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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Figuras notáveis de Santa Isabel: José Coelho Porto

José Coelho Porto era filho de Joaquim de Souza Porto e Etelvina Maria da Conceição, tendo nascido em Santa Isabel em 5 de Dezembro de 1908, falecendo em 22 de Março de 1988. 
Casado com a senhora Celina Vieira Porto, teve três filhos: Everaldo, José Carlos e Clóvis Vieira Porto, que já foi vice-prefeito de Santa Isabel. Coelho, como era tratado por todos, passou sua vida contando dinheiro que entrava e saia da Prefeitura Municipal, onde por mais de trinta e cinco anos, onde exerceu o cargo de tesoureiro. Coelho viu passar pelo comando da prefeitura diversos prefeitos, diante de um caráter incorruptível e amigo de todos, segundo o que Virgílio Frúgoli escreve sobre ele.
Ele tinha um hábito interessante. Gostava de ler o Gibi, revistinha de crianças, surgida na época, permanecendo muitos anos com suas histórias de aventuras. Virgílio Frúgoli, ao escrever sobre esse Gibi, comenta sobre o "caráter de fazer coisas que não prestam das revistas do gênero". Mas o próprio não sabia o sobre o assunto

Um dicionário de português brasileiro hoje certamente trará a definição de gibi como “nome dado às revistas em quadrinhos” — ou algo parecido com isso. Nos anos 1930, contudo, o verbete tinha cunho racista: era “menino negro”, “negrinho”, “tipo feio e grotesco”.
Em 12 de abril de 1939, há exatos 85 anos, a editora O Globo lançou uma revista em quadrinhos chamada Gibi. Na capa, como um símbolo, todos os números traziam uma representação estereotipada negativamente de um menino negro, o tal “gibi”, mascote que emprestava nome à publicação.
Os traços eram carregados de um viés pejorativo e discriminatório. Em conversa com a BBC News Brasil, a cartunista Laerte definiu essa ilustração como “um menino negro como se desenhava em tempos de racismo livre”.

A verdade é que Virgílio Frúgoli e diversos adultos (como funcionários da Cultura e Turismo, assim como da Prefeitura de Santa Isabel) sempre viram histórias em quadrinhos como uma arte infantil. Esquecem obras que tratam de histórias reais de forma mais simples (como Maus de Art Spielgman), ficções mais sérias (como Soldado Desconhecido de Garth Ennis, ou O Eternauta de Héctor German Oesterheld), obras fantasiosas mas sérias (como Sandman de Neil Gaiman), ou que revisitam personagens clássicos com novas perspectivas (como Patrulha do Destino ou Homem-Animal de Grant Morrison), entre tantas outras obras. Enquanto eles caracterizarem apenas como coisa de crianças, essa arte será marginalizada ao se tratar sobre ela.
Sobre Coelho, ele exerceu o cargo de prefeito interino, no ano de 1947.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

A enchente de 1965

Virgílio Frúgoli, em seu livro “Marcas do passado” relata em um capítulo sobre a pior enchente da história de Santa Isabel. Ele conta que o fatídico dia de verão do ano 1965, fora dentro da normalidade. Porém à noite, ventos e trovões, anunciavam uma tempestade.
Rapidamente o Ribeirão Araraquara, transbordou em minutos enchendo todo o centro da cidade. A região central de Santa Isabel se estabeleceu sob uma região natural da várzea dos ribeirões, o que colabora com a rapidez que a agua tem em se acumular.
Desde a região do bairro Treze de maio até o início da Avenida República a agua se manteve em um nível entre um a dois metros, causando destruição e perdas por onde passou.
A Delegacia de Policia, no atual (2024) prédio do Paço Municipal e que em seu subsolo ficavam as celas já estava tomada pela água, os presidiários tiveram que ser transferidos para o prédio do Fórum.
Na mesma região a casa de Mario Gonçalves, gerente da Fábrica de Juta, fora totalmente devastada pela fúria dos roldões de água.
A Fábrica de Juta (Galeria) foi inteiramente inundada. Tambores de óleo destinados às caldeiras, madeiramento, móveis e documentos tudo foi arrastado pela fúria da correnteza e nunca mais encontrado, assim como a recuperação dessa importante indústria isabelense, que pouco tempo depois foi decretada sua falência.
Muitos moradores antigos lembram com tristeza dos detalhes da maior tragédia natural da história de nosso município. O progresso da cidade ficou estagnado por muito tempo. Até ser ajudada pelo plano de governo estadual de industrialização da Grande São Paulo, o que ocasionou na vinda de algumas novas indústrias para a cidade.
Uma coisa que o texto de Virgílio Frúgoli, assim como o Centro de Memória Chico Fotógrafo, não cita é o seguinte: como, tanto a sociedade civil, como o governo municipal, jamais trataram o problema das enchentes de forma adequada. E como esta situação se estendeu até hoje. Já diria a frase antiga "aqueles que esquecem o passado, estão fadados a repetir ele". E muitos dos moradores que sabem desses acontecimentos antigos de 1963, se viram NOVAMENTE, assistindo a algo tão triste.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Lendas de Santa Isabel: O OUTRO motivo do nome Pendura Saia...

Os mais atrevidos, falam que a Avenida Brasil e o Cruzeiro se chamavam assim, por outro motivo. Essa anotação está no livro Marcas do Passado de Virgílio Frúgoli.
Diziam que como era um local mal iluminado, a rapaziada levava as moças, onde o amor era feito sob a luz das estrelas. Como não haviam cabides por ali, as meninas quando se entregavam a relação (Virgílio Frúgoli escreveu "se tornavam Evas"), penduravam suas roupas nos arames. Aproveitando a noite na área.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

O começo e a estrutura do Lar dos Velhinhos

Partindo da idéia do senhor Virgílio Frúgoli e de sua esposa, dona Laura, de fundar uma entidade de assistência a crianças desamparadas, mudaram posteriormente os planos para a velhice, muito mais afetada pelo abandono.
Com o apoio de diversas pessoas, nasceu a primeira diretoria e com o tempo iniciou-se a construção do prédio que existe. Com o auxílio da prefeitura local da época, do Conselho Estadual de Auxílios e Subvenções, de amigos, de campanha e festas beneficentes, aí está o resultado se concretizando.
Na época tinha capacidade para 80 pessoas aproximadamente, 2 enfermarias, consultório médico, consultório dentário, 2 salas de recuperação, lavanderia, cozinha, refeitório, clausura, escritório, recepção e 4 semi-apartamentos.
Todo o atendimento é gratuito e sua inauguração ocorreu em 26 de Agosto de 1969.
Sua composição na diretoria da época era:
  • Presidente: Vírgílio Frúgoli;
  • Vice-presidente: Luiz Carlos de Oliveira Fiorante;
  • Primeira secretária: Odila Nogueira Porto;
  • Segundo secretário: Virgílio Frúgoli Filho;
  • Primeiro tesoureiro: Aparício Alves Gonçalves;
  • Segundo tesoureiro: Francisco Miranda;
  • Procurador: Benedito Lobo de Camargo.
Está situado na Avenida Vereador Sebastião Claudiano, número 836.