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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Escritores de Santa Isabel, até 2025


Aparecido Campos Benedito


Aristides Fontes Filho


Armando Machado

Bertho Horn


Carlos Augusto Trinca Morini

Cauê Gabriel de Oliveira Souza


Ednilson Toledo


Érica Alcântara


Fabiana Sousa


Fernanda Aparecida O. S. S.


Gabriel Bina, padre


Jack Azulita (Raul Caraça)


João Motta


Julio Motta


Juliana Saueia


Laura F. Frúgoli


Lidia Maria Lima


Luan Barbosa


Luis Eduardo C. Tavares

Luiz Del Nero Netto


Luiz Nase

Marcos Antônio R. da Costa


Matheus L. Carvalho


Mavie S. Rosa


Roberto Antunes


Valdevino Coutinho Santos


Vírgilio Frúgoli


Waldir Saueia

Zuleika de Paula

domingo, 20 de março de 2022

Entrevista de Maurício de Sousa a Revista Inovar

"Quando descobriu o dom para desenhar e criar histórias em quadrinhos?
Não fiz cursos. Fui, no início, desde criança, orientado pelo meu pai sobre como usar lápis, pintar, evitar desperdício de papel, copiar do natural. Depois, sozinho, copiava dos gibis as figuras mais interessantes. Decalcava, quadriculava, para ter uma cópia perfeita. E depois passei a criar minhas próprias figuras, personagens. Não fiz cursos. Aperfeiçoei meus desenhos sozinho. Mas sempre ouvindo e aprendendo com profissionais quando possível.

Quando percebeu que isso poderia ser uma profissão?
Mais uma vez foi meu pai, que me levou até a redação de um pequeno jornal esportivo de Mogi das Cruzes (cidade onde eu morava) e me apresentou ao redator chefe, seu amigo, sugerindo que ele utilizasse meus dotes de desenhista. Fui aceito. E comecei a desenhar e publicar ali. Deveria ter uns 16 anos. 

Qual foi seu primeiro personagem, como ele foi criado?
Meus primeiros personagens foram o Bidu e o Franjinha. O Bidu foi inspirado em meu cachorrinho Cuíca. Mudei o nome para aproveitar essa palavra "bidu" que na época do final dos anos 50 era muito usada para designar alguém que sabia tudo. O Franjinha foi inspirado em um amigo.

De onde vem a inspiração para seus personagens? É verdade que o Chico Bento é inspirado em Santa Isabel, sua cidade natal?
Eles nascem quando eu sinto que faltam personagens adequados a um novo tipo de mensagem ou situação. Daí busco ideias ou inspiração em pessoas conhecidas, parentes, amigos, que sempre me dão "humanidade" necessária para que esse personagem se identifique mais fortemente com o público. Chico Bento tem um pouco de cada lugar em que vivi no interior de São Paulo.

Você já ganhou vários prêmios e títulos, além da homenagem da Escola de Samba Unidos em 2007, existe algum especial?
A conquista de prêmios sempre é bem vinda, nos estimula e valoriza nosso trabalho. Mas o maior prêmio que carrego comigo são os milhares de leitores que, apesar de toda a tecnologia com MP3, celulares, games, internet, etc, ainda encontram um tempinho para ler nossas historinhas. Várias já disseram que aprenderam a ler com meus gibis. Isso é meu combustível nesse e nos próximos anos.

Como é fazer parte da Academia Paulista de Letras, como aconteceu o convite?
Fui convidado por alguns membros e amigos escritores conhecidos. Além da honra de me sentar ao lado de luminares da literatura e intelectualidade, beber de suas luzes e inteligências, gostaria de atrair crianças e jovens para conhecerem a Academia e seus representantes.

Hoje entre quadrinhos e tiras de jornais, suas criações chegam a cerca de 50 países. Os quadrinhos se juntam a filmes, ilustrados, revistas de atividades, álbum de figurinhas, CD-ROMs, livros tridimensionais, livros em braile, etc. Você tinha ideia que chegaria onde chegou, qual seus planos para o futuro?
Há uma identificação dos leitores com os nossos personagens. Provavelmente a semelhança de hábitos e costumes entre eles. A turma - criança ou jovem - fala e age como muitos dos leitores. Há quase que uma cumplicidade de hábitos. O que facilita e aponta para o sucesso de nossa obra. 
Temos tido cuidado de manter essa proposta nas nossas produções. Desde sempre. E tem dado certo já há mais de meio século. Já o futuro.

Você ainda desenha desenha e participa da criação das histórias?
Fico algumas horas no computador, avaliando histórias, cuidando de correspondências, examinando desenhos (na tela). E quando dá, reuniões de negócios ou para discutir novos projetos. Na coordenação dos roteiros tenho ajuda de minha filha Marina. Gostaria de ter mais tempo para desenhar as historinhas do Horácio.

Qual a sua dica para quem quer seguir a mesma carreira que a sua.

Quando você escolhe uma atividade ligada à criança, sua missão não tem tempo de terminar. Criança nasce todo dia. E se fazemos algo que as agrada, que nos agrada, que é positiva, alegre, divertida (como as crianças), seguimos em frente sem botão de parar. Enquanto possível, com a mesma energia. Agora, se quiser se dedicar à produção de historietas, tem que estudar bons autores, aprender com seus desenhos, e ler, muito. Instruir-se."

