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terça-feira, 8 de abril de 2025

Espaço Expressão levando bailarinas as escolas

O Espaço Expressão Dança fez uma parceria com a Secretaria de Educação de Santa Isabel e, voluntariamente, está realizando apresentações de ballet clássico para as crianças de rede municipal de ensino.
“Entendemos da importância de levar a arte da dança às escolas e as crianças terem esse contato mais próximo esta expressão cultural. Também está sendo muito satisfatório para as bailarinas que estão pondo em prática tudo que estão treinando em sala de aula”, conta a coreógrafa Norma Espínola.
As apresentações estão acontecendo as sextas-feiras no período da tarde em diferentes unidades de ensino.
“A nossa escola de ballet clássico já tem 13 anos de atuação em Santa Isabel e a necessidade de espaços para as bailarinas mais experientes dançarem é muito escasso, daí a ideia de levar a nossas alunas nas escolas”, explica Norma.
Atualmente o Espaço Expressão tem alunas bolsistas e inclusive uma delas outorgado por via da Lei Aldir Blanc 2020.

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Sobre a reunião no dia 11 de Outubro de 2023 no Conselho de Cultura

Segundo o que a Teresinha falou, eles estavam apenas seguindo as ordens que foram mandadas do governo federal. Mas em nenhum momento ela falou sobre os guias da Lei Paulo Gustavo que disponibilizaram para todas as cidades e estados.
Para ficar de olho em coisas assim, deveria comparecer três vereadores que nem o Conselho de Cultura sabia direito quem era. O vereador Osvaldo Jr. comparece nessas reuniões, mas ele não faz partes desses três da comissão de cultura.
Muita coisa do que a Teresinha falou era de certa forma desencontrada. Um exemplo estava com relação a questão citada dos longa metragens, que ela disse ser possível através de produtoras locais. Mas esse tipo de  empresa, não existe por aqui.
O Pablo Gomes questionou se ocorreu uma comitiva para orientar os artistas. Teresinha não soube responder que as duas reuniões na Câmara Municipal foram audiências públicas. O que na verdade estavam mais para oficinas e palestras.
A todo momento Teresinha se contradizia: primeiro falou que o edital estava pronto, depois falou que não estava pronto, que ainda estava em rascunho, em minuta.
Depois de certo tempo, ela aceitou que poderia ser mexido no edital. De uma forma mais aberta e seguindo os parâmetros da Lei Paulo Gustavo mesmo.
Haverá uma reunião ainda no dia 23 de Outubro. E audiências públicas, em locais diversos, nos dias 30, 31 de outubro e 01 de novembro.
Minha opinião: se não tivesse essa pressão por parte do Coletivo, eles jamais fariam algo.
Pois como já participei do Conselho de Cultura eu lembro como era.
Eles falaram que "já deve tantos artistas nas reuniões". O que é uma baita mentira.
Eu chamava a galera e ninguém queria ir, pois o Conselho não tinha força para tomar as decisões.
Se REALMENTE a grana vier, vai "quebrar" os planos de alguns na Cultura que já estavam destinando essa grana para certos setores. Está mais que claro.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Minha opinião sincera sobre a Lei Paulo Gustavo

