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quarta-feira, 2 de abril de 2025
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
terça-feira, 7 de janeiro de 2025
quinta-feira, 25 de julho de 2024
Juliana Saueia e Além da Curva
Juliana Saueia, ou Ju para os amigos, é uma escritora e atriz, que tem uma bagagem emocional gigantesca.
Juliana Saueia, divide sua morada entre - como ela mesmo disse - Santa Isabel e o Mundo da Lua. Bacharel em Direito por obrigações sociais, formou-se, também, em Teatro, para transbordar o coração. Em 2016, após a morte de seu pai criou o blog Além da Curva, quando descobriu na escrita e nas viagens que fazia sozinha uma forma de se sentir viva. Ali, encontrou a força de ser vulnerável e compartilhar suas histórias sem filtros para as outras pessoas, além de encorajar outras mulheres a terem suas jornadas com a própria companhia. Em 2022 lançou seu primeiro livro "Além da Curva - Foram muitas mortes até encontrar a Vida" onde expõe ao leitor os sentimentos que perduraram durante seus inúmeros processos de luto, quando, aos 19 anos sofreu um acidente de carro com sua mãe, avó e irmão, levando os três a óbito de forma tão trágica.
A leitura realmente se desenrola, quatro anos depois, de perder seu pai e ficar responsável por sua irmã de 13 anos. O luto, a depressão e a solidão estão escancarados no livro, para mostrar a naturalidade do sentir, expondo que para haver um caminho de cura, precisa antes haver o acolhimento. Seu em primeiro lugar, para depois encontrar as outras pessoas.
Eu vou comentar como me senti ao ler esse livro. Devo explicar qual era o contexto de quando li esse livro: ainda a pandemia de Covid-19 era bem forte e ia com minha mãe para fora da cidade, que ela fazia exames por lá. Íamos constantemente para Mogi da Cruzes, em 2021, devido a cidade de Santa Isabel não ter os aparelhos necessários para isso. Mesmo possuindo um prefeito formado em medicina, não temos avanços, para coisas assim, até 2024. Mas enfim...
Enquanto ia com ela, de ônibus várias vezes para os locais de exame. E enquanto íamos e voltávamos, e eu esperava por minha mãe, eu lia. Então, imagine alguém que estava esperando por sua mãe, numa época de pandemia mundial, que iria fazer uma cirurgia meses depois, lê um livro tão forte... Cara, esteja preparado...
É um livro tenso. Que mesmo você conhecendo a autora e sua história, os pormenores te deixam feliz, assustado e ansioso para saber os resultados de toda essa trajetória. A escrita é boa e te coloca a par dos acontecimentos, mesmo que já conheça os envolvidos de um modo único. Eu trabalhei com a Mônica, mãe da Ju e tive a oportunidade te conhecer seu pai também, seu Walney. Se eu, que conheci a ambos pouco tempo, revivi a dor da perda deles, que foi chocante demais pra mim, imagine para quem colocou isso em uma escrita.
Lembrando que a Ju, foi uma das três artistas que chamei para darem entrevistas aos alunos do Colégio Artur Ferreira, o Conchinha. Entre elas, além dela, Franciéle Silva e Miriam Cristina. Gostaria te fazer mais isso. De qualquer forma, eu recomendo, nesse dia do escritor, essa leitura.
O livro foi publicado pela UICLAP, mas há outras fontes para comprar.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
segunda-feira, 11 de março de 2019
Fabiana Sousa
Fabiana Sousa é uma mulher como poucas na cidade. Além de presidir a Associação Afro de Santa Isabel, é uma das poucas escritoras do município atualmente.
Entre seus escritos estão:
- O Mundo de Paulo, publicado pela editora Paulinas;
- um artigo científico publicado na revista Atualidades Teológicas da PUC-Rio;
- e uma matéria política no Jornal Agora News.
Somado a isso, temos alguns artigos para a revista Inovar. Ela pretende escrever mais livros, só precisa decidir qual será sua próxima obra. Pois, tem muitas ideias em mente.
Fabiana se sente honrada em ser uma escritora da cidade. Contudo, ela acha uma pena ter tão poucos outros escritores. Ainda mais com uma cidade tão rica de memórias e histórias.
Em 2012 ela viu a Associação ficar desamparada. O que a fez assumir liderança da organização. Depois de muitos esforços ela se orgulha do que conquistou e do que fez, considerando a Afro um quilombo urbano. Sendo responsável por abrigar e fortalecer aqueles que resistem bravamente as injustiças sociais e vivenciam as lutas do movimento negro.
Tem feito, junto ao grupo, projetos de valorização da cultura afro brasileira através da capoeira, inclusão digital, cursos de artesanato para geração de renda, preparatório para o Enem, judô, orientações sociais e assistência a mulheres em situação de vulnerabilidade. A Associação Afro conquistou o respeito através de seus projetos sociais. Ainda não fizeram uma campanha específica de apoio a projetos sociais, mas acredita que logo vão conseguir.
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