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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Lendas de Santa Isabel: Beber o morto

"Beber o morto" é uma expressão que se refere ao hábito de beber cachaça (ao que parece, não se era bebido nem cerveja, nem vinho nessas situações) e contar histórias e anedotas sobre o falecido durante a noite do velório. Geralmente, o ritual era acompanhado de algum tipo de comida, como sopa ou petiscos diversos. 
A expressão é típica de um estilo de vida interiorano e nordestino, e já foi parte da vida de muitas gerações. No entanto, para os jovens, essa gíria é quase inexistente. 
Parece que o hábito tem certa origem africana. O que faz sentido, sendo que em diversas comunidades diversas da África, há tradições variadas para lidar com o luto, sem ser de forma triste. E sim, ocorreu algumas vezes aqui, em Santa Isabel, esse costume. Mas isso não acontece hoje em dia, devido aos espaços funerários já criados. Entretanto, pode ainda acontecer, se depender da família.
Só não confundam com o Caixão e Cachaça. 

terça-feira, 13 de agosto de 2024

O estudo sobre a cultura, tecnologias e desenvolvimentos, africanos em escola isabelense

Os alunos da Escola Estadual Professor Fernando Aluísio Corrêa, em Santa Isabel, puderam, através de diversos meios artísticos e literários, se inserir em ações de luta antirracista, debatidas ao longo de 2023.
Ao todo, dois projetos percorreram o ano letivo da instituição: “Mulher, os espaços de poder e o Feminismo Negro”, marcado pela análise de histórias do movimento feminino, com livros como “Úrsula”, de Maria Firmina dos Reis. Também contou com o projeto “Feira de Ciências e Tecnologias Africanas”, que teve como intuito abordar uma educação afrocentrada.
Segundo Elaine Cristina Diniz, Coordenadora de Gestão Pedagógica da Área de Humanas, o primeiro projeto abordado em sala ajudou na compreensão do racismo sob a perspectiva de uma mulher negra, e demonstrou o posicionamento de maneira antirracista diante da luta feminina no país atualmente. Também destacou que o projeto reforçou a autoestima dos alunos e os emocionou.
“Um dos pontos altos desse projeto, foi realização de um Ensaio Fotográfico Antirracista, em parceria com a fotógrafa Bárbara Soares. Este trabalho reafirmou e valorizou toda a beleza, inteligência e espontaneidade dos alunos negros”, comentou.
Como segundo projeto realizado pela instituição de ensino integral no decorrer do ano, a “Feira de Ciências e Tecnologias Africanas” movimentou os estudantes e, através de uma perspectiva educacional, parte de um reforço positivo da África, utilizando a promoção das grandes descobertas matemáticas e pensamentos filosóficos da população africana. “Os estudantes pesquisaram sobre algumas das principais tecnologias e artefatos matemáticos da África, os quais são milenares, como o Papiro de Ahmes, Osso de Ishango , Calendário de Adão e Ocre de Blombos”, afirmou Diniz.
As ações resultaram em uma feira, na qual o conhecimento foi socializado com toda a comunidade escolar e convidados parceiros, como a estilista Cynthia Mariah, e o ator Danilo Moura. “Cynthia nos inspirou com seu trabalho de uma moda afrocentrada e Danilo inspirou nossos estudantes negros, com o seu exemplo, a estudarem e expandirem suas visões de mundo, os desafiando a focarem nos estudos para cumprirem seus projetos de vida”, disse.
Para a Coordenadora de Gestão Pedagógica, o movimento organizado por professoras da área de humanas de toda a instituição, gerou resultados notáveis aos alunos. “Nossos estudantes repensaram os padrões estéticos eurocêntricos, podendo deslumbrar a beleza negra da nossa comunidade. Enxergaram a África como o berço da matemática e da Ciência, valorizando o continente que se entrelaçou com a América e formou o país que somos”, finalizou. 

CULTURA e tecnologias Africanas encantam alunos isabelenses. Jornal Ouvidor. Igaratá. 25 de Novembro de 2023. p. 6.

domingo, 5 de agosto de 2018

O preconceito contra a cultura afro-brasileira

Nos podemos ver que a cultura afro-brasileira tem traços dentro da nossa sociedade atual. Em diversos pontos.
Umas das coisas que temos ter consciência, as religiões africanas tem certo preconceito pelos olhos dos homens brancos. São eles
  1. pela oralidade de sua cultura;
  2. a ideia de se conceituar como "magia negra" esses costumes;
  3. relativo ao sacrifício de vários animais em suas religiões de origem.
Atualmente, além dessas religiões (umbanda e candomblé) serem mais aceitas, temos uma "mistura religiosa". Ainda assim, os lugares onde essas celebrações ocorrem dificilmente são tratados como templos. Inicialmente, pode parecer só por conta de não ser uma religião "principal" no Brasil, do mesmo modo que o catolicismo e as religiões evangélicas. Mas não é bem por ai.
Ainda existe uma grande parcela das pessoas que teima em ver as religiões com raízes da cultura afro como algo inferior. Pois eles ainda trazem consigo aquela mentalidade quase que "colonial". Elas são religiões que abrangem as pessoas independente de etnia ou qualquer outra coisa. Por qual motivo, as ditas "fés oficiais" não tentam ser mais tolerantes as outras? Simples comodismo.