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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Lenilda Costa: arte do crochê

Lenilda Costa se declara uma mulher afro-indígena. E que viu na arte do crochê, sua possibilidade de ingressar na moda através disso.
Com mais de vinte anos de carreira na arte de crochear, como é falado por aqui. Onde aprendeu a técnica dentro de sua própria família, e com isso fazer peças de decoração e depois, para a produção de vestuário. Com produções autorais, ela transformava uma arte milenar em realizar desejos para pessoas de vestir algo através das linhas de um crochê.
Lenilda Costa é na verdade paranaense e fez de Santa Isabel seu lar, possibilitando que sua técnica fosse compartilhada em cursos ministrados pela cidade. Mesmo que muitas vezes a prefeitura não dê o devido valor a ela e seu trabalho artístico.

sábado, 1 de abril de 2017

O artesanato de seu Donizetti


A história de seu Donizetti (que na verdade se chama Darzeto) por aqui é quando ele veio do Paraná em 1975, morando inicialmente próximo do Cruzeiro. 
Na verdade, ele tem 50 anos morando em Santa Isabel: 30 só no Cruzeiro e 20 onde hoje em dia ele mora. Mas já possui oitenta e três anos. Sua vida não foi voltada só para o artesanato logo de início. Ficou um bom tempo trabalhando como sapateiro e deve uma curta estadia na Karibê. Depois disso se dedicou inteiramente a confecção de esculturas em madeira. O que ele mais faz são carrinhos de bois, mas também saem de suas mãos tatus, peixes, formas humanas, pássaros. Ele inclusive já presenteou o antigo prefeito, Hélio Buscariolli com uma de suas obras, um homem de madeira com suas feições. 
Ao conversar com ele, ele esculpia um carrinho de madeira junto a seu amigo Washington, que o auxilia um pouco mais de 20 anos. Este também faz esculturas como as de aves, tucanos, peixes e águias.
Seu Donizetti usa facas, serras e serrote para moldar suas obras. Enquanto seu amigo usa isso tudo e até uma furadeira, visto que é mais novo e entende mais disso. Aliás, outro fato que não comentei é sobre as dificuldades dele, já que Darzeto tem poliomielite. E mesmo não podendo se movimentar como quer, além de um pequeno problema de audição, é extremamente lúcido para sua idade. Ao contatar ele em sua casa, ele confeccionava um carrinho de boi, enquanto contava de forma detalhada sobre suas funções na Karibê. Sem contar que ele faz boa parte de suas obras só de memória, sem auxílio visual. E só chegado ao segundo ano primário em escolaridade.
Sem sombra de dúvida uma amostra de vitalidade, inteligência, competência e talento fora do comum nos dias de hoje. Ele mora atualmente na Rua Joana Caraça Machado.