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quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Lendas de Santa Isabel: simpatia para andar

Existem duas simpatias nesse caso:
A primeira foi me falada por Benedita Caraça da Costa, minha tia. Deixe um pouco de terra solta, próximo de onde a criança tenta andar. Ela deve pisar nela e deixar o sinal de seu pé ali, uma pegada. 
Em seguida, se pega um machado e corta-se em cruzado esse sinal. Em seguida, fale "Corta o medo dessa criança, para essa criança andar". De forma repetida.
Há outra simpatia, dita por minha mãe, Teresa Caraça. Nela, uma pessoa caminha, ajudando a criança. E outra, toda vez que passa por uma porta, faz um risco. Que tem de ser na altura da criança.

sábado, 18 de março de 2023

Culinária isabelense

A culinária de uma cidade demonstra muito de sua cultura. Influências de outras cidades, estados ou até de outros países. Mas também os pratos típicos surge devido a sua fauna e flora local.
Aqui eu listo alguns dos pratos citados por Zuleika de Paula em seu livro, Santa Isabel, SP - Uma Pesquisa de Folclore. Devo confessar que muitos deles tem uma origem mineira, pelo que parece. Ainda assim, muitos deles pode e devem ter uma versão mais isabelense em sua culinária.

Salgados:
  • Bolinho de mandioca;
  • Cozidão;
  • Paçocão;
  • Cozidão com mocotó;
  • Frango frito;
  • Virado de frango;
  • Caldo verde;
  • Feijão tropeiro;
  • Mingau de alho;
  • Cuzcuz;
  • Farofa de ovo;
  • Feijão com cambuquira;
  • Fritada com lambari (verdura de folha);
  • Taiá ou Taioba;
  • Molho azedo;
  • Pimenta curtida;
  • Farinha de milho e amendoim.
Doces:
  • Paçoca;
  • Doce de mamão verde;
  • Biscoito de sequilho;
  • Cocada;
  • Queijadinha.
Bebidas:
  • Pinga;
  • Leite;
  • Rosa sol;
  • Licor;
  • Licor de figo;
  • Café;
  • Melado;
  • Caldo de cana.

domingo, 10 de janeiro de 2021

A Folia de Reis (segundo o Centro de Memória Chico Fotógrafo)

A folia de reis é uma tradição que veio de Portugal, provavelmente que já existia nos primórdios de nossa colonização. Ganhando o gosto popular. 
Ela é uma tradição do Natal, obviamente, associada a história dos Três Reis Magos. Tradicionalmente, elas eram feitas no dia 24 de Dezembro a meia-noite. E iam até o dia 6 de Janeiro, Dia de Reis. Seria sobre a viagem desses personagens, seguindo a Estrela de Belém, para visitar o menino Jesus, recém-nascido.
Esse costume que veio dos meios rurais para as cidades, começa bem antes. Na verdade, toda a estrutura se alterou, devido a questões como trabalho dos envolvidos com a manifestação folclórica. Mas originalmente, os membros dessa folia só cantavam a noite. O motivo é que como os Reis Magos só viajavam nesse horário, para seguir a estrela, eles só cantariam nesse momento em respeito a eles. Veja quantas mudanças.
Entre os instrumentos musicais estão viola, rabeca, pandeiro, sanfona, e cantando de casa em casa. Sempre diante do presépio. Sempre levando consigo sua bandeira, um estandarte, que cada grupo carrega. Com símbolos que representam a Estrela de Belém e o nascimento de Jesus. 
E cantasse as situações que se encontrava na casa: se alguém estava doente, se alguém faleceu, se alguma graça tinha sido alcançada por um santo, com intuito de celebrar. Assim, muitos faziam a promessa de receber a folia em suas casas, dando comida a essa comitiva, dando repouso a noite também, entre outras tantas coisas que poderiam fazer para os ajudar. 
As folias vão pedindo uma oferta, também chamada de esmola, para com ela fazer uma festa comunitária no dia 6 de Janeiro. Ao qual toda a comunidade participa. 
Essas folias são compostas por diversos integrantes: o embaixador, (também chamado de capitão de guia ou mestre), o contra-mestre, o palhaço, entre outros. 

domingo, 5 de novembro de 2017

"Santa Isabel, SP - Uma Pesquisa de Folclore" de Zuleika de Paula

Zuleika de Paula foi aluna da Escola de Folclore, depois, membro da Associação Brasileira de Folclore (Museu de Folclore, SP). Mas precisava complementar o curso com uma pesquisa de campo. Para isso, escolheu o município de Santa Isabel, terra de sua família paterna. 
O livro trata de diversos fatores do folclore local: sua santa padroeira, parte da história, métodos de criação de casas e outras coisas, alimentos e bebidas típicas, artesanato do município, profissões típicas, agricultura, avicultura e pecuária local, fauna, remédios típicos, como funciona o trabalho das benzedeiras e parteiras, tradições como a congada e a Corporação Musical São Benedito, as festas, orações, entre outras coisas que fazem parte da cultura isabelense.
Esse livro foi publicado pela Escola de Folclore, através da Editora Livramento. Em 1982.