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sexta-feira, 27 de março de 2026

Olímpio de Azevedo: O patrono do cooperativismo leiteiro

Olímpio destacou-se como importante pecuarista leiteiro e líder rural de Igaratá, sendo um dos principais articuladores da criação da Cooperativa Mista de Laticínios de Santa Isabel e Igaratá. Visionário, organizou produtores para melhorar o tratamento e a comercialização do leite, estruturando o setor na região.
Sob sua liderança, a proposta de construir a usina ganhou força, contando com o apoio de produtores locais e financiamento do Laticínio Paulista para aquisição do terreno e execução da obra. Seu protagonismo no fortalecimento da atividade leiteira consolidou seu nome como patrono da cooperativa — símbolo de união, progresso e espírito cooperativista no século XX.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Figuras notáveis: "Beijo Bernardo"

Benjamin Fernandes Barbosa nasceu em 29 de Julho de 1926, isabelense nato, era o terceiro filho de Antônio Fernandes Barbosa e Olímpia Maria de Jesus, era conhecido pelo apelido “Beijo Bernardo” era do comércio, mas iniciou suas atividades laborais em uma Olaria.
Casou-se com Araci de Souza Barbosa com quem teve 10 filhos: João, Neusa, Milton, Valdemar, Elsa, Ivonete, Isabel, Evaldo, além de Mariana e Helena (já falecidas).
Com a chegada da Represa, Beijo Bernardo mudou-se para o Km 74,5 da Estrada Prefeito Joaquim Simão, então SP-56, local onde se encontra a estrada que leva seu nome hoje em dia, e lá residiu por muitos anos.
Foi dono de um armazém muito conhecido Também criador de gado e produtor de leite, sendo cooperado da Cooperativa de Laticínio Santa Isabel, onde entregava leite diariamente. Também foi responsável direto pelo emprego de diversas famílias da zona rural que trabalhavam com ele por muitos anos em suas Olarias (4 ao todo).
Beijo Bernardo foi um homem valoroso honesto e trabalhador um excelente pai e avô primoroso deixando como legado amizade e o amor à família vindo a falecer em 3 de agosto de 2008, aos 82 anos deixando filhos, 25 netos e alguns bisnetos.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Cooperativa Mista de Laticínios de Santa Isabel e Igaratá LTDA


Atílio Magalhães ou Tilico (pai do Amauri e Jura Coroa) reunia amigos e contava que ainda no século XIX, Santa Isabel e Igaratá foram as principais responsáveis pelo abastecimento da capital paulista. Atílio era tropeiro, nasceu em Igaratá, gostava de contar historias sobre a vida de arrieiro, pousadas, paradas para alimentar a tropa, conhecia o trajeto para São Paulo como a palma da mão, dizia ele, a travessia sobre o rio Tietê em Itaquaquecetuba era feito por balsa, sua tropa de quarenta e cinco animais era a maior da região e para uma travessia segura era necessária oito passagens. O verdadeiro tropeiro não permitia maltrato aos animais, tampouco jornadas longas sem descanso, porquanto judiava e prejudicava o comportamento da animália, machucava o dorso e deixava o animal arredio, dizia ele. Nas suas prosas, lembrava que a nossa região era a principal bacia leiteira do alto Tietê, de tal sorte que os derivados do leite: queijo, requeijão, coalhada e doce, proporcionava emprego a muita gente, eram produtos muito procurados na capital. Mais tarde, dizia, já no século XX, na geração dos caminhões, o leite era transportado nas carroçarias em latões de 80 (oitenta) litros cujo destino era os Laticínios da capital que após um processo de pasteurização distribuía o liquido em vasilhame com embalagem publicitária às padarias e mercearias paulistanas. Com essa modernidade, a cidade perdeu os consumidores da capital, sofreu com a baixa venda dos derivados, pois os laticínios da metrópole passaram a fabricar e comercializar os produtos do leite através do comercio paulistano. A partir daí, nossos produtores passou a viver, exclusivamente, da venda do leite, perda significativa no comercio de derivados. Os caminhões transportavam latões de leite de segunda a segunda até rua Dr. Almeida Lima, no bairro do Brás em São Paulo, principalmente ao Laticínio Paulista, maior comprador da nossa riqueza. A coleta do produto feita pelos caminhões era muito difícil, as estradas mal conservadas dificultava o trabalho, lembrando que na estação das aguas o tráfego ficava impossível, resultando em perdas incalculáveis. Assim, com o desejo de mitigar o flagelo do transporte, em meados dos anos cinquenta, quando o prefeito era o Zico Lobo, nossos produtores resolveram criar uma cooperativa de leite em Santa Isabel, uma usina que fizesse ao menos o trabalho de resfriamento do produto de tal modo que o leite alcançasse qualidade e reduzisse o prejuízo dos produtores. Assim, sob a liderança de Olímpio de Azevedo, importante pecuarista de Igaratá, a proposta da cooperativa e a construção da usina ganhou força e despertou interesse da matriz do Leite Paulista que financiou a aquisição do terreno e construção da obra. Os fundadores da cooperativa eram grandescriadores de rebanho leiteiro desta região, como: Pelerson Penido; Gabriel Cianflone; Basílio Alvarenga; Zé Braga; Evaristo Resende; Joaquim Evaristo; Joao Carlos de Souza; Antônio Vaz; Jose Pinto da Cunha; Celio Jose dos Santos; Jose Carlos Prianti; Chico Lopes; Dr. Deusinho; George Barranjard; Ide Saueia; Chiquinho Barbosa; Orival Rosendo; Zuza; Dr. Astélio de Toledo Fernandes; Zé Leite; Quincas Vilela; Lupércio Leite Vilela; Nenê Mendes; Gentil Barbosa; Chico Cunha; Juvenal Ventura; Jose Maia; Chiquito Beraldo; Chiquito de Melo; Leopoldino Pedroso; Nicanor Ernandes e tantos outros. A inauguração foi marcada com grande festa, compareceram empresários da capital e região, imprensa e autoridades estaduais.O primeiro presidente escolhido foi o Sr. Chiquinho Barbosa, importante fazendeiro de Igaratá, a gerência foi entregue ao Quincas Leite, importante criador de rebanho de corte e leite de Santa Isabel. A cooperativa despertou interesse do Alto Tietê, Vale do Paraíba e região Bragantina, agregando cerca de 450 (quatrocentos e cinquenta cooperados), a produção atingiu mais de 6.000.000 (seis milhões) de litros ao ano. Para servir os cooperados, a diretoria construiu ao lado da usina um grande armazém para atender as necessidades do associado, com mercadorias a preço de custo, como: produtos alimentícios; roupa; calçado; vasilhas; vacinas, ração e remédio animal; pneus; lona; instrumentos agrícolas; bicicleta; arreio; laço; corda, enfim tudo. A cooperativa mantinha um veterinário exclusivo para cuidar da prevenção saúde do rebanho. Hoje sabemos que a cooperativa não carrega a pujança de outrora, a concorrência cresceu, os tempos mudaram, mas a cooperativa continua altiva e produtiva.