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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Reconhecimento por Roberto Drummond Mello Silva

"Excelente a iniciativa do Centro de Memória Francisco Sanches Batista que desde a sua fundação (Junho/2020) vem colecionando a história de Santa Isabel. A ideia nasceu a partir de fotografias em preto e branco executadas por Chico Fotógrafo que por toda nossa região (Poá, onde nasceu, Arujá, Santa Isabel e Igaratá com passagem por Jacareí) viveu, ensinou fotografia e documentou momentos dos anos 60 e 70.
O bom trabalho ficou ainda mais evidente ao aproveitar as comemorações dos 190 anos de Santa Isabel, para buscar no trabalho geógrafo Aziz Nacib Ab´Saber que na condição de estudante em seu trabalho de doutorado, visitou Santa Isabel redigindo aqui a sua defesa de tese quando chamou à cidade e todas as pequenas comunidades do Vale do Paraíba de “cidades mortas”, inclusive a que ele nasceu de uma família pobre, em 1924, em São Luiz do Paraitinga. O trabalho apresentado na VI Assembleia Geral Ordinária da Associação Geográfica Brasileira, tornou-se uma das principais fontes acadêmicas sobre a paisagem e a vida de Santa Isabel e região.
Aproximadamente meses antes de falecer (março de 2012) Aziz Ab´Saber foi entrevistado pela repórter Érica Alcântara para esse jornal. Foi uma entrevista bem humorada na qual ele citou toda a sua obra em que se referia à cidade e analisava o comportamento de moradores nos anos 50.
Faço esse registro porque, embora por 32 anos circulando em Santa Isabel e registrando a sua vida, em nenhum momento o Centro de Memória se refere a reportagem que trouxe de volta à consciência histórica, a existência desse homem que deixou um legado de 487 obras publicadas, entre as quais, três teses, 28 livros, 51 capítulos de livro, 215 artigos, sete prefácios e apresentações de obras técnicas, quatro resenhas, 26 publicações relacionadas a participação em eventos, 97 publicações na imprensa, 33 entrevistas (entre as quais a da repórter mencionada) e 19 obras inéditas.
Não sou de cobrar reconhecimento pelo trabalho que desenvolvemos, mas não posso deixar passar essa oportunidade para lembrar que as pessoas que abrem portas precisam ser reconhecidas para que se faça justiça ao tempo em que elas viveram.
Foi o Jornal Ouvidor que trouxe e garantiu, durante um ano, o retorno e a estadia de Chico Fotógrafo a Santa Isabel. Sua classificação como historiador através da fotografia foi feita em reportagem que relatava o seu retorno à cidade.
Todos temos mérito e, como sempre digo, o reconhecimento incentiva!"

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Ouvidor: o jornal mais antigo da cidade


O Jornal Ouvidor talvez não tenha sido o primeiro jornal da cidade. Contudo, é o com maior tempo ligado a cidade. Só que ele não trata só sobre os assuntos de Santa Isabel.
Ele surgiu em 1989, no dia 7 de abril. Coincidentemente, esse é o dia do jornalista, além de ser o aniversário de Roberto Drummond Mello Silva. Este que é o fundador do jornal. Mas vamos voltar um pouco mais no tempo.
Roberto, formado em letras, professor, começou um projeto com seus alunos em Igaratá. Algo voltado exatamente ligado para a área do jornalismo. Isso deu tão certo, que tempos depois, esse "trabalho escolar" se tornaria o Ouvidor, jornal que todos conhecemos. 
Para aqueles que não saibam, a sede dele permanece em Igaratá. Só a redação veio para Santa Isabel em 1995. Além das duas cidades, o jornal também sempre foi entregue para Arujá. Atualmente, ele é distribuído para Nazaré Paulista, São Paulo e São José dos Campos.
O símbolo que aparece sempre na primeira página do Ouvidor é um Ex Libris. Um símbolo expresso, normalmente mais ligado a livros, mas que pode ser usado em obras impressas. No caso, era referência aos pequenos jornaleiros na época de Vargas, que sempre gritavam as manchetes. Já o nome vem de muito tempo atrás. O ouvidor é uma figura da idade antiga, em territórios como a Grécia clássica, que levava as questões e problemas da comunidade até o governo. Uma das muitas funções do jornal por aqui e região.
E umas das suas principais funções do jornal é fazer criar. Como assim? Explico: ele surgiu para criar um senso crítico na população das cidades. E para isso não poupa meios para conseguir sua intenção. Primeiro através do meio impresso, além dos meios digitais como seu site, Facebook, Instagram e Whatsapp. Este último esta indo muito bem pois com isso surgiu uma nova coluna no Ouvidor, assim os membros da cidade podem mostrar aquilo que acontece na cidade. De forma mais rápida e urgente se preciso. É chamada de Você é o repórter.
Entre algumas das notícias mais importantes na história do jornal, esta a morte de um nome importante na cidade: Cianflone. Tanto que isso rendeu uma edição extra. Sem contar quando o jornal foi censurado bem em sua primeira página. Isto ocorreu pois os secretários na administração do antigo prefeito, Hélio Buscarioli, foram acusados e levados presos por corrupção. Ainda assim, a publicação continua firme e forte. Figurando como um dos principais meios de informação na cidade.