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sábado, 30 de março de 2024

Templos religiosos de Santa Isabel

Igreja Nossa Senhora Santa Isabel

Igreja Nossa Senhor Aparecida

Igreja Pentecostal Deus É Amor - Sede Setorial

Igreja Presbiteriana do Brasil

Terreiro no Monte Serrat

Centro Espírita Alvorada Cristã

Centro Espírita Nosso Lar

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Em 1919, o governador Altino vem para Santa Isabel

Com a inauguração da energia elétrica em 1914, pelo Prefeito Manoel Antônio Mendes, Santa Isabel passou a conviver com o desenvolvimento da cultura, turismo, educação, serviço, comercio e indústria. A Tecelagem Maggi, o Hotel do Comercio, hospedarias e pousadas, as Escolas Reunidas sendo 1 urbana e 5 rurais, 2 cinemas: Cine Oriente e Cine e Teatro Iris, Associação Recreativa Sete de Setembro, Banda Sete de Setembro e Banda Municipal, tudo contribuía para a alegria dos isabelenses e turistas.
Em 1916, assumia o Poder Judiciário de Santa Isabel o Doutor Tancredo do Amaral que atraído pelo encanto da cidade trouxe a esposa Maria Rita do Amaral e os filhos Florêncio e Marina, professores formados na Escola Normal de Pirassununga, para lecionar na cidade.
A professora Marina do Amaral, logo, conheceu o professor Benedito Ferreira da Costa que lecionava no Bairro da Figueira, foi amor à primeira vista, namoro, noivado e casamento agendado para 15 de maio de 1919 na Igreja Matriz do Rosário que outrora acolheu a Padroeira Santa Isabel até a inauguração da Matriz em 24 de outubro de 1929.
O Dr. Tancredo do Amaral era bem relacionado com o governo do estado, já havia ocupado o cargo de Secretário Estadual da Educação no governo de Albuquerque Lins e Chefe de Gabinete do Deputado Federal Carlos de Campos, assim convidou o Governador Altino Arantes para paraninfar a filha Marina.
No dia do enlace um forte esquema de segurança organizado pelo Coronel Ricardo Arantes tomou conta da cidade para conforto do governador e seus ajudantes de ordem comandado pelo Tenente Herculano de Carvalho, Santa Isabel nunca viu tanto carro oficial na cidade.
Junto com o Governador Altino Arantes veio o Deputado Carlos de Campos e esposa Maria de Lourdes de Souza Campos que paraninfaram a noiva no civil, pelo lado do noivo foram paraninfos o Comissário Nicanor Leite do Amaral e esposa Castorina do Amaral.
A cerimônia religiosa foi presidida pelo Padre Albino Frederico, vigário da paróquia, os paraninfos da noiva Gov. Altino Arantes e Sra., do noivo Major Antônio Benedito de Vasconcelos e esposa Maria de L. Vasconcelos Amaral.
Após o enlace, os convidados se dirigiram a elegante vivenda do Dr. Tancredo do Amaral, ornamentada de flores e engalanada com adereço de apurado bom gosto de Lídia de Assis, ali foi servido um lauto almoço na mesa em forma de T, onde, além dos noivos, seus pais e padrinhos, assentaram os ajudantes de ordem do governador, os Deputados Freitas Valle, Francisco Junqueira e Paulo Arantes acompanhados das esposas, sentaram, ainda, o delegado de polícia local Dr. Edmundo Pereira da Fonseca, o Pref. Manoel Antônio Mendes, Lídia de Assis, mestre do cerimonial e acompanhante das senhoras convidadas.
Ao champanhe, o Governador Altino Arantes brindou os noivos e familiares, agradeceu ao Dr. Tancredo do Amaral que levantou sua taça pela felicidade pessoal do Governador, paraninfos e todos os presentes.
Por volta das 20:00 horas a comitiva governamental regressou à capital. Assim noticiou o Jornal Correio Paulistano do dia 20 de março de 1919.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Casos de Santa Isabel: A mudança dos cemitérios

