Mostrando postagens com marcador Mazzaropi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mazzaropi. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de março de 2023

Clube Literário e Recreativo de Santa Isabel

O Clube Literário e Recreativo de Santa Isabel apesar de conter muitos membros da elite isabelense, não deixava de auxiliar os jovens que quisessem ocupar sua mente com atividades intelectuais. Pelo menos é isso que cita Dr. Isaias Bueno.
O clube ocupava uma casa no Centro, cujo núcleo acomodava a recepção, salão de jogos, sala de leitura e secretária. No horto, ergueu-se um confortável ginásio para a prática de esportes, danças e atividades culturais. O ambiente permitia a realização de bailes, desfiles e shows, nos fundos um palco completo com cortinas, luzes, som e caixas dotadas de toucador e privacidade.
Os instrutores vinham do recém inaugurado ateneu (estabelecimento de ensino secundário), e ensinavam em aulas de canto, dança e artes cênicas. As instruções de judô, luta livre e boxe ficava a cargo de Adhemar de Freitas, Francesco Longo e José Domenech.
O lugar proporcionou bailes memoráveis de formaturas, debutantes e datas comemorativas. As orquestras eram de alta linhagem nessas festividades: Continental de Jaú; O. K. de Taubaté; Biriba Boys de S. José e Internacional Orquestra "Casino de Sevilla".
Eles tentaram várias vezes realizar os bailes carnavalescos da cidade, mesmo quando recorreu para uma ideia mais filantrópica. Os foliões tinham mais predileção pelo Juta e o Lanifício, naquela época. E também por ser formada pela elite esse clube, talvez.
Segundo o que se sabe, nas peças teatrais, subiram ao palco pessoas famosas como Jofre Soares e Mazzaroppi. E que atores locais, também interpretavam sonetos, poemas e peças curtas. E uma delas, O Diário de um Capadócio, foi escrita e interpretada pelos alunos Mamoru, Isaías, Adil e Humberto, com auxílio da Profa. Marilda.
O Clube Literário era sustentado pelo "escol" (pessoas mais cultas) da sociedade local, diz Isaias Bueno. O que demonstra seu termino.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Lendas de Santa Isabel: Figuras históricas nacionais em Santa Isabel

Há muitas lendas que foram comprovadas aqui na cidade. Como por exemplo, a de que nossa cidade já deve show da banda Sepultura. Isso foi comprovado em um flyer que João Gordo mostrou a Andreas Kisser, em redes sociais. E quem quiser, pode falar com Assis, que coordenou o show no Ginásio de Esportes.
Outras lendas, foram desmistificadas. Muitas pessoas pensam que Mazzaropi filmou em Santa Isabel. Isso se deve a outro cineasta, que realmente filmou no município, e o nome do filme que fez aqui. Ladrão de Galinhas, diferente do grande interprete de Jeca Tatu que fez O Ladrão de Galinha, no singular. 
Mas algumas, jamais foram confirmadas. É dito que, sem comprovação histórica, a atual casa paroquial teria abrigado Dom Pedro II e o poeta abolicionista Castro Alves.
Há pontos que contradizem e corroboram com essa história. É que, apesar de falar que Santa Isabel era um grande ponto de tropeiros, isso geograficamente não era verdade. Entretanto, um dos sinos da cidade (talvez no Rosário ou da Matriz) seria um presente de Dom Pedro. Então, o que acha?

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

O filme que foi gravado em Santa Isabel

Há um filme, que dizem ter sido filmado em Santa Isabel e por Mazzaropi, que sempre percorria as conversas dos mais velhos no município. Então, eu recentemente descobri a verdade.
Assim como Mazzaropi, outro artista teria criado um personagem caipira. Wilson Roncatti.
Na época, os gêneros de filmes brasileiros ocorriam com uma dose forte do "caipira", criado por Mazzaropi. Ele era até chamado de "Rei do Cinema Nacional". E os produtores tentaram algumas fórmulas, como os de longas com duplas sertanejas, para o destronar.
Um bom estilo “caipira” é o que foi feito por Wilson Roncatti. O filme é “Ladrão de Galinhas”. Wilson Roncatti, é no filme, o personagem Chico Raposa, ingênuo, burraldo, ignorante, simples, como Mazzaropi. Mas, fisicamente, não se parece com ele. Nem no comportamento. Talvez esteja aí a chave do sucesso da época.
Quando “Ladrão de Galinhas” foi às telas, ninguém esperava que o público fosse acolher como acolheu. Nem Wilson, nem o diretor, nem tampouco os produtores. Mas, o filme aconteceu. Não foi – é óbvio – um “estouro” de bilheteria, mas foi muito melhor que muitas obras da época.
Ele foi exibido muitas vezes, como podemos ver na imagem. Em especial, na cidade de Arujá, como diz no anúncio, como uma obra de Wilson Roncatti.
Entretanto, o que deve ter confundido algumas pessoas é o seu título. "O Ladrão de Galinha" é o nome que aparece no anúncio. Nome idêntico a uma obra de Mazzaropi, que como falamos, é um ator que popularizou os filmes caipiras. Entretanto, o nome original da obra de Roncatti é O Ladrão de Galinhas.
As locações teriam sido a Fazenda São Judas Tadeu (Fazenda Penido), Casarão do Dario e a Praça da Bandeira, em Santa Isabel, no ano de 1975.