O que podemos falar sobre a Lei Paulo Gustavo em Outubro de 2023? Bem, o edital ainda não está pronto e ao que parece, criaram um grupo de Whatsapp para "exclusivos membros" da Cultura afim de obter essa verba.
A maioria da Cultura está claramente "guiando" esse edital para quem é de lá. Tanto que Zela e Kasumi mandam quem estiver curioso perguntar a Teresinha, e a mesma NÃO fala, o que é errado. Ela é obrigada a informar.
A comissão foi formada sem o apoio da população, sem participação dela, o que pode impugnar o edital quando ele sair. Pois é colocado isso várias vezes no manual da Lei Paulo Gustavo.
Cada cidade tem um valor específico dependendo do número de habitantes, renda per capita, entre outras coisas. E por isso a verba que veio para Santa Isabel é pequena.
A prefeitura deverá promover a discussão à comunidade cultural de forma clara e geral, da melhor forma possível. De modo transparente. Então, deveriam ter chamado de forma mais abrangente os artistas, pois tem os contatos dos mesmo. Ao que parece, no entanto, até contataram pessoas, mas de forma quase que privada.
É óbvio que esse dinheiro é uma contemplação federal. Portanto, a prefeitura só lança o edital, ou seja, quase não tem poderes sobre o projeto.
Alguns tipos de produções feitas para o projeto como longas-metragens, séries e telefilmes não podem ser produzidos a não ser que empresas de produtoras brasileiras estejam colaborando. E na cidade, não há algo assim.
Uma das chances desse texto ser impugnado, se deve ao fato que as prefeituras estão interferindo nos editais. Não apenas aqui, isso já impediu algumas prefeituras.
A Lei Paulo Gustavo tem dois anos para prestar as contas. Ou seja, um prazo bem longo e até bem fácil de cumprir.
Um fato importante é que dá para complementar recursos de um projeto do Ministério da Cultura, para agregar mais valores ao projeto da Lei Paulo Gustavo. Exemplo: se as pessoas fizerem um projeto sobre cultura afro, daria para obter uma grana de um projeto cultural de SP, que trate sobre esse assunto.
A lei em si não traz dificuldades, para prestar contas. Na verdade, eles querem fazer algo diferente do que foi a Lei Aldir Blanc, onde as pessoas tinham uma burocracia demasiada. Mas a prefeitura, ou faz as coisas com pressa e incompetência, ou quer obter esse lucro para si.
Ocorreu uma reunião do Coletivo Arte & Cultura, com o Conselho de Cultura. Algumas coisas vão ocorrer agora, mas não há certeza.

sábado, 15 de abril de 2023

Sobre a Lei Paulo Gustavo em 15 de Abril de 2023

No dia 15 de abril de 2023, ocorreu uma reunião na Câmara Municipal de Santa Isabel para tentar auxiliar com o surgimento da Lei Paulo Gustavo.
A Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195, de 08 de julho de 2022) dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural a serem adotadas em decorrência dos efeitos econômicos e sociais da pandemia da covid-19. Ela prevê o repasse de R$ 3,862 bilhões a estados, municípios e ao Distrito Federal para aplicação em ações emergenciais que visem a combater e mitigar os efeitos da pandemia da covid-19 sobre o setor cultural.
Apesar da prestativa palestra de Sandra Mimoto Torres, acredito que talvez isso tenha sido meio apressado. Já que a própria Sandra contou que o edital da Lei Paulo Gustavo não está pronto e deve abrir mês que vem. Mas citou projetos em aberto, como o PROAC que foi aberto de forma adiantada, já que parte desses valores não tinham sido distribuídos ano passado. Porém, foi dito que isso acontecia por pressa e horários apertados.
De qualquer forma, passo aqui o que compreendi de forma resumida.
Devemos ter primeiro noção de que Leis de Incentivo Fiscal temos já funcionando:

  • Leis de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet): - Dedução de até 4% de imposto de venda para empresas tributadas no real (CNPJ) e Dedução de até 6% para pessoas físicas (CPF);
  • PROAC: Dedução de até 3% do valor de ICMS a pagar;
  • Editais: Regras específicas de cada região.

O PROAC, por exemplo, se refere ao estado de São Paulo. Esse ano, como dito antes, saiu mais cedo, mas dura entre 5 e 6 meses. Com um teto de 6 milhões de reais.
Ainda sobre o PROAC, nós podemos ver a diferença com relação para valores. Um exemplo está que a pessoa física conseguiria para um projeto 50.000,00 R$. Já a pessoa jurídica, 100.000,00 R$.
Já é sabido também que a Lei Paulo Gustavo vai ser dividida em

  1. 53% para produções audiovisuais;
  2. 12% para salas de cinema;
  3. 6% para formação;
  4. 23% em outras áreas.

O networking para a criação de um projeto pode ser com diversas pessoas, áreas e instituições. Tais como:

  • Comunidade;
  • Empresas;
  • Governo;
  • ONGs;
  • Concorrentes;
  • Fornecedores;
  • Prestadores de serviço;
  • Organizações profissionais;
  • Ambientalistas;
  • Acionistas;
  • Consumidores;
  • Clientes;
  • Público interno;
  • Entre outros.

Pode parecer estranho o contato com ambientalistas. Mas devemos ter consciência de que algumas obras podem ter, por exemplo, o uso extensivo de muitas folhas. O que pode afetar o meio-ambiente. 