O que poucas pessoas sabem, talvez seja que certos espaços de Santa Isabel, hoje cemitérios, nem sempre estiveram ali.
O primeiro, acima da Matriz (Santíssimo), não era ali. Para ser sincero era onde fica a própria igreja! Isso mesmo. Todo o espaço da sé, era usada para enterrar pessoas. Tanto no templo, como no pátio. Isso muito tempo atrás, mas mudaram o cemitério quando começou a construção da estrutura religiosa.
Fato é que tinha gente, pouco depois, encontrando vez ou outra, ossos depois da construção da Igreja Matriz.
O que fica próximo do comércio 3 Chico (São Benedito), no final da Avenida Manoel Ferraz de Campos Salles, nem sempre esteve ali. Para ser sincero, ele se localizava onde hoje é a delegacia, aos fundo. No caso essa mudança, não foi por conta da construção, mas sim por conta do brejo. Onde colocaram os corpos, naquela área, era lodoso. Então, foi de bom senso colocar os corpos em lugar mais apropriado.

sábado, 10 de outubro de 2020

O protetor do Relógio da Matriz

O senhor Hélio da Silva Santos é o guardião das engrenagens do relógio da Matriz por mais de 30 anos (na época da matéria por pelo menos mais de 37 anos).
Em sua casa ele tem uma foto com o seguinte escrito atrás dela: 18/12/82, sábado, Hélio da Silva Santos. Marcando o momento em que começou a trabalhar com o relógio da Matriz de Santa Isabel. Desde jovem sempre gostava de montar e desmontar despertadores. Outro tesouro que possuí são folhas de xerox de livros que contam a história da cidade e da igreja.
Seu Helio elogiou a recuperação do relógio, desejando sorte a confraria que reúne voluntários e doações. Mostrando que a cidade se preocupa com sua cultura.

HÉLIO e o Relógio da Matriz. Jornal Ouvidor. Igaratá, 6 jul. 2019, p. 2.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Igreja do Rosário



Muitos dos dados obtidos aqui foram graças a um dos dias em que fui a Câmara Municipal de Santa Isabel. Então, tenho que dar o crédito devido.
Quem passa de frente a Igreja do Rosário nem imagina do que estou falando aqui.
Segundo o Livro Tombo da Paróquia é a igreja mais antiga do Alto Tietê. Inaugurada em 1723 servindo de Matriz, até ser transferida para a Igreja Matriz como a conhecemos. A sua construção feita pelas mãos de escravos era originalmente feita de taipa (técnica de construção antiga onde se usa barro e cascalho para a estrutura). O altar, tem dois púlpitos que abrigam a imagem de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Na área esquerda existe uma imagem de Nosso Senhor dos Passos. 
Além dos registros escritos que existiam, provando a construção como obras de escravos, outros indícios mostram isso. Um desses fatos é que os santos padroeiros da igreja, seriam adotados pelos negros como protetores. Sem contar a grade que existia antes, separando os negros do brancos, vestígio do período colonial escravista.
A igreja ainda tem dois balcões laterais, onde a aristocracia da época assistia a missa. Na reforma de 2004, buscou-se restaurar as cores mais próximas de seus tons originais.
Muitos dos dados obtidos aqui foram graças a um dos dias em que fui a Câmara Municipal de Santa Isabel. Então, tenho que dar o crédito devido. Uma curiosidade sobre a igreja: a pedra fundamental da cidade permanece lá. Como assim? Já explicarei. Essa peça é colocada como primeira peça de uma construção ou edifício, muitas vezes funcionando como uma cápsula do tempo. Após conversar com algumas pessoas da igreja e da área cultural (já que não possuímos um registro público desde a queima dos documentos da cidade), descobri que ela permanece no local. Quando ocorreu a reforma, a única coisa que não mexeram foi o piso, onde esse item segundo informações está.