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Minha opinião sincera sobre a exposição sobre HQs no Centro Cultural, em 2022

Recentemente, em stories do Facebook e Instagram, eu critiquei a exposição de história em quadrinhos na cidade. Eu escrevi e repito aqui "Uma exposição de HQs, sem foco em HQs".
Muitas pessoas CONCORDARAM comigo. Pessoas que passaram pela exposição, adultos, que compreendem sobre isso. Na verdade, em alguns casos, pessoas me falaram isso de forma própria. Sem eu precisar perguntar sobre isso.
Então, qual o problema? Vejamos:
Uma exposição, tem que ter como foco aquilo que se propuseram a exibir. Não é necessário ter peças daquele tema, originárias do lugar (de outro país) nesse caso, mas tem que focar no assunto proposto. Exemplo: uma exposição do Egito Antigo, não precisa ter um sarcófago ou uma múmia, mas pode ter uma maquete de uma Pirâmide de Gizé. Mas note, que existem pirâmides em outros países, para outros usos. Talvez tenha começado a entender onde quero chegar.
A exposição tem artes maravilhosas feitas em papercraft por Luciano, artista de Arujá. Não vamos entrar no mérito que o cara não é daqui. pois isso não importa para os visitantes muitas vezes. Entretanto, temos artistas que a Secretária de Cultura poderia contatar como Matheus. Ao qual já escrevi em um texto no blog Espaço Aberto SI.
Falado isso, as imagens não são de HQs. Preste atenção, com exceção do personagem Naruto Uzumaki, não há personagens ali de histórias em quadrinhos, mas baseados nos FILMES e GAMES. Se o foco são as bandas desenhadas, por qual motivo temos imagens que se focam mais nas mídias audio-visuais? Se quiser que as pessoas entrem em cinemas, a ideia foi ótima.
Eu vou dar um exemplo: Eu quero trabalhar com HQs, nas aulas de história. Então, eu devo procurar textos dentro das revistas que tenho, que façam esse link entre a diversão e o estudo. Que tratam sobre um período histórico específico, nesse caso. Não colocar qualquer coisa, só por ser legal.
Independente disso, não vi (e outras pessoas não viram) um conteúdo que possa ser absorvido para maior compreensão desse trabalho. Pior, apesar de ter falado (até agora seis vezes) ao Secretário de Cultura, sobre chamar artistas (em especial ilustradores e quadrinistas que existem já na cidade) para colaborar com eles e talvez criar algo para os divulgar, ou quem sabe, até mesmo produzir algo próprio pela prefeitura... Fui ignorado, mas ele quer sempre fazer uma reunião apenas comigo. Se pode falar com um, por qual motivo não falar com todos.
E se alguém me falar que há histórias em quadrinhos raras por lá, sei disso. Entretanto, nenhuma pode ser lida normalmente. Eu tenho comigo algumas HQs nacionais e internacionais, também raras. Que não devem ter o mesmo valor econômico, mas que tem sua importância, ao qual poderiam ler.
Gostaria de deixar aqui que já escrevi dois livros sobre HQs (uma em geral e outra sobre mangás e animes).

terça-feira, 28 de maio de 2019

O Menino que Desenhava Monstros de Jack Addams


Vejam a sinopse dessa obra de Jack Addams:
"O Menino que Desenhava Monstros conta a história de um menino que pretende montar um guia ilustrado de como identificar os monstros que vemos no dia a dia mas que “fingimos não ver”  Eri Lira é um garoto corajoso que pretende ajudar a salvar o mundo expondo todos os monstros e se vê em uma missão mais direta, quando começa a suspeitar que sua professora está sendo atacada constantemente por um monstro. Eri e seu novo amigo Du, um garoto cheio de fobias decidem salvar sua professora e enfrentar o monstro que a ataca."
O trabalho de Jack tem só melhorado durantes os anos. E é possível notar isso com seu texto e desenho. Mesmo possuindo um teor amedrontador em seu trabalho, ele ainda possuí um ar infantil em suas personagens. Isso traz um ar de realidade ao conjunto da obra.
A história em quadrinhos ainda não está pronta, mas quando estiver, eu espero conseguir um exemplar.
Confiram esse e outros trabalhos no Instagram dele ( @estranha_arte_do_jack ) ou no Facebook, ao procurar por A Estranha Arte do Jack.

Nota pessoal: o trabalho do Jack eu acompanho já faz um tempo e só vem melhorando cada vez mais. Muitas vezes a cidade concede oportunidades as pessoas que não desenvolvem trabalhos tão magníficos quanto o dele, não tem o cuidado com cada página que esse rapaz possuí. Então, quando estiver pronta essa HQ, comprem. Pois eu, se estiver trabalhando vou comprar. Assim como fiz com outras obras isabelenses e de fora. Já que eu valorizo a cultura.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Café Filosófico

No dia 27 de outubro de 2017, foi inaugurado o Café Filosófico em Santa Isabel. 
Aconteceu na Biblioteca Municipal Maria Helena Marcondes o primeiro encontro, recebendo o autor Luis Eduardo Caraça Tavares para falar sobre o universo das histórias em quadrinhos e contos de terror.
Ele já escreveu nove livros publicados pelo site Clube de Autores, e seu livro de contos (Cliffhangers) possuí alguns contos de terror.