(ATUALIZADO: 04/08/2017)
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domingo, 9 de julho de 2017
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Talibã Rock Bar: O point perdido do rock
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| Belo cartão de visita! |
Um bar que ficava na rua Prefeito José Basílio Alvarenga, número 1101, no bairro do Brotas, em Santa Isabel. Pelo menos é isso que o Facebook de Cintia Barbosa, antiga proprietária do bar mostra. O Talibã Rock Bar é mais que um sonho que acabou. Era um que foi real.
Compreendam: desde que me lembro por fã de rock e metal, sempre quis que houvesse um espaço com esse tipo de sonoridade. Ver uma banda ou outra era comum. Quando não era um daqueles eventos em que colocavam uma banda de som que poucos gostavam, eram festas longes pra caramba.
Eis que surge, o Talibã! Acredito que surgiu em 2014 graças a iniciativa da Cintia. Muitas vezes, creio eu, desembolsou grana do próprio bolso. Já que a maioria dos shows que vinham de fora, claramente não tinha apoio financeiro da prefeitura ou de algum patrocinador. Lembrando que ficava próximo do Mercado Brotas, ou seja, olha só uma grande oportunidade de um grande comércio local contribuir com algo mais que o próprio bolso. Mas ok...
A decoração era típica de um bar para fãs de som pesado. Posteres de bandas consagradas como Mettallica, AC/DC, Black Sabbath, Hammerfall, Dire Straits. E a música que tocava antes de qualquer apresentação era nesse naipe para melhor incluindo MotorHead, Helloween, Queen, Rob Zombie entre outros. Temos um fliperama (arcade para os mais saudosistas), uma mesa de bilhar, e lógico cerveja para quem quisesse e pagasse. Quase sempre atendendo estava a própria Cintia. Isso quando ela não ia cumprimentar a galera. Em especial, além da cena rock da cidade, muitos membros do motoclube Abutre's vinham ali beber e comemorar.
O espaço era até pequeno, mas como podem ver na última foto desse post, isso não era problema para quem curtia o estilo do lugar. Me lembrou até alguns bares de Arujá. E incluo nesses, o Gereba's que recentemente mostrou dificuldades, mas se mantêm firme e forte.
O espaço era até pequeno, mas como podem ver na última foto desse post, isso não era problema para quem curtia o estilo do lugar. Me lembrou até alguns bares de Arujá. E incluo nesses, o Gereba's que recentemente mostrou dificuldades, mas se mantêm firme e forte.
Tivemos alguns dos grupos da cidade como Febre do Rato (crossover) e Beer Class (punk) ali, além de Psicometria Mania (banda cover de Black Sabbath) e Bandit's (classic rock e metal). Não foi uma única banda que tocou lá, mas uma grande variedade delas. Pena tudo isso já ter acabado.
Digo e repito que devemos valorizar o que é nosso. Essa não foi a única localidade com temática rock na cidade. Houveram outras antes. Por que fracassaram? Isso não sei, mas posso colocar meu pensamento de professor de história formado pela UnG para funcionar. Quando esquecemos ou não damos o devido valor para certos fatos, eles quase sempre insistem em persistir. Como quando somos desrespeitado ou ignorados quando NÓS precisamos. Mas lembre-se: isso é uma visão minha sobre o caso. E você pode e deve discordar, se achar justo que o faça. Afinal, diferente de em The Walking Dead, isto é uma democracia.
E aqui vai mais uma coisa para refletir sobre o Talibã e outros pontos que já existiram antes dele... Por que Jacaréi, São José do Campos e outras cidade tem espaço desse tipo, nem necessariamente de rock mas outra sonoridade, e nós não? Não estamos na Grande São Paulo? Engraçado.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Fora do radar
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| Bandit's no extinto Talibã Rock Bar |
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| Cold War |
Várias bandas acabaram na cidade
ou sumiram do radar de shows, por assim dizer.
Nem todas eram de rock, mas uma grande parte seguia essa vertente. Temos
a Arcanjos, HACE, Gharage, Izolados, Fixxer, Banda Av. Brazil,
Média 14, Caos Cerebral, Novis, Casa da Dinda, Red Navarro, Coriza, Schwarzmeier, Hábito Sujo, Café Paladin,
Offside, Timbre Stone, Mindash, Beer Class, Cinturão de Orion, 6 Segundos,
High Fission, HB26, Trolhas, Sociedade do Betume, Marmita Nuclear, Raizera, Jesus Americano,
Dfazage, Codinome, Perfeita Simetria,
Nightmare, Classic Boss, entre outras. Algumas podem ainda estar na ativa,
porém é difícil ouvir falar delas, ou não fazem sucesso em sua própria terra
natal. O que sinceramente é uma pena.
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| Luuh |
Nós vemos que muitas vezes isso
ocorre por não terem o devido incentivo dentro da região. Tanto pelo pouco
apoio do público ou governo. Pagamentos baixos por apresentações, públicos que
preferem ir a shows para fora da cidade, além de nem sempre terem o devido
respeito ao trabalho que artistas talentosos fazem. Esse último fator muitas
vezes esta associado a algumas pessoas olharem músicos com certo preconceito.
Atualmente existem poucos pontos
para ouvir músicas fora do mainstream,ou
seja gosto de uma grande parte da população e, de certa forma, dominante. Mas
do que seria o verde sem o azul e o amarelo? Prova disso que o último lugar ao
qual tocava em especial, rock pesado, era o Talibã
Rockbar. Porém fechou. É lógico que existem outros lugares de show. O
problema é que não existem tantos pontos para outros tipos de platéia que não
querem só ouvir sertanejo universitário, funk ou música eletrônica. Mas sejamos
justos, pois nem sempre isso tem relação com o sumiço desses grupos.
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| Paulinho e Eli em sua antiga formação de banda |
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| Izolados |
Uma banda funciona como uma
empresa na qual um “padrinho” (ou seja, nesse caso um empresário) investe nela
visando lucro. É óbvio que um músico precisa ter talento para fazer certo
sucesso. Só que sem possuir o incentivo financeiro adequado isso será um
caminho tortuoso.
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| Hace |
Além disso, todos do conjunto
devem possuir disponibilidade e, principalmente, comprometimento. Podem parecer
muitas exigências, mas sem metas, nenhum projeto mantém-se de pé. O que nós faz
chegar a outro importante ponto: qual é a intenção dos envolvidos? Muitos
pensam em gravar um CD ou se manter como cover
oficial de um grupo já consagrado. Dificilmente não seguem esse processo. Se
notarmos por todo o país, poucas bandas conseguem um sucesso palpável de outro
modo. Especialmente quando possuem estilo próprio que não esteja no foco da
grande mídia.
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| Beer Class |
Existem ainda aqueles que
incentivam os sonhos de novos músicos como o Instituto de Artes Wonpai Art Centrê. Deveriam existir mais lugares
assim, ou pelo menos, bares e espaços para sons undergrounds ou de tipos menos conhecidos. Podendo valorizar trabalhos
bons. Contudo, alguns grupos ainda mantêm a chama de sonoridade excelente aqui.
Como Skizoyds, Macaco Civil, Febre do Rato,
Alambiques Blues, H.A.A.R.P., Coletage e Instinto. O problema é que notamos que
muitas vezes esses grupos são mais valorizados fora de sua cidade.
Agradeço em especial a Gustavo
Ribeiro e João Paulo Munhoz Arantes, músicos e que já estiveram em diversas
bandas. Suas experiências e conhecimento sobre o assunto auxiliaram na pesquisa
sobre esse assunto. E aqui fica a minha singela homenagem como um fã de um som
de qualidade.
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| Coriza |
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