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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Poesia de Valdevino Coutinho

Santa Isabel, cidade querida,
Um pedacinho da minha vida 
Da Grande São Paulo és o Paraíso,
Recebe os visitantes com abraços e sorrisos.

Com pessoas bondosas e hospitaleiras,
Desta nação és a primeira,
Com água pura nas fontes
Jorrando noite e dia, 
Ela desce dos montes
Para nossa alegria.

As cachoeiras tal como a do Ouro Fino
Não podemos esquecer
A mulher vira menina
E passa a correr, 
Pelas águas cristalinas
Sem perceber.

A garoa e a serração,
Da mais prazer na vida,
Enche-me de emoção,
Essa terra querida.

O ar puro da montanha
Não há coisa igual, 
Quem conhece não estranha
A Beleza da mata natural

Cidade abençoada por Deus,
Nunca devemos te deixar,
Receba abraços dos filhos teus
E daqueles que queiram te amar.

Poesia de Valdevino Coutinho dos Santos

domingo, 5 de setembro de 2021

Texto de Érika Gatti

Quem me dera ao menos uma vez
Não me sentir um fardo, um peso...
Mas todas as vezes que fecho meus olhos,
Eu me lembro que sou um eterno talvez.

Me dói os ombros,
Me falta o ar.
Eu não sinto mais meus pés
E me falta ar para respirar.

Às vezes penso que posso ser grande.
Às vezes penso que posso voar…
Mas sempre alguém me lembra de que eu,
Definitivamente não sou capaz!

E quem sou eu?
Quem sou eu quando a porta se fecha?
Quem sou eu, quando ninguém vê as lágrimas rolarem?

A incompetente.
A demente.
A destrambelhada.
A alma condenada.

Talvez, só por um momento se eu não tivesse...
Enfim, existido…
Talvez eu tenha tido um pouco de paz...
No grande vazio da minha existência
A falta de coerência é o que me satisfaz.