O ciclo de produção cultural se fixa no seguinte:

  1. Criação (Público, inspiração e ideia);
  2. Planejamento (Projeto, engenharia de marketing);
  3. Mercado (Parcerias, produtos e comunicação).

E como se faria um projeto? Aqui temos as etapas mostradas:

  • Descrição: O quê? Objetivos? Objetivos específicos?
  • Justificativa: Porque?
  • Orçamento: Quanto?
  • Cronograma: Quando?
  • Ficha técnica: Quem?

Ai já podemos ver um problema, por exemplo, com escritores locais. Mas não existem gráficas competentes dentro de Santa Isabel, para nenhum projeto cultural. Sendo que tais projetos priorizariam o local.
Sempre se torna necessário uma tabela dos custos de:

  • Pré-produção;
  • Produção;
  • Divulgação e mídia;

Despesas administrativas.

  • Feito isso, temos:
  • Subtotal:
  • Captação de recursos;
  • Total geral do projeto.


Um captador, pode por exemplo, ser uma gráfica ou editora. Então, um patrocínio pode vir de outro lugar, em um caso assim.
Lembrando que esse dinheiro vai para uma conta captação (uma conta bancária ligada ao governo) que o criador do projeto vai ter que pedir acesso, para usar o dinheiro no projeto.
Devemos saber que, quando uma pessoa está na ficha, mas ela já não pode participar, você pode mudar, colocar outra no lugar
Se um patrocinador sair, vai ser do criador do projeto, a responsabilidade em um curto tempo arrumar outro. Ou cancelar o projeto. Mas ela não comentou que é na Lei Rouanet que isso ocorre, sem nenhum problema ao patrocinador. Nem que há mudanças sobre o assunto pelo governo federal, que responsabilizaria os envolvidos com patrocínio do projeto.
Mas há contrapartidas. E o que são elas?

  • Sociais;
  • Culturais;
  • Ambientais;
  • Relacionamentos;
  • Marketing;
  • Flexíveis e negociáveis.

Potenciais patrocinadores devem ser/ter:

  • Visão estratégica e fortalecimento da imagem institucional;
  • Temática;
  • Local de realização;
  • Relacionamento com comunidade no entorno da empresa;
  • Investimento social (valor para a sociedade);
  • Democratização de acesso à cultura;
  • Identidade e valores subjetivos que serão associados ao nome do patrocinador.

Dos documentos necessários para o projeto estão

  • Documento da empresa e seus representantes legais (Pessoa Jurídica);
  • Documentos pessoais (Pessoa Física);
  • Comprovante de endereço (Atual e de 2 anos anteriores);
  • Comprovante de regularidade fiscal;
  • Termos de responsabilidade;
  • Cartas de anuência;
  • Etc..

Para acompanhar esse projeto, devemos ter:

  • Ética;
  • Comunicação; 
  • Documentar;
  • Cumprir os acordos;
  • Medir os resultados;
  • Agradecer;
  • E relatório final.

Com isso, nós obtemos credibilidade.

  • Nos investimentos, nós podemos alcançar isso com:
  • Grande investimento emocional para o projeto;
  • Intercâmbio de capital social e humano;
  • Networking;
  • Parcerias;
  • Engenharia artística;
  • Tempo;
  • Rigor artístico.

Foi falado que a Lei Paulo Gustavo poderá disponibilizar 514 mil R$ para Santa Isabel.
Como boa parte dessa verba será destinada para audiovisual, poderiam ser feitos projetos do tipo de clipes ou a gravação de um DVD.
Alguns dos exemplos dados de projetos pela palestrante seriam, livros e orquestras.
O captador de recursos tem que ter o perfil do projeto. Pesquise empresas com esse tipo de características (Obs.: Algo não falado é que as empresas de MEI, como escolas particulares, não podem ser servir como captadores ou patrocinadores).
Crie um portfolio bonito para ser entregue. Bem estruturado e fácil de entender.
Segundo foi dito, aqueles que não participaram da Lei Aldir Blanc antes, serão chamados agora. Porém ressalto, pessoas não poderão vender trabalhos ligados a essa lei, caso queiram. O que faz a Lei Rouanet mais acessível a esses.
Foi ressaltado que nacionalmente, a Lei Paulo Gustavo será de 365 milhões de R$.