotos em Santa Isabel foram estavam em lugares do Centro. Sem contar que já foi dono do Bar do Ceará, de frente a Praça da Bandeira. Adorava pescar. Ele nasceu em 06 de abril de 1940.
Já ganhou vários prêmios, inclusive com fotos daqui. Porém, nunca foi valorizado de forma correta pela cidade. Sendo que em boa parte de sua vida trabalhou como fotógrafo. Mas começou como metalúrgico.
Seus negativos estão em acervos como o de Yara e em posse de seus sete filhos.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Fotos antigas: onde você menos espera, as memórias estão lá!


Eu sou um homem formado em história pela UnG, Universidade Guarulhos. Então eu sei que um dos modos de registrar a história  da cidade, é através de imagens já que elas as vezes são a única forma de compreender as mudanças do tempo. Então, recentemente, cacei aqui pelo município essas que são formas de registros únicas. Estas primeiras fotos foram tiradas na Padaria Nova Santa Isabel, que fica indo na direção da rua que segue para Igaratá. Então, ao examinar o lugar (depois te comer um belo lanche) notei elas ali na parede no canto esquerdo com relação a entrada. São várias, colocadas em um mural lindo, em que podemos ver a antiga forma da Igreja Matriz, do Banco Caixa Econômica, entre tantas outras imagens do passado referentes a Santa Isabel. É algo lindo. Elas foram tiradas ou eram de posse do talentoso Francisco Sanches Baptista, o "Chico Fotográfo". Eu mesmo só o vi uma vez mesmo na cidade, e era uma pessoa maravilhosa. Basicamente, ele mostra uma cidade completamente diferente, não por sua geografia naturalmente ter mudado. Só que na verdade, se deve pela mão do homem mudando sua estrutura por motivos. Para o bem ou para o mal muitas vezes.

Falando desse modo, pensamos que só uma simples padaria poderia ter essas imagens. Mas não é bem por ai. Quando você esta querendo almoçar, talvez queira ir a um restaurante. Quem sabe talvez você queira passar próximo ao estacionamento superior do Supermercado Português para isso? Lá talvez veja bem mais. No Espaço Português (uma área acima do supermercado, que além de um restaurante possui lojas e até uma área da Rádio Singão) existem algumas outras fotos. Nesse caso elas são mais colocadas enquadradas como pinturas. E isso também é uma forma perfeita de mostrar essas imagens do nosso passado. E tudo isso graças ao acervo pessoal do senhor Romeu Almeida Machado. Tanto que existe até uma foto sua no local. Veja ela logo abaixo.