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quinta-feira, 10 de abril de 2025

Figuras Notáveis de Santa Isabel: Agenor Corrêa da Silva (parte 4)

Agenor era também conhecido por Agenor Gordo, não pela gordura em seu corpo, mas pelo apelido do pai, era também amante da música. Era um músico versátil tendo em mira que manobrava vários instrumentos musicais, sendo porém o seu xodó, o saxofone, que tocava admiravelmente, tendo sido inclusive discípulo de Domingos Pecci, tio-avô de Virgílio Frúgoli e primo irmão do Papa Joaquim Pecci, ou Papa Leão XIII, autor da Encíclica Rerum Novarum. Que em sua época, Domingos era o expoente máximo do saxofone.
Agenor que continuou morando com sua filha, genro e netos, com quem vivia muito bem, aproveitou bem sua aposentadoria, misturando a mesma com um pouco da política municipal. Sendo em grande parte por conta do político Joaquim Simão, com quem sempre lutou lado a lado, nas conquistas eleitorais. Acometido de grave enfermidade, ele faleceu em 26 de Março de 1986, com seus oitenta e um anos de idade.

segunda-feira, 31 de março de 2025

Figuras Notáveis de Santa Isabel: Agenor Corrêa da Silva (parte 3)

Benedita, filha de Agenor Côrrea da Silva, formou-se seguindo os passos de sua mãe, lecionando até a sua aposentadoria, nesta cidade. Aqui, conheceu o então, jovem João Mascarenhas, conhecido por muitos como João Dudú, natural do Ceará, aqui se aclimatou mais do que bem. Como comprador da então fábrica de crinas, A Vencedora de propriedade antes de um chinês muito cortês e educado, além de ser grande amante do povo brasileiro, chamava-se Júlio em português. Sendo grande admirador do João, que se tornou seu homem de confiança. 
João trabalhou ali até sua desativação que durante décadas, deu serviço para muita gente, além de deixar o nome de Santa Isabel conhecido no mundo todo, para onde era exportada sua produção. João antes de enfrentar o basquete civil, era internado em um seminário em Jundiaí, São Paulo, onde se preparava para ser padre. No entanto, em tempo e para sorte de Benedita, viu que não tinha vocação necessária para a vida religiosa, desistindo portanto da mesma. Pelo que é escrito por João Frúgoli, até que João poderia ser um bom padre, pois preparado, educado e profundo conhecedor das dificuldades humanas, saberia perfeitamente manejar a vida de celibatário. 
João e Benedita tiveram quatro filhos: Maurício, formado em Ciências da Computação, trabalhando em grande firma da Capital; Denise, analista de sistemas, também trabalhando em São Paulo; Gláucia, professora trabalhando na Câmara Municipal; e Matheus, que se formou em faculdade na Capital.

terça-feira, 25 de março de 2025

Figuras Notáveis de Santa Isabel: Agenor Corrêa da Silva (parte 2)

Agenor fora casado em primeiras núpcias com Benedita Barbosa Corrêa da Silva, com quem teve uma única filha de nome Dalva, que, no parto juntamente com sua mãe vieram a falecer. Este casamento fora realizado no subdistrito de Penha de França, na Capital do Estado, em 10 de Maio de 1938. Casou-ser em segundas núpcias com Laurentina de Souza Lorena, no subdistrito do Belenzinho, também na Capital, em 31 de Julho de 1939. Dona Laurentina veio para cá como professora que era, formada pela Escola Normal Padre Anchieta ou Escola Normal do Brás, como era mais conhecida. Quando estudante, para manter-se como tal, trabalhava em vários hotéis da capital, como interprete da língua italiana. Aqui ela lecionou por longos anos, começando no Grupo Escolar que se localizava na atual Casa Paroquial, que sempre fora a mesma e no mesmo local, passando após para o prédio conhecido como sobradão, de propriedade dos herdeiros de Dario Vieira de Paula, desativado visto o crescimento da cidade e a construção de prédios próprios para o ensino primário. Agenor não se casou mais e com Benedita sua também única filha do segundo matrimônio, continuou vivendo com Laurentina. Veio a falecer em 20 de Março de 1957.


sexta-feira, 7 de março de 2025

Figuras Notáveis de Santa Isabel: Agenor Corrêa da Silva (parte 1)

Era filho de José Corrêa da Silva, Maria Benedita de Sales, nasceu no então bairro do Putim, hoje bairro da Cachoeira, em Santa Isabel em 16 de Fevereiro de 1905. Desde cedo com seu pai, começou na lida do gado, que era o ramo da família, como criadores e comerciantes da espécie. Ali aprendeu a dura vida de lidar com o gado e a vida de peão de boiadeiro, pois constantemente levava as manadas para os frigoríficos da Capital do Estado onde eram comercializados e prontos para o abate. Essa jornada era longa e exaustiva, tornando assim Agenor um rapaz de complexão forte, robusta e duro no trabalho. Jovem ainda, com seu pai montou um açougue na cidade, onde permaneceu até os dezessete anos de idade. Logo depois foi a Força Pública do Estado de São Paulo, se tornando corneteiro de seu regimento.
Ainda como soldado participou das revoluções de 1924, 1930 e na Revolução Constitucionalista de 1932, sendo o seu batalhão destacado para a divisa do Estado com o Mato Grosso. Depois desses acontecimentos, que conseguiu sair ileso, voltou para cá, dando baixa na Força Pública, montando outro açougue, agora de sua inteira propriedade. Tempos após deixou em definitivo a vida de açougueiro, tendo sido nomeado escrivão de polícia. Lá permaneceu até ser nomeado para o cargo de escrivão do cartório do Registro Civil, onde veio a se aposentar pela Lei da Compulsória, ou seja, aos setenta anos de idade.

domingo, 18 de julho de 2021

Boi Nobre: um empreendimento de verdadeira qualidade em Santa Isabel

Empreendimentos muitas vezes fazem parte da história da cidade. E quando falamos de um que possuí extrema qualidade, esse é o Boi Nobre.
Localizado na Avenida Manoel Ferraz de Campos Sales, 667, é difícil não notar a fila que é feita para obter suas carnes.
Depois de aprender o ofício de açougueiro, Cido o dono, batalhou para ter seu próprio negócio e se tornar referência na cidade. Ele trabalhou mais de 30 anos em uma empresa onde seu chefe na época, lhe ensinou muito de administração. E para isso, vendeu uma propriedade e comprou uma loja que era bem pequena ainda. 
Além de tudo que já estamos acostumados (carnes bovinas, suínas, entre outras) há uma grande variedade de cortes especiais do tradicional. 
Cido ama tanto seu trabalho, que ele é responsável pelos cortes até hoje. Separando cada parte como se fosse uma terapia. E sua equipe está sempre se atualizando e inovando, seja com novos corte ou temperos, por exemplo.
Geraldo Aparecido da Silva, o Cido do Boi Nobre está nesse seguimento comercial de carnes há mais de 40 anos. Sendo que ele o faz desde de adolescente. 

ENTREVISTA com "Cido do Boi Nobre". Revista Inovar. Santa Isabel. Julho de 2021. p. 16.